03/07/2012
02/07/2012
01/07/2012
30/06/2012
29/06/2012
28/06/2012
Alentejano no tribunal
Porque o Juiz deve sempre ouvir as duas partes.
Ti Maneli, alentejano de Castro Verde, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou por perguntar ao Ti Maneli:
- O Senhor na altura do acidente não disse "Estou ótimo"?
Ti Maneli responde:
- Bem, eu vou contar o que aconteceu. Eu tinha acabado de colocar minha mula favorita na camionete...
- Eu não pedi detalhes! - Interrompeu o advogado.
- Responda somente à questão:
- O Senhor não disse na cena do acidente: "Estou ótimo"?
- Bem, eu coloquei a mula na camionete e estava descendo a rua...
O advogado interrompe novamente e diz: - Meritíssimo, estou tentando estabelecer os factos.
Na cena do acidente este homem disse ao soldado na GNR que estava bem.
Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isto não pode ser.
Por favor, poderia dizer-lhe que deve responder somente à minha pergunta.
Mas, nesta altura, o Juiz mostra-se muito interessado na resposta do Ti Maneli e diz ao advogado:
- Eu quero ouvir a versão dele.
Ti Maneli agradece ao Juiz e prossegue:
- Como ê estava dizendo, coloqi a mula na caminete e estava descendo a rua quando uma pick up passou o sinal vermelho e bateu num lado da minha caminete.
Eu fui lançado fora do carro para um lado da rua e a mula foi lançada pro outro lado. Eu fiquei muito ferido e mal me podia mexer.
Mas eu conseguia ouvir a mula zurrando e grunhindo e, pelo barulho, percebi que ela estava muito ferida.
Em seguida chegou o soldado da GNR. Ele ouviu a mula gritando e zurrando e foi ver como ela estava.
Depois de ter olhado bem para a mula, abanou a cabeça, pegou na pistola e deu-lhe três tiros.
Depois ele atravessou a estrada com a arma na mão, olhou para mim e disse:
- Sua mula estava muito mal e eu tive que a abater.
E o senhor, como é que se está a sentir?
- Aí ê pensi bem e disse: ... Eu? Estou ótimo!
Ti Maneli, alentejano de Castro Verde, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou por perguntar ao Ti Maneli:
- O Senhor na altura do acidente não disse "Estou ótimo"?
Ti Maneli responde:
- Bem, eu vou contar o que aconteceu. Eu tinha acabado de colocar minha mula favorita na camionete...
- Eu não pedi detalhes! - Interrompeu o advogado.
- Responda somente à questão:
- O Senhor não disse na cena do acidente: "Estou ótimo"?
- Bem, eu coloquei a mula na camionete e estava descendo a rua...
O advogado interrompe novamente e diz: - Meritíssimo, estou tentando estabelecer os factos.
Na cena do acidente este homem disse ao soldado na GNR que estava bem.
Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isto não pode ser.
Por favor, poderia dizer-lhe que deve responder somente à minha pergunta.
Mas, nesta altura, o Juiz mostra-se muito interessado na resposta do Ti Maneli e diz ao advogado:
- Eu quero ouvir a versão dele.
Ti Maneli agradece ao Juiz e prossegue:
- Como ê estava dizendo, coloqi a mula na caminete e estava descendo a rua quando uma pick up passou o sinal vermelho e bateu num lado da minha caminete.
Eu fui lançado fora do carro para um lado da rua e a mula foi lançada pro outro lado. Eu fiquei muito ferido e mal me podia mexer.
Mas eu conseguia ouvir a mula zurrando e grunhindo e, pelo barulho, percebi que ela estava muito ferida.
Em seguida chegou o soldado da GNR. Ele ouviu a mula gritando e zurrando e foi ver como ela estava.
Depois de ter olhado bem para a mula, abanou a cabeça, pegou na pistola e deu-lhe três tiros.
Depois ele atravessou a estrada com a arma na mão, olhou para mim e disse:
- Sua mula estava muito mal e eu tive que a abater.
E o senhor, como é que se está a sentir?
- Aí ê pensi bem e disse: ... Eu? Estou ótimo!
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Opinião
27/06/2012
Portugal nas meias finais
Portugal está, decidamente, nas meias-finais.
É o resultado de 15 anos de socialismo (guterrista-socretino) combinada com roubalheiras descaradas: BPN, Freeport, Cova da Beira, Submarinos, Portucale, Isaltices, Felgueirices e demais trafulhices...
Salva-se .... a seleção de futebol, essa sim, por mérito e muito trabalho, nas meias finais.
É o resultado de 15 anos de socialismo (guterrista-socretino) combinada com roubalheiras descaradas: BPN, Freeport, Cova da Beira, Submarinos, Portucale, Isaltices, Felgueirices e demais trafulhices...
Salva-se .... a seleção de futebol, essa sim, por mérito e muito trabalho, nas meias finais.

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Futebolês,
Socialismo
25/06/2012
Ali Babá
Quando o Papa João Paulo II veio a Moçambique, perguntou a Joaquim Chissano:
- Porque precisas de teres tantos minístros (12) neste país tão pobre?
Chissano respondeu:
- Sua Santidade, Jesus também tinha 12 apóstolos e também era pobre.
Se o Papa Bento XVI viesse hoje a Moçambique e perguntasse ao Guebas a razão de existirem 40 (ministros e vices-ministros) de certeza que Guebas responderia:
- Sua Santidade, Ali Baba também tinha 40 ladrões!
- Porque precisas de teres tantos minístros (12) neste país tão pobre?
Chissano respondeu:
- Sua Santidade, Jesus também tinha 12 apóstolos e também era pobre.
Se o Papa Bento XVI viesse hoje a Moçambique e perguntasse ao Guebas a razão de existirem 40 (ministros e vices-ministros) de certeza que Guebas responderia:
- Sua Santidade, Ali Baba também tinha 40 ladrões!
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| Emílio, régulo da Polana e Kampfumo |
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Negociatas
Os retornados
Passados 37 anos, vale a pena analisar o fenómeno, para impedir o esquecimento e para memória futura de Verdades incontornáveis.......
Uma das ideias feitas que ainda hoje subsiste em Portugal, é a de que os «retornados do Ultramar» constituíam uma legião de indivíduos que agravaram de várias formas o já de si deplorável estado da sociedade portuguesa à data da Descolonização. Sociedade que estava sofrendo o inevitável depauperamento causado pela emigração maciça dos seus braços mais válidos em busca de melhores condições de vida, sangria que começara muito antes das chamadas «guerra colonial» e que esta veio inevitavelmente acentuar.
Uma das ideias feitas que ainda hoje subsiste em Portugal, é a de que os «retornados do Ultramar» constituíam uma legião de indivíduos que agravaram de várias formas o já de si deplorável estado da sociedade portuguesa à data da Descolonização. Sociedade que estava sofrendo o inevitável depauperamento causado pela emigração maciça dos seus braços mais válidos em busca de melhores condições de vida, sangria que começara muito antes das chamadas «guerra colonial» e que esta veio inevitavelmente acentuar.
Disse-se, escreveu-se, e ficou gravado no entendimento comum dos portugueses, que a maioria dos retornados era uma legião de pessoas rudes, na maioria já de idades avançadas, que tinham queimado as suas energias pelas terras de África, pouco produtivas para a tarefa da reconstrução nacional, e sobretudo escassamente preparados do ponto de vista profissional.
A ideia geral que se fazia — e intencionalmente se propalou!... acerca dos retornados do ex-Ultramar, era a de uma maioria de rudes capatazes agrícolas, broncos e violentos, de astutos comerciantes do mato, e de uns tantos «endinheirados» que exploravam negócios altamente chorudos! Acontece que os sucessivos contingentes que os aviões despejavam diariamente no Aeroporto de Lisboa, nos dois ou três meses que se seguiram ao êxodo maciço dos portugueses de Angola e de Moçambique, bem como as imagens fotográficas ou da Televisão, davam uma aparência de realidade a tão deploráveis e errados juízos.
