24/07/2011

Saber investir

LIÇÃO DE ECONOMIA
1. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Royal Bank of Scotland,
um dos maiores bancos do Reino Unido, hoje teria 29 €!

2. Se em janeiro de 2007 tinha 1.000 € investidos em ações do Fortis, outro gigante bancário, hoje teria 39 €!

3. Agora, se em janeiro de 2007 gastou 1000 € em bom vinho tinto (de vinho, e não ações), tivesse bebido todo o vinho e vendido as garrafas vazias, hoje teria 46 €!

Conclusão: No cenário Económico atual, é melhor esperar sentado bebendo um bom vinho.

E lembre-se que quem bebe vinho, VIVE MENOS:
• Menos triste;
• Menos deprimido;
• Menos tenso;
• Menos cansado com a vida;
• Menos doente do coração;


Pense sobre isso.

22/07/2011

Defender Oslo, defender a Civilização e a Paz

Hoje, a pacífica cidade de Oslo foi alvo de um cobarde ataque à bomba por parte de fanáticos.
É preciso defender a Civilização da ofensiva dos novos bárbaros.



19/07/2011

Maracujá

18/07/2011

Correr em Paris

Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch adaptou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de um Ferrari 275 GTB e convidou um amigo piloto profissional de Fórmula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris, na maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse.

O filme só dava para 10 minutos e o trajeto seria de Porte Dauphine, através do Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no perigoso trajeto a ser percorrido.

O piloto completou o circuito em 9 minutos!, chegando a 324 km por hora em certos momentos.

O filme mostra-o furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres, espantando pombos e entrando em ruas de sentido único. O sol nem havia saído ainda.

O piloto, teria sido René Arnoux, ou Jean-Pierre Jarier ?
Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Claude Lelouch foi preso.


Mas ele nunca revelou o nome do piloto de fórmula 1 que pilotou a máquina e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Se não viu ainda o clássico, prenda a respiração e veja abaixo. Se já viu, veja de novo.

Vale a pena sentir a emoção de passear em Paris como se estivesse a bordo de um Ferrari 275 GTB.

17/07/2011

Sonhar

Há momentos em que se vê tudo em duplicado. Nos sonhos, por exemplo:

16/07/2011

Açores: viajar cá dentro

15/07/2011

Mar salgado

14/07/2011

Dedicada aos anti-NATO

Pode até parecer um exagero retórico, mas foram realmente os soldados que ao longo do século passado puseram termo às ditaduras e aos tiranos.


Por isso, este discurso vale como momento para os que se esquecem da história e dos seus verdadeiros contornos e querem reformar a verdade por conveniências inconfessáveis.


Barack Obama, no Dia do Veterano:
"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.


É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."


Barack Obama
no Memorial Day a 30 de maio de 2011


NR:
Dedicado àqueles que perguntam para que servem os militares;
Dedicado àqueles que ter Forças Armadas é um luxo;
Dedicado àqueles que são contra a NATO!

13/07/2011

Idiota em jardim

É difícil entender o que leva um cidadão de Lisboa a escolher uma zona de relva, num bairro oriental da cidade, como local apropriado para deixar o seu automóvel "a pastar".

Péssima educação cívica tem estes animais!
Idiota 76-61-FN

12/07/2011

Os derrotados

O derrotado grupo que, a coberto dos socretinos, levou Portugal até ao desastre é composto por afiliados "xuxalistas" de diferentes matizes, agentes maçónicos e outros lóbis.

É caso para perguntar: vivem de quê?

Nunca fizeram nada de produtivo. Em diferentes instituições do Estado português, vivem de expedientes, negócio$, reformas, pensões e subsídios de parlamentos, empresas públicas, institutos, fundações e comissões diversas.


11/07/2011

Neptuno de novo

Recomenda-se, claro!

10/07/2011

Museu do chocolate

Uma visita ao Museu do Chocolate, em Barcelona, é imperdível.
Primeiro, para saber tudo sobre a origem e a história do chocolate, essa invenção dos americanos precolombianos que os europeus agarraram.
Depois para perceber como a cultura do cacau se generalizou por todo o mundo e alimenta, hoje, uma bem sucedida agricultura refinada e uma indústria alimentar, geograficamente distribuída.

