03/08/2011
02/08/2011
O massacre de Moatize
Depois de duas explosões nas minas de carvão de Moatize (Moçambique), em 1977, os mineiros viraram-se contra a direção e chefia da empresa, matando 7 portugueses e 2 belgas.
No dia 2 de agosto de 1977, uma violenta explosão na mina de carvão conhecida por Chipanga 3, em Moatize (Moçambique), vitimou 64 trabalhadores que se encontravam nas galerias. No ano anterior, uma explosão idêntica fizera 98 mortos numa mina ao lado, a Chipanga 6.
Tomados de um sentimento incontrolado de dor e fúria, vingança e ódio, mineiros, familiares e populares mataram todos os engenheiros da Carbonífera de Moçambique e mais algumas chefias da empresa.
A tragédia foi sumariamente noticiada pelos órgãos de comunicação de Portugal e Moçambique, mas cedo desapareceu da agenda mediática.
Apostados em ultrapassar uma fase especialmente difícil nas suas relações, os dois países preferiram desvalorizar e abafar o assunto. Volvidos 34 anos, o Expresso investigou este episódio soterrado pelos interesses momentâneos dos dois países e que faz parte da história recente de Moçambique.
in «Expresso», 30.07.2011 [documento aqui, temporariamente]
NR: Joaquim Chissano, um antigo inquilino do Palácio da Ponta Vermelha, declarou que, caso tivessem escapado com vida, os nove massacrados teriam sido julgado e, certamente fuzilados, por terem sido negligentes nas causas dos acidentes. Marcelino dos Santos, um velho nhoca que agora se dedica às "pitas", teve à época, um comportamento selvagem. É, pois, preciso muita falta de vergonha e de escrúpulos da parte de quem integrava o governo frelimista que fuzilava sem julgamento, deu cabo da economia do país, tornou ingeríveis as empresas e lançou Moçambique numa guerra sangrenta com milhares de mortos e estropiados. Na verdade, um exemplo do partido corrupto que a Frelimo sempre foi.
Saude-se a excelente reportagens dos jornalistas do «Expresso», a melhor homenagem a todos trabalhadores mortos na tragédia de Moatize.
No dia 2 de agosto de 1977, uma violenta explosão na mina de carvão conhecida por Chipanga 3, em Moatize (Moçambique), vitimou 64 trabalhadores que se encontravam nas galerias. No ano anterior, uma explosão idêntica fizera 98 mortos numa mina ao lado, a Chipanga 6.
Tomados de um sentimento incontrolado de dor e fúria, vingança e ódio, mineiros, familiares e populares mataram todos os engenheiros da Carbonífera de Moçambique e mais algumas chefias da empresa.
A tragédia foi sumariamente noticiada pelos órgãos de comunicação de Portugal e Moçambique, mas cedo desapareceu da agenda mediática.
Apostados em ultrapassar uma fase especialmente difícil nas suas relações, os dois países preferiram desvalorizar e abafar o assunto. Volvidos 34 anos, o Expresso investigou este episódio soterrado pelos interesses momentâneos dos dois países e que faz parte da história recente de Moçambique.
in «Expresso», 30.07.2011 [documento aqui, temporariamente]
NR: Joaquim Chissano, um antigo inquilino do Palácio da Ponta Vermelha, declarou que, caso tivessem escapado com vida, os nove massacrados teriam sido julgado e, certamente fuzilados, por terem sido negligentes nas causas dos acidentes. Marcelino dos Santos, um velho nhoca que agora se dedica às "pitas", teve à época, um comportamento selvagem. É, pois, preciso muita falta de vergonha e de escrúpulos da parte de quem integrava o governo frelimista que fuzilava sem julgamento, deu cabo da economia do país, tornou ingeríveis as empresas e lançou Moçambique numa guerra sangrenta com milhares de mortos e estropiados. Na verdade, um exemplo do partido corrupto que a Frelimo sempre foi.
Saude-se a excelente reportagens dos jornalistas do «Expresso», a melhor homenagem a todos trabalhadores mortos na tragédia de Moatize.
01/08/2011
31/07/2011
Arrasou!
Um jovem muito arrogante, que assistia a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender a sua geração.
- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo! - disse o estudante, alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
- Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular , televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens a caminhar na Lua e as nossas naves espaciais chegarão a Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor aproveitou o intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante na sua ladainha e disse:
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que está a fazer para a próxima geração?
Foi aplaudido de pé !
- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo! - disse o estudante, alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
- Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular , televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens a caminhar na Lua e as nossas naves espaciais chegarão a Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor aproveitou o intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante na sua ladainha e disse:
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que está a fazer para a próxima geração?
Foi aplaudido de pé !
30/07/2011
Loiros
Jorge era loiro, estúpido e muito tímido, mas arranjou uma namorada, num dia de inspiração.
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o Carlos ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, Carlos engatou a quinta e foi até ao Algarve...
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o Carlos ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, Carlos engatou a quinta e foi até ao Algarve...
29/07/2011
O balde
Um velho senhor tinha um bonito lago na sua enorme herdade.
Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia ir dar uma olhada geral para ver se estava tudo em ordem.
Pegou num balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas das árvores pelo caminho, e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas, divertidas...
Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente nuas.
Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.
Uma das mulheres gritou:
-Não saimos daqui enquanto o senhor não for embora!
O velho respondeu:
- Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver sair nuas do lago!
Levantando o balde, ele disse:
-Eu só vim dar comida ao jacaré...
Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia ir dar uma olhada geral para ver se estava tudo em ordem.
Pegou num balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas das árvores pelo caminho, e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas, divertidas...
Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente nuas.
Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.
Uma das mulheres gritou:
-Não saimos daqui enquanto o senhor não for embora!