São hoje suficientemente conhecidas as deploráveis condições em que os retornados de Angola e Moçambique regressaram a Portugal - nove em cada dez, apenas com as roupas que tinham vestidas no momento do embarque, por não terem tido tempo nem possibilidade de voltar aos lares de onde tinham sido expulsos a ferro e fogo para salvar as vidas.
Todavia, serenada a tempestade ou calamidade que se abateu sobre os retornados do Ultramar, acalmadas as inevitáveis paixões políticas e serenados os juízos precipitados — as estatísticas encarregaram-se de rectificar as asneiras insidiosas e intencionais, e de dar ao País um retrato real dos retornados, sob mais diversos aspetos.
Paralelamente, as manipulações da opinião pública foram cessando, e estudiosos atentos e imparciais debruçaram-se sobre a realidade - e os retornados do ex-Ultramar surgem aos olhos da opinião pública e dos seus concidadãos em geral, como aquilo que na realidade são.
Para esboçar esse retrato do retornado socorremo-nos de um valioso e insuspeito estudo realizado por um grupo de universitários, prefaciado por uma brilhante Secretária de Estado de um dos Governos pós 25 de Abril, editado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, para neste momento e neste local, traçarmos um RETRATO DE CORPO INTEIRO dos retornados, e da sua contribuição para a revitalização da sociedade portuguesa.
O apuramento realizado pelo Instituto Nacional de Estatística em 1978, citado pelo referido grupo de universitários no estudo que consultámos, referia a existência de 505.078 indivíduos entrados no País e inscritos como «retornados do Ultramar».
Em termos percentuais esses 505 mil retornados representavam pouco mais de 5% do total da população nacional. Este número é discutível e muitas fontes insistem em números mais elevados, entre 700 a 800 mil. Mas trata-se de números oficiais, registados pela estatística oficial, e é em presença deles que temos de raciocinar.
Ora, segundo os números do Instituto Nacional de Estatística, daqueles 505.078 retornados, um pouco mais de metade - exatamente 298.968 - eram nascidos ou oriundos de Portugal, e portanto os restantes 206.110 eram portugueses já nascidos nas então províncias ultramarinas.
Por enquanto trata-se apenas de distinguir entre portugueses oriundos de Portugal que regressavam ao país de origem, e portugueses nascidos noutras terras e aos quais, só por isso, parecia querer negar-se a qualidade de portugueses também... Porém, o que é realmente importante, e mostra insofismavelmente que os retornados vieram rejuvenescer a sociedade portuguesa, é a observação desses dados estatísticos quando entra na discriminação etária, cultural e profissional dos retornados.
Assim, sob tais aspectos, verifica-se que: daqueles 505.078 retornados, 65,5% tinham menos de 40 anos e constituíam portanto uma parcela válida. Mas acima dos 40 e até aos 64 anos a percentagem de retornados era de 29,8% - todos sabem como no Ultramar os homens até aos 60 anos eram uma das parcelas mais válidas das populações, senão em energias físicas pelo menos em saber e experiência acumulada.
Além disso, do total de retornados, 52,74% eram homens e apenas 47,26% mulheres — o que pressupõe uma maioria de braços válidos para o trabalho. Porém, um dos aspectos mais importantes desta notação estatística, é aquele que refere que a população retornada era em regra profissional e intelectualmente mais bem preparada do que a da metrópole, pois que do recenseamento efectuado, resultava que: 48,4% tinha instrução primária (numa época em que na metrópole havia mais de 20% de analfabetos); e dos restantes 51,6%, descontando apenas 6,5% de não-alfabetizados constituídos quase exclusivamente por crianças com menos de 10 anos de idade, havia 8,5% de possuidores de cursos superiores incluindo médicos, professores universitários, investigadores, advogados, etc., e mais de 30% possuíam cursos médios, secundários e profissionais.
Com a entrada dos retornados, a sociedade portuguesa foi subitamente enriquecida com mais de 5.000 mil engenheiros, arquitectos e técnicos dos mais elevados graus e ramos da engenharia civil e de minas, de industrias transformadoras e outras; cerca de 1.800 biólogos, agrónomos, investigadores dos ramos fisico-químicos e similares; quase 13.000 professores e outros docentes de todos os ramos do ensino, desde o primário ao universitário; 325 navegadores, pilotos e outro pessoal especializado da navegação aérea e marítima; cerca de 16.000 quadros de serviços administrativos e outros, desde estenógrafas a operadores de informática.
No setor da produção, a força do trabalho metropolitana foi enriquecida com mais 13.000 mecânicos especializados; cerca de 7.000 serralheiros civis, montadores de estruturas metálicas, caldeireiros e profissões similares.
A construção civil, cuja maior força de trabalho tinha emigrado para os países da Europa, foi enriquecida com 13.000 pedreiros, carpinteiros e outros profissionais dos mais diversos ramos.
As indústrias transformadoras foram enriquecidas com mais 12.000 operários especializados, desde os ramos têxtil ao da alimentação e bebidas, da mecânica fina ao mobiliário. O sector dos transportes viu-se repentinamente valorizado com a entrada de mais 13.000 condutores de veículos pesados e de transportes públicos.
No setor agro-pecuário surgiram mais 16.000 capatazes e condutores de trabalhos agrícolas, de maneio e tratamento de gados ou de exploração florestal, em escalas que, em muitos casos, não eram conhecidas neste país. Mas vieram ainda cerca de dez mil trabalhadores dos ramos de hotelaria, restaurantes e similares, cozinheiros, ecónomos e outros.
Porém, e talvez mais importante ainda que as suas especializações profissionais, os retornados trouxeram à força de trabalho do País a contribuição valiosíssima da disciplina, da produtividade, da assiduidade, que rapidamente os distinguiram (e não raro os tornaram detestados...) num ambiente em que apenas se falava de postos de trabalho... mas não se trabalhava; em que o absentismo ascendeu a taxas inconcebíveis, em que os locais de trabalho se transformaram em centros de organização de manifestações a propósito de tudo e de nada.
Cremos que estes números, extraídos de fontes absolutamente insuspeitas, serão suficientes para desfazer certas ideias que, infelizmente, ainda de tempos a tempos afloram em certos meios e em determinadas ocasiões, acerca dos Retornados do ex-Ultramar.
Na realidade, e a despeito das desgraçadas condições em que se desenrolou o seu regresso à Pátria de origem ou de opção - o fluxo dos retornados constituiu na realidade um indiscutível e precioso factor de valorização da sociedade portuguesa.
A ideia geral que se fazia — e intencionalmente se propalou!... acerca dos retornados do ex-Ultramar, era a de uma maioria de rudes capatazes agrícolas, broncos e violentos, de astutos comerciantes do mato, e de uns tantos «endinheirados» que exploravam negócios altamente chorudos! Acontece que os sucessivos contingentes que os aviões despejavam diariamente no Aeroporto de Lisboa, nos dois ou três meses que se seguiram ao êxodo maciço dos portugueses de Angola e de Moçambique, bem como as imagens fotográficas ou da Televisão, davam uma aparência de realidade a tão deploráveis e errados juízos.
São hoje suficientemente conhecidas as deploráveis condições em que os retornados de Angola e Moçambique regressaram a Portugal - nove em cada dez, apenas com as roupas que tinham vestidas no momento do embarque, por não terem tido tempo nem possibilidade de voltar aos lares de onde tinham sido expulsos a ferro e fogo para salvar as vidas.
