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10/11/2013

Cidade de Maputo

No dia da cidade de Maputo:

01/10/2013

Televisões ULTRA HD

A loucura em tecnologia:

      

29/09/2013

Moçambique, (penosa) luta pela sobrevivência...

Todos os dias, dezenas de indivíduos submetem-se a penosas jornadas de trabalho para extrair ouro na zona de Tsiquire, a sensivelmente 10 quilómetros da vila municipal da Gorongosa, na província de Sofala. Na sua maioria são jovens e adolescentes que abandonam a escola para ganhar o sustento diário arriscando a vida.

Há também casos de professores e membros da Polícia moçambicana que procuram aumentar a sua renda mensal recorrendo ao garimpo. A atividade acontece aos olhos das autoridades locais que se mostram inoperantes. A aproximadamente 10 quilómetros da área municipal da Gorongosa um mundo à parte, criado pela necessidade de sobrevivência, ganha vida a cada novo dia. Os vastos campos de mapira, que sobressaem aos olhos de quem por lá passa, não escondem uma atividade que cresce a uma velocidade estonteante nos últimos tempos.


A miséria, o desemprego e a urgência de ganhar dinheiro para subsistir arrastam dezenas de jovens e adolescentes para essa "indústria" que prospera informalmente naquele ponto do país. Têm entre 16 e 30 anos de idade, alguns dispõem de baixo grau de escolaridade e outros nunca sequer se sentaram num banco de uma sala de aulas. Sem opção, nem profissional e tão-pouco de formação, pensam, invariavelmente, numa única coisa: extrair ouro. Este é o perfil de grande parte das pessoas que, todos os dias, se desloca até Tsiquire, uma área de pouco mais de 2500 hectares que se transformou no posto de trabalho de dezenas de indivíduos.


Neste local, os dias começam muito cedo e só terminam quando o sol se põe.


A febre do ouro


Felizardo Sandes chegou há seis meses a Gorongosa, oriundo da vila de Caia, na província de Sofala. Ele tem um currículo robusto no que diz respeito à atividade de garimpo. Porém, começou perscrutando potenciais compradores de minérios extraídos no distrito de Gilé, na Zambézia, mas logo descobriu que a evulsão de ouro dava mais dinheiro. Presentemente, arrenda uma pedaço de terra, de dimensão 20 por 30 metros, em Tsiquire. Paga 30 meticais pelo espaço por dia e, em média, amealha 15 mil por mês. Ele afirma que já trabalhou em mais de 10 minas do país no decorrer dos seus 26 anos de idade, atrás de uma vida melhor. "Eu procuro ganhar dinheiro para sobreviver, tenho uma família por cuidar", diz. Já Joaquim Malia, de 35 anos de idade, trabalha para um grupo de cidadãos estrangeiros, de que desconhece a proveniência. "Eles não falam português, mas nós entendemo-nos.


Devem ser sul-africanos, pois eles falam inglês", afirma. No princípio, o jovem era apenas um simples garimpeiro, e conta que a atividade era bastante desgastante. Entrava por volta das 5h00 da manhã, só saía às 18h00 com dores em quase todo o corpo, e tinha um intervalo de apenas 30 minutos para tomar o almoço. Muitas vezes, via-se obrigado a passar a noite naquele local. Hoje, ele tem a responsabilidade de supervisionar o trabalho de um conjunto de seis trabalhadores. Como Sandes e Malia, existem dezenas de jovens que sobrevivem da mesma atividade na vila sede de Gorongosa, onde a atividade é desenvolvida de forma impetuosa.


Juca Marinta, de 28 anos de idade, tem a 10ª classe concluída há dois anos. Recentemente, interrompeu a 11ª classe para se dedicar à exploração de ouro em Tsiquire. E a justificação imediata para a decisão é a falta de emprego e a necessidade de garantir o sustento diário da família. Quase todas as semanas, há relatos de pelo menos dois acidentes nas minas de Tsiquire em Gorongosa.


No início do mês em curso (Julho), um rapaz, de 17 anos de idade, sobreviveu a uma queda. Um pedaço de terra no qual se encontrava de pé desabou, tendo ficado aproximadamente uma hora dentro de uma cratera com pouco mais de dois metros de profundidade. No passado mês de Junho, um outro jovem teve a perna esquerda entalada num buraco. Neste ano, a pior situação aconteceu em Abril último e a vítima chama-se Marinta. Ele foi resgatado com vida pelos seus colegas depois de três horas soterrado. "Não sei explicar o que me teria acontecido, de repente senti muita areia por cima de mim. No momento, perdi a consciência", conta. O jovem encontrava-se no interior de uma cratera provocada pela atividade de garimpo, quando parte de terra desmoronou.