O velho respondeu:
- Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver sair nuas do lago!
Levantando o balde, ele disse:
-Eu só vim dar comida ao jacaré...
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My God
28/07/2011
De suicídio para homicídio....
Vinha pela estrada uma caravana de motociclistas fortes, bigodudos em suas poderosas motos, quando de repente eles vêem uma garota a ponto de saltar de uma ponte a um rio.
Eles param e o líder deles particularmente corpulento e de aspecto rude, salta, se dirige a ela e pergunta:
- Que diabos estás a fazer?
- Vou me suicidar-- Responde suavemente a delicada garota com a voz cadenciada e ameaçando pular.
O motociclista pensa por alguns segundos e finalmente diz:
- Bom, antes de saltar porque não me dás um beijo?
Ela acena com a cabeça, bota de lado os cabelos compridos encaracolados e dá um beijo longo e apaixonado na boca do motociclista parrudão.
Depois desta intensa experiência, a gangue de motoqueiros aplaude, o líder recupera o fôlego, alisa a barba e admite:
- Este foi o melhor beijo que me deram na vida. É um talento que se perderá caso tu te suicides. Porque queres morrer?
- Os meus pais não gostam que eu me vista de mulher!!!... ....
(o caso terminou classificado como homicídio voluntário do 1º grau e não suicídio)
Eles param e o líder deles particularmente corpulento e de aspecto rude, salta, se dirige a ela e pergunta:
- Que diabos estás a fazer?
- Vou me suicidar-- Responde suavemente a delicada garota com a voz cadenciada e ameaçando pular.
O motociclista pensa por alguns segundos e finalmente diz:
- Bom, antes de saltar porque não me dás um beijo?
Ela acena com a cabeça, bota de lado os cabelos compridos encaracolados e dá um beijo longo e apaixonado na boca do motociclista parrudão.
Depois desta intensa experiência, a gangue de motoqueiros aplaude, o líder recupera o fôlego, alisa a barba e admite:
- Este foi o melhor beijo que me deram na vida. É um talento que se perderá caso tu te suicides. Porque queres morrer?
- Os meus pais não gostam que eu me vista de mulher!!!... ....
(o caso terminou classificado como homicídio voluntário do 1º grau e não suicídio)
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Idiota
27/07/2011
A tecnologia aqui de Cuba
Um casal de cubanos alentejanos:
- Manel, compra-me uma máquina de lavar a roupa! Estou farta de lavar à mão!
- Está bem, Preciosa. Amanhã mesmo vou a Lisboa e hei-de comprar a da última moda!
O Manel foi e regressou com a máquina.
- Aqui tens, Preciosa, esta é a mais moderna que existe!
Leram as instruções e puseram-na a lavar. Tudo ia bem, até que...
- Manel, o que se passa? A máquina está rebentando! Isto está girando muito depressa!
- Estava a 'centrifugar'.
Como a casa era desnivelada, a máquina começou a andar até que chegou à porta da rua.
- Manel, faz qualquer coisa! Ela vai-se embora!
- Eu não te disse que era a última moda? Lavou a roupa, agora vai estendê-la, porra!!!...
- Manel, compra-me uma máquina de lavar a roupa! Estou farta de lavar à mão!
- Está bem, Preciosa. Amanhã mesmo vou a Lisboa e hei-de comprar a da última moda!
O Manel foi e regressou com a máquina.
- Aqui tens, Preciosa, esta é a mais moderna que existe!
Leram as instruções e puseram-na a lavar. Tudo ia bem, até que...
- Manel, o que se passa? A máquina está rebentando! Isto está girando muito depressa!
- Estava a 'centrifugar'.
Como a casa era desnivelada, a máquina começou a andar até que chegou à porta da rua.
- Manel, faz qualquer coisa! Ela vai-se embora!
- Eu não te disse que era a última moda? Lavou a roupa, agora vai estendê-la, porra!!!...
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Tecnologia
25/07/2011
24/07/2011
Invisuais
Já é sabido que António José Seguro foi o escolhido para secretário-geral do Partido Socialista português, pelos seus 20 mil militantes.
A escolha entre os dois candidatos era de uma pobreza intelectual assustadora porque, qualquer dos candidatos tinha um programa de pântano. Sem ideias, sem propostas, sem inovação, sem renovação, mais do mesmo!
A escolha entre os dois candidatos era de uma pobreza intelectual assustadora porque, qualquer dos candidatos tinha um programa de pântano. Sem ideias, sem propostas, sem inovação, sem renovação, mais do mesmo!
Está-se, portanto, perante mais uma evolução na continuidade.
Pensam no mundo em 3D mas, na verdade, estão cegos pela ideologia maçónica.
Vai acabar mal. Seguramente!
Vai acabar mal. Seguramente!
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Socialismo
Saber investir
LIÇÃO DE ECONOMIA
1. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Royal Bank of Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, hoje teria 29 €!
2. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Fortis, outro gigante bancário, hoje teria 39 €!
3. Agora, se em janeiro de 2007 gastou 1000 € em bom vinho tinto (de vinho, e não ações), tivesse bebido todo o vinho e vendido as garrafas vazias, hoje teria 46 €!
Conclusão: No cenário Económico atual, é melhor esperar sentado bebendo um bom vinho.
E lembre-se que quem bebe vinho, VIVE MENOS:
• Menos triste;
• Menos deprimido;
• Menos tenso;
• Menos cansado com a vida;
• Menos doente do coração;
1. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Royal Bank of Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, hoje teria 29 €!
2. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Fortis, outro gigante bancário, hoje teria 39 €!
3. Agora, se em janeiro de 2007 gastou 1000 € em bom vinho tinto (de vinho, e não ações), tivesse bebido todo o vinho e vendido as garrafas vazias, hoje teria 46 €!
