Uma surpresa de Barcelona é uma casa de pitas:
08/07/2011
07/07/2011
Religião e Espiritualidade
A religião não é apenas uma, são centenas.A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
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Opinião
06/07/2011
O teu corpo ao luar
Imagino o teu corpo banhado pelo luar
Como são curvos os raios
Que belos são teus seios
Deixa-me de noite sonhar
Como são curvos os raios
Que belos são teus seios
Deixa-me de noite sonhar
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My God
05/07/2011
04/07/2011
Santos mesmo
Há notícias que nunca queremos receber. Há notícias que nunca desejamos dar. Há perdas que não aceitamos ter. Há amizades que são inesquecíveis.
Por isso, custa dizer que se perde um amigo brilhante, inteligente e insubstituível.
Um amigo profundamente artista, que se preocupou em pintar as aldeias das Beiras antes que desapareçam em nome do progresso. Um amigo que retratou Lisboa e Montejunto com requinte. Um amigo que falava de arte com uma simplicidade e entusiasmo tocantes. Que apontava o mestre José-Augusto França como estrela na hsitória da arte portuguesa e denunciava o erro e a pobreza do neorrealismo de inspiração estalinista. Como amante da beleza, sofria com os desmandos (os socos nos olhos) na paisagem.
Um amigo visionário que antecipou a impossibilidade histórica do colonialismo português e, todavia, não embarcou no abandono e traição abrilista. Um amigo que denunciou a ditadura salazarista e, contudo, percebeu que o comunismo acabou patrocinado pela política oficial sem futuro.
Um amigo que assistiu à irracionalidade frelimista e, consequentemente, antecipou a miséria que caiu sobre os moçambicanos.
Que previu o desabar do bloco soviético numa altura em que Gorbachov ainda ensaiava os primeiros passos para "melhorar" o socialismo. Que declarava que se o comunismo falhara em diferentes locais e circunstâncias, então, estava demonstrado matematicamente (QED) que era um erro, uma impossibilidade.
Como especialista na área, há muito antecipara a irracionalidade de um TGV e denunciara os estudos encomendados para "viabilizar" sistemáticos investimentos na ferrovia portuguesa.
Um amigo insubstituível em qualquer festa, encontro, convívio, sardinhada. Que falava de indústria, de ciência, de história, de arte, de literatura, de economia, de política, de viagens, de (sua) doença, com rigor e profundidade. Que motivava, que animava.
Um Homem de coluna vertebral.
Que nos inspirou e inspira a denunciar os invertebrados que se dobram por qualquer preço.
Nunca desejaríamos dar esta notícia do José.
Por isso, custa dizer que se perde um amigo brilhante, inteligente e insubstituível.
Um amigo profundamente artista, que se preocupou em pintar as aldeias das Beiras antes que desapareçam em nome do progresso. Um amigo que retratou Lisboa e Montejunto com requinte. Um amigo que falava de arte com uma simplicidade e entusiasmo tocantes. Que apontava o mestre José-Augusto França como estrela na hsitória da arte portuguesa e denunciava o erro e a pobreza do neorrealismo de inspiração estalinista. Como amante da beleza, sofria com os desmandos (os socos nos olhos) na paisagem.
Um amigo visionário que antecipou a impossibilidade histórica do colonialismo português e, todavia, não embarcou no abandono e traição abrilista. Um amigo que denunciou a ditadura salazarista e, contudo, percebeu que o comunismo acabou patrocinado pela política oficial sem futuro.
Um amigo que assistiu à irracionalidade frelimista e, consequentemente, antecipou a miséria que caiu sobre os moçambicanos.
Que previu o desabar do bloco soviético numa altura em que Gorbachov ainda ensaiava os primeiros passos para "melhorar" o socialismo. Que declarava que se o comunismo falhara em diferentes locais e circunstâncias, então, estava demonstrado matematicamente (QED) que era um erro, uma impossibilidade.
Como especialista na área, há muito antecipara a irracionalidade de um TGV e denunciara os estudos encomendados para "viabilizar" sistemáticos investimentos na ferrovia portuguesa.
Um amigo insubstituível em qualquer festa, encontro, convívio, sardinhada. Que falava de indústria, de ciência, de história, de arte, de literatura, de economia, de política, de viagens, de (sua) doença, com rigor e profundidade. Que motivava, que animava.
Um Homem de coluna vertebral.
Que nos inspirou e inspira a denunciar os invertebrados que se dobram por qualquer preço.
Nunca desejaríamos dar esta notícia do José.
03/07/2011
02/07/2011
01/07/2011
A bola de sabão
Uma artista de rua, em Barcelona, produz uma gigantesca bola de sabão com recurso a um engenhoso entrelaçado de fitas de algodão e cabos de vassoura.
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Turismo
30/06/2011
Pobres portugueses
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
"Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais omissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres!!!!!!!
Por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 ?uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
"Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais omissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres!!!!!!!
Por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 ?uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."
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Socialismo
29/06/2011
Um saco de gatos
O Bloco de Esquerda é um covil de comunistas arco-íris, com mal disfarçadas tendências estalinistas-maoistas-trotsequistas.
