02/06/2012

A morte vive no hospital

A vergonha está instalada no Hospital Central de Maputo.

Os doentes são acelerados para morrerem para que as funerárias avisadas  de dentro, disputem pelos seus corpos.

Os medicamentos desaparecem da farmácia do hospital para serem revendidos a familiares aflitos.

De forma generalizada, tudo funciona por candonga - estamos facilitar.

O lixo e porcaria acumulam-se. Entra-se doente, sai-se para a cova.
A morte vive no Hospital Central de Maputo.
Chega de guebuzismo.

29/05/2012

Mais betão?

Segunda feira, 28 de maio de 2012
Meu caro Dr. António José Seguro,

V. Exa. fala do crescimento da mesma maneira que eu falo das vitórias do Benfica: é tudo uma questão de vontade; se acreditarmos muito, elas aparecem.

Depois de 20 anos de derrotas ante a agremiação do norte, garanto-lhe que esses saltos de fé não funcionam. A realidade não é uma mera representação da nossa vontade. E, meu caro amigo, o seu discurso é uma olímpica recusa da realidade.

Como é que se pode fazer crescimento através de um acto de vontade política? "Através do investimento público", diz V. Exa. com o narizinho socialista todo empinado.

Mas onde é que o meu caríssimo amigo vai buscar dinheiro para esse investimento público? Onde?

Tem duas hipóteses. Na primeira, seria preciso aumentar ainda mais os impostos, e, neste sentido, gostava muito que V. Exa. tivesse a coragem para dizer que quer um aumento da carga fiscal (era uma coisa bonita).

Na segunda hipótese, seria necessário emitir ainda mais dívida soberana junto dos maléficos mercados. Como V. Exa. deve saber, isso é uma impossibilidade neste momento. Em suma, o seu "crescimento" é uma fantochada retórica.
Mas, num acto de caridade argumentativa, vamos lá supor que V. Exa. tinha dinheiro para fazer o seu investimento público.

Posso saber que tipo de investimento seria esse? Faço esta pergunta, porque a conversa do "crescimento" através do "investimento público" foi a base da política do seu antecessor, o engenheiro Sócrates.

O magnata parisiense pediu dinheiro emprestado aos mercados e, depois, derreteu esse dinheiro em obras executadas pelo omnipresente dr. Jorge Coelho e pelas demais abelhinhas do alcatrão.

Como V. Exa. sabe, essa política de cimento não correu muito bem.

Portanto, a pergunta é inevitável: o seu crescimento também é uma palavra-chave para mais obras do dr. Jorge Coelho e dos outros aficionados da obra pública, assim ao estilo da quadragésima auto-estrada Lisboa-Porto e das raves de 400% da Parque Escolar?

Os melhores cumprimentos de um contribuinte idiota,

Henrique Raposo
in «Expresso» 28.05.2012

28/05/2012

As ambições são sempre circunstanciais...

Um homem vai à farmácia e pede Viagra.
"Posso comprar 6 pastilhas cortadas em quatro partes?"

"Eu posso cortar," disse o farmacêutico, "Mas um quarto não lhe vai dar uma ereção completa."
"Tenho 96 anos," diz o velho, "Não quero uma ereção completa, só a quero um pouco "erguida" para não mijar nas minhas sandálias. . ."

25/05/2012

O dia da umidade africana

15/05/2012

Matar o Sistema Nacional de Saúde

Diga o que disser, o primeiro-ministro será sempre criticado.

Diga "ai" ou diga "ui", as declarações de Passos serão sempre descontextualizadas no sentido de criar uma imagem de desumanidade.

Um primeiro-ministro de direita é, como se sabe, desumano e quiçá nazi.

O mesmo mecanismo narrativo está presente na análise ao trabalho de muitos ministros. Faça o que fizer, Paulo Macedo será sempre o neoliberal frio e quiçá fascista.

Ontem, por exemplo, as TVs só deram uns segundinhos a este pormenor: mais uma vez, Paulo Macedo conseguiu vergar a indústria farmacêutica.

A indústria vai aceitar a poupança de 300 milhões na fatura dos medicamentos hospitalares.

Por que razão não se fala disto com o devido destaque? Porque, como toda a gente sabe, Paulo Macedo é um monstro calculista, e um sujeito que só está interessado em beneficiar os privados da economia da saúde.

Este silêncio mediático em relação à gestão de Paulo Macedo não é novo.
Há uns meses, o ministro mudou a fórmula de cálculo do preço dos medicamentos nas farmácias, baixando significativamente a fatura para os doentes e SNS.

Os preços praticados em Portugal estavam baseados numa média referente a Espanha, Itália, França e Grécia.

Essa fórmula foi alterada através da introdução de países com um PIB per capita mais próximo do nosso (ex.: Eslovénia).

Resultado? Em 30 de  setembro, o Negócios dizia que alguns remédios até podiam baixar cerca de 50% (ex.: o Plavix passaria de 48 euros para 22).

Nos entretantos, Paulo Macedo contrariou providências cautelas da indústria, forçando a entrada de mais genéricos no mercado.

Estes factos, como se sabe, têm pouca importância na vida das pessoas, logo, não tiveram impacto digno de registo nos média. Paulo Macedo é um dos maus, logo, não se podem apresentar peças que contrariem essa maldade intrínseca.

Em menos de um ano, Paulo Macedo cortou os lucros das farmácias e da indústria farmacêutica, dois dos tais lóbis impossíveis de domar.

Antes disso, o contabilista sem respeito pela vida humana forçou uma diminuição do preço nas clínicas privadas que fazem exames em parceria com o SNS.

Quem diria? O tal ministro dos privados fez um corte histórico nos lucros dos privados.

Deve haver aqui uma cabala neoliberal, é o que é. Pelo sim e pelo não, acho que os indignados deviam fazer uma manif para defender a indústria farmacêutica e as clínicas dos avanços do contabilista desumano.

Henrique Raposo
in «Expresso», 15.05.2012

13/05/2012

Festival das Sopas

No Gradil, concelho de Mafra, uma aldeia a norte de Lisboa, decorre anualmente o "Festival das Sopas".

Uma organização gastronómica popular com um grande potencial turístico, capaz de atrair multidões, se tiver as melhorias adequadas.

Jacques Fresco

11/05/2012

A felicidade existe num momento e pode deixar de existir noutro

A felicidade existe num momento e pode deixar de existir noutro.
Bernardo Sassetti (24.06.1970 - 10.05.2012)

10/05/2012

Porque não te calas?

Há uma boa dezena de anos,  o senhor em causa ficava na suite presidencial do Hotel Bristol, e a embaixada pagava a módica quantia de 600 contos diários. Não posso garantir se as visitas eram eram oficiais ou privadas.
Cale-se e deixe o País em paz!!

Comecemos por recordar que, em seis anos de governos socialistas, o défice público português duplicou, passando de 83 mil milhões de euros, em 2005, para cerca de 170 mil milhões de euros, em 2011.

Recorde-se, também, que, há pouco mais de um ano, o ex-ministro Teixeira dos Santos reconheceu a falência da governação socialista, confessando que o Estado só tinha dinheiro para pagar salários e pensões por mais um mês.
Perante essa realidade, o então Governo, do Partido Socialista, negociou e firmou o célebre "Memorando de Entendimento" com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, acordo que o atual Governo está a cumprir.
É, pois, de um descaramento inaudito ver essa patética figura em que se converteu Mário Soares defender que "A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim".

O que aconteceria então, cumpre perguntar?

As entidades que nos estão a emprestar dinheiro logo fechariam a torneira e então seria o bonito: acabava-se o financiamento do País, deixava o Estado de pagar salários aos seus funcionários e pensões aos reformados, o sistema financeiro entrava em colapso, acabando o financiamento às famílias e às empresas, as falências e os despedimentos disparavam ainda mais, enfim, era o caos social.

Esta declaração de Soares, esperando que não seja um triste sinal de demência, apenas pode pois ser explicada pelo reconhecido egoísmo dessa figura, que, vendo aproximar-se o seu fim natural, não desiste de tentar incendiar o País e de transformar Portugal numa nova Grécia.

De resto, ao tomar conhecimento desta vergonhosa interpretação sobre a boa-fé nos tratados, confesso que não consegui esquecer os criminosos acordos de Alvor e Lusaka, que Soares assinou em 1975, enquanto ministro dos negócios estrangeiros, e que lançaram Angola e Moçambique nas mais terríveis guerras civis, as quais custaram, é bom lembrar, a vida a cerca de um milhão de inocentes. Nada que lhe pese na consciência, suponho.

Mas, por falar em Grécia, sítio cada vez mais à beira da saída do Euro e da própria União Europeia, é curioso verificar que esta declaração de Soares, aliás, sintomaticamente apenas aplaudida pelo trotskista Louçã (nem Seguro o segurou...), parece beber da irresponsabilidade do líder do BE lá do sítio, o qual defende que os partidos renunciem ao acordo com a 'troika' e que os bancos gregos sejam nacionalizados.

Não parecendo Soares capaz de pensar no bem do País, ao menos não esqueça que, se Portugal porventura cometesse a loucura de rasgar o acordo, cedo faltaria dinheiro para alimentar a sua fundação de faz-de-conta (ainda em 2011 o camarada António Costa lhe passou um cheque de 64 mil euros…), bem como as suas obscenas regalias, as quais, por junto, já custaram aos Portugueses mais de cinco milhões de euros.

De resto, quando a criatura tem o atrevimento de afirmar que "a austeridade deveria começar no governo e não nas pessoas", bem podia corar de vergonha por receber todos os anos uma verba destinada ao pagamento do seu gabinete de ex-presidente, quando esse mesmo gabinete está instalado em prédios situados na zona mais nobre da capital e que lhe foam dados pelo filho quando era o autarca local.

Deixo-lhe pois este conselho: vá pregar prós gregos e deixe Portugal em paz!

Rui Crull Tabosa
in «Corta-Fitas», 08.05.2012




03/05/2012

A regra de ouro

O problema mais grave do país é o problema do financiamento externo. Nenhum partido "de" governo o pode ignorar. Esse problema não tem solução, sem se restabelecer a confiança na sustentabilidade das finanças públicas portuguesas dentro da zona euro. Nesta perspetiva, é fundamental o entendimento entre os três principais partidos de governo sobre o novo tratado e sobre a forma de aplicar, no ordenamento jurídico português, a chamada "regra de ouro". Essa regra só é de "ouro", se o compromisso em que se funda tiver um horizonte de existência para além da maioria de turno ou da legislatura. Por outras palavras, exige um compromisso que só a Constituição ou lei orgânica podem garantir, ou seja, precisa do PS.
É mais fácil entender a inevitabilidade deste compromisso, percebendo como se chegou aqui.

Em Junho de 2009, o ano da grande recessão, a três meses de eleições legislativas, o Parlamento alemão aprovou uma reforma constitucional incluindo uma "norma travão" ao défice e à dívida pública. A proposta foi apresentada pelo então ministro das Finanças do SPD, Steinbruck, no Governo de "grande coligação", entre sociais-democratas e democratas-cristãos. Pouco importância se deu então em Portugal, como no resto da Europa, a essa decisão, unilateral, que acabaria por ter um impacte significativo no desenvolvimento da crise europeia.

Enquanto entre nós se assistia a uma das mais negras campanhas eleitorais de que há memória na nossa democracia, na Alemanha, os principais partidos entendiam-se, discretamente, sobre uma questão controversa, colocando o que entendiam ser os interesses do país acima dos interesses eleitorais. (Este mesmo sentido de compromisso se verificou também em Espanha, quando o Governo do PSOE e o PP decidiram fazer a mesma reforma em 48 horas, em plena campanha eleitoral, em Novembro passado.)

Quando o Governo alemão e os principais partidos de governo aceitaram limitar-se politicamente, em matéria fiscal e orçamental, deram um claro sinal aos mercados, reconhecendo que o seu nível de endividamento, como o de outros países europeus, se tornara um problema, mas que na Alemanha se assumia o compromisso nacional de o controlar, a prazo. A partir de Setembro desse ano, 2009, os spreads das obrigações de dívida pública dos países da zona euro e os seguros de risco associados passaram a divergir em relação às obrigações de dívida pública alemã. Os mercados financeiros começavam a avaliar diferenciadamente, as condições de sustentabilidade da dívida pública de cada Estado da zona euro, tendência que a crise grega acentuou, depois de o novo Governo assumir o "engano" das suas contas públicas.

Era previsível que, se a Alemanha se auto-limitava em termos de despesa pública, não poderia deixar de exigir o mesmo, mais cedo ou mais tarde, aos outros membros da união monetária. Por isso a "regra de ouro" se tornou a pedra angular do novo tratado e simultaneamente, para além das pertinentes questões ideológicas e teóricas que suscita, o seu principal problema político.

Foi neste contexto que, em Maio de 2010, uma ou duas semanas depois do resgate da Grécia, perante a frágil situação do país, com uma dívida a caminho dos 90% do PIB, uma economia em recessão e a instabilidade política decorrente de um governo minoritário, sugeri, em entrevista aoDiário Económico, que se seguisse o exemplo da Alemanha, adoptando uma regra equivalente. As reacções foram, contudo, muito críticas tanto da parte do PS, como da parte do PSD, sublinhe-se.

É evidente que a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental, por si só, não resolve os problemas. Se estudos recentes mostram que o crescimento da economia é fortemente condicionado por uma dívida excessiva, também se sabe que, sem crescimento económico, não há solução para uma dívida elevada que não passe, mais cedo ou mais tarde, por uma... reestruturação. Fica a faltar, por isso, uma outra "regra de ouro para o crescimento e emprego, sem a qual este tratado será ineficaz no seu objetivo de garantir a estabilidade do euro. 

Contudo, para Portugal, hoje como ontem, recuperar a confiança externa impõe uma actuação coerente sobre as expectativas dos mercados relativamente à sustentabilidade da dívida externa. O que passa necessariamente pela existência de um verdadeiro compromisso nacional para a controlar, dependente do entendimento entre os principais partidos de governo sobre a estratégia que possa garantir a nossa posição futura no euro e no processo europeu.

Decorridos dois anos, é aqui que ainda estamos.

Luís Amado, economista, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros
in «Público», 10-04-2012

02/05/2012

Mutiana Orera

As mulheres macuas são geralmente orgulhosas e muito donas de si nas suas relações c0m os homens. E aparentemente, muitas delas preferem ir 'direto ao assunto' no tocante à parte sexual.
Então a estória é de um homem que visita Nacala, e mete-se com uma das macuas. Chega a hora da verdade e o sujeito começa a beijar e a pegar a mulher por todo o lado (os chamados 'preliminares').

A macua já bem aborrecida com aquilo vira-se pra ele e zanga:
- Mas afinal tá mi revistar porquê?
Me infrenta lá duma vez!!!


01/05/2012

Palhaçadas

O mestre Arménio Carlos, o recente capo da Intersindical, tratou de mostrar que é mais duro que o molenga, o professor Carvalho da Silva, que substituiu.

Em pouco tempo, cumpriu ordens do PCP e convocou duas Greves Gerais. Inúteis!

Qualquer delas, um fracasso completo, com adesão limitada e, sobretudo, por em nada ajudar os trabalhadores portugueses e apenas servir para criar mais problemas às empresas e ao emprego.

Cada vez mais, a Intersindical representa sobretudo os funcionários sindicais e os reformados desocupados que são arrebanhados para gritarias e manifs.

Hoje, portanto, é o derrotado do semestre. E ninguém o leva a sério. Vive noutro planeta!

29/04/2012

Reformado

As pessoas que ainda trabalham muitas vezes perguntam-me o que é que eu faço todos os dias, agora que estou reformado ...

Bem, por exemplo, outro dia eu fui centro da cidade tratar de um assunto com o meu banco, não demorei muito, foi uma questão de cinco minutos.

Quando saí, um Polícia estava preenchendo uma multa por estacionamento indevido.
 
Eu, rapidamente aproximei-me dele e disse-lhe: Vá lá, senhor guarda, eu não demorei mais que cinco minutos...!
 
Deus irá recompensá-lo se tiver um pequeno gesto para com um reformado...
 
Ele ignorou-me completamente e continuou a preencher o formulário.
 
A verdade é que passei-me um pouco e disse-lhe que devia ter vergonha.
 
Ele olhou-me friamente e começou a preencher outra infracção alegando que também não tinha a vinheta comprovativa do seguro.
 
Então eu levantei a minha voz para lhe dizer que já tinha percebido que estava a lidar com um polícia idiota, e que nem compreendia como é que ele tinha sido admitido na polícia de trânsito...
 
Ele terminou de autuar pela segunda infracção, colocando-a no para-brisas, e começou com um terceiro preenchimento.
 
Eu já o estava a chatear há mais de 20 minutos, chamando-o de tudo…
 
Ele, a cada insulto, respondia com uma nova infracção e consequente preenchimento da respectiva multa acompanhada de um sorriso que refletia uma satisfação de vingança...
 
Depois da décima violação... eu disse-lhe:
- Tenho pena mas tenho que me ir embora... vem ali o meu Autocarro!
 
Desde que me reformei, estou testando as minhas capacidades para ter um pouco mais de diversão.
 
Na minha idade há que fazer alguma coisa... para não me aborrecer!


28/04/2012

Novas tecnologias

26/04/2012

Cartão de Cidadão

O Partido Socialista do Rato, o Partido Comunista Cunhalista, o Partido Verde-Melancia e Berloque de Esquerda chegaram a acordo o novo modelo de Cartão de Cidadão:

25/04/2012

Certa tropa e o 25 de abril

Por definição, num Comando Militar, os generais comandam unidades: Brigadas, Divisões,
Corpos de Exército e Exércitos.

A relação é esta:
5 tropas - 1 cabo
10 tropas + 2 cabos - 1 sargento
40 tropas + 8 cabos + 4 sargentos - 1 Alferes
200 tropas + 40 cabos + 20 sargentos + 5 Alferes - 1 capitão
1.000 tropas + 200 cabos + 100 sargentos + 25 Alferes + 5 capitães - 1 tenente coronel
8.000 tropas + 1.600 cabos + 800 sargentos + 200 alferes + 40 capitães
+ 8 tenentes coronéis - General de Brigada.
Somando toda a linha de cima, cada General tem por baixo de si 10.648 homens.
Faz sentido!

As Forças Armadas portuguesas, têm cerca de 64 mil efetivos.

Logo, deveriam ter 6 Generais.
Mas, pasme-se, têm 123 Generais !!!!

São pagas pensões brutais a um sem número deles e que se aposentaram nos últimos 25 anos.

Em dois "pequenos e pouco desenvolvidos" países - Canadá e Alemanha - as Forças Armadas contam com 1 General de 4 estrelas.

Em Portugal, há 4.
Um luxo!

E são estes "desfavorecidos" que boicotam as comemorações do 25 de abril em que comemora a Liberdade e a Democracia.