09/07/2011

Um dia marcante

Há mulheres que claramente merecem um elogio, pelas suas qualidades humanas, pela amizade com que nos honram, pelo exemplo de vida que nos transmitem.
E que um dia deste contamos.

Por hoje, fica dedicada esta pérola.

08/07/2011

A casa das pitas

Uma surpresa de Barcelona é uma casa de pitas:

07/07/2011

Religião e Espiritualidade

A religião não é apenas uma, são centenas.A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

06/07/2011

O teu corpo ao luar

Imagino o teu corpo banhado pelo luar
Como são curvos os raios
Que belos são teus seios
Deixa-me de noite sonhar

05/07/2011

A piscina

Hoje, em Maputo, fizemos esta cacha. O dia começou fresco mas a temperatura trepou rapidamente.

04/07/2011

Santos mesmo

Há notícias que nunca queremos receber. Há notícias que nunca desejamos dar. Há perdas que não aceitamos ter. Há amizades que são inesquecíveis.

Por isso, custa dizer que se perde um amigo brilhante, inteligente e insubstituível.

Um amigo profundamente artista, que se preocupou em pintar as aldeias das Beiras antes que desapareçam em nome do progresso. Um amigo que retratou Lisboa e Montejunto com requinte. Um amigo que falava de arte com uma simplicidade e entusiasmo tocantes. Que apontava o mestre José-Augusto França como estrela na hsitória da arte portuguesa e denunciava o erro e a pobreza do neorrealismo de inspiração estalinista. Como amante da beleza, sofria com os desmandos (os socos nos olhos) na paisagem.

Um amigo visionário que antecipou a impossibilidade histórica do colonialismo português e, todavia, não embarcou no abandono e traição abrilista. Um amigo que denunciou a ditadura salazarista e, contudo, percebeu que o comunismo acabou patrocinado pela política oficial sem futuro.

Um amigo que assistiu à irracionalidade frelimista e, consequentemente, antecipou a miséria que caiu sobre os moçambicanos.

Que previu o desabar do bloco soviético numa altura em que Gorbachov ainda ensaiava os primeiros passos para "melhorar" o socialismo. Que declarava que se o comunismo falhara em diferentes locais e circunstâncias, então, estava demonstrado matematicamente (QED) que era um erro, uma impossibilidade.

Como especialista na área, há muito antecipara a irracionalidade de um TGV e denunciara os estudos encomendados para "viabilizar" sistemáticos investimentos na ferrovia portuguesa.

Um amigo insubstituível em qualquer festa, encontro, convívio, sardinhada. Que falava de indústria, de ciência, de história, de arte, de literatura, de economia, de política, de viagens, de (sua) doença, com rigor e profundidade. Que motivava, que animava.

Um Homem de coluna vertebral.
Que nos inspirou e inspira a denunciar os invertebrados que se dobram por qualquer preço.

Nunca desejaríamos dar esta notícia do José.

03/07/2011

De saco cheio

02/07/2011

Um dia de festa

01/07/2011

A bola de sabão

Uma artista de rua, em Barcelona, produz uma gigantesca bola de sabão com recurso a um engenhoso entrelaçado de fitas de algodão e cabos de vassoura.

30/06/2011

Pobres portugueses

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:
"Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais omissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.


Nós é que somos pobres!!!!!!!

Por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*

*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 ?uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."

29/06/2011

Um saco de gatos

O Bloco de Esquerda é um covil de comunistas arco-íris, com mal disfarçadas tendências estalinistas-maoistas-trotsequistas.

Até há poucos dias, "o negócio corria bem". Tirando partido do compadrio da infiltrada comunicação social, da rapidez de respostas do grilo-falante e da exploração de temas fraturantes, o partido da esquerda-caviar mordia os calcanhares dos socretinos.

De março em diante, ficou à vista de todos os portugueses que o BE não é mais do que um grupelho de passarocos imprestáveis para qualquer solução para Portugal e cuja cassete está com a fita gasta.

Com uma hecatombe eleitoral no pelo, a discussão interna rebentou qual bomba-relógio e as recriminações e purgas estalinistas sucedessem-se.

O mestre Louçã resiste a pedir a demissão. E ainda bem, porque a autofagia esquerdista é boa para Portugal.

Longa vida para o camarada Louçã na sua marcha pela explosão do Bloco de Esquerda.

Anacleto

António Neves Anacleto, avô da inteligência que dá pelo nome de Francisco Anacleto Louçã, foi um persistente oposicionista ao regime salazarista. Viveu em Moçambique.

