25/05/2013
24/05/2013
Palhaço de serviço!
Quando se cospe no próprio prato de sopa apenas para dar publicidade a um livro:
das duas três - ou seu tem falta de chá ou se excedeu na quantidade de copos!
20/05/2013
18/05/2013
13/05/2013
09/05/2013
Göttingen Barbara
A União Europeia é uma fabulosa construção Humana, uma conquista da Liberdade e da Paz.
É por isso que é preciso tudo fazer para continuar e aprofundar o Projeto Europeu.
E recordar Göttingen docemente cantado por Barbara Brodi:
É por isso que é preciso tudo fazer para continuar e aprofundar o Projeto Europeu.
E recordar Göttingen docemente cantado por Barbara Brodi:
05/05/2013
04/05/2013
Chinesas
As chinesas querem o corpo da mulher ocidental
No meu segundo bairro, o predomínio da cultura africana era tal que muitas miúdas queriam ser negras. Estas mulatas honorárias acabavam por cobrir a pele com cremes escuros a fim de parecem mulatas efectivas.
Mal eu sabia que este fenómeno de aculturação viria a ter uma dimensão à Cecil B. DeMille: as mulheres chinesas querem uma aparência ocidentalizada. Mas, ao invés das mulatas wannabe, as chinesas não se ficam pelos cremes. Recorrem mesmo à cirurgia plástica. Resultado? Está em curso uma operação plástica colectiva lá pelas bandas de Xangai e Pequim.
Mal eu sabia que este fenómeno de aculturação viria a ter uma dimensão à Cecil B. DeMille: as mulheres chinesas querem uma aparência ocidentalizada. Mas, ao invés das mulatas wannabe, as chinesas não se ficam pelos cremes. Recorrem mesmo à cirurgia plástica. Resultado? Está em curso uma operação plástica colectiva lá pelas bandas de Xangai e Pequim.
Para começar, as chinesas querem ser mais altas, querem as pernas da Elle MacPherson.
Submetem-se, portanto, a uma dolorosa cirurgia que aumenta o comprimento dos ossos (fraturas propositadas?). De igual modo, também querem um nariz mais empinado, e esta operação à cana do nariz é uma das mais requisitadas. Mas nada bate o sucesso da operação que arredonda os olhos.
Até meninas de 12 anos fazem esta cirurgia que dá um ar menos oriental às pálpebras. Porquê? Porque as mães querem que as filhas sejam mais bonitas e, ora essa, a beleza está associada a traços ocidentais.
Submetem-se, portanto, a uma dolorosa cirurgia que aumenta o comprimento dos ossos (fraturas propositadas?). De igual modo, também querem um nariz mais empinado, e esta operação à cana do nariz é uma das mais requisitadas. Mas nada bate o sucesso da operação que arredonda os olhos.
Até meninas de 12 anos fazem esta cirurgia que dá um ar menos oriental às pálpebras. Porquê? Porque as mães querem que as filhas sejam mais bonitas e, ora essa, a beleza está associada a traços ocidentais.
Este tema pode parecer brincadeira, pode parecer um daqueles episódios do fecho do telejornal, mas não é. Em primeiro lugar, esta ocidentalização revela uma brecha no sinocentrismo e até no racismo da etnia Han. Em segundo lugar, esta metamorfose em curso indica que o velho Ocidente ainda tem trunfos na manga.
Sim, estamos a perder algum poder material, mas continuamos a dominar o lado qualitativo da vidinha. As chinesas querem vestir as marcas ocidentais, querem andar nos carros ocidentais, querem ter um estilo de vida ocidental.
Sim, ainda temos o poder para decidir o que é cool e, neste sentido, continuamos no topo da economia. Como se isto não fosse suficiente, as mulheres chineses querem ter as curvas das mulheres ocidentais. Isto não é só poder, já é bipoder. E este ponto leva-nos ainda a uma pergunta sem resposta: a China não aceita que o Ocidente defina o Bem, mas aceita que os ocidentais definam o Belo. Porquê?
Sim, estamos a perder algum poder material, mas continuamos a dominar o lado qualitativo da vidinha. As chinesas querem vestir as marcas ocidentais, querem andar nos carros ocidentais, querem ter um estilo de vida ocidental.