É mesmo preciso não ter nenhuma vergonha na cara.


Declaração de interesses: este jornal considera que Portugal precisa de Forças Armadas, ao contrário da Guiné-Bissau...

25 de Abril de 1974

Um instituto superior da capital. 1º ano de Relações Internacionais.

A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à
Assembleia a República.


A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974:


"A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar.

25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano".

Obviamente, chumbou.
_____

Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.


- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.


- (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel.


Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.

23/04/2012

Guebuza tem comissão

O Presidente da República de Moçambique terá recebido uma comissão entre 35 e 50 milhões de dólares no negócio da compra da Hidroeléctrica Cahora Bassa a Portugal, revelou o portal WikiLeaks, citando telegramas da embaixada dos EUA em Maputo.
Nos documentos, Armando Guebuza é referido como estando envolvido em "todos os acordos de mega projectos de milhões de dólares, com estipulações nos contratos que determinam que se trabalhe com o sector privado moçambicano".
Um exemplo dado é "o envolvimento de Guebuza na compra da barragem de Cahora Bassa ao Governo Português por 950 milhões de dólares". O documento diz que, destes, 700 milhões de dólares foram pagos por um consórcio privado de bancos, organizado por um procurador de Guebuza, tendo o Presidente da República recebido "uma comissão estimada entre 35 milhões de dólares e 50 milhões de dólares" (entre 26,48 milhões de euros e 37,84 milhões de euros ao cambio actual).
"O Banco Português que organizou o financiamento entregou as suas acções no BCI Fomento a uma empresa controlada por Guebuza", refere o documento. A reversão definitiva para Moçambique de Cahora Bassa envolveu o pagamento a Portugal de 950 milhões de dólares ( 650 milhões de euros ao câmbio da altura), 250 milhões pagos após a assinatura do acordo, em Outubro de 2006 em Maputo, pelo presidente moçambicano, Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.

A segunda "tranche" de 700 milhões de dólares foi financiada por um consórcio bancário composto pelo banco português BPI, parceiro da CGD no Banco Fomento, e pelo francês Calyon. A Lusa já tentou, em Maputo, uma reação da Presidência da República às implicações divulgadas pelo portal WikiLeaks, citando telegramas da embaixada norte-americana em Maputo, mas não obteve resposta.

21/04/2012

SOL: falta de gosto

O jornal português «SOL» fez uma revolução gráfica, anunciou.

O trabalho deve ter sido feito por aprendizes já que a falta de gosta e a incoerência tipográfica é total.

Uma lamentável perda de tempo e de qualidade.

Veja-se um exemplo simples de ontem: utilização de 3 tipos de letra, uso incoentente de maiúsculas e minúsculas em títulos. Corpo de texto em diferentes dimensões.

19/04/2012

Eu sou Polícia, orgulhosamente!

No passado dia 11 de Fevereiro, decorreu um pouco por todo o país, uma marcha/concentração de cidadãos devidamente enquadrados por uma frente sindical, que a plenos pulmões gritavam contra o fantasma do endividamento, a famosa crise e suas maleitas.

A mim, foi-me confiada a missão de zelar por estas mesmas pessoas e ao mesmo tempo fazer por que tudo corresse dentro daquilo que tantas vezes se ouve falar, a liberdade democrática.

Acompanhando a malta Tuga, lá fomos indo desaguar na Praça do Povo, outrora conhecida por Praça do Comércio, que cantava, berrava e cuspia umas asneiradas, enquanto pelo canto do olho, alguns davam uma mirada, a uma ou outra menina, enquanto emborcavam uma imperial à pressa, porque não podiam largar o cartaz por muito tempo.


Tudo dentro daquilo considerado normal.

Discursos, apupos, vaias e aplausos, termina a parte oficial.

Eis senão quando, foi-me dada a ordem de recolher o pessoal, visto que o evento estaria na sua fase de rescaldo. Assim, juntei a malta e devidamente formados, deslocámo-nos para a nossa viatura para que pudéssemos trincar uma bucha.
Neste reagrupamento, há um gajo que, encoberto pela multidão, grita:
-Vão trabalhar seus chulos! Parasitas! Filhos da puta!

-Fascistas! Cabrões!

Ignorei e dei ordem para ignorar, fomos à bucha. Devia haver qualquer problema, com a minha sandes, porque caiu-me mal!
Eu sei que agora é tarde, mas mesmo assim a esse cobarde e outros que para aí andam, tenho duas ou três coisas para dizer:
-Vão mas é trabalhar!

Aqueles a que chamam chulos, ganham 780€ por mês, trabalham 45 horas por semana e que se somarmos os gratificados passam para 60, pois, 60 horas semanais.

