Guilherme Pereira, nacionalidade portuguesa, nascido em Lourenço Marques (Moçambique), oficial Deficiente das Forças Armadas por ferimentos adquiridos em combate durante a guerra colonial em Moçambique, medalha de Cruz de Guerra de Primeira Classe, é Licenciado e Doutorado em Filologia Românica e Doutorado em “Jornalismo e Ciências da Comunicação” (classificação de vinte).
Foi dirigente associativo na Associação Académica de Coimbra e também dirigente da Associação Académica de Moçambique.
Na Universidade de Coimbra, integrou o núcleo duro dos 39 estudantes que lideraram a insurreição contra o regime político fascista – ao lado de Alberto Martins, Celso Cruzeiro, Strech Ribeiro, entre muitos outros – acabando por ser expulso de todas as universidades portuguesas e mais tarde reintegrado justamente por força da greve geral a exames (98,7% de adesão) levada a efeito em 1969 pelos estudantes da Universidade de Coimbra (in COIMBRA 69, de Celso Cruzeiro, Edições Afrontamento).
Por via do seu envolvimento na luta contra o fascismo, em Moçambique e Portugal, foi várias vezes preso. Estava preso em 25 de Abril de 1974, tendo sido libertado por via da amnistia decretada pela “Junta de Salvação Nacional”. Estes factos constam, documentalmente e testemunhalmente, do livro de sua autoria editado pela EDITORIAL PRESENÇA (“Prisão Maior”) e em várias publicações nacionais e internacionais.
Jornalista profissional há 37 anos - rádio,TV e imprensa escrita - titular da carteira profissional 6964 emitida pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas, sócio 6600 do Sindicato de Jornalistas, exerceu e ainda exerce a sua profissão, no total em vinte e três (23) órgãos de informação, cinco dos quais não nacionais.
É também colaborador em cinco órgão de informação chamados regionais, dois dos quais on-line.
Professor Universitário, é membro (número 070540) do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, ensino superior.
Cofundador e ator, sob a direcção de Mário Barradas, do TEUM (Teatro dos Estudantes Universitários de Moçambique), tendo representado, entre outras, a peça de William Shakespeare “Measure for Measure” no papel principal de “Escalus”; foi fundador e Dirigente do Núcleo Provincial de Minibasquete, em Moçambique, e igualmente fundador e Director Geral em 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006 das “Ficções Reais”, (nome de registo FICÇÕES ACTUAIS Lda, no Registo Nacional de Pessoas Coletivas) empresa profissional de guionismo e escrita criativa para TV e cinema, que subscreveu contratos com os canais de TV SIC e TVI, ainda com o grupo SONAE, empresa para a qual são produzidos os documentários subordinados à temática do “Desenvolvimento Sustentável”. Esta empresa iniciou a sua atividade com seis profissionais, tendo actualmente 49, desde guionistas a operadores de câmara, produtores, maquetistas, gráficos, aderecistas, iluminadores, assistentes de realização e realizadores.
Guilherme Pereira, 4 filhos, dois dos quais jornalistas, é autor de 158 publicações académicas relacionadas com literatura portuguesa, literatura africana de expressão portuguesa, linguística e ainda sobre o fenómeno da deficiência em geral, 7 dos quais sobre deficiência de antigos combatentes de Portugal, Vietname, França, Somália, Ruanda, Bósnia, Moçambique, Angola, Reino Unido e EUA.
Do ponto de vista da sua intervenção cívica e académica, é membro, entre outras, da Academia Brasileira de Letras, WWF (World Wilde Foundation), Amnistia Internacional, Prisioners Abroad, Forum Prisões, Sport Lisboa e Benfica, Associação 25 de Abril, Asssociação Deontológica dos Profissionais Militares, Stratego, EUROMIL - Organização Europeia das Associações Militares, Eurodefense-France, Quercus, Associação dos Deficientes das Forças Armadas e Deco.
É igualmente Cofundador e Secretário Geral da ONG “Forum Prisões”.
Guilherme Pereira está coletado, do ponto de vista fiscal, como professor, jornalista, escritor e guionista.
Sempre incansável lutador pelos ideais da liberdade e sem filiação partidária, amigo do seu amigo, indescolável dos seus ideais, sempre até às últimas consequências, Guilherme Pereira, justamente porque não é (não quer ser) indiferente face aos problemas do país, das funções que desempenha e do mundo em geral, que aliás conhece muito pessoalmente, em boa parte devido à sua atividade de jornalista e académico, é uma figura controversa que gera paixões e ódios, sendo geralmente pouco sensível a uns e a outras.