Em 1974, cercado pela nova ditadura frelimista que nascia na ponta das baionetas, escreveu um livro «Sabujice e Traição» em que denunciava o canto da sereia que se ouvia. Fez previsões, anunciou perseguições.

Um livro que o Xico deveria ler. Porque é isso que propõe o seu Bloco!


28/06/2011

Andar de barco

27/06/2011

Gestão Financeira moçambicana

Um mendigo diz ao outro:
- Ontem tive um excelente jantar no Mimos.

- Como conseguiste?
- Eh pá, um turista me deu uma nota de 100 Mt porque eu disse que guardei o carro dele. Fui a correr ao Mimos e pedi uma refeição bem completa. Quando veio a conta eram 650 Mt.

- Então como é que pagaste???
- Não paguei hehehehe... Quando a conta chegou, eu disse que não tinha dinheiro. O gerente mandou chamar a policia e a polícia me levou preso.

- Chi, e como é que já estás aqui mesmo?
- Quando estávamos a chegar a esquadra, eu tirei os 100 Mt e dei ao polícia. Ele mandou-me logo embora.

26/06/2011

Juro "palavra dora"

25/06/2011

Pimenta Negra

Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias.
Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas
. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.

Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma
. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele
. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.

A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores.
Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado "a luta pelo progresso"? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.

São nacionais mas só na aparência
. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atrativos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.

Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal
. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

Mia Couto
 

25 de junho

No dia da independência de Moçambique (obra de Roberto Chichorro), saudações de Cuba!

24/06/2011

O filho do Xiconhoca

De 1975 até 2011, o filho do Xiconhoca deixou de ser visto como um perigoso reacionário, como era o pai, para agora assumir a qualidade de membro do Comité Central do partido (eternamente) no poder.

É o homem do "negóce", do esquema, do selvo-capitalismo, do tráfego acima-da-suruma...

23/06/2011

Xiconhocas, SARL

A família do Xiconhoca, agora no poder, ainda há-de explicar como enriqueceu e como é que é dona de Cahora-Bassa e de todos os grandes negócios (minerais de Tete, Vale do Zambeze, bancos, terras para biodisel, etc.).

Quem cabritos vende mas cabras não tem...

22/06/2011

Xiconhoca, anda cá

Tempos de ditadura, tempos de sofrimento, tempos de fome, tempos de guerra.

A mesma camarilha, agora convertida ao capitalismo tropical, continua no poder. São os novos exploradores, os néo-xiconhocas.

21/06/2011

Uma flor da presidência

O parlamento português elegeu Maria da Assunção Esteves como sua Presidente.

Trata-se de uma elevada e merecida honra às mulheres portuguesas na pessoa da primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República de Portugal.

Um acontecimento histórico, um bom começo para a legislatura de mudança que agora se inícia.

Portugal sente outra força. O país passou a respirar melhor.

Governo de Salvação Nacional

É hoje a tomada de posse do novo governo português. Tem uma missão gigantesca: salvar Portugal.

É hoje que começa uma vida nova na Educação, provavelmente a área mais destruída pelo socialismo, pelo sindicalismo e pelo "eduquês".

Muitas esperanças estão neste homem: Nuno Crato.

Verão começa hoje

Aí está o tempo quente europeu. Hoje é verão mesmo.

20/06/2011

O polícia moçambicano tem de viver

Há segredos por baixo da farda, na escuridão eterna das profundezas de um agente da lei e ordem? Um lar, uma mulher e filhos tornam um polícia um cidadão comum? Perguntas como estas alimentam o imaginário dos moçambicanos.

@Verdade conversou com três agentes e desvendou que não é só uma farda que separa o polícia de um moçambicano anónimo.

A palavra "difícil" fez sempre parte do vocabulário dos agentes da Polícia da República de Moçambique que, a 10 dias da entrada em vigor da cesta básica, levam as mãos à cabeça, apontando para a "insensibilidade do Governo" como o principal entrave à melhoria das condições da polícia.

"Ganhamos muito pouco", diz Alberto Cossa. "Não ganhamos nada", corrige Tembe. Mas, "não vamos passar fome por causa desse salário miserável. O nosso negócio é outro", confessa João.