Os parasitas, trabalham os feriados todos, sim, todos sem direito a compensação, as noites e os fins de semana sem direito a quaisquer subsídios ou pagamento de horas noturnas, faça chuva ou faça Sol, frio ou calor...
Os F... da p... , depois de saírem de serviço, vão para tribunal com o bêbado que podia muito bem atropelar a tua família toda quando saíste para ir jantar e celebrar uma merda qualquer que te      tenha acontecido.
Ficam na esquadra a acabar o expediente que segue de manhã para o Tribunal, com o bando que assaltou à mão armada, ou com o que roubou, matou, assaltou a farmácia, a ourivesaria, o carro, o puto que vinha da  escola, a velha no autocarro, o 'camone' no eléctrico e por aí fora, que, por mim, bem podias ser tu, a tua mãe, o teu filho ou o teu irmão, que seriam todos tratados de igual forma.

Os fascistas, chamam o reboque quando não consegues sair com o carro, quando um como tu, abusa da sua liberdade e deixa o carro mesmo na saída da garagem. Entendes este conceito de liberdade?

Penso que sim.
Os chulos abrigam e protegem a mulher, as crianças que levam porrada de um esterco qualquer, só porque lhe apetece e leva-o a tribunal,  muitas vezes, na hora de folga.

Os parasitas, entram em casas em chamas, enfrentam armas de fogo, embrulham-se á facada, perseguem a grandes velocidades, lidam com todo o tipo de doenças, inúmeras vezes contagiosas e correm de frente para o  perigo, quando todos os outros fogem dali para fora.

Os chulos saíram do seu seio familiar e social e deslocaram-se, alguns para mais de 400km de casa, deixando tudo para trás, para fazer vida de forma honrada sem pedir nada a ninguém. Sem pedir nada a ninguém, sabes o que isso é?

Os parasitas, vivem num estatuto aprovado há mais de dois anos e regem-se pelo estatuto antigo, não conseguem passar um fim-de-semana inteiro com a família, esperam 12 anos por uma promoção (única na carreira de 36 anos) e se quiserem algo mais, concorrem 1300 para 50 vagas.

Aqueles que insultaste, têm família, trabalham duro, são esforçados e honrados e são só os montes de merda como tu que colocam isso em causa!

Não! Definitivamente Não!
Estes mesmos Homens e Mulheres apoiam os idosos que alguém como tu abandonou ao consumo do esquecimento, levam-lhes as compras, mudam-lhes a garrafa do gás e dão-lhes a medicação, apenas em troca de um olhar grato, que justifica tudo. Tu apareces quando tudo acaba, para vir buscar o ouro e ficar com as chaves de casa.
E nós é que somos os chulos!
Aqueles que olhas com desprezo sabem um pouco de tudo, são Padres, Juízes, Médicos, Socorristas, Bombeiros, Rambos, Psicólogos, Professores, Mecânicos, e se somares isto tudo e mais qualquer coisa tens um Polícia.

Quando é que vais perceber que só podes falar em liberdade, porque nós existimos?
Quando é que vais entender que tipos como tu são a razão da minha existência, enquanto profissional?
Se nós não existíssemos, ias à praia? Ao futebol? Jantar fora? Deixavas os teus filhos ir à escola?

Quer-me parecer que não.

Será que não entendes que ao insultares-me, estás a insultar aquilo que és, um homem livre?

Tudo isto funciona com o combustível que, com certeza encontrarás em abundância num qualquer Homem ou Mulher de farda:
Abnegação, Generosidade, Espírito de Sacrifício e Altruísmo. 'Googla' estas palavras e saberás a definição e bom seria que aprendesses o conceito.
Já hasteei a minha Bandeira à chuva, já a arreei ao som do clarim, já representei a minha Mui Nobre Nação e já chorei a cantar: A Portuguesa!

Caso não saibas, é o título do nosso hino. Conheço muitos Homens e Mulheres que cozeram a nossa Bandeira no braço e que fazem de ti uma cabeça de alfinete num mundo de cabeçudos.

A minha farda é rica em sangue suor e lágrimas, minhas e de tipos como tu, que quando precisam, ao ver-me, encontram refúgio e protecção.
Olha, o meu Pai nunca me deu um carro, nem me pagou a Universidade, mas em contrapartida deu-me coisas sem preço, entre elas, o valor de um Não, da Educação, da Humildade e do Espírito de Luta.

EU, SOU POLÍCIA, ORGULHOSAMENTE!
E TU, O QUE É QUE TU JÁ FIZESTE PELO TEU PAÍS?
Texto de leitor, polícia.

17/04/2012

Uma surpresa numa praça sossegada

16/04/2012

Ou eu ou eles!

António José Seguro andou nove meses a fazer equilibrismo no arame.

Não queria renegar o memorando da troika, que o PS tinha assinado, mas ao mesmo tempo queria mostrar que discordava das medidas mais impopulares.

Não chumbava as alterações às leis laborais mas também não as aprovava.

Não rejeitava a redução do número de freguesias mas fazia-a depender da concordância das populações.

Não punha liminarmente em causa a austeridade mas dizia que o Governo ia para além do que estava acordado.

E assim sucessivamente.

SEGURO, para se aguentar, foi dando uma no cravo e outra na ferradura.

Acontece que quem quer agradar a todos acaba por não agradar a ninguém.

E assim este discurso não convenceu muitos socialistas, que começaram a morder-lhe as canelas, acusando-o de fazer uma oposição frouxa ao Governo 'de direita'.

Mas também não convenceu muitos portugueses, porque cheirava a demagogia, a facilitismo, a fuga às medidas impopulares – quando todos sabem que o tempo é de exigência e não de facilidades.

Assim, o próprio Seguro foi percebendo que por este caminho não ia lá.

Que andava a fazer figura de tolinho, correndo o país de lés a lés a fingir que fazia oposição – enquanto alguns 'camaradas' comodamente sentados à secretária lhe cortavam na casaca.

Até que Seguro se cansou.
E decidiu dar um murro na mesa.

MUDOU os estatutos do partido para tentar travar António Costa, que lhe fazia uma oposição surda, e entrou em rota de colisão com a bancada parlamentar, que lhe estava a fazer uma guerra sem quartel, parecendo mais inspirada por Sócrates a partir de Paris do que fiel à linha definida pela direção legítima do partido.

«Não escondo que há dificuldades [no grupo parlamentar] que prejudicam a ação política do PS e a minha liderança», disse esta semana à TVI.

Seguro percebeu que por este caminho só se estava a desgastar, perdendo a pouco e pouco, mas inexoravelmente, o limitado poder que detinha.

A pior oposição é sempre a interna – e torna-se mais desgastante quando não se mostra.

António José Seguro decidiu, assim, citar o toiro – para o poder combater.
Decidiu ir para a luta e dizer: 'Ou eu ou eles'.

TODOS os partidos, a seguir à saída de um líder forte, passam por isto.

O PSD, depois da partida de Durão Barroso para Bruxelas, experimentou Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Pedro Passos Coelho.

Só acertou à quarta – quando muitos já diziam que o PSD estava em risco de acabar.

Ora o PS ainda vai na primeira experiência após a saída de Sócrates – e só por sorte acertaria já.

Acrescente-se que, quanto mais depressa Seguro cair, pior será para o seu sucessor.

Faltam mais de mil dias para as próximas legislativas.

Ora alguém aguenta mil dias na oposição, a ter de fazer diariamente declarações, a combater adversários internos e externos, a ter de inventar factos políticos, a não ter espaço para fazer promessas porque as pessoas já não acreditam nelas?

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

É este, hoje, o problema dos políticos.

As pessoas já não vão em conversas da treta.

José António Saraiva, jornalista
SOL

15/04/2012

Um ateu no Inferno

Um ateu morreu.

Para grande surpresa sua, depois da morte, está diante da porta do Inferno.

"Esta agora!" – diz para os seus botões – "afinal esta merda existe mesmo!" e entra no Inferno com um muito mau pressentimento. Vai avançando, acabando por ir ter a uma baía cheia de sol, com uma praia de areias brancas, onde sopra uma brisa fresca, ouvindo-se em fundo uma música suave.

O diabo está deitado à sombra de uma palmeira a beber o seu cocktail:
" Vem para aqui, amigo, junta-te a nós, manda vir uma bebida e dá uma vista de olhos por aí..."

Uma mulher muito bela serve-lhe uma bebida, e cheio de curiosidade dá um passeio pelas redondezas.


No extremo da baía, depara de repente com um grande buraco, donde sai fumo e algumas labaredas. Muito admirado, regressa para junto do diabo:

- "Gosto muito de estar aqui, mas no extremo da baía, existe assim que a modos de um buraco escuro com muito fumo e ouvem-se gemidos e lamentos de dor, o que é aquilo?"

O diabo: "É fácil de saber, é para os cristãos, eles querem assim!"


12/04/2012

Acontece de 2000 em 2000 anos

Uma senhora levou a filha de 17 anos ao médico, queixando-se que a miúda andava com vómitos... tonturas... que tinha perdido o apetite...

O médico, observada a rapariga, concluiu:
- Minha senhora! A sua filha esta grávida de 3 meses!
- A minha filha??? Ela nunca esteve sozinha com um homem! Não é verdade, Carla Susana!?
- Eu nem sequer beijei ainda um homem, mãe...!

O médico armou-se de uns binóculos que tirou da gaveta, aproximou-se da janela e ficou, calado, a perscrutar o infinito...

Passados minutos, a mãe da Carla Susana, admirada e farta de esperar, perguntou ao médico o que se passava.

- Da última vez que isto sucedeu, nasceu uma estrela no oriente e chegaram três reis magos. Desta vez não vou perder o espetáculo!



07/04/2012

Física

O Dr. Pinto, do Departamento de Física da Universidade de Aveiro é conhecido por fazer perguntas do tipo: "Porque é que os aviões voam?".

A sua única questão na prova final de Maio para a turma da cadeira de "Transmissão de Movimento, Massa e Calor II" foi:

"O INFERNO É EXOTÉRMICO OU ENDOTÉRMICO? Justifique a sua resposta."
(ou seja, pretendia saber se o Inferno é um sistema que liberta calor ou se recebe calor).

Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas houve um aluno, Roberto, que respondeu o seguinte:

«Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa.
Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela,  então vais para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as pessoas e almas vão para o inferno.
Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante.

Existem então duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.

2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Então, qual das duas opções é a correta? Se nós aceitarmos o que me disse a Teresa, minha colega do primeiro ano: "Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo" e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de fazer amor com ela, então a opção 2 não é verdadeira. OU SEJA, O INFERNO É EXOTÉRMICO.»

O aluno Roberto tirou o único "20" na turma.
E na nossa opinião, merecia ir para a cama com a Teresa...


01/04/2012

Frases de Millôr Fernandes

23/03/2012

Nini

Chamava-se Nini
Vestia de organdi
E dançava (dançava)
Dançava só pra mim
Uma dança sem fim
E eu olhava (olhava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal

Batia o coração mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda sempre assim
Nini dançava só pra mim

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda, é sempre assim
Nini dançava só pra mim
Nini dos Meus 15 anos

Paulo Carvalho

Aí Benjamim!


Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com a letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do Loge
seus dentes... - marfim...
Mandei-lhe uma carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o Maninjo tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor... e ela disse que não.
Andei barbado, sujo, e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
" - Não viu... (ai, não viu...?) Não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
E para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário
Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.
Viriato Cruz

15/03/2012

A bolha chinesa

12/03/2012

17 anos,17 imitações

11/03/2012

Em honra dos socretinos

Agora que Cavaco Silva explicou as golpadas finais do antigo inquilino de S. Bento, importa enviar recomendações à pandilha orientada de Paris:


10/03/2012

Xegaremux a exta perfaisaum?


Maria Clara Assunção,
14 Agosto 2009

O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?




07/03/2012

O pintinho piu

27/02/2012

Grécia: as consequências da crise

A. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.


B. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

C. Eros e Pan inauguram prostíbulo.

D. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

E. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.

F. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.

G. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.

H. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça".

I. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.

J. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.

K. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.

L. Afrodite aceita posar para a Playboy.

M. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.

N. Ilha de Lesbos abre resort hétero.

O. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

P. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.

Q. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.

R. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.

S. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

25/02/2012

100 anos de moda em 100 segundos

24/02/2012

Adios Nonino. Piazzolla

Esse vídeo é realmente fantástico, um tango maravilhoso tocado por Carel Kraayenhof, e quando a orquestra e o coral entram então é de arrepiar. O casamento é de um príncipe holandês e uma argentina e ela vai às lágrimas com a homenagem à música típica da sua pátria.
A música, Adios Nonino, do mestre Astor Piazolla e Bob Zimmerman. O solista é o alemão Carel Kraayenhof.

Antes uma pequena historinha:

"Em 1959, na República Dominicana, e quando faltavam minutos para começar seu recital, Piazzola ficou sabendo que na Argentina distante seu pai havia morrido. Subiu ao palco em silêncio, tocou com a agonia de sempre e quando tudo terminou voltou para casa, pediu para ficar sozinho e compôs aquele que seria seu tango mais tocado e conhecido: Adiós Nonino. Era assim, em italiano, que Diana e Daniel, filhos de Piazzola chamavam o avô".

(Eric Nepomuceno, no encarte Piazzola: O Homem que reinventou Buenos Aires, que acompanha o CD Arthur Moreira Lima interpreta Piazzola).

Aqui, em homenagem a uma Mulher e Mãe brilhante

23/02/2012

Stefan Zweig 23 fevereiro

A 23 de fevereiro de 1942 desapareceu Stefan Zweig, o escritor austríaco que importa ler por várias razões, sendo todas elas ligadas aos dias de hoje:

Uma delas, porque, como a grande distância, antecipou o Brasil como País de Futuro, precsiamente num livro com esse nome.

Depois, porque biografou o navegador português Fernão de Magalhães como mais ninguém fez.

E, finalmente, porque deixou registo do suicídio da Europa em duas Guerras Mundiais que viveu, no seu livro "O Mundo de ontem / Die Welt von Gestern" (ed. Assírio Alvim, em Portugal) em cujos traços de época de loucura se vê muita da irracionalidade dos dias de hoje.

Um autor a ler, em edições modernas ou a procurar no alfarrabista.

Stefan-Zweig-Weg, em Munique

20/02/2012

Não ser piegas é...

… jogar bilhar em quaisquer circunstâncias (mesa na província da Zambézia, Moçambique):