Conclusão: No cenário Económico atual, é melhor esperar sentado bebendo um bom vinho.
E lembre-se que quem bebe vinho, VIVE MENOS:
• Menos triste;
• Menos deprimido;
• Menos tenso;
• Menos cansado com a vida;
• Menos doente do coração;
Pense sobre isso.
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Economia
22/07/2011
Defender Oslo, defender a Civilização e a Paz
Hoje, a pacífica cidade de Oslo foi alvo de um cobarde ataque à bomba por parte de fanáticos.
É preciso defender a Civilização da ofensiva dos novos bárbaros.

É preciso defender a Civilização da ofensiva dos novos bárbaros.

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Liberdade,
Terrorismo
19/07/2011
18/07/2011
Correr em Paris
Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch adaptou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de um Ferrari 275 GTB e convidou um amigo piloto profissional de Fórmula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris, na maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto seria de Porte Dauphine, através do Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no perigoso trajeto a ser percorrido.
O piloto completou o circuito em 9 minutos!, chegando a 324 km por hora em certos momentos.
O filme mostra-o furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres, espantando pombos e entrando em ruas de sentido único. O sol nem havia saído ainda.
O piloto, teria sido René Arnoux, ou Jean-Pierre Jarier ?
Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Claude Lelouch foi preso.
Mas ele nunca revelou o nome do piloto de fórmula 1 que pilotou a máquina e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Se não viu ainda o clássico, prenda a respiração e veja abaixo. Se já viu, veja de novo.
Vale a pena sentir a emoção de passear em Paris como se estivesse a bordo de um Ferrari 275 GTB.
A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto seria de Porte Dauphine, através do Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no perigoso trajeto a ser percorrido.
O piloto completou o circuito em 9 minutos!, chegando a 324 km por hora em certos momentos.
O filme mostra-o furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres, espantando pombos e entrando em ruas de sentido único. O sol nem havia saído ainda.
O piloto, teria sido René Arnoux, ou Jean-Pierre Jarier ?
Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Claude Lelouch foi preso.
Mas ele nunca revelou o nome do piloto de fórmula 1 que pilotou a máquina e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Se não viu ainda o clássico, prenda a respiração e veja abaixo. Se já viu, veja de novo.
Vale a pena sentir a emoção de passear em Paris como se estivesse a bordo de um Ferrari 275 GTB.
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Cinema
17/07/2011
16/07/2011
15/07/2011
14/07/2011
Dedicada aos anti-NATO
Pode até parecer um exagero retórico, mas foram realmente os soldados que ao longo do século passado puseram termo às ditaduras e aos tiranos.
Por isso, este discurso vale como momento para os que se esquecem da história e dos seus verdadeiros contornos e querem reformar a verdade por conveniências inconfessáveis.
Barack Obama, no Dia do Veterano:
"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."
Barack Obama
no Memorial Day a 30 de maio de 2011
NR:
Dedicado àqueles que perguntam para que servem os militares;
Dedicado àqueles que ter Forças Armadas é um luxo;
Dedicado àqueles que são contra a NATO!
Por isso, este discurso vale como momento para os que se esquecem da história e dos seus verdadeiros contornos e querem reformar a verdade por conveniências inconfessáveis.
Barack Obama, no Dia do Veterano:
"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."
Barack Obama
no Memorial Day a 30 de maio de 2011
NR:
Dedicado àqueles que perguntam para que servem os militares;
Dedicado àqueles que ter Forças Armadas é um luxo;
Dedicado àqueles que são contra a NATO!
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Liberdade
13/07/2011
Idiota em jardim
É difícil entender o que leva um cidadão de Lisboa a escolher uma zona de relva, num bairro oriental da cidade, como local apropriado para deixar o seu automóvel "a pastar".
Péssima educação cívica tem estes animais!
| Idiota 76-61-FN |
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Idiota
12/07/2011
Os derrotados
O derrotado grupo que, a coberto dos socretinos, levou Portugal até ao desastre é composto por afiliados "xuxalistas" de diferentes matizes, agentes maçónicos e outros lóbis.
É caso para perguntar: vivem de quê?
Nunca fizeram nada de produtivo. Em diferentes instituições do Estado português, vivem de expedientes, negócio$, reformas, pensões e subsídios de parlamentos, empresas públicas, institutos, fundações e comissões diversas.
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Negociatas,
Socialismo
11/07/2011
10/07/2011
Museu do chocolate
Uma visita ao Museu do Chocolate, em Barcelona, é imperdível.
Primeiro, para saber tudo sobre a origem e a história do chocolate, essa invenção dos americanos precolombianos que os europeus agarraram.
Depois para perceber como a cultura do cacau se generalizou por todo o mundo e alimenta, hoje, uma bem sucedida agricultura refinada e uma indústria alimentar, geograficamente distribuída.
Primeiro, para saber tudo sobre a origem e a história do chocolate, essa invenção dos americanos precolombianos que os europeus agarraram.
Depois para perceber como a cultura do cacau se generalizou por todo o mundo e alimenta, hoje, uma bem sucedida agricultura refinada e uma indústria alimentar, geograficamente distribuída.
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Turismo
09/07/2011
Um dia marcante
Há mulheres que claramente merecem um elogio, pelas suas qualidades humanas, pela amizade com que nos honram, pelo exemplo de vida que nos transmitem.
E que um dia deste contamos.
Por hoje, fica dedicada esta pérola.
E que um dia deste contamos.
Por hoje, fica dedicada esta pérola.