Até há poucos dias, "o negócio corria bem". Tirando partido do compadrio da infiltrada comunicação social, da rapidez de respostas do grilo-falante e da exploração de temas fraturantes, o partido da esquerda-caviar mordia os calcanhares dos socretinos.
De março em diante, ficou à vista de todos os portugueses que o BE não é mais do que um grupelho de passarocos imprestáveis para qualquer solução para Portugal e cuja cassete está com a fita gasta.
Com uma hecatombe eleitoral no pelo, a discussão interna rebentou qual bomba-relógio e as recriminações e purgas estalinistas sucedessem-se.
O mestre Louçã resiste a pedir a demissão. E ainda bem, porque a autofagia esquerdista é boa para Portugal.
Longa vida para o camarada Louçã na sua marcha pela explosão do Bloco de Esquerda.
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Comunismo
Anacleto
António Neves Anacleto, avô da inteligência que dá pelo nome de Francisco Anacleto Louçã, foi um persistente oposicionista ao regime salazarista. Viveu em Moçambique.
Em 1974, cercado pela nova ditadura frelimista que nascia na ponta das baionetas, escreveu um livro «Sabujice e Traição» em que denunciava o canto da sereia que se ouvia. Fez previsões, anunciou perseguições.
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História
28/06/2011
27/06/2011
Gestão Financeira moçambicana
Um mendigo diz ao outro:
- Ontem tive um excelente jantar no Mimos.
- Como conseguiste?
- Eh pá, um turista me deu uma nota de 100 Mt porque eu disse que guardei o carro dele. Fui a correr ao Mimos e pedi uma refeição bem completa. Quando veio a conta eram 650 Mt.
- Então como é que pagaste???
- Não paguei hehehehe... Quando a conta chegou, eu disse que não tinha dinheiro. O gerente mandou chamar a policia e a polícia me levou preso.
- Chi, e como é que já estás aqui mesmo?
- Quando estávamos a chegar a esquadra, eu tirei os 100 Mt e dei ao polícia. Ele mandou-me logo embora.
- Ontem tive um excelente jantar no Mimos.
- Como conseguiste?
- Eh pá, um turista me deu uma nota de 100 Mt porque eu disse que guardei o carro dele. Fui a correr ao Mimos e pedi uma refeição bem completa. Quando veio a conta eram 650 Mt.
- Então como é que pagaste???
- Não paguei hehehehe... Quando a conta chegou, eu disse que não tinha dinheiro. O gerente mandou chamar a policia e a polícia me levou preso.
- Chi, e como é que já estás aqui mesmo?
- Quando estávamos a chegar a esquadra, eu tirei os 100 Mt e dei ao polícia. Ele mandou-me logo embora.
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Negociatas
26/06/2011
25/06/2011
Pimenta Negra
Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas . Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma . O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele . Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado "a luta pelo progresso"? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
São nacionais mas só na aparência . Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atrativos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal . Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.
Mia Couto
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas . Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma . O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele . Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado "a luta pelo progresso"? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
São nacionais mas só na aparência . Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atrativos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal . Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.
Mia Couto
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Opinião
24/06/2011
O filho do Xiconhoca
De 1975 até 2011, o filho do Xiconhoca deixou de ser visto como um perigoso reacionário, como era o pai, para agora assumir a qualidade de membro do Comité Central do partido (eternamente) no poder.
É o homem do "negóce", do esquema, do selvo-capitalismo, do tráfego acima-da-suruma...
É o homem do "negóce", do esquema, do selvo-capitalismo, do tráfego acima-da-suruma...
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Negociatas
23/06/2011
Xiconhocas, SARL
A família do Xiconhoca, agora no poder, ainda há-de explicar como enriqueceu e como é que é dona de Cahora-Bassa e de todos os grandes negócios (minerais de Tete, Vale do Zambeze, bancos, terras para biodisel, etc.).
Quem cabritos vende mas cabras não tem...
Quem cabritos vende mas cabras não tem...
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Negociatas
22/06/2011
Xiconhoca, anda cá
Tempos de ditadura, tempos de sofrimento, tempos de fome, tempos de guerra.
A mesma camarilha, agora convertida ao capitalismo tropical, continua no poder. São os novos exploradores, os néo-xiconhocas.
A mesma camarilha, agora convertida ao capitalismo tropical, continua no poder. São os novos exploradores, os néo-xiconhocas.
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Negociatas
21/06/2011
Uma flor da presidência
O parlamento português elegeu Maria da Assunção Esteves como sua Presidente.
Trata-se de uma elevada e merecida honra às mulheres portuguesas na pessoa da primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República de Portugal.
Um acontecimento histórico, um bom começo para a legislatura de mudança que agora se inícia.
Portugal sente outra força. O país passou a respirar melhor.
Trata-se de uma elevada e merecida honra às mulheres portuguesas na pessoa da primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Assembleia da República de Portugal.
Um acontecimento histórico, um bom começo para a legislatura de mudança que agora se inícia.
Portugal sente outra força. O país passou a respirar melhor.
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