O incidente não foi argumento suficiente para desencorajar Juca Marinta, até porque, à semelhança de tantos outros que para lá se dirigem, a necessidade de garantir o sustento diário é imperiosa. Volvidos três semanas, o jovem retomou à actividade. "Procuro tomar o máximo de cuidado possível, mas acidente é acidente e ninguém pode prever quando irá acontecer", diz o garimpeiro. A exploração de ouro não só atrai os jovens e adolescentes. Há cada vez mais professores e agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível do distrito de Gorongosa a trocarem os seus postos de trabalho pelas minas de Tsiquire. A título de exemplo, quando nos aproximámos de um dos acampamentos instalado naquele local, um garimpeiro que não quis ser identificado pediu-nos para que não fosse fotografado. Quando nos apresentámos como jornalistas do Jornal @Verdade, sentiu-se descontraído, tendo afirmado que já conhecia o semanário em Maputo, onde morava antes de ser transferido para a província de Sofala, e questionou a razão de a publicação ser de distribuição gratuita. Desembaraçado, revelou que é um membro da PRM e que estava ali à procura da vida. "Não sou único neste local, há pelo menos seis polícias nestas minas", afirma.


Embora negue o abandono do posto de trabalho para se dedicar ao garimpo, o professor de carreira N3 que se identificou simplesmente por Mendes também é um dos funcionários públicos que faz das minas de Tsiquire uma alternativa ao emprego. Com dois adolescentes trabalhando para si, o docente procura um rendimento estável, e afirma que nos últimos tempos tem sido difícil extrair ouro naquele local. Trabalho "forçado" A zona de Tsiquire foi transformada num acampamento, onde pequenas cabanas improvisadas albergam os garimpeiros que todos os dias se dedicam àquela atividade exercida de forma penosa, até porque os mesmos não dispõem de meios à altura para a exploração mineira. Debaixo de um sol escaldante, sem as mínimas condições de trabalho, os jovens travam uma batalha de caça ao ouro.


Ignorando o iminente risco de desmoronamento de terras, eles descem até grandes profundidades, submetendo-se ao exercício braçal e degradante em jornadas quase intermináveis. Pá e picareta são os únicos instrumentos usados. Naquele ponto, a tabela de preços é definida pelos próprios garimpeiros. Nenhum aceita trabalhar por menos de 100 meticais por dia. "Este é o valor que definimos como o mínimo neste local. Quem aceitar abaixo disso, é expulso deste ponto", explica o jovem que se identificou por Vasco. Mas a maior inquietação não é cair numa cratera ou morrer soterrado, pelo contrário, é a extorsão que sofrem por parte dos agentes da Polícia que por ali circulam esporadicamente.


No YouTube há estes vídeos:



in @ Verdade



25/06/2013

Discover Mozambique and Maputo

O país merecia melhor futuro do que lhe foi imposto pela camarilha guebuzina.
Viva Moçambique!

18/05/2013

Big Brother

A propósito de medição de audiência televisivas, está tudo dito e escrito!



 

02/11/2012

O colapso da ponte


06/10/2012

Vivendo na América

25/08/2012

Neil Armstrong – um salto gigantesco para a Humanidade

Recordando a longa e entusiasmante noite de 20 de julho de 1969 em que Neil Armstrong deu os primeiros passos na Lua e daria ímpeto ao desenvolvimento tecnológico que hoje está nas mãos de todos.
 
Descanse em paz!
 
 


 


 

17/04/2012

Uma surpresa numa praça sossegada

12/03/2012

17 anos,17 imitações

07/03/2012

O pintinho piu

25/02/2012

100 anos de moda em 100 segundos

05/02/2012

Pão e circo

Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima Lopes.

O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis. E os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da eletricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira.

E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. "Nos tempos que correm", como diz a apresentadora - e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise - , a coisa sabe bem.

No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções.

Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido".

Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não conseguimos deixar de sentir que esta é a "beleza" televisiva onde tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.

Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que os séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo.


Entretanto a apresentadora recebe 40.000 euros por mês. Foi o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria.

A pobre da Fátima Lopes só ganha 1290 euros por dia. Brincando com miséria dos miseravelmente felizes.



14/12/2011

Jovens tenores no país do "bello canto"

11/11/2011

Vou passear com meus (16) cães e volto já!

08/11/2011

África também é...

... isto:

30/10/2011

José Vasconcelos - Jô Soares - Melo Maluco

Recém falecido, o humorista José Vasconcelos, estava absolutamente imperdível, nesta história de "Melo Maluco".

20/10/2011

O boneco angolano

A TPA - a Televisão Popular de Angola, da família Santos, apresenta algumas surpresas. O que mostra que, por baixo do nepotismo, a sociedade ferve de ideias!

17/10/2011

Memórias de 60

O pequeno Joselito, o cantor famoso de filmes e televisão, após adulto passou a cantar baladas românticas.

Teve uma vida atribulada, servindo como mercenário em África. Foi detido pela polícia angolana por tráfico de armas e drogas (1990),  preso cinco anos em Espanha por envolvimento no negócio de cocaína.

Após voltar, retomou a carreira de cantor. Apareceu no programa da TVE Cine de Barrio no dia 16 de dezembro de 2006. Em 2008 participou no reality show "Supervivientes", do Telecinco, permanecendo duas semanas, até 31 de janeiro de 2008.

21/09/2011

Ver um maremoto de dentro de um carro

A força de um maremoto (ou Tsunami) é impressionante.

É isso que se percebe das imagens feitas de dentro de um carro e agora passadas numa TV japonesa.