Costuma dizer, entre familiares, amigos e camaradas de profissão, que “está de passagem pela vida e não gostaria de permanecer a observar o mundo comodamente na estação das camionetas do comodismo ou da indiferença”, preferindo escolher “um caminho, mesmo que não seja confortável ou pacífico, até porque há guerras que é preciso fazer e outras que é preciso comprar”.
Publicação: terça-feira, 16 de janeiro de 2007 21:02 por Guilhas
http://comunidade.sol.pt/blogs/guilhas/archive/2007/01/16/GUILHERME-PEREIRA.aspx
NR: A biografia publicada por este herói antifascista e anticolonialista é tão resumida que só por humildade do seu autor se pode entender o esquecimento de muitos outros pontos interessantes:
- porque será que o lutador antifascista ocupava o maior parte do seu tempo como secionista da equipa feminina de basquetebol da Associação Académica de Moçambique, como disfarce da sua atividade clandestina de luta contra a ditadura?
- porque ficou deficiente das forças armadas, em que dia, em que local e contra quem combatia este herói antifascista?
- porque será que o famoso jornalista da "Tribuna" de Lourenço Marques, apareceu agredido pelas forças da reação, em maio de 1974 mas, por alguns, associada a uma refeição bem regada?
- porque será que as agitadas intervenções nas assembleias de estudantes da Universidade de Lourenço Marques, terminavam num galhofa generalizada?
- porque será que o Festival de Música Popular que o Guilhas organizou, nos anos 70 do séc. XX, nunca se chegou a realizar e os músicos contratados não viram um tusto e sentiram-se (no mínimo) enganados?
- porque será que o jornal «Expresso» recebeu contas de hospedagem de um jornalista homónimo, em diversos hóteis do Algarve que, na verdade, nunca integrou os quadros do jornal?
- porque será que o Guilhas foi parar à prisão nos anos 80 do séc. XX?
- porque o Guilhas está com o ex-advogado Romeu Francês, no Forum Prisões, uma organização sem fins lucrativos fundada por ex-reclusos?
- porque será que o Guilhas deu uma entrevista televisiva a Margarida Marante, no canal «SIC» em que reconheceu a sua personalidade dupla de fantasista e de herói das suas próprias histórias?
02/10/2012
01/10/2012
Escapadinha
Um sujeito casado volta de uma viagem de negócios na China, onde aproveitou para conhecer algumas garotas de programa.
O médico olha o órgão do sujeito e sentencia:
Dias depois de voltar, o seu pénis ficou todo verde. Parecia sorvete de pistachos: verde e flácido. Claro que escondeu isso da mulher como pôde e vai, então, consultar um médico.
O médico olha o órgão do sujeito e sentencia:
- Ahaa...! Você foi para a China ! Não?
- É verdade.
- E andou com umas garotas!
- E andou com umas garotas!
- É verdade!
- Infelizmente isso não tem cura. Vamos ter que cortar.
O sujeito não acredita no que ouve, e vai consultar outro médico, mas o diagnóstico é o mesmo. Em desespero, procura urologistas, especialistas, catedráticos e, todos, sem exceção, confirmam o diagnóstico.
O sujeito não acredita no que ouve, e vai consultar outro médico, mas o diagnóstico é o mesmo. Em desespero, procura urologistas, especialistas, catedráticos e, todos, sem exceção, confirmam o diagnóstico.
Arrasado e sem saída, decide confessar as suas escapadelas à mulher que, depois de uma tremenda barracada, se compadeceu com o marido e aconselhou-o a procurar um médico chinês. Um especialista em urologia na própria China. Afinal eles devem estar acostumados com esta doença. O sujeito volta à China, paga uma nota pela passagem e marca uma consulta com o médico mais renomado do país.
Ao examiná-lo, ele dá uma risadinha:
- Hehehehe! O senhor esteve na China lecentemente... Non?
- É verdade...
- E o senhor fez umas bobagens com as galotas... Non?
- É verdade.
- E o senhor foi ver médico basileilo... Non?
- É verdade.
- E médico basileilo lhe disse que telia que cortar..... Non?
- É verdade.
- Médico basileilo não sabe nada! Non plecisa cortar.
O sujeito nem acredita! Quase desmaia de tanta emoção.
Começa a pular pelo consultório. Abraça e beija o médico. O seu pesadelo tinha acabado!
- Então, existe tratamento para isso?
- Non... Non.... Non plecisa coltal... Cai sozinho!
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My God
30/09/2012
Gutenberg
A 30 de setembro de 1452, Johannes Gutenberg publicava a primeira obra impressa - a Bíblia de Gutenberg - por tipos móveis.
Em suma, o inventor da Tipografia e - consequentemente - do Mundo livre, pensador e conhecedor que temos hoje.