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Música
08/07/2011
07/07/2011
Religião e Espiritualidade
A religião não é apenas uma, são centenas.A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
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Opinião
06/07/2011
O teu corpo ao luar
Imagino o teu corpo banhado pelo luar
Como são curvos os raios
Que belos são teus seios
Deixa-me de noite sonhar
Como são curvos os raios
Que belos são teus seios
Deixa-me de noite sonhar
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My God
05/07/2011
04/07/2011
Santos mesmo
Há notícias que nunca queremos receber. Há notícias que nunca desejamos dar. Há perdas que não aceitamos ter. Há amizades que são inesquecíveis.
Por isso, custa dizer que se perde um amigo brilhante, inteligente e insubstituível.
Um amigo profundamente artista, que se preocupou em pintar as aldeias das Beiras antes que desapareçam em nome do progresso. Um amigo que retratou Lisboa e Montejunto com requinte. Um amigo que falava de arte com uma simplicidade e entusiasmo tocantes. Que apontava o mestre José-Augusto França como estrela na hsitória da arte portuguesa e denunciava o erro e a pobreza do neorrealismo de inspiração estalinista. Como amante da beleza, sofria com os desmandos (os socos nos olhos) na paisagem.
Um amigo visionário que antecipou a impossibilidade histórica do colonialismo português e, todavia, não embarcou no abandono e traição abrilista. Um amigo que denunciou a ditadura salazarista e, contudo, percebeu que o comunismo acabou patrocinado pela política oficial sem futuro.
Um amigo que assistiu à irracionalidade frelimista e, consequentemente, antecipou a miséria que caiu sobre os moçambicanos.
Que previu o desabar do bloco soviético numa altura em que Gorbachov ainda ensaiava os primeiros passos para "melhorar" o socialismo. Que declarava que se o comunismo falhara em diferentes locais e circunstâncias, então, estava demonstrado matematicamente (QED) que era um erro, uma impossibilidade.
Como especialista na área, há muito antecipara a irracionalidade de um TGV e denunciara os estudos encomendados para "viabilizar" sistemáticos investimentos na ferrovia portuguesa.
Um amigo insubstituível em qualquer festa, encontro, convívio, sardinhada. Que falava de indústria, de ciência, de história, de arte, de literatura, de economia, de política, de viagens, de (sua) doença, com rigor e profundidade. Que motivava, que animava.
Um Homem de coluna vertebral.
Que nos inspirou e inspira a denunciar os invertebrados que se dobram por qualquer preço.
Nunca desejaríamos dar esta notícia do José.
Por isso, custa dizer que se perde um amigo brilhante, inteligente e insubstituível.
Um amigo profundamente artista, que se preocupou em pintar as aldeias das Beiras antes que desapareçam em nome do progresso. Um amigo que retratou Lisboa e Montejunto com requinte. Um amigo que falava de arte com uma simplicidade e entusiasmo tocantes. Que apontava o mestre José-Augusto França como estrela na hsitória da arte portuguesa e denunciava o erro e a pobreza do neorrealismo de inspiração estalinista. Como amante da beleza, sofria com os desmandos (os socos nos olhos) na paisagem.
Um amigo visionário que antecipou a impossibilidade histórica do colonialismo português e, todavia, não embarcou no abandono e traição abrilista. Um amigo que denunciou a ditadura salazarista e, contudo, percebeu que o comunismo acabou patrocinado pela política oficial sem futuro.
Um amigo que assistiu à irracionalidade frelimista e, consequentemente, antecipou a miséria que caiu sobre os moçambicanos.
Que previu o desabar do bloco soviético numa altura em que Gorbachov ainda ensaiava os primeiros passos para "melhorar" o socialismo. Que declarava que se o comunismo falhara em diferentes locais e circunstâncias, então, estava demonstrado matematicamente (QED) que era um erro, uma impossibilidade.
Como especialista na área, há muito antecipara a irracionalidade de um TGV e denunciara os estudos encomendados para "viabilizar" sistemáticos investimentos na ferrovia portuguesa.
Um amigo insubstituível em qualquer festa, encontro, convívio, sardinhada. Que falava de indústria, de ciência, de história, de arte, de literatura, de economia, de política, de viagens, de (sua) doença, com rigor e profundidade. Que motivava, que animava.
Um Homem de coluna vertebral.
Que nos inspirou e inspira a denunciar os invertebrados que se dobram por qualquer preço.
Nunca desejaríamos dar esta notícia do José.
03/07/2011
02/07/2011
01/07/2011
A bola de sabão
Uma artista de rua, em Barcelona, produz uma gigantesca bola de sabão com recurso a um engenhoso entrelaçado de fitas de algodão e cabos de vassoura.
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Turismo
30/06/2011
Pobres portugueses
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
"Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais omissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres!!!!!!!
Por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 ?uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
"Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais omissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres!!!!!!!
Por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 ?uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."
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Socialismo
29/06/2011
Um saco de gatos
O Bloco de Esquerda é um covil de comunistas arco-íris, com mal disfarçadas tendências estalinistas-maoistas-trotsequistas.
Até há poucos dias, "o negócio corria bem". Tirando partido do compadrio da infiltrada comunicação social, da rapidez de respostas do grilo-falante e da exploração de temas fraturantes, o partido da esquerda-caviar mordia os calcanhares dos socretinos.
De março em diante, ficou à vista de todos os portugueses que o BE não é mais do que um grupelho de passarocos imprestáveis para qualquer solução para Portugal e cuja cassete está com a fita gasta.
Com uma hecatombe eleitoral no pelo, a discussão interna rebentou qual bomba-relógio e as recriminações e purgas estalinistas sucedessem-se.
O mestre Louçã resiste a pedir a demissão. E ainda bem, porque a autofagia esquerdista é boa para Portugal.
Longa vida para o camarada Louçã na sua marcha pela explosão do Bloco de Esquerda.
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Comunismo
Anacleto
António Neves Anacleto, avô da inteligência que dá pelo nome de Francisco Anacleto Louçã, foi um persistente oposicionista ao regime salazarista. Viveu em Moçambique.
Em 1974, cercado pela nova ditadura frelimista que nascia na ponta das baionetas, escreveu um livro «Sabujice e Traição» em que denunciava o canto da sereia que se ouvia. Fez previsões, anunciou perseguições.
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História
28/06/2011
27/06/2011
Gestão Financeira moçambicana
Um mendigo diz ao outro:
- Ontem tive um excelente jantar no Mimos.
- Como conseguiste?
- Eh pá, um turista me deu uma nota de 100 Mt porque eu disse que guardei o carro dele. Fui a correr ao Mimos e pedi uma refeição bem completa. Quando veio a conta eram 650 Mt.
- Então como é que pagaste???
- Não paguei hehehehe... Quando a conta chegou, eu disse que não tinha dinheiro. O gerente mandou chamar a policia e a polícia me levou preso.
- Chi, e como é que já estás aqui mesmo?
- Quando estávamos a chegar a esquadra, eu tirei os 100 Mt e dei ao polícia. Ele mandou-me logo embora.
- Ontem tive um excelente jantar no Mimos.
- Como conseguiste?
- Eh pá, um turista me deu uma nota de 100 Mt porque eu disse que guardei o carro dele. Fui a correr ao Mimos e pedi uma refeição bem completa. Quando veio a conta eram 650 Mt.
- Então como é que pagaste???
- Não paguei hehehehe... Quando a conta chegou, eu disse que não tinha dinheiro. O gerente mandou chamar a policia e a polícia me levou preso.
- Chi, e como é que já estás aqui mesmo?
- Quando estávamos a chegar a esquadra, eu tirei os 100 Mt e dei ao polícia. Ele mandou-me logo embora.
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Negociatas
26/06/2011
25/06/2011
Pimenta Negra
Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas . Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma . O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele . Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado "a luta pelo progresso"? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
São nacionais mas só na aparência . Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atrativos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal . Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.
Mia Couto
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas . Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma . O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele . Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado "a luta pelo progresso"? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
São nacionais mas só na aparência . Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atrativos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal . Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.
Mia Couto
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Opinião
24/06/2011
O filho do Xiconhoca
De 1975 até 2011, o filho do Xiconhoca deixou de ser visto como um perigoso reacionário, como era o pai, para agora assumir a qualidade de membro do Comité Central do partido (eternamente) no poder.
É o homem do "negóce", do esquema, do selvo-capitalismo, do tráfego acima-da-suruma...
É o homem do "negóce", do esquema, do selvo-capitalismo, do tráfego acima-da-suruma...
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Negociatas
23/06/2011
Xiconhocas, SARL
A família do Xiconhoca, agora no poder, ainda há-de explicar como enriqueceu e como é que é dona de Cahora-Bassa e de todos os grandes negócios (minerais de Tete, Vale do Zambeze, bancos, terras para biodisel, etc.).
Quem cabritos vende mas cabras não tem...
Quem cabritos vende mas cabras não tem...
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Negociatas
22/06/2011
Xiconhoca, anda cá
Tempos de ditadura, tempos de sofrimento, tempos de fome, tempos de guerra.
A mesma camarilha, agora convertida ao capitalismo tropical, continua no poder. São os novos exploradores, os néo-xiconhocas.
A mesma camarilha, agora convertida ao capitalismo tropical, continua no poder. São os novos exploradores, os néo-xiconhocas.
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Negociatas
21/06/2011
Uma flor da presidência
O parlamento português elegeu Maria da Assunção Esteves como sua Presidente.
Trata-se de uma elevada e merecida honra às mulheres portuguesas na pessoa da primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República de Portugal.
Um acontecimento histórico, um bom começo para a legislatura de mudança que agora se inícia.
Portugal sente outra força. O país passou a respirar melhor.
Trata-se de uma elevada e merecida honra às mulheres portuguesas na pessoa da primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República de Portugal.
Um acontecimento histórico, um bom começo para a legislatura de mudança que agora se inícia.
Portugal sente outra força. O país passou a respirar melhor.
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História
Governo de Salvação Nacional
É hoje a tomada de posse do novo governo português. Tem uma missão gigantesca: salvar Portugal.
É hoje que começa uma vida nova na Educação, provavelmente a área mais destruída pelo socialismo, pelo sindicalismo e pelo "eduquês".
Muitas esperanças estão neste homem: Nuno Crato.
Muitas esperanças estão neste homem: Nuno Crato.
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Eduquês
20/06/2011
O polícia moçambicano tem de viver
Há segredos por baixo da farda, na escuridão eterna das profundezas de um agente da lei e ordem? Um lar, uma mulher e filhos tornam um polícia um cidadão comum? Perguntas como estas alimentam o imaginário dos moçambicanos.
@Verdade conversou com três agentes e desvendou que não é só uma farda que separa o polícia de um moçambicano anónimo.
A palavra "difícil" fez sempre parte do vocabulário dos agentes da Polícia da República de Moçambique que, a 10 dias da entrada em vigor da cesta básica, levam as mãos à cabeça, apontando para a "insensibilidade do Governo" como o principal entrave à melhoria das condições da polícia.
"Ganhamos muito pouco", diz Alberto Cossa. "Não ganhamos nada", corrige Tembe. Mas, "não vamos passar fome por causa desse salário miserável. O nosso negócio é outro", confessa João.
Desde a falta de documentos, transgressões ao código de estrada, electrodomésticos sem documentação, passando por telefones celulares à aparência, tudo serve para interpelar um cidadão e amealhar algum dinheiro.
Porém, o vida não corre de feição, uma constatação unânime entre os agentes.