Desde a falta de documentos, transgressões ao código de estrada, electrodomésticos sem documentação, passando por telefones celulares à aparência, tudo serve para interpelar um cidadão e amealhar algum dinheiro.

Porém, o vida não corre de feição, uma constatação unânime entre os agentes.

"Aquilo que o Governo aumentou no salário da polícia é uma vergonha", diz João. Com o aumento de 233 meticais – um saco de arroz de 10 quilos custa 280 meticais –, os agentes passaram a auferir 3175, 20. Porém, ficaram automaticamente excluídos da candidatura à cesta básica. Os cidadãos elegíveis têm de ter 2.500 meticais como salário ou rendimento máximo. No entanto, os agentes da PRM, apesar de acharam que a medida é "ridícula"
acreditam que poderia ajudar a minimizar as dificuldades de quem precisa.

Logo ao início da manhã, pouco depois da habitual formatura, já muitos agentes da PRM estão nas ruas à procura de algo para comer. Até porque saco vazio não fica em pé "os bolsos dos cidadãos desatentos" garantem a cesta básica, algum valor para deixar em casa e dinheiro de transporte.

Retrato da corrupção
Cossa ficou viúvo um dia depois de ter entrado para a PRM, em 2002. A sua mulher, Clara Luzenda, morreu no parto da sua primeira e única filha. No primeiro ano, Cossa sofreu muito. Ganhava muito pouco e não tinha com quem deixar a filha. "Não sei o que teria sido de mim sem o apoio das minhas vizinhas", conta.

De quando é que começou a extorquir dinheiro aos cidadãos não tem memória, mas lembra- -se vagamente da forma. Tem ashes apenas. Uma das imagens mais fortes que lhe vem à memória é a da filha com dias de vida, ao seu colo, à procura do peito materno.

"Tinha de acordá-la a meio da noite para lhe dar o biberão com água de arroz e via a cabeça dela de um lado para o outro à procura da mama... Nessas alturas, sei que não conseguia segurar as lágrimas."

Como se aquela dor não bastasse e a responsabilidade de ser pai sozinho não fosse suficiente, o destino pregou-lhe nova partida. Três meses depois de perder Clara, Luís viu a filha a perder peso repentinamente. Também assim, de repente, sem mais.

"No dia 1 de Janeiro, a minha filha sentiu-se mal, levei-a para o hospital, e a 7 tivemos alta. Estava desidratada e disseram- -me claramente que tinha de lhe dar leite. Uma lata de leite custava 230 meticais e a minha filha precisava de quatro num mês. Eu não tinha onde ir buscar esse dinheiro. Foi por isso que comecei a extorquir os cidadãos. Tive de escolher entre a vida da minha filha e a minha honestidade."

Cossa tem 35 anos, Clarinha 9. Vivem ambos para os lados de Kongolote, onde já têm uma rotina instalada. De manhã, Cossa leva a fi lha à escola, a poucos quilómetros de casa, e segue para o trabalho de agente da lei e ordem numa esquadra da cidade de Maputo. Trabalha 24 horas e na sua ausência a filha fica em casa de uma vizinha.

Com o dinheiro que faz na rua, cerca de 300 meticais por dia consegue deixar 600 na casa da vizinha para que cuide da filha. Nas folgas ele é que vai buscá-la às 17h30, dá-lhe banho, prepara o jantar e depois vem o período preferido de ambos, o da brincadeira.

Quem o ouve pode pensar que conseguiu ser corrupto com a maior facilidade do mundo, mas na realidade não lhe é fácil falar do que aconteceu, embora nunca saia da pose de um biscateiro bem-disposto. Confessa que quando extorquiu os primeiros 200 meticais, se sentiu "vazio". "Parece que não estamos nem neste mundo nem no outro. Mas o cabrito come onde está amarrado", descreve.

Seguiu-se "uma revolta muito grande e uma sensação de injustiça".

Afinal, um agente da polícia tem de ter meios para ganhar a vida. O juramento é meramente cosmético. A necessidade é sempre maior do que a moral. Nos treinos, tudo correu "normalmente". Cossa queria ser um agente exemplar, mas até ser corrupto "para viver" levou pouco tempo. Nada fazia prever que a necessidade levasse a este desfecho.