Em suma, o inventor da Tipografia e - consequentemente - do Mundo livre, pensador e conhecedor que temos hoje.
Loira
Manuel entrou num bar cerca das 20:00 h.
Escolheu um lugar junto de uma loira esplendorosa e olhou para o aparelho de TV, no momento em que começavam as notícias do dia.
A equipa de reportagem cobria a notícia de um homem que estava prestes a atirar-se do alto de um enorme edifício...
A loira voltou-se para o Manuel e disse:
- Você acha que ele vai saltar?
Manuel respondeu:
- Eu aposto em como ele vai saltar.
A loira respondeu:
- Bem, eu aposto que não vai.
Manuel pôs uma nota de 20 € na mesa e exclamou:
- Vamos a isso…!
Logo que a loira colocou o seu dinheiro na mesa, o homem atirou-se, morrendo no embate com o solo.
A loira ficou muito aborrecida, mas entregou-lhe a nota de 20 €.
- Aposta é aposta... é justo... Aqui está seu dinheiro.
Manuel respondeu:
- Eu não posso aceitar o seu dinheiro. Eu vi a ocorrência anteriormente no noticiário das 18 horas. Eu sabia que ele ia saltar.
A loira respondeu:
- Eu também, mas nunca pensei que ele o fizesse novamente.
Manuel pegou o dinheiro e saiu...
Escolheu um lugar junto de uma loira esplendorosa e olhou para o aparelho de TV, no momento em que começavam as notícias do dia.
A equipa de reportagem cobria a notícia de um homem que estava prestes a atirar-se do alto de um enorme edifício...
A loira voltou-se para o Manuel e disse:
- Você acha que ele vai saltar?
Manuel respondeu:
- Eu aposto em como ele vai saltar.
A loira respondeu:
- Bem, eu aposto que não vai.
Manuel pôs uma nota de 20 € na mesa e exclamou:
- Vamos a isso…!
Logo que a loira colocou o seu dinheiro na mesa, o homem atirou-se, morrendo no embate com o solo.
A loira ficou muito aborrecida, mas entregou-lhe a nota de 20 €.
- Aposta é aposta... é justo... Aqui está seu dinheiro.
Manuel respondeu:
- Eu não posso aceitar o seu dinheiro. Eu vi a ocorrência anteriormente no noticiário das 18 horas. Eu sabia que ele ia saltar.
A loira respondeu:
- Eu também, mas nunca pensei que ele o fizesse novamente.
Manuel pegou o dinheiro e saiu...
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Idiota
29/09/2012
Depois da missa
O que deve fazer um homem casado depois da missa?
O esposo regressa da missa, entra em casa a correr e dirige-se à esposa com invulgar alegria.
Abraça-a, levanta-a ternamente nos braços e vai dançando com ela suspensa no ar, à volta de cada móvel de casa.
Pergunta a esposa, bastante admirada com o gesto:
- O que foi que disse hoje o padre no sermão? Será que disse que os maridos devem ser mais carinhosos com as suas esposas?
Responde o marido, radiante:
- Não, amor. O padre disse que temos que carregar a nossa cruz com alegria redobrada...
O esposo regressa da missa, entra em casa a correr e dirige-se à esposa com invulgar alegria.
Abraça-a, levanta-a ternamente nos braços e vai dançando com ela suspensa no ar, à volta de cada móvel de casa.
Pergunta a esposa, bastante admirada com o gesto:
- O que foi que disse hoje o padre no sermão? Será que disse que os maridos devem ser mais carinhosos com as suas esposas?
Responde o marido, radiante:
- Não, amor. O padre disse que temos que carregar a nossa cruz com alegria redobrada...
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| O casal Guebuza, carregando a cruz... |
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Opinião
26/09/2012
No Porto, carago, que caril !!!
Veio da Zambézia, província central de Moçambique, com 14 anos. Está em Portugal há 32, mas ai de quem disser que não é moçambicana! É que há sabores e cheiros que nunca se esquecem e a Tia Orlanda raramente despe a tradicional capulana de cores vivas. Porque ela gosta de cozinhar tal como aprendeu na sua terra, mas também de mostrar a sua cultura. E sempre com um doce sorriso no rosto.
Depois de dois anos a fazer uns petiscos na Associação Portugal Moçambique, a Tia Orlanda conquistou a independência e acaba de abrir o seu próprio restaurante. É vê-la à volta dos grandes tachos a apurar temperos. As chamuças (como entrada) já estão na mesa, mas é o cheirinho do caril de caranguejo que faz salivar. Mesmo que já se esteja a saborear um pratinho de camarão frito à maneira. Virá também um feijão com coco (imperdível). Assim como outras surpresas, que nisto de prazeres não convém contar logo tudo...