"Aquilo que o Governo aumentou no salário da polícia é uma vergonha", diz João. Com o aumento de 233 meticais – um saco de arroz de 10 quilos custa 280 meticais –, os agentes passaram a auferir 3175, 20. Porém, ficaram automaticamente excluídos da candidatura à cesta básica. Os cidadãos elegíveis têm de ter 2.500 meticais como salário ou rendimento máximo. No entanto, os agentes da PRM, apesar de acharam que a medida é "ridícula"
acreditam que poderia ajudar a minimizar as dificuldades de quem precisa.
Logo ao início da manhã, pouco depois da habitual formatura, já muitos agentes da PRM estão nas ruas à procura de algo para comer. Até porque saco vazio não fica em pé "os bolsos dos cidadãos desatentos" garantem a cesta básica, algum valor para deixar em casa e dinheiro de transporte.
Retrato da corrupção
Cossa ficou viúvo um dia depois de ter entrado para a PRM, em 2002. A sua mulher, Clara Luzenda, morreu no parto da sua primeira e única filha. No primeiro ano, Cossa sofreu muito. Ganhava muito pouco e não tinha com quem deixar a filha. "Não sei o que teria sido de mim sem o apoio das minhas vizinhas", conta.
De quando é que começou a extorquir dinheiro aos cidadãos não tem memória, mas lembra- -se vagamente da forma. Tem ashes apenas. Uma das imagens mais fortes que lhe vem à memória é a da filha com dias de vida, ao seu colo, à procura do peito materno.
"Tinha de acordá-la a meio da noite para lhe dar o biberão com água de arroz e via a cabeça dela de um lado para o outro à procura da mama... Nessas alturas, sei que não conseguia segurar as lágrimas."
Como se aquela dor não bastasse e a responsabilidade de ser pai sozinho não fosse suficiente, o destino pregou-lhe nova partida. Três meses depois de perder Clara, Luís viu a filha a perder peso repentinamente. Também assim, de repente, sem mais.
"No dia 1 de Janeiro, a minha filha sentiu-se mal, levei-a para o hospital, e a 7 tivemos alta. Estava desidratada e disseram- -me claramente que tinha de lhe dar leite. Uma lata de leite custava 230 meticais e a minha filha precisava de quatro num mês. Eu não tinha onde ir buscar esse dinheiro. Foi por isso que comecei a extorquir os cidadãos. Tive de escolher entre a vida da minha filha e a minha honestidade."
Cossa tem 35 anos, Clarinha 9. Vivem ambos para os lados de Kongolote, onde já têm uma rotina instalada. De manhã, Cossa leva a fi lha à escola, a poucos quilómetros de casa, e segue para o trabalho de agente da lei e ordem numa esquadra da cidade de Maputo. Trabalha 24 horas e na sua ausência a filha fica em casa de uma vizinha.
Com o dinheiro que faz na rua, cerca de 300 meticais por dia consegue deixar 600 na casa da vizinha para que cuide da filha. Nas folgas ele é que vai buscá-la às 17h30, dá-lhe banho, prepara o jantar e depois vem o período preferido de ambos, o da brincadeira.
Quem o ouve pode pensar que conseguiu ser corrupto com a maior facilidade do mundo, mas na realidade não lhe é fácil falar do que aconteceu, embora nunca saia da pose de um biscateiro bem-disposto. Confessa que quando extorquiu os primeiros 200 meticais, se sentiu "vazio". "Parece que não estamos nem neste mundo nem no outro. Mas o cabrito come onde está amarrado", descreve.
Seguiu-se "uma revolta muito grande e uma sensação de injustiça".
Afinal, um agente da polícia tem de ter meios para ganhar a vida. O juramento é meramente cosmético. A necessidade é sempre maior do que a moral. Nos treinos, tudo correu "normalmente". Cossa queria ser um agente exemplar, mas até ser corrupto "para viver" levou pouco tempo. Nada fazia prever que a necessidade levasse a este desfecho.
Eu fui sempre corrupto
Após vestir a farda, Tembe passou a olhar para "todos os cidadãos" como se fossem "potenciais carteiras", confessa numa gargalhada. Com o total apoio dos agentes com mais anos na corporação, transformou-se num "mestre" na extorsão. "É sempre fácil tirar o dinheiro porque os moçambicanos não conhecem os seus direitos, assim como têm medo de uma farda.
"Felizmente, há muitos sinais de trânsito pouco visíveis na cidade de Maputo." Há um ano, comecei a trabalhar com a Polícia de Trânsito, com quem jamais quero deixar de colaborar. E, apesar de saber que o que faz é errado, acha-se no direito de ganhar 'o seu dinheiro.' "Se há pessoas que têm mobílias de 1.2 milhão de meticiais porque é que o Tembe não pode pelo menos comer carne em casa?", questiona.
Tembe diz que sente que, apesar do salário magro, jamais deixaria de ser polícia e explica que deste que está na PRM passou a encarar o trabalho de outra forma, como algo para "gerar dinheiro e melhorar a vida do polícia".
Mas, se "a vontade de enriquecer é agora maior", o medo de morrer também o é. "Acho que ainda hoje não acredito que consigo dar boa alimentação à minha família. Tenho um medo constante de tudo desmoronar.
A culpa é da negligência do Governo
"Há polícias que passam fome quando entram na corporação, mas também há aqueles que são corruptos porque é a sua forma de vida. Isto funciona como alerta. Por isso, os serviços sociais deviam acompanhar de perto os horários e providenciar alimentação aos agentes", explica João. "Não teríamos necessidade de comer na rua se a messe da polícia funcionasse.
"Acham normal que uma esquadra tenha um centro social que cobra 50 meticais por refeição?", pergunta. 3175 meticais dá para 63 pratos. "Se considerarmos que um polícia trabalha 15 dias por mês e toma duas refeições por dia, no fim do mês ele terá gasto 1500 meticais. Vocês acham que um agregado familiar de 5 pessoas pode viver com 1675 meticais num mês?", questiona.
Na PRM, a pobreza é igual ou maior do que a média do país. Ainda assim, João sabe que a corrupção não se explica assim de forma tão linear. A sociedade e a imprensa sempre alertaram para a existência de agentes mal formados e corruptos.
Porém, "não foi por ignorar esses valores que comecei a extorquir dinheiro aos cidadãos e aceitar subornos. Como qualquer pessoa tenho ambições. Se não me tivesse virado não teria construído nem um quarto no meu terreno. Hoje tenho uma casa de dois pisos e não posso negar que isso é dinheiro da corrupção", confessa e acrescenta: "isso é como tudo na vida. Há quem vive de amealhar 10, 20 ou 30 meticais, como também agentes que vivem de negócios
de 50 ou 100 mil meticais."
Efectivamente, um polícia tem as mesmas preocupações de pai e de homem de família por cumprir. João tem noção de que "há coisas" que não vai conseguir exigir dos filhos "como um pai exemplar". Como, por exemplo, sobre honestidade, integridade e valores fundamentais, diz, a rir, concluindo, que "por força das circunstâncias, nem eu voltei a ser honesto por ser polícia nem os meus filhos serão educados em circunstâncias normais, entre aspas."
No entanto, diz que tem sorte, porque os filhos não querem ser polícias!
@Verdade conversou com três agentes e desvendou que não é só uma farda que separa o polícia de um moçambicano anónimo.
A palavra "difícil" fez sempre parte do vocabulário dos agentes da Polícia da República de Moçambique que, a 10 dias da entrada em vigor da cesta básica, levam as mãos à cabeça, apontando para a "insensibilidade do Governo" como o principal entrave à melhoria das condições da polícia.
"Ganhamos muito pouco", diz Alberto Cossa. "Não ganhamos nada", corrige Tembe. Mas, "não vamos passar fome por causa desse salário miserável. O nosso negócio é outro", confessa João.
Desde a falta de documentos, transgressões ao código de estrada, electrodomésticos sem documentação, passando por telefones celulares à aparência, tudo serve para interpelar um cidadão e amealhar algum dinheiro.
Porém, o vida não corre de feição, uma constatação unânime entre os agentes.
"Aquilo que o Governo aumentou no salário da polícia é uma vergonha", diz João. Com o aumento de 233 meticais – um saco de arroz de 10 quilos custa 280 meticais –, os agentes passaram a auferir 3175, 20. Porém, ficaram automaticamente excluídos da candidatura à cesta básica. Os cidadãos elegíveis têm de ter 2.500 meticais como salário ou rendimento máximo. No entanto, os agentes da PRM, apesar de acharam que a medida é "ridícula"
acreditam que poderia ajudar a minimizar as dificuldades de quem precisa.
Logo ao início da manhã, pouco depois da habitual formatura, já muitos agentes da PRM estão nas ruas à procura de algo para comer. Até porque saco vazio não fica em pé "os bolsos dos cidadãos desatentos" garantem a cesta básica, algum valor para deixar em casa e dinheiro de transporte.
Retrato da corrupção
Cossa ficou viúvo um dia depois de ter entrado para a PRM, em 2002. A sua mulher, Clara Luzenda, morreu no parto da sua primeira e única filha. No primeiro ano, Cossa sofreu muito. Ganhava muito pouco e não tinha com quem deixar a filha. "Não sei o que teria sido de mim sem o apoio das minhas vizinhas", conta.
De quando é que começou a extorquir dinheiro aos cidadãos não tem memória, mas lembra- -se vagamente da forma. Tem ashes apenas. Uma das imagens mais fortes que lhe vem à memória é a da filha com dias de vida, ao seu colo, à procura do peito materno.
"Tinha de acordá-la a meio da noite para lhe dar o biberão com água de arroz e via a cabeça dela de um lado para o outro à procura da mama... Nessas alturas, sei que não conseguia segurar as lágrimas."
Como se aquela dor não bastasse e a responsabilidade de ser pai sozinho não fosse suficiente, o destino pregou-lhe nova partida. Três meses depois de perder Clara, Luís viu a filha a perder peso repentinamente. Também assim, de repente, sem mais.
"No dia 1 de Janeiro, a minha filha sentiu-se mal, levei-a para o hospital, e a 7 tivemos alta. Estava desidratada e disseram- -me claramente que tinha de lhe dar leite. Uma lata de leite custava 230 meticais e a minha filha precisava de quatro num mês. Eu não tinha onde ir buscar esse dinheiro. Foi por isso que comecei a extorquir os cidadãos. Tive de escolher entre a vida da minha filha e a minha honestidade."
Cossa tem 35 anos, Clarinha 9. Vivem ambos para os lados de Kongolote, onde já têm uma rotina instalada. De manhã, Cossa leva a fi lha à escola, a poucos quilómetros de casa, e segue para o trabalho de agente da lei e ordem numa esquadra da cidade de Maputo. Trabalha 24 horas e na sua ausência a filha fica em casa de uma vizinha.
Com o dinheiro que faz na rua, cerca de 300 meticais por dia consegue deixar 600 na casa da vizinha para que cuide da filha. Nas folgas ele é que vai buscá-la às 17h30, dá-lhe banho, prepara o jantar e depois vem o período preferido de ambos, o da brincadeira.
Quem o ouve pode pensar que conseguiu ser corrupto com a maior facilidade do mundo, mas na realidade não lhe é fácil falar do que aconteceu, embora nunca saia da pose de um biscateiro bem-disposto. Confessa que quando extorquiu os primeiros 200 meticais, se sentiu "vazio". "Parece que não estamos nem neste mundo nem no outro. Mas o cabrito come onde está amarrado", descreve.
Seguiu-se "uma revolta muito grande e uma sensação de injustiça".
Afinal, um agente da polícia tem de ter meios para ganhar a vida. O juramento é meramente cosmético. A necessidade é sempre maior do que a moral. Nos treinos, tudo correu "normalmente". Cossa queria ser um agente exemplar, mas até ser corrupto "para viver" levou pouco tempo. Nada fazia prever que a necessidade levasse a este desfecho.
Eu fui sempre corrupto
Após vestir a farda, Tembe passou a olhar para "todos os cidadãos" como se fossem "potenciais carteiras", confessa numa gargalhada. Com o total apoio dos agentes com mais anos na corporação, transformou-se num "mestre" na extorsão. "É sempre fácil tirar o dinheiro porque os moçambicanos não conhecem os seus direitos, assim como têm medo de uma farda.
"Felizmente, há muitos sinais de trânsito pouco visíveis na cidade de Maputo." Há um ano, comecei a trabalhar com a Polícia de Trânsito, com quem jamais quero deixar de colaborar. E, apesar de saber que o que faz é errado, acha-se no direito de ganhar 'o seu dinheiro.' "Se há pessoas que têm mobílias de 1.2 milhão de meticiais porque é que o Tembe não pode pelo menos comer carne em casa?", questiona.
Tembe diz que sente que, apesar do salário magro, jamais deixaria de ser polícia e explica que deste que está na PRM passou a encarar o trabalho de outra forma, como algo para "gerar dinheiro e melhorar a vida do polícia".
Mas, se "a vontade de enriquecer é agora maior", o medo de morrer também o é. "Acho que ainda hoje não acredito que consigo dar boa alimentação à minha família. Tenho um medo constante de tudo desmoronar.
A culpa é da negligência do Governo
"Há polícias que passam fome quando entram na corporação, mas também há aqueles que são corruptos porque é a sua forma de vida. Isto funciona como alerta. Por isso, os serviços sociais deviam acompanhar de perto os horários e providenciar alimentação aos agentes", explica João. "Não teríamos necessidade de comer na rua se a messe da polícia funcionasse.
"Acham normal que uma esquadra tenha um centro social que cobra 50 meticais por refeição?", pergunta. 3175 meticais dá para 63 pratos. "Se considerarmos que um polícia trabalha 15 dias por mês e toma duas refeições por dia, no fim do mês ele terá gasto 1500 meticais. Vocês acham que um agregado familiar de 5 pessoas pode viver com 1675 meticais num mês?", questiona.
Na PRM, a pobreza é igual ou maior do que a média do país. Ainda assim, João sabe que a corrupção não se explica assim de forma tão linear. A sociedade e a imprensa sempre alertaram para a existência de agentes mal formados e corruptos.
Porém, "não foi por ignorar esses valores que comecei a extorquir dinheiro aos cidadãos e aceitar subornos. Como qualquer pessoa tenho ambições. Se não me tivesse virado não teria construído nem um quarto no meu terreno. Hoje tenho uma casa de dois pisos e não posso negar que isso é dinheiro da corrupção", confessa e acrescenta: "isso é como tudo na vida. Há quem vive de amealhar 10, 20 ou 30 meticais, como também agentes que vivem de negócios
de 50 ou 100 mil meticais."
Efectivamente, um polícia tem as mesmas preocupações de pai e de homem de família por cumprir. João tem noção de que "há coisas" que não vai conseguir exigir dos filhos "como um pai exemplar". Como, por exemplo, sobre honestidade, integridade e valores fundamentais, diz, a rir, concluindo, que "por força das circunstâncias, nem eu voltei a ser honesto por ser polícia nem os meus filhos serão educados em circunstâncias normais, entre aspas."
No entanto, diz que tem sorte, porque os filhos não querem ser polícias!
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Negociatas
19/06/2011
Acórdão do Tribunal da Relação
Eis uma fotografia da Justiça, para quem acha que ela anda mal:
Por isso, quando estiverem zangados com as chefias... uma sugestão com acolhimento do Tribunal da Relação!
Por isso, quando estiverem zangados com as chefias... uma sugestão com acolhimento do Tribunal da Relação!
Aqui vai a versão resumida:
Quartel da GNR, 4 de Agosto de 2009: cabo da Guarda solicita troca de serviço. Superior hierárquico opõe-se. O militar argumenta: *Vá pró caralho.*·
Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal.
A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa decide:
«[...] *A utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma* [...] pois tal resulta da experiência comum, que *caralho é palavra usada* por alguns (muitos) *para *expressar, definir, explicar ou *enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos* e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar
algo excessivo.
Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] *não há nada a que não se possa juntar um caralho,* funcionando este *como* verdadeira *muleta* oratória.»·
O juiz-desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes corroboraram a decisão do juiz de instrução de não levar o cabo a julgamento. Virilidade verbal, dizem eles.
Os detalhes estão no «Diário de Notícias».
Quartel da GNR, 4 de Agosto de 2009: cabo da Guarda solicita troca de serviço. Superior hierárquico opõe-se. O militar argumenta: *Vá pró caralho.*·
Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal.
A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa decide:
«[...] *A utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma* [...] pois tal resulta da experiência comum, que *caralho é palavra usada* por alguns (muitos) *para *expressar, definir, explicar ou *enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos* e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar
algo excessivo.
Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] *não há nada a que não se possa juntar um caralho,* funcionando este *como* verdadeira *muleta* oratória.»·
O juiz-desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes corroboraram a decisão do juiz de instrução de não levar o cabo a julgamento. Virilidade verbal, dizem eles.
Os detalhes estão no «Diário de Notícias».
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