Sim, ainda temos o poder para decidir o que é cool e, neste sentido, continuamos no topo da economia. Como se isto não fosse suficiente, as mulheres chineses querem ter as curvas das mulheres ocidentais. Isto não é só poder, já é bipoder. E este ponto leva-nos ainda a uma pergunta sem resposta: a China não aceita que o Ocidente defina o Bem, mas aceita que os ocidentais definam o Belo. Porquê?
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My God
03/05/2013
30/04/2013
29/04/2013
A idosa
Uma velhinha, ao atravessar a rua, caiu de rabo no chão.
José Sócrates viu e apressou-se a ajudar a levantar a velhota e ajudou-a também a atravessar a rua.
Uma vez do outro lado, ele pergunta:
- Então, reconhece-me? Sou o ex-primeiro-ministro e espero que em próximas eleições, a senhora vote em mim!
Diz a idosa, com um sorriso matreiro:
- Sabe, senhor inginheiro, eu bati com o cu no chão; não foi com a cabeça !!!...
José Sócrates viu e apressou-se a ajudar a levantar a velhota e ajudou-a também a atravessar a rua.
Uma vez do outro lado, ele pergunta:
- Então, reconhece-me? Sou o ex-primeiro-ministro e espero que em próximas eleições, a senhora vote em mim!
Diz a idosa, com um sorriso matreiro:
- Sabe, senhor inginheiro, eu bati com o cu no chão; não foi com a cabeça !!!...
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Idiota
25/04/2013
24/04/2013
Alá farta-se um dia destes
No reino da estupidez, a Síria de hoje, ditador de um lado, opositores tresloucados, não respeitam templos, hospitais, escolas e população civil.
Na cidade mártir de Aleppo, o minarete da mesquita é derrubado à bomba na troca de tiros entre inimigos. Enquanto berram como porcos, mostram como se faz de uma mesquita um quartel...
Alá é grande mas, um dia destes, farta-se de tanta estupidez!
حلب تدمير مئذنة الجامع الاموي الكبير
Na cidade mártir de Aleppo, o minarete da mesquita é derrubado à bomba na troca de tiros entre inimigos. Enquanto berram como porcos, mostram como se faz de uma mesquita um quartel...
Alá é grande mas, um dia destes, farta-se de tanta estupidez!
حلب تدمير مئذنة الجامع الاموي الكبير
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Fundamentalismo,
Terrorismo
Richie Havens e "Freedom" no Woodstock 1969
Para a memória de inesquecíveis tempos, em dia de mais uma perda:
23/04/2013
D'ont cry me Argentina
O texto de hoje é da autoria de Andrés Malamud, cientista político e investigador do Instituto de Ciências Sociais. O Andrés era membro do governo da Argentina aquando do colapso de 2001.
A 26 de julho de 2001, pelas 21 horas de Buenos Aires, mandei um email que achei original a um amigo americano. Nele informava-o que o default (calote) da Argentina era inevitável e que apenas faltava saber o quando. Eu começava a ter essa conversa diariamente com os meus colegas de governo, mas eles gozavam comigo. "Por que é que gostas tanto de dizer default?", mimicavam. "É o som da palavra que te excita?", zombavam, acho que com carinho. Ninguém acreditava nessa possibilidade, nem no oficialismo nem na oposição.
A Lei de Convertibilidade, que estabelecia que o governo daria um Dólar a todos os que entregassem um Peso, garantia a poupança dos argentinos e a estabilidade da economia.
A 26 de julho de 2001, eu era assessor de gabinete no Ministério de Justiça e Direitos Humanos e o meu amigo era o politólogo dos EUA que melhor conhecia a Argentina. Por isso, ele era consultado frequentemente pelo Departamento de Estado, e eu suspeitava que também teria feito trabalhos para a CIA. Como analista, entenda-se.
A sua resposta foi imediata e lapidar: "Conta-me algo que eu não saiba". E eu que achava que a minha era insider information!
O resto da história é conhecido. A 1 de dezembro, para deter uma corrida aos bancos que ameaçava todo o sistema financeiro, o governo decretou o corralito (restrição ao levantamento de depósitos). Mas numa economia com um alto grau de informalidade, sem dinheiro vivo não há transações - ou seja, falta comida no lar. Seguiram-se assaltos a supermercados, por vezes organizados e sempre aproveitados por fações opositoras, grupos anárquicos e delinquentes comuns.
A repressão policial alimentou a violência, e a 20 de dezembro o governo demitiu-se entre gases lacrimogéneos e 30 mortos em enfrentamentos de rua. A 23 de dezembro, um governo provisório declarou o default perante uma ovação em pé do parlamento nacional. A 30 de dezembro, o governo provisório demitiu-se perante massivas manifestações populares contra a corrupção sob o lema "que vão todos (os políticos) embora, que não fique nenhum".
Em janeiro de 2002, um mês depois do corralito, um novo governo provisório decretou o fim da convertibilidade: a Argentina saía do dólar. A economia parou literalmente durante dois meses: as pessoas iam ao emprego e ficavam a olhar umas para as outras. No terceiro mês, boa parte delas resolveu o problema ficando sem emprego. A inflação disparou e a Argentina afundou. Um ano e poucos meses mais tarde, o governo voltou a cair por causa de mais duas mortes violentas. Os partidos políticos implodiram e o novo presidente foi eleito com apenas 22% dos votos.
Mas, no terceiro ano, o país saiu do inferno. Durante uma década, a Argentina passou a exportar mais do que importava, a arrecadar mais do que gastava, e passou a ter alguma estabilidade política. Há quem diga que agora os tempos de bonança estão para acabar, mas isso é outra história. A que aqui se contou é a que espera, quiçá, metade da Europa - e não apenas a Portugal.
Meia Europa que continua a achar que pior não é possível e que a austeridade, ou então a resistência à austeridade, pode travar o colapso. Quando disse ao meu amigo americano que o euro não era para durar, ele manteve o discurso de então: "conta-me algo que eu não saiba".
Henrique Raposo
A 26 de julho de 2001, pelas 21 horas de Buenos Aires, mandei um email que achei original a um amigo americano. Nele informava-o que o default (calote) da Argentina era inevitável e que apenas faltava saber o quando. Eu começava a ter essa conversa diariamente com os meus colegas de governo, mas eles gozavam comigo. "Por que é que gostas tanto de dizer default?", mimicavam. "É o som da palavra que te excita?", zombavam, acho que com carinho. Ninguém acreditava nessa possibilidade, nem no oficialismo nem na oposição.
A Lei de Convertibilidade, que estabelecia que o governo daria um Dólar a todos os que entregassem um Peso, garantia a poupança dos argentinos e a estabilidade da economia.
A 26 de julho de 2001, eu era assessor de gabinete no Ministério de Justiça e Direitos Humanos e o meu amigo era o politólogo dos EUA que melhor conhecia a Argentina. Por isso, ele era consultado frequentemente pelo Departamento de Estado, e eu suspeitava que também teria feito trabalhos para a CIA. Como analista, entenda-se.
A sua resposta foi imediata e lapidar: "Conta-me algo que eu não saiba". E eu que achava que a minha era insider information!
O resto da história é conhecido. A 1 de dezembro, para deter uma corrida aos bancos que ameaçava todo o sistema financeiro, o governo decretou o corralito (restrição ao levantamento de depósitos). Mas numa economia com um alto grau de informalidade, sem dinheiro vivo não há transações - ou seja, falta comida no lar. Seguiram-se assaltos a supermercados, por vezes organizados e sempre aproveitados por fações opositoras, grupos anárquicos e delinquentes comuns.
A repressão policial alimentou a violência, e a 20 de dezembro o governo demitiu-se entre gases lacrimogéneos e 30 mortos em enfrentamentos de rua. A 23 de dezembro, um governo provisório declarou o default perante uma ovação em pé do parlamento nacional. A 30 de dezembro, o governo provisório demitiu-se perante massivas manifestações populares contra a corrupção sob o lema "que vão todos (os políticos) embora, que não fique nenhum".
Em janeiro de 2002, um mês depois do corralito, um novo governo provisório decretou o fim da convertibilidade: a Argentina saía do dólar. A economia parou literalmente durante dois meses: as pessoas iam ao emprego e ficavam a olhar umas para as outras. No terceiro mês, boa parte delas resolveu o problema ficando sem emprego. A inflação disparou e a Argentina afundou. Um ano e poucos meses mais tarde, o governo voltou a cair por causa de mais duas mortes violentas. Os partidos políticos implodiram e o novo presidente foi eleito com apenas 22% dos votos.
Mas, no terceiro ano, o país saiu do inferno. Durante uma década, a Argentina passou a exportar mais do que importava, a arrecadar mais do que gastava, e passou a ter alguma estabilidade política. Há quem diga que agora os tempos de bonança estão para acabar, mas isso é outra história. A que aqui se contou é a que espera, quiçá, metade da Europa - e não apenas a Portugal.
Meia Europa que continua a achar que pior não é possível e que a austeridade, ou então a resistência à austeridade, pode travar o colapso. Quando disse ao meu amigo americano que o euro não era para durar, ele manteve o discurso de então: "conta-me algo que eu não saiba".
Henrique Raposo
22/04/2013
19/04/2013
Cobrança da dívida
Esquadra da Marinha chinesa chega a Lisboa!

Em declarações à RTP, o embaixador chinês em Portugal disse acreditar numa solução pacífica para o problema. A afirmação coincidiu com a chegada a Lisboa de uma esquadra da marinha chinesa!
09/04/2013
Vendedor de Banha da Cobra
Vidas paralelas
Na semana passada, celebrámos o retorno de um homem que tínhamos como morto.
Alguém que foi alvo de grandes injustiças, que se sacrificou por nós e que depois voltou em toda a sua glória. Mas não foi só o regresso de José Sócrates que se festejou. Também se comemorou a Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo.
São duas figuras impressionantes. Uma apresentou-se ao povo como o seu salvador, capaz dos mais incríveis milagres. Mas, à sua maneira, Jesus também era especial.
Subsistem dúvidas sobre o que se passou realmente com Jesus, uma vez que os únicos relatos foram redigidos muitos anos depois da sua morte, por pessoas que, algumas delas, nem o tinham conhecido. E subsistem ainda mais dúvidas sobre o que se passou realmente com Sócrates, uma vez que os únicos relatos são os do próprio.
Enfim, podia continuar aqui a usar este artifício estilístico para ampliar a grandeza de Sócrates, estabelecendo paralelismos entre Sócrates e Cristo ao referir características divinas do messias e equiparando-as às características de Jesus. (Cá está outro. Peço desculpa.) Mas o resto é incomparável. Afinal, só ao fim de mais de um século é que Jesus teve uma verdadeira religião em seu nome, enquanto José Sócrates teve-a ao fim de uma semana.
Percebe-se porquê. É uma questão de infra-estruturas. Para crescer, o cristianismo teve de esperar que Saulo de Tarso caísse na Estrada de Damasco e se convertesse. Ora, a religião de Sócrates não está dependente de uma só estrada para converter discípulos. Há, espalhadas por Portugal, várias estradas onde podemos ter a real noção do poder de Sócrates. A minha predilecta é a A17, entre Aveiro e Leiria. Enquanto toda a gente usa a A1, estou isolado do resto do mundo. São 150 km de solitude onde qualquer pessoa facilmente se converte a José Sócrates. Como essa, há várias estradas vazias, ideais para a instrospecção. É só escolher.
De uma maneira ou de outra, Sócrates tocou-nos a todos. A uns tocou no coração. A outros tocou no sítio do coração, mas por cima da roupa. Foi um daqueles toques mais ao estilo dos apalpões que os seguranças do aeroporto usam, de quem revista o bolso do casaco à procura da carteira. Mas qualquer português tem um episódio de Sócrates que o tenha marcado mais.
O meu é a parábola de Chico Buarque. Naquele tempo, Sócrates estava em visita oficial ao Brasil. Revelou que Chico Buarque queria muito conhecê-lo e tinha-o convidado para tomar um cafezinho. Os jornais apressaram-se a transmitir esta boa nova que muito prestigiava o país. Se um cançonetista brasileiro queria conhecer o nosso primeiro-ministro, o futuro de Portugal só podia ser radioso. Em breve, haveria um artista plástico zairense a desejar travar conhecimento com Sócrates. Ou um encenador turco. Um bailarino indonésio, porque não? As possibilidades eram imensas.
Infelizmente, Chico Buarque veio desmentir esta linda história: afinal, José Sócrates é que se tinha feito convidado para sua casa. Só que tinha dito aos jornalistas o contrário.
Por isso, quando Sócrates fez questão de dizer que a RTP é que o tinha convidado, recordei esse episódio com ternura. O meu Sócrates continua igual.
José Diogo Quintela
in «Público», 07-04-2013
Na semana passada, celebrámos o retorno de um homem que tínhamos como morto.
Alguém que foi alvo de grandes injustiças, que se sacrificou por nós e que depois voltou em toda a sua glória. Mas não foi só o regresso de José Sócrates que se festejou. Também se comemorou a Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo.
São duas figuras impressionantes. Uma apresentou-se ao povo como o seu salvador, capaz dos mais incríveis milagres. Mas, à sua maneira, Jesus também era especial.
Subsistem dúvidas sobre o que se passou realmente com Jesus, uma vez que os únicos relatos foram redigidos muitos anos depois da sua morte, por pessoas que, algumas delas, nem o tinham conhecido. E subsistem ainda mais dúvidas sobre o que se passou realmente com Sócrates, uma vez que os únicos relatos são os do próprio.
Enfim, podia continuar aqui a usar este artifício estilístico para ampliar a grandeza de Sócrates, estabelecendo paralelismos entre Sócrates e Cristo ao referir características divinas do messias e equiparando-as às características de Jesus. (Cá está outro. Peço desculpa.) Mas o resto é incomparável. Afinal, só ao fim de mais de um século é que Jesus teve uma verdadeira religião em seu nome, enquanto José Sócrates teve-a ao fim de uma semana.
Percebe-se porquê. É uma questão de infra-estruturas. Para crescer, o cristianismo teve de esperar que Saulo de Tarso caísse na Estrada de Damasco e se convertesse. Ora, a religião de Sócrates não está dependente de uma só estrada para converter discípulos. Há, espalhadas por Portugal, várias estradas onde podemos ter a real noção do poder de Sócrates. A minha predilecta é a A17, entre Aveiro e Leiria. Enquanto toda a gente usa a A1, estou isolado do resto do mundo. São 150 km de solitude onde qualquer pessoa facilmente se converte a José Sócrates. Como essa, há várias estradas vazias, ideais para a instrospecção. É só escolher.
De uma maneira ou de outra, Sócrates tocou-nos a todos. A uns tocou no coração. A outros tocou no sítio do coração, mas por cima da roupa. Foi um daqueles toques mais ao estilo dos apalpões que os seguranças do aeroporto usam, de quem revista o bolso do casaco à procura da carteira. Mas qualquer português tem um episódio de Sócrates que o tenha marcado mais.
O meu é a parábola de Chico Buarque. Naquele tempo, Sócrates estava em visita oficial ao Brasil. Revelou que Chico Buarque queria muito conhecê-lo e tinha-o convidado para tomar um cafezinho. Os jornais apressaram-se a transmitir esta boa nova que muito prestigiava o país. Se um cançonetista brasileiro queria conhecer o nosso primeiro-ministro, o futuro de Portugal só podia ser radioso. Em breve, haveria um artista plástico zairense a desejar travar conhecimento com Sócrates. Ou um encenador turco. Um bailarino indonésio, porque não? As possibilidades eram imensas.
Infelizmente, Chico Buarque veio desmentir esta linda história: afinal, José Sócrates é que se tinha feito convidado para sua casa. Só que tinha dito aos jornalistas o contrário.
Por isso, quando Sócrates fez questão de dizer que a RTP é que o tinha convidado, recordei esse episódio com ternura. O meu Sócrates continua igual.
José Diogo Quintela
in «Público», 07-04-2013
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Opinião
08/04/2013
Vozes de burro não chegam a Belém
O regressado Sócrates, cábula de Paris e de inglês técnico, dispara insultos em todas as direções.
Só atinge quem lhe der troco.
Vá de retro...
Só atinge quem lhe der troco.
Vá de retro...
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