Precisa apenas de saber que pode comer estes pratos por 15 euros (inclui bebida de cápsula), a que se acrescenta uma sobremesa: mistura de fruta exótica ou um doce (pudim de côco, mousse de manga ou maracujá). Agora sim, a Tia Orlanda faz aquilo que realmente quer fazer. E a tempo inteiro, pois deixou para trás o serviço de telefonista da Câmara de Gondomar, depois de ter sido costureira e jardineira. Nos tempos livres, aperfeiçoava os cozinhados ao ritmo da marrabenta.
Filha de uma parteira de Moçambique, Orlanda Klyronomus Barros Barbosa é o símbolo dos cruzamentos possíveis do tempo dos impérios. O seu avô materno era grego, o pai biológico é indiano e o pai adotivo português. Casada com um português, tem uma filha escurinha e um filho branquinho. "Não faço diferenças", diz.
Apenas quer que todos se satisfaçam com o cruzamento de temperos que vai arquitetando com os seus dotes culinários. Aos fins de semana, o músico cabo-verdiano Valdir Divad poderá animar o serão. Não se espante, porém, se a Tia Orlanda surgir de garrafão na mão a servir uma lipipa ou marréu. Se for esse o caso, prove primeiro e pergunte depois.
TIA ORLANDA SABORES MOÇAMBICANOS
Terça a Domingo, 11h-24h
15€ (buffet) / 8-10€ (dose para dois) / 8€ (vegetariano)
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Turismo
25/09/2012
Guebuzistão, o reino do ladrão
Era uma vez, nas longínquas terras africanas, existia um reino para lá do comum. Algumas pessoas chamavam-no "Pérola do Índico" e outras simplesmente "Pátria de Heróis". Mas havia uns que preferiam designá-lo "Guebuzistão".
Pouco importa o nome, bem poderia ser "Pátria Amada" ou "Pátria Qualquer Coisa", mas tinha de ter um Rei.
O Soberano, de nome desconhecido, tinha quatro paixões (só não se sabe se é nesta ordem), designadamente helicóptero, piripiri, cachimbo e ampliar o seu património (financeiro) pessoal para lá de insuportável, adquirindo participações nas poucas empresas que movimentavam a economia daquele reino. Mas há quem fala de uma quinta paixão: adorava ser bajulado.
Como todo o Rei, ele tinha os seus funcionários – verdadeiros mestres em reproduzir o discurso da sua majestade – que fingiam estar preocupados com o bem-estar do povo, quando, na verdade, acomodavam a corrupção e o nepotismo.
Diga-se, o reino parecia um covil de abutres com as unhas cravadas na garganta dos súbditos que eram forçados a viver à intempérie, sem transporte, um sistema de saúde condigno e uma educação decente.
Apesar de as estatísticas mostrarem, vezes sem conta, o crescimento da economia local, os súbditos continuavam a morrer de fome, miséria (i) merecida e doenças curáveis. Mas o Rei cinicamente continuava a repetir até à náusea – qual um robô programado – qualquer coisa como :
"Estamos no bom caminho, rumo à prosperidade".
Quando o povo pedia pão e água, o Rei e os seus sequazes serviam excessivamente NADA, quando não eram overdoses de promessas e discursos cheios de nada e de nenhuma coisa.
Nas suas habituais brincadeiras e com o apoio dos seus títeres, começou por falar de "Revolução Verde" que morreu antes de nascer, inventou a história de "Jatropha" que continua sem pernas para andar e, mais tarde, forjou uma tal de "Cesta Básica" que ninguém chegou a ver.
Aliás, para entreter e domesticar o povo, compôs uma canção intitulada "Auto-estima" e decidiu dividir o reino em três gerações. Engendrou ainda uma guerra que denominou "Combate à Pobreza Absoluta" e, até então, ninguém sabe em que estágio se encontra a luta. Mas uma coisa é certa: ninguém deu o primeiro tiro, até porque os soldados de ontem não têm motivos para lutar, uma vez que levam uma vida abastada.
Cansado de receber o atestado de estupidez que era passado a todos os súbditos daquele reino, um jovem desconhecido decidiu rebelar-se. Sem escudo, apenas com uma azagaia, dispôs-se a fazer frente à monarquia e todos os meios de repressão modernos ao seu dispor.
Chamaram o rapaz à razão, mas ele fez orelhas moucas. Inebriado pelo apoio que recebia do povo, o jovem seguia, sem escudo (apenas com azagaia), desferindo violentos golpes ao regime.
Num certo dia, quando se preparava para arremessar mais uma lança, caiu nas mãos dos carrascos. Foi encarcerado. Motivo: levava consigo uma erva que naquele reino era proibida. Paradoxalmente, prenderam-no por transportar apenas quatro gramas de uma planta proibida, mas ninguém prende os guardiões do Rei que exportam impune e sistematicamente FLORESTAS DE MADEIRA PROIBIDA para o reino de Bruce Lee.
Contudo, há quem acredite que foi mesmo por causa do instrumento de combate. Dois dias depois, o rapaz foi liberto, mas não se sabe se ele viverá feliz para sempre.
*PS: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.*
Mia Couto
Pouco importa o nome, bem poderia ser "Pátria Amada" ou "Pátria Qualquer Coisa", mas tinha de ter um Rei.
O Soberano, de nome desconhecido, tinha quatro paixões (só não se sabe se é nesta ordem), designadamente helicóptero, piripiri, cachimbo e ampliar o seu património (financeiro) pessoal para lá de insuportável, adquirindo participações nas poucas empresas que movimentavam a economia daquele reino. Mas há quem fala de uma quinta paixão: adorava ser bajulado.
Como todo o Rei, ele tinha os seus funcionários – verdadeiros mestres em reproduzir o discurso da sua majestade – que fingiam estar preocupados com o bem-estar do povo, quando, na verdade, acomodavam a corrupção e o nepotismo.
Diga-se, o reino parecia um covil de abutres com as unhas cravadas na garganta dos súbditos que eram forçados a viver à intempérie, sem transporte, um sistema de saúde condigno e uma educação decente.
Apesar de as estatísticas mostrarem, vezes sem conta, o crescimento da economia local, os súbditos continuavam a morrer de fome, miséria (i) merecida e doenças curáveis. Mas o Rei cinicamente continuava a repetir até à náusea – qual um robô programado – qualquer coisa como :
"Estamos no bom caminho, rumo à prosperidade".
Quando o povo pedia pão e água, o Rei e os seus sequazes serviam excessivamente NADA, quando não eram overdoses de promessas e discursos cheios de nada e de nenhuma coisa.
Nas suas habituais brincadeiras e com o apoio dos seus títeres, começou por falar de "Revolução Verde" que morreu antes de nascer, inventou a história de "Jatropha" que continua sem pernas para andar e, mais tarde, forjou uma tal de "Cesta Básica" que ninguém chegou a ver.
Aliás, para entreter e domesticar o povo, compôs uma canção intitulada "Auto-estima" e decidiu dividir o reino em três gerações. Engendrou ainda uma guerra que denominou "Combate à Pobreza Absoluta" e, até então, ninguém sabe em que estágio se encontra a luta. Mas uma coisa é certa: ninguém deu o primeiro tiro, até porque os soldados de ontem não têm motivos para lutar, uma vez que levam uma vida abastada.
Cansado de receber o atestado de estupidez que era passado a todos os súbditos daquele reino, um jovem desconhecido decidiu rebelar-se. Sem escudo, apenas com uma azagaia, dispôs-se a fazer frente à monarquia e todos os meios de repressão modernos ao seu dispor.
Chamaram o rapaz à razão, mas ele fez orelhas moucas. Inebriado pelo apoio que recebia do povo, o jovem seguia, sem escudo (apenas com azagaia), desferindo violentos golpes ao regime.
Num certo dia, quando se preparava para arremessar mais uma lança, caiu nas mãos dos carrascos. Foi encarcerado. Motivo: levava consigo uma erva que naquele reino era proibida. Paradoxalmente, prenderam-no por transportar apenas quatro gramas de uma planta proibida, mas ninguém prende os guardiões do Rei que exportam impune e sistematicamente FLORESTAS DE MADEIRA PROIBIDA para o reino de Bruce Lee.
Contudo, há quem acredite que foi mesmo por causa do instrumento de combate. Dois dias depois, o rapaz foi liberto, mas não se sabe se ele viverá feliz para sempre.
*PS: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.*
Mia Couto
NR: texto dedicado por "Tempos Modernos" para assinalar o dia 25 de setembro e o congresso do Partido de Ali Babá e os demais ladrões. O escritor é alheio à escolha deste jornal.
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Negociatas
24/09/2012
O buraco
Há gente que ainda não percebeu a dimensão do buraco financeiro em que Portugal foi metido pelos socretinos.
E há gente que, por mais que se explique, nunca vai perceber o que está calculado, demonstrado e escrito aqui no Blasfémias mesmo que se destaque que a Dívida Pública por português aumentou 93% durante a gestão socretina:
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Economia,
Negociatas
23/09/2012
A inocência
Há alguns incompetentes, mas poucos inocentes.
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda sairia mais caro ao Estado?
Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.
Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro eletrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstração matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.
Durão Barroso é uma espécie de catavento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o catavento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o catavento vira 180 graus e passa a indicar a direção oposta.
Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direção, uma ideia, um projeto lógico. Como é que se começou por brincar ao diretório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, exceto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.
Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.
O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as faturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado?
Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?
Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroativa — sim, retroativa — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho.
A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz.
Miguel Sousa Tavares
in «Expresso», junho 2012
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O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda sairia mais caro ao Estado?
Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.
Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro eletrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstração matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.
Durão Barroso é uma espécie de catavento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o catavento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o catavento vira 180 graus e passa a indicar a direção oposta.
Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direção, uma ideia, um projeto lógico. Como é que se começou por brincar ao diretório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, exceto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.
Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.
O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as faturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado?
Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?
Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroativa — sim, retroativa — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho.
A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz.
Miguel Sousa Tavares
in «Expresso», junho 2012
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22/09/2012
Culpado, procura-se!
Este homem é responsável pelo estado de miséria a que Portugal chegou.
Em seis anos que esteve à frente do país, duplicou a sua dívida soberana, endividou-o junto de credores internacionais, patrocionou as grandes ruinosas negociatas conhecidas por "parcerias público-privadas" e promoveu duvidosos negócios com amigos.
Em maio de 2011, Portugal entrou em bancarrota ao deixar de ter dinheiro para pagar salários de funcionários públicos e pensionistas.
Enquanto milhares de portugueses estão no desemprego, passam fome ou são forçado a emigrar, o principal culpado frequenta os cafés de Paris a 15 mil euros por mês...
Falta chamá-lo a tribunal!
Em seis anos que esteve à frente do país, duplicou a sua dívida soberana, endividou-o junto de credores internacionais, patrocionou as grandes ruinosas negociatas conhecidas por "parcerias público-privadas" e promoveu duvidosos negócios com amigos.
Em maio de 2011, Portugal entrou em bancarrota ao deixar de ter dinheiro para pagar salários de funcionários públicos e pensionistas.
Enquanto milhares de portugueses estão no desemprego, passam fome ou são forçado a emigrar, o principal culpado frequenta os cafés de Paris a 15 mil euros por mês...
Falta chamá-lo a tribunal!
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19/09/2012
Sacríficios
Quando o Governo decidiu cortar, em 2013, dois subsídios aos funcionários públicos, a medida foi considerada «inevitável» pela maioria dos comentadores.
O que se discutiu foram, essencialmente, as «excepções», ou seja, o facto de o Banco de Portugal, a TAP ou a CGD ficarem de fora.
Mas o Tribunal Constitucional decidiu – irresponsavelmente, quanto a mim – chumbar a medida, e tornou-se necessário encontrar uma alternativa.
Que foi, grosso modo, estender os sacrifícios a todos – públicos e privados.
Desapareceram as ‘excepções’.
Funcionários públicos e funcionários privados foram atingidos pelos cortes.
Face à ‘previsibilidade’ da decisão, anunciada por Passos Coelho na sexta-feira passada, era de admitir que não levantasse excessiva polémica.
Foi, pois, com estupefação que, no regresso de férias, encontrei um ambiente de histeria colectiva, como se tivesse ocorrido uma catástrofe.
Ou como se Portugal tivesse entrado em guerra.
Vi noticiários na TV que eram verdadeiras peças de propaganda: colavam-se opiniões de comentadores umas às outras, seleccionadas criteriosamente com a mesma orientação: bater forte e feio no Governo.
Os jornalistas perderam a cabeça e até o sentido do ridículo.
Um jornal diário escrevia num editorial não assinado: «Sr. primeiro-ministro, os 5,5 mil milhões que visa obter com esta insanidade política desenham sobre os céus de Portugal, em cego galope, dois cavaleiros do apocalipse. Fome e Morte, em sentido literal».
Mas o que é isto?
Os funcionários públicos podiam arcar com os sacrifícios mas os privados já não podem?
Era aceitável tirar dois subsídios aos funcionários públicos, mas cortar o equivalente a um subsídio aos privados já é intolerável?
Ajudem-me a perceber.
As pessoas indignam-se com o aumento de impostos mas, simultaneamente, recusam medidas que podem aliviar a despesa do Estado.
Recusam os despedimentos na Função Pública.
São contra as dispensas de professores.
Não aceitam as taxas na Saúde ou a redução de despesas nos hospitais.
Contestam os cortes de subsídios às fundações.
Levantam-se contra a privatização da RTP.
Ou seja, são contra os impostos mas também são contra decisões que podem reduzir a despesa do Estado (e, portanto, aliviar os impostos).
Assim, nada feito.
Para compensar a austeridade, a oposição reclama ‘crescimento económico’.
Ora quem é contra o crescimento económico?
Ninguém.
Sucede que o crescimento não depende do Governo – depende das empresas.
São as empresas que criam riqueza e criam emprego.
Assim, as propostas da oposição para dinamizar a economia acabam por se resumir à exigência de mais investimento público, de mais subsídios, de mais facilidades, de mais apoios.
Mas isso, a prazo, terá o efeito exactamente contrário – porque o Estado, para fazer essas obras, para dar esses apoios, precisa de mais dinheiro.
E tal traduzir-se-á no agravamento dos impostos.
O caricato é que a única medida incluída neste pacote que visa dar um sinal de incentivo à economia (a descida da TSU para as empresas) também é criticada pelos que reclamam o crescimento!
Mas, no fim de contas, tudo isto é normal.
Ninguém fica satisfeito por lhe cortarem o salário.
E os partidos da oposição e os sindicatos não podem deixar passar oportunidades como esta para explorar o descontentamento popular.
A verdade é que nunca houve grandes correcções orçamentais nem alterações estruturais sem protestos a sério.
Se não fosse assim, não seria preciso coragem para as fazer.
Esperemos, agora, que o Governo não recue perante as dificuldades e as críticas brutais de que é alvo.
Porque muitos portugueses ainda não perceberam que a alternativa a estes cortes não é menos austeridade, como alguns prometem; a alternativa a estes cortes é a bancarrota.
E aí as pessoas não perderão 7% do seu salário, nem 10%, nem 20% – perderão 50% ou mais e verão as suas economias sumir-se pelo esgoto abaixo.
Isto, sim, mete medo.
E pode vir a acontecer, se a irresponsabilidade de uns quantos interromper a meio a única política sustentável a prazo.
http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=59249
O que se discutiu foram, essencialmente, as «excepções», ou seja, o facto de o Banco de Portugal, a TAP ou a CGD ficarem de fora.
Mas o Tribunal Constitucional decidiu – irresponsavelmente, quanto a mim – chumbar a medida, e tornou-se necessário encontrar uma alternativa.
Que foi, grosso modo, estender os sacrifícios a todos – públicos e privados.
Desapareceram as ‘excepções’.
Funcionários públicos e funcionários privados foram atingidos pelos cortes.
Face à ‘previsibilidade’ da decisão, anunciada por Passos Coelho na sexta-feira passada, era de admitir que não levantasse excessiva polémica.
Foi, pois, com estupefação que, no regresso de férias, encontrei um ambiente de histeria colectiva, como se tivesse ocorrido uma catástrofe.
Ou como se Portugal tivesse entrado em guerra.
Vi noticiários na TV que eram verdadeiras peças de propaganda: colavam-se opiniões de comentadores umas às outras, seleccionadas criteriosamente com a mesma orientação: bater forte e feio no Governo.
Os jornalistas perderam a cabeça e até o sentido do ridículo.
Um jornal diário escrevia num editorial não assinado: «Sr. primeiro-ministro, os 5,5 mil milhões que visa obter com esta insanidade política desenham sobre os céus de Portugal, em cego galope, dois cavaleiros do apocalipse. Fome e Morte, em sentido literal».
Mas o que é isto?
Os funcionários públicos podiam arcar com os sacrifícios mas os privados já não podem?
Era aceitável tirar dois subsídios aos funcionários públicos, mas cortar o equivalente a um subsídio aos privados já é intolerável?
Ajudem-me a perceber.
As pessoas indignam-se com o aumento de impostos mas, simultaneamente, recusam medidas que podem aliviar a despesa do Estado.
Recusam os despedimentos na Função Pública.
São contra as dispensas de professores.
Não aceitam as taxas na Saúde ou a redução de despesas nos hospitais.
Contestam os cortes de subsídios às fundações.
Levantam-se contra a privatização da RTP.
Ou seja, são contra os impostos mas também são contra decisões que podem reduzir a despesa do Estado (e, portanto, aliviar os impostos).
Assim, nada feito.
Para compensar a austeridade, a oposição reclama ‘crescimento económico’.
Ora quem é contra o crescimento económico?
Ninguém.
Sucede que o crescimento não depende do Governo – depende das empresas.
São as empresas que criam riqueza e criam emprego.
Assim, as propostas da oposição para dinamizar a economia acabam por se resumir à exigência de mais investimento público, de mais subsídios, de mais facilidades, de mais apoios.
Mas isso, a prazo, terá o efeito exactamente contrário – porque o Estado, para fazer essas obras, para dar esses apoios, precisa de mais dinheiro.
E tal traduzir-se-á no agravamento dos impostos.
O caricato é que a única medida incluída neste pacote que visa dar um sinal de incentivo à economia (a descida da TSU para as empresas) também é criticada pelos que reclamam o crescimento!
Mas, no fim de contas, tudo isto é normal.
Ninguém fica satisfeito por lhe cortarem o salário.
E os partidos da oposição e os sindicatos não podem deixar passar oportunidades como esta para explorar o descontentamento popular.
A verdade é que nunca houve grandes correcções orçamentais nem alterações estruturais sem protestos a sério.
Se não fosse assim, não seria preciso coragem para as fazer.
Esperemos, agora, que o Governo não recue perante as dificuldades e as críticas brutais de que é alvo.
Porque muitos portugueses ainda não perceberam que a alternativa a estes cortes não é menos austeridade, como alguns prometem; a alternativa a estes cortes é a bancarrota.
E aí as pessoas não perderão 7% do seu salário, nem 10%, nem 20% – perderão 50% ou mais e verão as suas economias sumir-se pelo esgoto abaixo.
Isto, sim, mete medo.
E pode vir a acontecer, se a irresponsabilidade de uns quantos interromper a meio a única política sustentável a prazo.
http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=59249
16/09/2012
Segurança Social
A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das empresas privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os não-contributivos (domésticas, agrícolas e pescadores). Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados. Os Governos não criaram rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os governos de Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Cabe aqui recordar que os governos de Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975. Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7 300 milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36 500 milhões €.
De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje. Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.
Então e o Estado desconta, como qualquer empresa privada 23,75% para a SS? Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70 000 milhões €!... Ou seja, pouco menos, do que o empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um advogado, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de juristas a movimentar-se nesse sentido.
Esta síntese que, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.
Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70 000 milhões €!... Ou seja, pouco menos, do que o empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um advogado, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de juristas a movimentar-se nesse sentido.
Esta síntese que, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.
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15/09/2012
Milhares marcharam em Lisboa
Resultado de anos de roubalheira e desbunda socialista explicam o sofrimento por que passam os portugueses.
De forma democrática, ordeira e muito cívica, mulheres, crianças, homens, famílias inteiras, de esquerda, de direita, de cima e de baixo, com diferentes opiniões mas unidas contra a impunidade e injustiça que caiu sobre Portugal.
De forma democrática, ordeira e muito cívica, mulheres, crianças, homens, famílias inteiras, de esquerda, de direita, de cima e de baixo, com diferentes opiniões mas unidas contra a impunidade e injustiça que caiu sobre Portugal.
14/09/2012
Hotel de charme
E lá estavas tu, tão esbelta como da última vez. Parece que foi ontem.
Correste a fazer a cama do meu quarto sem cuidar que eu estava no banho. No meio dos vapores da água corrente, trocámos um beijo e carícias tantas que me desfiz...
Volto cá na próxima semana, prometo. Eu corro o país em trabalho e já sabes que passo sempre por este hotel, com o teu charme.
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My God
12/09/2012
10/09/2012
Manifestação contra o racismo em Angola
A antiga e repetida expressão do "perigo amarelo" ganha uma nova vida em Angola.
É o novo colonialismo. E a nova escravatura.
É sabido que a antiga escravatura levada a cabo pelos negreiros europeus, era feita com profunda conivência comercial dos reis, régulos e tiranetes africanos que, para o efeito, faziam guerras de razia pelo interior do continente para capturar as suas vítimas, depois enviadas para as plantações nas Américas.
Hoje, a China investe em massa no continente em busca desenfreada de recursos minerais e agrícolas. Para isso, despeja dólares sobre os novos tiranetes africanos e explora selvaticamente as florestas, as minas e a mão de obra local.
É o novo colonialismo. E a nova escravatura.
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09/09/2012
Vermelho fogo
Estavas simplesmente deslumbrante no teu vestido vermelho fogo com que dançaste descalça até à meia-noite.
Depois, foi uma noite muito quente para nós dois.
Depois, foi uma noite muito quente para nós dois.
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| Leka |
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My God
08/09/2012
04/09/2012
A derrota dos amigos do PCP
CNN Breaking News
Data: 4 de Setembro de 2012 18:59:03 WEST
Colombian government and FARC guerrillas to begin peace talks in October in Oslo, Norway, says Colombian president.
*Get more from CNN International*
Data: 4 de Setembro de 2012 18:59:03 WEST
Colombian government and FARC guerrillas to begin peace talks in October in Oslo, Norway, says Colombian president.
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