Eu fui sempre corrupto
Após vestir a farda, Tembe passou a olhar para "todos os cidadãos" como se fossem "potenciais carteiras", confessa numa gargalhada. Com o total apoio dos agentes com mais anos na corporação, transformou-se num "mestre" na extorsão. "É sempre fácil tirar o dinheiro porque os moçambicanos não conhecem os seus direitos, assim como têm medo de uma farda.

"Felizmente, há muitos sinais de trânsito pouco visíveis na cidade de Maputo." Há um ano, comecei a trabalhar com a Polícia de Trânsito, com quem jamais quero deixar de colaborar. E, apesar de saber que o que faz é errado, acha-se no direito de ganhar 'o seu dinheiro.' "Se há pessoas que têm mobílias de 1.2 milhão de meticiais porque é que o Tembe não pode pelo menos comer carne em casa?", questiona.

Tembe diz que sente que, apesar do salário magro, jamais deixaria de ser polícia e explica que deste que está na PRM passou a encarar o trabalho de outra forma, como algo para "gerar dinheiro e melhorar a vida do polícia".

Mas, se "a vontade de enriquecer é agora maior", o medo de morrer também o é. "Acho que ainda hoje não acredito que consigo dar boa alimentação à minha família. Tenho um medo constante de tudo desmoronar.

A culpa é da negligência do Governo
"Há polícias que passam fome quando entram na corporação, mas também há aqueles que são corruptos porque é a sua forma de vida. Isto funciona como alerta. Por isso, os serviços sociais deviam acompanhar de perto os horários e providenciar alimentação aos agentes", explica João. "Não teríamos necessidade de comer na rua se a messe da polícia funcionasse.

"Acham normal que uma esquadra tenha um centro social que cobra 50 meticais por refeição?", pergunta. 3175 meticais dá para 63 pratos. "Se considerarmos que um polícia trabalha 15 dias por mês e toma duas refeições por dia, no fim do mês ele terá gasto 1500 meticais. Vocês acham que um agregado familiar de 5 pessoas pode viver com 1675 meticais num mês?", questiona.

Na PRM, a pobreza é igual ou maior do que a média do país. Ainda assim, João sabe que a corrupção não se explica assim de forma tão linear. A sociedade e a imprensa sempre alertaram para a existência de agentes mal formados e corruptos.

Porém, "não foi por ignorar esses valores que comecei a extorquir dinheiro aos cidadãos e aceitar subornos. Como qualquer pessoa tenho ambições. Se não me tivesse virado não teria construído nem um quarto no meu terreno. Hoje tenho uma casa de dois pisos e não posso negar que isso é dinheiro da corrupção", confessa e acrescenta: "isso é como tudo na vida. Há quem vive de amealhar 10, 20 ou 30 meticais, como também agentes que vivem de negócios
de 50 ou 100 mil meticais."

Efectivamente, um polícia tem as mesmas preocupações de pai e de homem de família por cumprir. João tem noção de que "há coisas" que não vai conseguir exigir dos filhos "como um pai exemplar". Como, por exemplo, sobre honestidade, integridade e valores fundamentais, diz, a rir, concluindo, que "por força das circunstâncias, nem eu voltei a ser honesto por ser polícia nem os meus filhos serão educados em circunstâncias normais, entre aspas."

No entanto, diz que tem sorte, porque os filhos não querem ser polícias!

19/06/2011

Acórdão do Tribunal da Relação

Eis uma fotografia da Justiça, para quem acha que ela anda mal:

Por isso, quando estiverem zangados com as chefias... uma sugestão com acolhimento do Tribunal da Relação!

Aqui vai a versão resumida:

Quartel da GNR, 4 de Agosto de 2009: cabo da Guarda solicita troca de serviço. Superior hierárquico opõe-se. O militar argumenta: *Vá pró caralho.*·

Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal.

A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa decide:

«[...] *A utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma* [...] pois tal resulta da experiência comum, que *caralho é palavra usada* por alguns (muitos) *para *expressar, definir, explicar ou *enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos* e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar
algo excessivo.

Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] *não há nada a que não se possa juntar um caralho,*  funcionando este *como* verdadeira *muleta* oratória.»·

O juiz-desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes corroboraram a decisão do juiz de instrução de não levar o cabo a julgamento. Virilidade verbal, dizem eles.

Os detalhes estão no «Diário de Notícias».

18/06/2011

Carta a Jorge Coelho

Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.

Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do «Expresso»), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros.

Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto.

À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retratasse.

Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu.
O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país.