Todavia, serenada a tempestade ou calamidade que se abateu sobre os retornados do Ultramar, acalmadas as inevitáveis paixões políticas e serenados os juízos precipitados — as estatísticas encarregaram-se de rectificar as asneiras insidiosas e intencionais, e de dar ao País um retrato real dos retornados, sob mais diversos aspetos.
Paralelamente, as manipulações da opinião pública foram cessando, e estudiosos atentos e imparciais debruçaram-se sobre a realidade - e os retornados do ex-Ultramar surgem aos olhos da opinião pública e dos seus concidadãos em geral, como aquilo que na realidade são.
Para esboçar esse retrato do retornado socorremo-nos de um valioso e insuspeito estudo realizado por um grupo de universitários, prefaciado por uma brilhante Secretária de Estado de um dos Governos pós 25 de Abril, editado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, para neste momento e neste local, traçarmos um RETRATO DE CORPO INTEIRO dos retornados, e da sua contribuição para a revitalização da sociedade portuguesa.
O apuramento realizado pelo Instituto Nacional de Estatística em 1978, citado pelo referido grupo de universitários no estudo que consultámos, referia a existência de 505.078 indivíduos entrados no País e inscritos como «retornados do Ultramar».
Em termos percentuais esses 505 mil retornados representavam pouco mais de 5% do total da população nacional. Este número é discutível e muitas fontes insistem em números mais elevados, entre 700 a 800 mil. Mas trata-se de números oficiais, registados pela estatística oficial, e é em presença deles que temos de raciocinar.
Ora, segundo os números do Instituto Nacional de Estatística, daqueles 505.078 retornados, um pouco mais de metade - exatamente 298.968 - eram nascidos ou oriundos de Portugal, e portanto os restantes 206.110 eram portugueses já nascidos nas então províncias ultramarinas.
Por enquanto trata-se apenas de distinguir entre portugueses oriundos de Portugal que regressavam ao país de origem, e portugueses nascidos noutras terras e aos quais, só por isso, parecia querer negar-se a qualidade de portugueses também... Porém, o que é realmente importante, e mostra insofismavelmente que os retornados vieram rejuvenescer a sociedade portuguesa, é a observação desses dados estatísticos quando entra na discriminação etária, cultural e profissional dos retornados.
Assim, sob tais aspectos, verifica-se que: daqueles 505.078 retornados, 65,5% tinham menos de 40 anos e constituíam portanto uma parcela válida. Mas acima dos 40 e até aos 64 anos a percentagem de retornados era de 29,8% - todos sabem como no Ultramar os homens até aos 60 anos eram uma das parcelas mais válidas das populações, senão em energias físicas pelo menos em saber e experiência acumulada.
Além disso, do total de retornados, 52,74% eram homens e apenas 47,26% mulheres — o que pressupõe uma maioria de braços válidos para o trabalho. Porém, um dos aspectos mais importantes desta notação estatística, é aquele que refere que a população retornada era em regra profissional e intelectualmente mais bem preparada do que a da metrópole, pois que do recenseamento efectuado, resultava que: 48,4% tinha instrução primária (numa época em que na metrópole havia mais de 20% de analfabetos); e dos restantes 51,6%, descontando apenas 6,5% de não-alfabetizados constituídos quase exclusivamente por crianças com menos de 10 anos de idade, havia 8,5% de possuidores de cursos superiores incluindo médicos, professores universitários, investigadores, advogados, etc., e mais de 30% possuíam cursos médios, secundários e profissionais.
Com a entrada dos retornados, a sociedade portuguesa foi subitamente enriquecida com mais de 5.000 mil engenheiros, arquitectos e técnicos dos mais elevados graus e ramos da engenharia civil e de minas, de industrias transformadoras e outras; cerca de 1.800 biólogos, agrónomos, investigadores dos ramos fisico-químicos e similares; quase 13.000 professores e outros docentes de todos os ramos do ensino, desde o primário ao universitário; 325 navegadores, pilotos e outro pessoal especializado da navegação aérea e marítima; cerca de 16.000 quadros de serviços administrativos e outros, desde estenógrafas a operadores de informática.
No setor da produção, a força do trabalho metropolitana foi enriquecida com mais 13.000 mecânicos especializados; cerca de 7.000 serralheiros civis, montadores de estruturas metálicas, caldeireiros e profissões similares.
A construção civil, cuja maior força de trabalho tinha emigrado para os países da Europa, foi enriquecida com 13.000 pedreiros, carpinteiros e outros profissionais dos mais diversos ramos.
As indústrias transformadoras foram enriquecidas com mais 12.000 operários especializados, desde os ramos têxtil ao da alimentação e bebidas, da mecânica fina ao mobiliário. O sector dos transportes viu-se repentinamente valorizado com a entrada de mais 13.000 condutores de veículos pesados e de transportes públicos.
No setor agro-pecuário surgiram mais 16.000 capatazes e condutores de trabalhos agrícolas, de maneio e tratamento de gados ou de exploração florestal, em escalas que, em muitos casos, não eram conhecidas neste país. Mas vieram ainda cerca de dez mil trabalhadores dos ramos de hotelaria, restaurantes e similares, cozinheiros, ecónomos e outros.
Porém, e talvez mais importante ainda que as suas especializações profissionais, os retornados trouxeram à força de trabalho do País a contribuição valiosíssima da disciplina, da produtividade, da assiduidade, que rapidamente os distinguiram (e não raro os tornaram detestados...) num ambiente em que apenas se falava de postos de trabalho... mas não se trabalhava; em que o absentismo ascendeu a taxas inconcebíveis, em que os locais de trabalho se transformaram em centros de organização de manifestações a propósito de tudo e de nada.
Cremos que estes números, extraídos de fontes absolutamente insuspeitas, serão suficientes para desfazer certas ideias que, infelizmente, ainda de tempos a tempos afloram em certos meios e em determinadas ocasiões, acerca dos Retornados do ex-Ultramar.
Na realidade, e a despeito das desgraçadas condições em que se desenrolou o seu regresso à Pátria de origem ou de opção - o fluxo dos retornados constituiu na realidade um indiscutível e precioso factor de valorização da sociedade portuguesa.
António Pires
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Colonialismo,
História
24/06/2012
Walther Rathenau
"Nós não podemos usar os métodos da Rússia, pois eles apenas provam que a economia de uma nação agrária pode ser arrasada; os pensamentos da Rússia não são os nossos. Eles são, como está no espírito da elite inteletual urbana russa, não filosóficos, e altamente dialéticos; eles são lógica apaixonada, baseadas em suposições não verificadas. Eles assumem que um único bem, que é a destruição da classe capitalista, pesa mais que todos os outros bens e que pobreza, ditadura, terror e a queda da civilização devem ser aceitos para assegurar aquele único bem."
"Se dez milhões de pessoas tiverem que morrer para livrar outros dez milhões da burguesia, então esta será uma consequência dura porém necessária."
"A ideia russa é felicidade compulsória, no mesmo sentido e com a mesma lógica da introdução compulsória da Cristianismo e da Inquisição."
Assinalam-se hoje os 90 anos do assassinato de Walther Rathenau (Berlim, 29.09.1867 — Berlim, 24.06.1922), proeminente estadista alemão, cuja morte foi um sinal dos anos de chumbo que se iriam abater sobre a Europa.
As ideias que deixou expressas constituiram uma antecipação tremenda.
23/06/2012
Alvalade
Esta é Alvalade, de Lisboa. Zona rica de comércio tradicional, com um dos melhores mercados municipais da capital.
A arquitetura, muito coerente, é de uma época de franco progresso alfacinha.
A arquitetura, muito coerente, é de uma época de franco progresso alfacinha.
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Fotografia
22/06/2012
21/06/2012
20/06/2012
Quem diria
A piada, talvez criada em Hong Kong, conta-se assim:
Em 1949, a maioria dos inteletuais acreditava que o Comunismo salvaria a China.
Em 1969, os mesmos inteletuais acreditava que a China - com a sua Revolução Cultural - salvaria o Comunismo.
Em 1979, Den Xiao Ping percebeu que só o Capitalismoa salvaria a China.
Em 2009, o mundo inteiro passou a acreditar que só a China poderá salvar o Capitalismo.
18/06/2012
1995-2012
Em 1995, os tugas elegeram o socialismo. O papel do Estado na sociedade produziu uma anestesia geral, uma droga viciante.
Os anos do socialismo e o resultado está à vista!
Os anos do socialismo e o resultado está à vista!
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Socialismo
17/06/2012
A Grécia está de volta
Tudo indica que os cidadãos gregos tiveram o bom senso de escolher a menos má solução, ao dar a vitória ao partido da Nova Democracia.
Confirmando-se este resultado - contra Louçã - é possível ser escolhido um governo de grande coligação (ND + Pasok + outros) para implementar e melhorar o programa de ajuda europeu.
Felizmente, temos Grécia!
O inverno grego
Hoje, os gregos escolhem livremente entre o inverno e o inferno.
Não podem é andar em festa e mandar as despesas para os vizinhos.
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Opinião
16/06/2012
14/06/2012
Do latim
O vocábulo "maestro" vem do latim magister e este, por sua vez, do adjectivo magis que significa "mais" ou "mais que".
Na antiga Roma o magister era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Por exemplo um Magister equitum era um Chefe de cavalaria, e um Magister Militum era um Chefe Militar.
Já o vocábulo "ministro" vem do latim minister e este, por sua vez, do adjetivo minus que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o magister era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Por exemplo um Magister equitum era um Chefe de cavalaria, e um Magister Militum era um Chefe Militar.
Já o vocábulo "ministro" vem do latim minister e este, por sua vez, do adjetivo minus que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o minister era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.
Como se vê, o latim explica a razão por que qualquer imbecil pode ser ministro... Mas não maestro ou presidente!
Como se vê, o latim explica a razão por que qualquer imbecil pode ser ministro... Mas não maestro ou presidente!
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Idiota,
Negociatas
13/06/2012
05/06/2012
A guerra dos seis dias
O início de tudo (5 de junho de 1967):
O árabe foi à loja do judeu para comprar sutiãs pretos.
O judeu, pressentindo bons negócios, diz que as peças são raras e poucas e vende por 40 euros cada uma.
O árabe compra 6, e volta alguns dias depois querendo mais duas dúzias.
O judeu diz que as peças estão ficando cada vez mais escassas e vende por 50 euros a unidade.
Um mês depois, o árabe volta e compra o que resta por 75 euros cada.
O judeu, encucado, pergunta-lhe: "O que faz com tantos sutiãs pretos"?
O árabe responde:
- Corto o sutiã no meio, faço dois chapeuzinhos e vendo para os judeus por 100 euros cada.
FOI AÍ QUE A GUERRA COMEÇOU...
O árabe foi à loja do judeu para comprar sutiãs pretos.
O judeu, pressentindo bons negócios, diz que as peças são raras e poucas e vende por 40 euros cada uma.
O árabe compra 6, e volta alguns dias depois querendo mais duas dúzias.
O judeu diz que as peças estão ficando cada vez mais escassas e vende por 50 euros a unidade.
Um mês depois, o árabe volta e compra o que resta por 75 euros cada.
O judeu, encucado, pergunta-lhe: "O que faz com tantos sutiãs pretos"?
O árabe responde:
- Corto o sutiã no meio, faço dois chapeuzinhos e vendo para os judeus por 100 euros cada.
FOI AÍ QUE A GUERRA COMEÇOU...
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História
04/06/2012
A discussão do momento
Uma discussão séria sobre o desemprego.
A demagogia em relação ao desemprego está forte.
Há muita gente a fazer carreira com o suspiro "espelho meu, espelho meu, há alguém mais preocupado com o desemprego do que eu?".
Sobem para o palanque da indignação, choram os números do desemprego e, claro, lançam chamas sobre a "insensibilidade social" da AD.
Mas só uma pergunta: queriam que a AD continuasse a fazer as obras públicas do dr. Paulo Campos?
É que os atuais números do desemprego estão relacionados com o setor da construção civil, que, graças ao Altíssimo, deixou de ter obras e mais obras para fazer.
Contra mim falo, mas volto a dizer que qualquer discussão séria sobre o desemprego tem de partir de uma resposta à seguinte questão: o fim da hegemonia da construção civil na nossa economia é ou não uma coisa positiva?
Eu acho que é muito positiva, porque não podíamos continuar a emitir dívida (pública e privada) para construir mais casas, mais auto-estradas, mais heliportos, mais aeroportos.
Contra mim falo, mas a manutenção daquele ritmo de construção era impossível, e quem chora de forma demagógica os números do desemprego que resultam deste ocaso da construção tem de responder à seguinte pergunta: mas afinal queriam continuar com as PPP?
Mas então não queriam parar a orgia de cimento que tanto agradava ao dr. Alberto João? E um raciocínio parecido pode ser aplicado a outros sectores atingidos pelo desemprego, como, por exemplo, a restauração ou da venda de carros.
Nós não poupávamos. Durante anos e anos, a lógica foi chapa ganha, chapa gasta. Isso é visível no nosso parque automóvel (um amigo holandês diz que o parque automóvel português devia ser o holandês e vice-versa) e no hábito de almoçarmos fora todos os dias (outro pormenor que faz impressão a povos com mais dinheiro).
Como se sabe, estes dois fenómenos estão em retrocesso, porque os portugueses perceberam que é preciso poupar. Há menos carros vendidos e menos gente nos restaurantes, mas há mais contas poupança nos bancos.
Nós tínhamos de acabar com a dependência em relação ao crédito externo, algo que só era possível com mais poupança e menos consumo.
Sim, isto gera desemprego dramático em alguns setores, mas a alternativa era pior.
A alternativa era continuar a viver como se nada tivesse acontecido, como se o país não tivesse entrado em bancarrota.
Em 2012, Portugal estaria pior se tivesse continuado na política do cimento e se o ritmo de consumo não tivesse diminuído; o desemprego não estaria tão alto, mas estaríamos a cavar ainda mais fundo a nossa cova.
Mas, claro, este debate é impossível no nosso espaço público. Não vão faltar pessoas a dizer que "este tipo é tão fascista que até quer o desemprego da própria família".
Somos assim, de demagogia em demagogia até à troika final.
Henrique Raposo
Tiananmen 1989
Depois de mais isto, não é possível esconder os crimes.
Uma data imperdoável na história criminosa do Comunismo, um herói desconhecido:
A liberdade também chegará ao oriente!
Uma data imperdoável na história criminosa do Comunismo, um herói desconhecido:
A liberdade também chegará ao oriente!
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Comunismo
02/06/2012
A morte vive no hospital
A vergonha está instalada no Hospital Central de Maputo.
Os doentes são acelerados para morrerem para que as funerárias avisadas de dentro, disputem pelos seus corpos.
Os medicamentos desaparecem da farmácia do hospital para serem revendidos a familiares aflitos.
De forma generalizada, tudo funciona por candonga - estamos facilitar.
O lixo e porcaria acumulam-se. Entra-se doente, sai-se para a cova.
A morte vive no Hospital Central de Maputo.
Chega de guebuzismo.
Os doentes são acelerados para morrerem para que as funerárias avisadas de dentro, disputem pelos seus corpos.
Os medicamentos desaparecem da farmácia do hospital para serem revendidos a familiares aflitos.
De forma generalizada, tudo funciona por candonga - estamos facilitar.
O lixo e porcaria acumulam-se. Entra-se doente, sai-se para a cova.
A morte vive no Hospital Central de Maputo.
Chega de guebuzismo.
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Negociatas
29/05/2012
Mais betão?
Segunda feira, 28 de maio de 2012
Meu caro Dr. António José Seguro,
V. Exa. fala do crescimento da mesma maneira que eu falo das vitórias do Benfica: é tudo uma questão de vontade; se acreditarmos muito, elas aparecem.
Depois de 20 anos de derrotas ante a agremiação do norte, garanto-lhe que esses saltos de fé não funcionam. A realidade não é uma mera representação da nossa vontade. E, meu caro amigo, o seu discurso é uma olímpica recusa da realidade.
Como é que se pode fazer crescimento através de um acto de vontade política? "Através do investimento público", diz V. Exa. com o narizinho socialista todo empinado.
Mas onde é que o meu caríssimo amigo vai buscar dinheiro para esse investimento público? Onde?
Tem duas hipóteses. Na primeira, seria preciso aumentar ainda mais os impostos, e, neste sentido, gostava muito que V. Exa. tivesse a coragem para dizer que quer um aumento da carga fiscal (era uma coisa bonita).
Na segunda hipótese, seria necessário emitir ainda mais dívida soberana junto dos maléficos mercados. Como V. Exa. deve saber, isso é uma impossibilidade neste momento. Em suma, o seu "crescimento" é uma fantochada retórica.
Mas, num acto de caridade argumentativa, vamos lá supor que V. Exa. tinha dinheiro para fazer o seu investimento público.
Posso saber que tipo de investimento seria esse? Faço esta pergunta, porque a conversa do "crescimento" através do "investimento público" foi a base da política do seu antecessor, o engenheiro Sócrates.
O magnata parisiense pediu dinheiro emprestado aos mercados e, depois, derreteu esse dinheiro em obras executadas pelo omnipresente dr. Jorge Coelho e pelas demais abelhinhas do alcatrão.
Como V. Exa. sabe, essa política de cimento não correu muito bem.
Portanto, a pergunta é inevitável: o seu crescimento também é uma palavra-chave para mais obras do dr. Jorge Coelho e dos outros aficionados da obra pública, assim ao estilo da quadragésima auto-estrada Lisboa-Porto e das raves de 400% da Parque Escolar?
Os melhores cumprimentos de um contribuinte idiota,
Henrique Raposo
in «Expresso» 28.05.2012
Meu caro Dr. António José Seguro,
V. Exa. fala do crescimento da mesma maneira que eu falo das vitórias do Benfica: é tudo uma questão de vontade; se acreditarmos muito, elas aparecem.
Depois de 20 anos de derrotas ante a agremiação do norte, garanto-lhe que esses saltos de fé não funcionam. A realidade não é uma mera representação da nossa vontade. E, meu caro amigo, o seu discurso é uma olímpica recusa da realidade.
Como é que se pode fazer crescimento através de um acto de vontade política? "Através do investimento público", diz V. Exa. com o narizinho socialista todo empinado.
Mas onde é que o meu caríssimo amigo vai buscar dinheiro para esse investimento público? Onde?
Tem duas hipóteses. Na primeira, seria preciso aumentar ainda mais os impostos, e, neste sentido, gostava muito que V. Exa. tivesse a coragem para dizer que quer um aumento da carga fiscal (era uma coisa bonita).
Na segunda hipótese, seria necessário emitir ainda mais dívida soberana junto dos maléficos mercados. Como V. Exa. deve saber, isso é uma impossibilidade neste momento. Em suma, o seu "crescimento" é uma fantochada retórica.
Mas, num acto de caridade argumentativa, vamos lá supor que V. Exa. tinha dinheiro para fazer o seu investimento público.
Posso saber que tipo de investimento seria esse? Faço esta pergunta, porque a conversa do "crescimento" através do "investimento público" foi a base da política do seu antecessor, o engenheiro Sócrates.
O magnata parisiense pediu dinheiro emprestado aos mercados e, depois, derreteu esse dinheiro em obras executadas pelo omnipresente dr. Jorge Coelho e pelas demais abelhinhas do alcatrão.
Como V. Exa. sabe, essa política de cimento não correu muito bem.
Portanto, a pergunta é inevitável: o seu crescimento também é uma palavra-chave para mais obras do dr. Jorge Coelho e dos outros aficionados da obra pública, assim ao estilo da quadragésima auto-estrada Lisboa-Porto e das raves de 400% da Parque Escolar?
Os melhores cumprimentos de um contribuinte idiota,
Henrique Raposo
in «Expresso» 28.05.2012
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Economia,
Socialismo
28/05/2012
As ambições são sempre circunstanciais...
Um homem vai à farmácia e pede Viagra.
"Posso comprar 6 pastilhas cortadas em quatro partes?"
"Eu posso cortar," disse o farmacêutico, "Mas um quarto não lhe vai dar uma ereção completa."
"Tenho 96 anos," diz o velho, "Não quero uma ereção completa, só a quero um pouco "erguida" para não mijar nas minhas sandálias. . ."
"Posso comprar 6 pastilhas cortadas em quatro partes?"
"Eu posso cortar," disse o farmacêutico, "Mas um quarto não lhe vai dar uma ereção completa."
"Tenho 96 anos," diz o velho, "Não quero uma ereção completa, só a quero um pouco "erguida" para não mijar nas minhas sandálias. . ."
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Opinião
25/05/2012
15/05/2012
Matar o Sistema Nacional de Saúde
Diga o que disser, o primeiro-ministro será sempre criticado.
Diga "ai" ou diga "ui", as declarações de Passos serão sempre descontextualizadas no sentido de criar uma imagem de desumanidade.
Um primeiro-ministro de direita é, como se sabe, desumano e quiçá nazi.
O mesmo mecanismo narrativo está presente na análise ao trabalho de muitos ministros. Faça o que fizer, Paulo Macedo será sempre o neoliberal frio e quiçá fascista.
Ontem, por exemplo, as TVs só deram uns segundinhos a este pormenor: mais uma vez, Paulo Macedo conseguiu vergar a indústria farmacêutica.
A indústria vai aceitar a poupança de 300 milhões na fatura dos medicamentos hospitalares.
Por que razão não se fala disto com o devido destaque? Porque, como toda a gente sabe, Paulo Macedo é um monstro calculista, e um sujeito que só está interessado em beneficiar os privados da economia da saúde.
Este silêncio mediático em relação à gestão de Paulo Macedo não é novo.
Há uns meses, o ministro mudou a fórmula de cálculo do preço dos medicamentos nas farmácias, baixando significativamente a fatura para os doentes e SNS.
Os preços praticados em Portugal estavam baseados numa média referente a Espanha, Itália, França e Grécia.
Essa fórmula foi alterada através da introdução de países com um PIB per capita mais próximo do nosso (ex.: Eslovénia).
Resultado? Em 30 de setembro, o Negócios dizia que alguns remédios até podiam baixar cerca de 50% (ex.: o Plavix passaria de 48 euros para 22).
Nos entretantos, Paulo Macedo contrariou providências cautelas da indústria, forçando a entrada de mais genéricos no mercado.
Estes factos, como se sabe, têm pouca importância na vida das pessoas, logo, não tiveram impacto digno de registo nos média. Paulo Macedo é um dos maus, logo, não se podem apresentar peças que contrariem essa maldade intrínseca.
Em menos de um ano, Paulo Macedo cortou os lucros das farmácias e da indústria farmacêutica, dois dos tais lóbis impossíveis de domar.
Antes disso, o contabilista sem respeito pela vida humana forçou uma diminuição do preço nas clínicas privadas que fazem exames em parceria com o SNS.
Quem diria? O tal ministro dos privados fez um corte histórico nos lucros dos privados.
Deve haver aqui uma cabala neoliberal, é o que é. Pelo sim e pelo não, acho que os indignados deviam fazer uma manif para defender a indústria farmacêutica e as clínicas dos avanços do contabilista desumano.
Henrique Raposo
in «Expresso», 15.05.2012
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Economia
13/05/2012
Festival das Sopas
No Gradil, concelho de Mafra, uma aldeia a norte de Lisboa, decorre anualmente o "Festival das Sopas".
Uma organização gastronómica popular com um grande potencial turístico, capaz de atrair multidões, se tiver as melhorias adequadas.
Uma organização gastronómica popular com um grande potencial turístico, capaz de atrair multidões, se tiver as melhorias adequadas.
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Turismo
11/05/2012
A felicidade existe num momento e pode deixar de existir noutro
A felicidade existe num momento e pode deixar de existir noutro.
Bernardo Sassetti (24.06.1970 - 10.05.2012)
Bernardo Sassetti (24.06.1970 - 10.05.2012)
10/05/2012
Porque não te calas?
Há uma boa dezena de anos, o senhor em causa ficava na suite presidencial do Hotel Bristol, e a embaixada pagava a módica quantia de 600 contos diários. Não posso garantir se as visitas eram eram oficiais ou privadas.
Cale-se e deixe o País em paz!!
Comecemos por recordar que, em seis anos de governos socialistas, o défice público português duplicou, passando de 83 mil milhões de euros, em 2005, para cerca de 170 mil milhões de euros, em 2011.
Recorde-se, também, que, há pouco mais de um ano, o ex-ministro Teixeira dos Santos reconheceu a falência da governação socialista, confessando que o Estado só tinha dinheiro para pagar salários e pensões por mais um mês.
Perante essa realidade, o então Governo, do Partido Socialista, negociou e firmou o célebre "Memorando de Entendimento" com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, acordo que o atual Governo está a cumprir.
É, pois, de um descaramento inaudito ver essa patética figura em que se converteu Mário Soares defender que "A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim".
O que aconteceria então, cumpre perguntar?
As entidades que nos estão a emprestar dinheiro logo fechariam a torneira e então seria o bonito: acabava-se o financiamento do País, deixava o Estado de pagar salários aos seus funcionários e pensões aos reformados, o sistema financeiro entrava em colapso, acabando o financiamento às famílias e às empresas, as falências e os despedimentos disparavam ainda mais, enfim, era o caos social.
Esta declaração de Soares, esperando que não seja um triste sinal de demência, apenas pode pois ser explicada pelo reconhecido egoísmo dessa figura, que, vendo aproximar-se o seu fim natural, não desiste de tentar incendiar o País e de transformar Portugal numa nova Grécia.
De resto, ao tomar conhecimento desta vergonhosa interpretação sobre a boa-fé nos tratados, confesso que não consegui esquecer os criminosos acordos de Alvor e Lusaka, que Soares assinou em 1975, enquanto ministro dos negócios estrangeiros, e que lançaram Angola e Moçambique nas mais terríveis guerras civis, as quais custaram, é bom lembrar, a vida a cerca de um milhão de inocentes. Nada que lhe pese na consciência, suponho.
Mas, por falar em Grécia, sítio cada vez mais à beira da saída do Euro e da própria União Europeia, é curioso verificar que esta declaração de Soares, aliás, sintomaticamente apenas aplaudida pelo trotskista Louçã (nem Seguro o segurou...), parece beber da irresponsabilidade do líder do BE lá do sítio, o qual defende que os partidos renunciem ao acordo com a 'troika' e que os bancos gregos sejam nacionalizados.
Não parecendo Soares capaz de pensar no bem do País, ao menos não esqueça que, se Portugal porventura cometesse a loucura de rasgar o acordo, cedo faltaria dinheiro para alimentar a sua fundação de faz-de-conta (ainda em 2011 o camarada António Costa lhe passou um cheque de 64 mil euros…), bem como as suas obscenas regalias, as quais, por junto, já custaram aos Portugueses mais de cinco milhões de euros.
De resto, quando a criatura tem o atrevimento de afirmar que "a austeridade deveria começar no governo e não nas pessoas", bem podia corar de vergonha por receber todos os anos uma verba destinada ao pagamento do seu gabinete de ex-presidente, quando esse mesmo gabinete está instalado em prédios situados na zona mais nobre da capital e que lhe foam dados pelo filho quando era o autarca local.
Deixo-lhe pois este conselho: vá pregar prós gregos e deixe Portugal em paz!
Rui Crull Tabosa
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Opinião,
Socialismo
03/05/2012
A regra de ouro
O problema mais grave do país é o problema do financiamento externo. Nenhum partido "de" governo o pode ignorar. Esse problema não tem solução, sem se restabelecer a confiança na sustentabilidade das finanças públicas portuguesas dentro da zona euro. Nesta perspetiva, é fundamental o entendimento entre os três principais partidos de governo sobre o novo tratado e sobre a forma de aplicar, no ordenamento jurídico português, a chamada "regra de ouro". Essa regra só é de "ouro", se o compromisso em que se funda tiver um horizonte de existência para além da maioria de turno ou da legislatura. Por outras palavras, exige um compromisso que só a Constituição ou lei orgânica podem garantir, ou seja, precisa do PS.
É mais fácil entender a inevitabilidade deste compromisso, percebendo como se chegou aqui.
Em Junho de 2009, o ano da grande recessão, a três meses de eleições legislativas, o Parlamento alemão aprovou uma reforma constitucional incluindo uma "norma travão" ao défice e à dívida pública. A proposta foi apresentada pelo então ministro das Finanças do SPD, Steinbruck, no Governo de "grande coligação", entre sociais-democratas e democratas-cristãos. Pouco importância se deu então em Portugal, como no resto da Europa, a essa decisão, unilateral, que acabaria por ter um impacte significativo no desenvolvimento da crise europeia.
Enquanto entre nós se assistia a uma das mais negras campanhas eleitorais de que há memória na nossa democracia, na Alemanha, os principais partidos entendiam-se, discretamente, sobre uma questão controversa, colocando o que entendiam ser os interesses do país acima dos interesses eleitorais. (Este mesmo sentido de compromisso se verificou também em Espanha, quando o Governo do PSOE e o PP decidiram fazer a mesma reforma em 48 horas, em plena campanha eleitoral, em Novembro passado.)
Quando o Governo alemão e os principais partidos de governo aceitaram limitar-se politicamente, em matéria fiscal e orçamental, deram um claro sinal aos mercados, reconhecendo que o seu nível de endividamento, como o de outros países europeus, se tornara um problema, mas que na Alemanha se assumia o compromisso nacional de o controlar, a prazo. A partir de Setembro desse ano, 2009, os spreads das obrigações de dívida pública dos países da zona euro e os seguros de risco associados passaram a divergir em relação às obrigações de dívida pública alemã. Os mercados financeiros começavam a avaliar diferenciadamente, as condições de sustentabilidade da dívida pública de cada Estado da zona euro, tendência que a crise grega acentuou, depois de o novo Governo assumir o "engano" das suas contas públicas.
Era previsível que, se a Alemanha se auto-limitava em termos de despesa pública, não poderia deixar de exigir o mesmo, mais cedo ou mais tarde, aos outros membros da união monetária. Por isso a "regra de ouro" se tornou a pedra angular do novo tratado e simultaneamente, para além das pertinentes questões ideológicas e teóricas que suscita, o seu principal problema político.
Foi neste contexto que, em Maio de 2010, uma ou duas semanas depois do resgate da Grécia, perante a frágil situação do país, com uma dívida a caminho dos 90% do PIB, uma economia em recessão e a instabilidade política decorrente de um governo minoritário, sugeri, em entrevista aoDiário Económico, que se seguisse o exemplo da Alemanha, adoptando uma regra equivalente. As reacções foram, contudo, muito críticas tanto da parte do PS, como da parte do PSD, sublinhe-se.
É evidente que a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental, por si só, não resolve os problemas. Se estudos recentes mostram que o crescimento da economia é fortemente condicionado por uma dívida excessiva, também se sabe que, sem crescimento económico, não há solução para uma dívida elevada que não passe, mais cedo ou mais tarde, por uma... reestruturação. Fica a faltar, por isso, uma outra "regra de ouro para o crescimento e emprego, sem a qual este tratado será ineficaz no seu objetivo de garantir a estabilidade do euro.
Contudo, para Portugal, hoje como ontem, recuperar a confiança externa impõe uma actuação coerente sobre as expectativas dos mercados relativamente à sustentabilidade da dívida externa. O que passa necessariamente pela existência de um verdadeiro compromisso nacional para a controlar, dependente do entendimento entre os principais partidos de governo sobre a estratégia que possa garantir a nossa posição futura no euro e no processo europeu.
Decorridos dois anos, é aqui que ainda estamos.
É mais fácil entender a inevitabilidade deste compromisso, percebendo como se chegou aqui.
Em Junho de 2009, o ano da grande recessão, a três meses de eleições legislativas, o Parlamento alemão aprovou uma reforma constitucional incluindo uma "norma travão" ao défice e à dívida pública. A proposta foi apresentada pelo então ministro das Finanças do SPD, Steinbruck, no Governo de "grande coligação", entre sociais-democratas e democratas-cristãos. Pouco importância se deu então em Portugal, como no resto da Europa, a essa decisão, unilateral, que acabaria por ter um impacte significativo no desenvolvimento da crise europeia.
Enquanto entre nós se assistia a uma das mais negras campanhas eleitorais de que há memória na nossa democracia, na Alemanha, os principais partidos entendiam-se, discretamente, sobre uma questão controversa, colocando o que entendiam ser os interesses do país acima dos interesses eleitorais. (Este mesmo sentido de compromisso se verificou também em Espanha, quando o Governo do PSOE e o PP decidiram fazer a mesma reforma em 48 horas, em plena campanha eleitoral, em Novembro passado.)
Quando o Governo alemão e os principais partidos de governo aceitaram limitar-se politicamente, em matéria fiscal e orçamental, deram um claro sinal aos mercados, reconhecendo que o seu nível de endividamento, como o de outros países europeus, se tornara um problema, mas que na Alemanha se assumia o compromisso nacional de o controlar, a prazo. A partir de Setembro desse ano, 2009, os spreads das obrigações de dívida pública dos países da zona euro e os seguros de risco associados passaram a divergir em relação às obrigações de dívida pública alemã. Os mercados financeiros começavam a avaliar diferenciadamente, as condições de sustentabilidade da dívida pública de cada Estado da zona euro, tendência que a crise grega acentuou, depois de o novo Governo assumir o "engano" das suas contas públicas.
Era previsível que, se a Alemanha se auto-limitava em termos de despesa pública, não poderia deixar de exigir o mesmo, mais cedo ou mais tarde, aos outros membros da união monetária. Por isso a "regra de ouro" se tornou a pedra angular do novo tratado e simultaneamente, para além das pertinentes questões ideológicas e teóricas que suscita, o seu principal problema político.
Foi neste contexto que, em Maio de 2010, uma ou duas semanas depois do resgate da Grécia, perante a frágil situação do país, com uma dívida a caminho dos 90% do PIB, uma economia em recessão e a instabilidade política decorrente de um governo minoritário, sugeri, em entrevista aoDiário Económico, que se seguisse o exemplo da Alemanha, adoptando uma regra equivalente. As reacções foram, contudo, muito críticas tanto da parte do PS, como da parte do PSD, sublinhe-se.
É evidente que a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental, por si só, não resolve os problemas. Se estudos recentes mostram que o crescimento da economia é fortemente condicionado por uma dívida excessiva, também se sabe que, sem crescimento económico, não há solução para uma dívida elevada que não passe, mais cedo ou mais tarde, por uma... reestruturação. Fica a faltar, por isso, uma outra "regra de ouro para o crescimento e emprego, sem a qual este tratado será ineficaz no seu objetivo de garantir a estabilidade do euro.
Contudo, para Portugal, hoje como ontem, recuperar a confiança externa impõe uma actuação coerente sobre as expectativas dos mercados relativamente à sustentabilidade da dívida externa. O que passa necessariamente pela existência de um verdadeiro compromisso nacional para a controlar, dependente do entendimento entre os principais partidos de governo sobre a estratégia que possa garantir a nossa posição futura no euro e no processo europeu.
Decorridos dois anos, é aqui que ainda estamos.
Luís Amado, economista, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros
in «Público», 10-04-2012
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Economia
02/05/2012
Mutiana Orera
As mulheres macuas são geralmente orgulhosas e muito donas de si nas suas relações c0m os homens. E aparentemente, muitas delas preferem ir
'direto ao assunto' no tocante à parte sexual.
Então a estória é de um homem que visita Nacala, e mete-se com uma das macuas. Chega a hora da verdade e o sujeito começa a beijar e a pegar a mulher por todo o lado (os chamados 'preliminares').
A macua já bem aborrecida com aquilo vira-se pra ele e zanga:
- Mas afinal tá mi revistar porquê?
Me infrenta lá duma vez!!!
Então a estória é de um homem que visita Nacala, e mete-se com uma das macuas. Chega a hora da verdade e o sujeito começa a beijar e a pegar a mulher por todo o lado (os chamados 'preliminares').
A macua já bem aborrecida com aquilo vira-se pra ele e zanga:
- Mas afinal tá mi revistar porquê?
Me infrenta lá duma vez!!!
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My God
01/05/2012
Palhaçadas
O mestre Arménio Carlos,
o recente capo da Intersindical, tratou de mostrar que é mais duro que o molenga, o professor Carvalho da Silva, que substituiu.
Em pouco tempo, cumpriu ordens do PCP e convocou duas Greves Gerais. Inúteis!
Qualquer delas, um fracasso completo, com adesão limitada e, sobretudo, por em nada ajudar os trabalhadores portugueses e apenas servir para criar mais problemas às empresas e ao emprego.
Cada vez mais, a Intersindical representa sobretudo os funcionários sindicais e os reformados desocupados que são arrebanhados para gritarias e manifs.
Hoje, portanto, é o derrotado do semestre. E ninguém o leva a sério. Vive noutro planeta!
Em pouco tempo, cumpriu ordens do PCP e convocou duas Greves Gerais. Inúteis!
Qualquer delas, um fracasso completo, com adesão limitada e, sobretudo, por em nada ajudar os trabalhadores portugueses e apenas servir para criar mais problemas às empresas e ao emprego.
Cada vez mais, a Intersindical representa sobretudo os funcionários sindicais e os reformados desocupados que são arrebanhados para gritarias e manifs.
Hoje, portanto, é o derrotado do semestre. E ninguém o leva a sério. Vive noutro planeta!
29/04/2012
Reformado
As pessoas que ainda trabalham muitas vezes perguntam-me o que é que eu faço todos os dias, agora que estou reformado ...
Bem, por exemplo, outro dia eu fui centro da cidade tratar de um assunto com o meu banco, não demorei muito, foi uma questão de cinco minutos.
Quando saí, um Polícia estava preenchendo uma multa por estacionamento indevido.
Bem, por exemplo, outro dia eu fui centro da cidade tratar de um assunto com o meu banco, não demorei muito, foi uma questão de cinco minutos.
Quando saí, um Polícia estava preenchendo uma multa por estacionamento indevido.
Eu, rapidamente aproximei-me dele e disse-lhe: Vá lá, senhor guarda, eu não demorei mais que cinco minutos...!
Deus irá recompensá-lo se tiver um pequeno gesto para com um reformado...
Ele ignorou-me completamente e continuou a preencher o formulário.
A verdade é que passei-me um pouco e disse-lhe que devia ter vergonha.
Ele olhou-me friamente e começou a preencher outra infracção alegando que também não tinha a vinheta comprovativa do seguro.
Então eu levantei a minha voz para lhe dizer que já tinha percebido que estava a lidar com um polícia idiota, e que nem compreendia como é que ele tinha sido admitido na polícia de trânsito...
Ele terminou de autuar pela segunda infracção, colocando-a no para-brisas, e começou com um terceiro preenchimento.
Eu já o estava a chatear há mais de 20 minutos, chamando-o de tudo…
Ele, a cada insulto, respondia com uma nova infracção e consequente preenchimento da respectiva multa acompanhada de um sorriso que refletia uma satisfação de vingança...
Depois da décima violação... eu disse-lhe:
- Tenho pena mas tenho que me ir embora... vem ali o meu Autocarro!
Desde que me reformei, estou testando as minhas capacidades para ter um pouco mais de diversão.
Na minha idade há que fazer alguma coisa... para não me aborrecer!
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Opinião
28/04/2012
26/04/2012
Cartão de Cidadão
O Partido Socialista do Rato, o Partido Comunista Cunhalista, o Partido Verde-Melancia e Berloque de Esquerda chegaram a acordo o novo modelo de Cartão de Cidadão:

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Comunismo,
Socialismo
25/04/2012
Certa tropa e o 25 de abril
Por definição, num Comando Militar, os generais comandam unidades: Brigadas, Divisões,
Corpos de Exército e Exércitos.
Corpos de Exército e Exércitos.
A relação é esta:
5 tropas - 1 cabo
10 tropas + 2 cabos - 1 sargento
40 tropas + 8 cabos + 4 sargentos - 1 Alferes
200 tropas + 40 cabos + 20 sargentos + 5 Alferes - 1 capitão
1.000 tropas + 200 cabos + 100 sargentos + 25 Alferes + 5 capitães - 1 tenente coronel
8.000 tropas + 1.600 cabos + 800 sargentos + 200 alferes + 40 capitães
+ 8 tenentes coronéis - General de Brigada.
10 tropas + 2 cabos - 1 sargento
40 tropas + 8 cabos + 4 sargentos - 1 Alferes
200 tropas + 40 cabos + 20 sargentos + 5 Alferes - 1 capitão
1.000 tropas + 200 cabos + 100 sargentos + 25 Alferes + 5 capitães - 1 tenente coronel
8.000 tropas + 1.600 cabos + 800 sargentos + 200 alferes + 40 capitães
+ 8 tenentes coronéis - General de Brigada.
Somando toda a linha de cima, cada General tem por baixo de si 10.648 homens.
Faz sentido!As Forças Armadas portuguesas, têm cerca de 64 mil efetivos.
Logo, deveriam ter 6 Generais.
Mas, pasme-se, têm 123 Generais !!!!
Mas, pasme-se, têm 123 Generais !!!!
São pagas pensões brutais a um sem número deles e que se aposentaram nos últimos 25 anos.
Em dois "pequenos e pouco desenvolvidos" países - Canadá e Alemanha - as Forças Armadas contam com 1 General de 4 estrelas.
Em Portugal, há 4.
Um luxo!
Um luxo!
E são estes "desfavorecidos" que boicotam as comemorações do 25 de abril em que comemora a Liberdade e a Democracia.
É mesmo preciso não ter nenhuma vergonha na cara.
Declaração de interesses: este jornal considera que Portugal precisa de Forças Armadas, ao contrário da Guiné-Bissau...
25 de Abril de 1974
Um instituto superior da capital. 1º ano de Relações Internacionais.
A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à
Assembleia a República.
A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974:
"A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar.
O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano".
Obviamente, chumbou.
_____
Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.
- (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel.
Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.
A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à
Assembleia a República.
A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974:
"A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar.
O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano".
Obviamente, chumbou.
_____
Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.
- (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel.
Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.
23/04/2012
Guebuza tem comissão
O Presidente da República de Moçambique terá recebido uma comissão entre 35 e 50 milhões de dólares no negócio da compra da Hidroeléctrica Cahora Bassa a Portugal, revelou o portal WikiLeaks, citando telegramas da embaixada dos EUA em Maputo.
Nos documentos, Armando Guebuza é referido como estando envolvido em "todos os acordos de mega projectos de milhões de dólares, com estipulações nos contratos que determinam que se trabalhe com o sector privado moçambicano".
Um exemplo dado é "o envolvimento de Guebuza na compra da barragem de Cahora Bassa ao Governo Português por 950 milhões de dólares". O documento diz que, destes, 700 milhões de dólares foram pagos por um consórcio privado de bancos, organizado por um procurador de Guebuza, tendo o Presidente da República recebido "uma comissão estimada entre 35 milhões de dólares e 50 milhões de dólares" (entre 26,48 milhões de euros e 37,84 milhões de euros ao cambio actual).
"O Banco Português que organizou o financiamento entregou as suas acções no BCI Fomento a uma empresa controlada por Guebuza", refere o documento. A reversão definitiva para Moçambique de Cahora Bassa envolveu o pagamento a Portugal de 950 milhões de dólares ( 650 milhões de euros ao câmbio da altura), 250 milhões pagos após a assinatura do acordo, em Outubro de 2006 em Maputo, pelo presidente moçambicano, Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.
A segunda "tranche" de 700 milhões de dólares foi financiada por um consórcio bancário composto pelo banco português BPI, parceiro da CGD no Banco Fomento, e pelo francês Calyon. A Lusa já tentou, em Maputo, uma reação da Presidência da República às implicações divulgadas pelo portal WikiLeaks, citando telegramas da embaixada norte-americana em Maputo, mas não obteve resposta.
Nos documentos, Armando Guebuza é referido como estando envolvido em "todos os acordos de mega projectos de milhões de dólares, com estipulações nos contratos que determinam que se trabalhe com o sector privado moçambicano".
Um exemplo dado é "o envolvimento de Guebuza na compra da barragem de Cahora Bassa ao Governo Português por 950 milhões de dólares". O documento diz que, destes, 700 milhões de dólares foram pagos por um consórcio privado de bancos, organizado por um procurador de Guebuza, tendo o Presidente da República recebido "uma comissão estimada entre 35 milhões de dólares e 50 milhões de dólares" (entre 26,48 milhões de euros e 37,84 milhões de euros ao cambio actual).
"O Banco Português que organizou o financiamento entregou as suas acções no BCI Fomento a uma empresa controlada por Guebuza", refere o documento. A reversão definitiva para Moçambique de Cahora Bassa envolveu o pagamento a Portugal de 950 milhões de dólares ( 650 milhões de euros ao câmbio da altura), 250 milhões pagos após a assinatura do acordo, em Outubro de 2006 em Maputo, pelo presidente moçambicano, Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.
A segunda "tranche" de 700 milhões de dólares foi financiada por um consórcio bancário composto pelo banco português BPI, parceiro da CGD no Banco Fomento, e pelo francês Calyon. A Lusa já tentou, em Maputo, uma reação da Presidência da República às implicações divulgadas pelo portal WikiLeaks, citando telegramas da embaixada norte-americana em Maputo, mas não obteve resposta.
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Negociatas
21/04/2012
SOL: falta de gosto
O jornal português «SOL» fez uma revolução gráfica, anunciou.
O trabalho deve ter sido feito por aprendizes já que a falta de gosta e a incoerência tipográfica é total.
Uma lamentável perda de tempo e de qualidade.
Veja-se um exemplo simples de ontem: utilização de 3 tipos de letra, uso incoentente de maiúsculas e minúsculas em títulos. Corpo de texto em diferentes dimensões.
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