Isto até parece brincadeirinha.

Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?". A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos".

Bravo.
Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do atual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras.
Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal.

Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objetivo de enriquecer as construtoras.

Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo.
No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retratar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia".
Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.

17/06/2011

Governo de Salvação Nacional

Portugal terá novo Governo, depois do desgoverno socretino, após cerca de quase ininterruptos 15 anos de desgovernação socialista.

A composição anunciada é de gente patriota, gente de qualidade, gente que fará um esforço gigantesco para salvar Portugal.

Os portuguese escolheram bem!
(imagem de www.publico.pt)

Planeamento estratégico

Um dia o Joãozinho vai à Igreja, dirige-se ao confessionário e confessa-se ao padre.

- Senhor Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.
- És tu, Joãozinho?
- Sou, Sr. Padre, sou eu.
- E com quem estiveste tu?
- Padre, eu já disse o meu pecado.... Ela que confesse o dela.
- Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora!... Foi a Isabel da farmácia?
- Os meus lábios estão selados, disse Joãozinho.
- Então foi a Maria do quiosque?
- Por mim, jamais o saberá...
- Ah! Ou não terá sido a Maria José florista?
- Não direi nunca!!!
- Já sei, só pode ter sido a Manuela da tabacaria!
- Senhor Padre, não insista!!!
- Vamos lá acabar com isto! Foi a Catarina da pastelaria, não foi?
- Senhor Padre, isto não faz sentido.

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vai então rezar vinte Pais-Nossos e dez Avé-Marias.... Vai com Deus, meu filho...

Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja.

O seu amigo Manecas desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então? Conseguiste a Lista?
- Consegui. Já temos cinco mulheres casadas que dão umas baldas!!

Conclusão:
O planeamento estratégico começa com a análise do mercado!


16/06/2011

Por vales de Neptuno

Um perfil artístico deveras interessante e que se recomenda vivamente:

15/06/2011

Ir àquela parte

Um conhecido político português, felizmente posto à margem há poucos dias, chegou uma pequena cidade beirã, em plena campanha eleitoral, subiu  para cima de um caixote e, com a voz já rouca, começou o seu discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou ajuntados, para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Primeiro-Ministro.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?

O candidato respondeu:
- Pois veja, meu caro: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos, etc.; A segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado, ali jogado na esquina.

De imediato, o bêbado levantou-se, cambaleando, e respondeu:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! O facto, circunstância ou razão pelo qual me encontro num estado etílico, bêbado ou mamado, não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível cultural seja ínfimo, baixo ou, mesmo, ralé. E com todo o respeito, estima ou carinho que o senhor me merece pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando os seus pertences, coisas ou bagulhos e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho à leviana da sua genitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

14/06/2011

14 de junho Che Guevara

Ernesto "Che" Guevara, (14.06.1928 - 09.10.1969) sobre quem, a propaganda marxista e oportunismo comercial de alguns, tem transformado num santo herói, foi, na vida real, um dos maiores criminosos do século XX e, além disso, um político errático, errado e supremo idiota.

Como Ministro da Indústria e Governador do Banco Central, "Che" aplicou teorias económicas ("Sobre el sistema presupuestario de financiamiento") que arrasaram a economia cubana, cujas empresas foram transformadas em meras repartições estatais, totalmente ineficientes e incapazes.

Em 1965, decidido a levar a revolução ao continente africano, "Che" parte para o Congo com um grupo de cem cubanos internacionalistas - mais corretamente, cem cubanos pretos - com o objetivo de lançar um foco de guerrilha. A operação foi um fiasco completo, desde logo porque desfasada da realidade.

Na época, o "Che" encontrou-se em Dar-es-Salam com Eduardo Mondlane (14.02.1965), então presidente da Frelimo a quem tentou convencer dos méritos das suas teorias (na imagem).

Mais tarde, haveria de dizer de todos os nacionalistas africanos aquilo que um "bom colono" não diria do seu mainato.

13/06/2011

Chegando a Lisboa

Lisboa é uma cidade muito bonita.

Por issso, a aproximação a Lisboa de de um A330 da TAP, vindo do Rio de Janeiro, às primeiras horas da manhã, comandado pelo comandante António Escarduça, autor da fimagem, é um espetáculo fabuloso.

O dia de Lisboa

.. em homenagem do artista belga Ben Heine ao elétrico 28: