23/04/2011

Empresários de sucesso para o governo

Há boatos cíclicos, dizendo que governantes contratarão empresários de sucesso para reformar o governo. Raramente eles se materializam, e mesmo quando isso acontece, mais raramente ainda dão certo.

A regra básica do sucesso empresarial é triunfar no mercado, enfrentando concorrência, tomando decisões estratégicas recebidas de clientes que consomem, ou não, os produtos e serviços de empresas. As mensagens são rápidas e eficientes. Alguns mercados são mais estáveis: tijolos e materiais básicos de construção, por exemplo; outros, menos. Às vezes, o segredo está na compra, como é o caso do mercado da moda: empresários e empresárias compram - ou mandam produzir- o que acham que será vendido. Esse é um dos maiores e mais dinâmicos mercados do Brasil, com trocas de coleções e uma incessante busca de novidades rentáveis. Errar na mira e comprar produtos que encalham é um risco altíssimo.

Em outros, o segredo está na venda e na performance como, por exemplo, no futebol e no humor. Os deputados Romário e Tiririca sabem disso. No futebol, o mercado testa o produto (jogador) a cada partida e no humor a cada show. Se caem as vendas, as audiências, ou se as torcidas começam a reclamar, adeus craque e adeus palhaço.

No governo, nada disso acontece. Para começar, há uma dissonância: quem manda, de direito, tem contratos de 2 ou 4 anos (a duração dos mandatos). Quem executa é estável por uma carreira inteira e não pode ser mandado embora. Além do mais, a clientela só pode votar nos políticos a cada 2 ou 4 anos. Nos burocratas, não vota nunca. Por isso, a figura do empresário-ministro, com frequência não dá certo. O governo não é um mercado. Tem algumas regras de mercado altamente regulado, que são exercidas a intervalos mais longos - as eleições - mas que não atingem os executores das decisões, que são concursados para a vida inteira. Nenhum mercado tem capacidade de puni-los.

Delfim Neto, o todo-poderoso ministro da fazenda nos governos militares, contou-me uma vez que, quando chegou ao Ministério, ninguém obedecia às suas ordens. Só o faziam quando ele dava as ordens erradas e, nas palavras de Delfim, "aí eles cumpriam com todo o afinco e dedicação e morriam de rir de mim quando dava errado. Demorei cerca de seis meses para conseguir controlar a máquina do Ministério", isso dentro de um regime autoritário. Os burocratas sabem quando vai dar errado, os ministros que vêm de empresas não sabem. As regras no imperfeito mercado de decisões governamentais são completamente diferentes daquelas das empresas, dada a ausência das mensagens instantâneas e inequívocas dos mercados de bens e serviços privados.

No governo, nada disso acontece porque os consumidores não têm escolha de que produtos governamentais consumirão. São forçados a consumir os que são oferecidos em sistema de monopólio, ou simplesmente ficam sem o serviço. Se estiverem insatisfeitos, fora reclamar com o bispo (e não se fazem mais bispos como antigamente), só resta a oportunidade de não reeleger um político na eleição seguinte, fato que terá impacto próximo de zero sobre os prestadores de serviços. Quando, por exemplo, a telefonia era estatal no Brasil, uma linha telefônica podia custar uma fortuna e/ou demorar de 10 a 20 anos para ser entregue.
Meu primeiro ato de cidadania formal foi praticado aos dezasseis anos de idade: pedi autorização a meu pai para tirar uma carteira de identidade (já houve isso para menores de 18 anos). No dia em que fui buscá-la, no Rio de Janeiro, minha primeira parada saindo da repartição em que tinha pegado a carteira foi na Companhia Telefônica Brasileira, que era estatal, para entrar na fila do telefone.

Fiz isso em dezembro de 1958. Terminei o segundo ciclo, perdi um ano fazendo serviço militar obrigatório, entrei para a faculdade, formei-me, virei bacharel, trabalhei um ano e ganhei uma bolsa de estudos. Mais de dez anos depois, quando estava estudando em Chicago, meus pais tiveram a grata surpresa de receber uma carta avisando que iriam instalar o meu telefone, coisa que ninguém recusava. Uma linha telefônica era um bem que podia ser usado, alugado, vendido ou legado em herança. Tinha gente que vivia de alugar telefones. Havia até uma "bolsa" de linhas telefônicas.

Os cidadãos não tinham nenhuma capacidade de mandar aos governantes uma mensagem eficaz dizendo que queriam telefones. Assim, os consumidores que se danassem. Bastou privatizar a telefonia e no Brasil passou a haver sobra de telefones. Qualquer um pode ter mais de um se quiser. E mais, se não estiver satisfeito com uma prestadora de serviços, pode ir para outra e ainda levar o número. Mesmo este sendo um mercado muito limitado, regulado por uma agência governamental que limita a concorrência, a toda hora as pessoas mudam, sobretudo no caso dos celulares.

Mas não existe NENHUMA área de serviços prestados pelo governo que dê escolhas aos consumidores para que eles possam mandar mensagens mais eficazes aos prestadores de serviços para que estes mudem seus comportamentos ou melhorem os serviços que prestam. Nas áreas de serviços prestados por "concessionárias", há sempre as agências reguladoras, que funcionam como uma espécie de para-choques. Elas impedem que o impacto dos desejos do mercado tenha capacidade de causar sérios e rápidos danos no bolso dos prestadores de serviços.

É por essas e outras que empresários bem sucedidos não dão certo no governo: eles não dispõem de um mecanismo eficaz para receber comunicações do mercado. Mesmo quando "percebem", de alguma maneira, que algo não está funcionando bem, sua capacidade de dar uma ordem à burocracia estatal e fazer com que ela seja cumprida é próxima do zero. Por isso, vamos parar de acreditar que empresários darão jeito nos governos - quaisquer governos - e deixemo-los seguir sendo empresários pois, como tais, poderão nos prestar serviços mais úteis, melhores e mais baratos.

A verdadeira batalha é para diminuir o governo, privatizando serviços sem monopólios ou oligopólios regulados. Só assim cidadãos poderão ter melhores serviços, sem esbarrar na indiferença de burocratas profissionais e na impotência de autoridades competentes no setor privado mas burocraticamente impedidas de fazer cumprir o que, de alguma forma, sabem que o mercado quer.

Alexandre Barros, cientista político (PhD, University of Chicago) e diretor-gerente da Early Warning: Políticas Públicas e Risco Político (Brasília - DF), colaborador regular d'«O Estado de São Paulo». Pode ser contactado em alex@eaw.com.br.

22/04/2011

Kanimambo

Faleceu um grande amigo de Moçambique, cantor que espalhou o seu nome por todo o mundo: João Maria Tudela.
(Ouvir aqui, via Macua)

Obrigado, Kanimambo, João.

O país de tanga

Ver José Sócrates permitir-se acusar o PSD de "ânsia de poder" fez-me atirar o telecomando ao LCD. Aliás, o primeiro-ministro demissionário já me 'deve' vários eletrodomésticos em casa.

Este é o mesmo indivíduo que, dois dias antes de anunciar a vinda do FMI, dizia a um jornalista, em horário nobre, que só a pergunta sobre um hipotético pedido de ajuda externa o "ofendia". Este é o mesmo cavalheiro que baixou o IVA em 1%, prometeu um salário mínimo de 500 euros e a criação de pelo menos 100.000 empregos em ano de eleições.

Este é o sujeito da licenciatura ao domingo, o tipo que abandona o Parlamento quando vão falar os outros, o homem que nego­ceia um PEC com o estrangeiro sem dar Cavaco, o amigo de Khadafi e Chávez e Vara, apanhado ao telefone em conversas manhosas sobre personalidades e órgãos de media inquietantes para as suas pretensões.

Este é o mesmo protagonista de manchetes escabrosas, nunca inteiramente esclarecidas e aviadas sob o epíteto de "campanha negra". Este é o tiranete que processa jornalistas, o homem que - ao do ministro das finanças que agora humilha - anunciou o "fim da crise" apenas semanas antes da recessão bater.

Num tempo ou num local onde vigorassem os serviços mínimos de um código de honra, Sócrates seria o exemplo daquilo que um verdadeiro homem jamais poderá ser. A estes, os de carácter, exige-se por exemplo a capacidade da vergonha. E a incapacidade de jurar que é da oposição a culpa de estarmos entregues ao FMI por terem recusado subscrever o PEC4 quando na verdade o país precisa de 80 mil milhões de euros (quantos zeros são?) - e esse já enésimo pacote de austeridade nem a uns míseros 5 % desse valor chegaria.

Saber - após tudo isto, e foi um mero resumo - que este José continua a fazer parte da equação, que as sondagens nem sequer o tiram da corrida, que vai de uma forma ou doutra sentar-se à mesa e assim lá teremos, perdoe-se a expressão, de continuar a levar com ele ... é mais ou menos como se um marido traísse a mulher com uma prostituta e a esposa, na tentativa de salvar o matrimónio, ainda tivesse de suportar - em plena consulta de terapia conjugal - com a presença da meretriz.

Dupla desgraça: o país de tanga, e o rei vai nu.

Luís Filipe Borges
in «Tabu», Sol, 21.04.2011


20/04/2011

O homem e a avestruz

Um homem entra num restaurante com um avestruz atrás dele....

A empregada pergunta o que querem.

O homem responde: - Um hambúrguer, batatas fritas e uma Coca.
E vira-se para a avestruz.
- E você, o que é que quer?
- Eu quero o mesmo, responde a avestruz.

Um tempo depois a empregada entrega o pedido e a conta no valor de  22 euros.
O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta.

No dia seguinte o homem e a avestruz voltam, e o homem pede:
- Um hambúrguer, batatas fritas e uma Coca.
E vira-se para a avestruz:
- E você, o que é que quer?
- Eu quero o mesmo, responde a avestruz.

De novo o homem coloca a mão no bolso e tira o valor exacto para pagar a conta.

Isto torna-se uma rotina, até que um dia a garçonette pergunta:
- Vão querer o mesmo de sempre?

-Não, hoje é sexta e eu quero um bife do lombo com salada, diz o homem.
- Eu quero o mesmo, diz a avestruz.

Após trazer o pedido, a empregada entrega a conta e diz: - Hoje são 48 euros.

O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta, colocando em cima da mesa.

A empregada não controla a sua curiosidade e pergunta:
- Desculpe, senhor, mas como é que faz para ter sempre o valor exato a ser pago?

E o homem responde:
- Há alguns anos achei uma lâmpada velha e, enquanto a esfregava para limpar, apareceu um génio que me ofereceu 2 desejos. O meu 1º desejo foi que eu tivesse sempre no bolso o dinheiro que precisasse para pagar o que eu quisesse.

- Que ideia brilhante! disse a empregada. - A maioria das pessoas desejam ter um grande valor em mãos, ou algo assim, mas o senhor será sempre rico enquanto viver!

- É verdade, tanto faz se eu for pagar um litro de leite ou um Mercedes, sempre tenho o valor necessário no bolso.

E a empregada perguntou:
- Agora, o senhor pode explicar-me a avestruz...?

O homem fez uma pausa, suspirou e respondeu:
- O meu 2º desejo foi ter como companhia alguém com um rabo grande, sem celulite, que rebolasse bem o andar, pernas altas, e que concordasse comigo em tudo...

19/04/2011

As línguas ibéricas



18/04/2011

Novas tecnologias blutufe

Haroldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:

- Bom dia menina, vocês têm pendrive?
- Temos, sim.
- E o que é pendrive? Pode esclarecer-me? O meu filho pediu para comprar uma.
- Bem, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
- Ah, como uma disquete...
- Não. Na pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. A disquete, que já nem existe, só salva texto.
- Ah, está bem. Então, quero.
- Quantos gigas?
- Como?
- Com quantos gigas quer o seu pendrive?
- O que é giga?
- É o tamanho da pen.
- Ah, está bem. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
- Ah, e quantos tamanhos têm?
- Dois, quatro, oito, dezesseis gigas...
- Hmmmm, o meu filho não me falou em quantos gigas queria.
- Neste caso, o melhor é levar o maior.
- Sim, acho que sim. Quanto custa?
- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
- Como?
- É que para ligar a pen no computador, terá que ter uma entrada compatível.
- USB não é a potência do ar condicionado?
- Não, aquilo é BTU.
- Ah! É isso. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
- USB é assim: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
- Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra-se da disquete?  Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandes e quadradas. Era bem mais simples, não acha?
- Os de hoje já nem têm entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
- Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
- Que tal o senhor ligar-lhe?
- Bem que eu gostaria, mas meu telemóvel é novo e tem tanta coisa nele que ainda não aprendi a usá-lo.

- Deixe-me ver. Caramba, um Smarthphone! Este é mesmo bom ! Tem bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filma, rádio AM/FM, TV digital, pode mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
- Blu... Blu... Blutufe? E microondas? Dá para cozinhar com ele?

- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
- E para que serve esse tal blutufe?

- É para um telemóvel comunicar com outro, sem fios.
- Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os telemóveis não se comunicam já com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro telemóvel. Fio em telemóvel, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
- Não, já vi que o senhor não entende mesmo nada. Com o bluetooth o senhor passa os dados do seu telemóvel para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.
- Ah, e antes precisava fio?
- Não, tinha que trocar o chip.
- Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa de chip...
- Precisa, sim, mas o bluetooth é muito melhor.
- Ótimo, esse negócio do chip. O meu telemóvel terá chip?
- Um momentinho... Deixe-me ver... Sim, tem chip.
- E o que faço com o chip?
- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
- Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu telemóvel, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
- Nããão! É tudo muito simples, o senhor apreende logo. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está a chamar.


Haroldo segura o telemóvel com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares,
para um outro planeta:

- Olá filho, é o pai. Sim. Diz-me, filho, o seu pendrive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era ...? A nossa conexão é USB? É? Que loucura.
- Então está, filho, estou a comprar o teu pendrive. À noite eu levo para casa.
- Que idade tem seu filho?
- Vai fazer dez em março.
- Que engraçado...
- É isso menina, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
- Certo, senhor. Quer para presente?


Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, pôe o telemóvel sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele quer é um telefone, para ligar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pendrive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na ecrã abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um 'havy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Haroldo. Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
- Pronto, pai, descarreguei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB posso ouvir a música. No meu telemóvel, por exemplo.
- O teu telemóvel tem entrada USB?
- É lógico. O teu também tem.
- É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pendrive e ouvir pelo telemóvel?
- Se o senhor não quiser baixar direto da internet...
Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
- Sabe que eu tenho blutufe?
- Como é que é?
- Bluetufe. Não me vais dizer que não sabes o que é?
- Não sejas chato, Haroldo, deixa-me dormir.
- Meu bem, lembra-te como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, giradiscos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
- Claro que lembro, Haroldo. Hoje é bem melhor, né?
- Várias coisas numa só, até bluetufe temos. E conexão USB também.
- Que bom, Haroldo, os meus parabéns.
- Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
- Ué? Por quê?
- Porque eu tinha aprendido a usar computador e telemóvel e tudo o que sei já está superado.
- Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
- Como? A nossa estragou-se?
- Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
- Tudo isso?
- Tudo.
- A nova vai ter blutufe?
- Boa noite, Haroldo, dorme que eu não aguento mais.

17/04/2011

Quero ir para Portugal...

Uma comitiva do Parlamento Europeu, a convite de Sócrates e da sua Ministra Isabelinha, visitam uma escola-modelo no país maravilha.

Numa sala da primária cheia de jornalistas a ensaiada professora com ambição a uma futura boa colocação, pergunta aos alunos:
- Onde existe a melhor escola?
- Em Portugal. - Respondem todos.
- Onde existe o Magalhães, o melhor portátil do mundo?
- Em Portugal. - Respondem.
- E onde há os melhores recreios da Europa?
- Em Portugal. - Respondem mais uma vez.
- E onde existem as melhores cantinas, que servem os melhores almoços, com boas sobremesas?
- Nas escolas de Portugal!


A professora ainda insaciada, continua:
- Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?
- Em Portugal! - Respondem os alunos com a lição bem estudada.


Os tradutores lá iam informando a comitiva estrangeira, que abanava a cabeça, desconfiada.

Nisto uma garota no fundo da sala começa a chorar baixinho.
Com as televisões em direto, Sócrates, para impressionar convidados e jornalistas, pondo-se a jeito para as câmaras, resolve acudir à menina perguntando-lhe:
- Que tens minha Menina?


Responde a menina, soluçando:
- QUERO IR PARA PORTUGAL!!!!!
 

16/04/2011

Facebook socretino

Em rigoroso exclusivo mundial, «TEMPOS MODERNOS» publica hoje uma escuta eletrónica aos diálogos no Facebook por parte de algumas personalidades do (des)governo português e que, finalmente, permitem perceber o caminho rumo ao socialismo a partir de Lisboa, na verdade, um caminho sem GPS...

Nos próximos dias, daremos à estampa outros extratos de escutas ainda não divulgadas.

15/04/2011

Religiosa

Miquelina guiava rua abaixo e ia a suar, porque tinha uma reunião importante e não conseguia encontrar um lugar para estacionar.

Olhou para o céu e disse:
- "Meu Deus, tem pena de mim. Se me arranjares um lugar para estacionar, vou passar a ir à missa todos os domingos até ao fim dos meus dias e não voltarei a fazer sexo nem a beber álcool."

Como que por milagre, aparece um lugar para estacionar. Então, ela olha outra vez para o céu e diz:
- "Esquece o que eu disse! Já encontrei um!"


14/04/2011

Uma morena no médico!

Para variar, a reportagem de hoje não mete loiras.

Na verdade, é sobre uma morena no médico!

Uma jovem morena vai a um consultório médico e reclama que todos os lugares do seu corpo doem quando ela os toca.

- Impossível - diz o médico depois de a observar ligeiramente - mostre-me como pode ser.

Então, ela encosta o seu próprio dedo no seu próprio ombro e grita em  agonia. Depois ela encosta o seu dedo na sua perna e grita. Encosta no seu cotovelo e grita. Em qualquer lugar que ela se tocava, ela gritava.

Então, o médico perguntou:
- Você não é morena natural, pois não?
- Não! Na verdade, eu sou loira!!!
- Foi o que eu pensei! - diz o médico - O seu dedo está partido!

13/04/2011

O socialismo Chávista

Dubai e Venezuela são dois grandes produtores de petróleo. Com dirigentes muito diferentes (respetivamente Mohammed bin Rashid Al Maktoum e Hugo Chávez) são visíveis os resultados.

Palavras para quê?

12/04/2011

Empregada do leste

Tempos houve em que as empregadas ucranianas ou moldavas preenchiam as casas portuguesas. Começou com colapso do império soviético, a superinflação no leste europeu.

Hoje, os tempos são outros: a globalização, a "invasão" chinesa e a crise financeira internacional, levaram muitos emigrantes a partir para outras terras.

Ficam as memórias:

11/04/2011

Sexo grátis

Publicidade tentadora:

10/04/2011

Fiat 500 por Malangatana

Uma das últimas obras do artista moçambicano Malangatana Valente Ngwenya (1936-2011): a pintura de um Fiat 500 - "a italiana" - numa campanha de lançamento por um novo distribuidor.

Como sempre nos habituou, fantástico!

O jipe espanhol

Dois agricultores, um português e um espanhol, conversam:

- Qual é o tamanho da sua herdade? - pergunta o espanhol.

Responde o português:
- Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável. Trezentos hectares, e a sua?

Responde o espanhol:
- Olha, eu saio de casa de manhã, ligo o meu jipe e ao meio-dia ainda não percorri metade da minha propriedade.

- Eu sei o que isso é - diz o português sem se descoser - eu também já tive um jipe espanhol. São una mierda! Só dão chatices...

09/04/2011

Gislaine, a virgem

Gislaine era uma caipirinha deliciosa de 17 anos, ainda virgem.

João Gafanhoto era o cara mais tarado da região, que vivia convidando a moça pra ir pra cama, pro sofá, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra fazer sexo.

Certo dia ela finalmente concordou e os dois foram pra uma moita, atrás da casa da moça.

Mas, como não sabia nada sobre o assunto, ela pediu instruções:
- Ai, Jão... Cumé qui é esse negócio de sexo?
- Simpres, Gislaine! E é bão dimais, sô!
- Mas como que eu faço? Me explica, homi!
- Primero você levanta a saia!
- Assim? - disse a gostosona, mostrando a calcinha.
- Hummm! Isso memo, Gislaine! Assim memo, sô!
- I agora?
- Agora você baixa a calcinha! - disse ele, excitadíssimo.
- E agora, Jão?
- Hummmm... ?... Agora agacha e mija que tem seu pai olhando prá nóis com uma espingarda na mão.

08/04/2011

Aldabrice, Maria Alice!

Seis anos de mentiras, uma ideia no dia 5, o seu contrário no dia 6.

O planeta azul

O nosso reporter na Estação espacial dá uma visão do planeta Terra.

No coments

07/04/2011

Tão vaidoso quanto mentiroso

Ao que parece, por um feliz acaso, a emissão do canal TVI fez uma ligação ao Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro, no preciso momento em que respetivo inquilino se preparava para iniciar uma conferência de imprensa.

E, nesse momento, assiste-se a um impensável espetáculo: em lugar de se preocupar com o grave momento que Portugal atravessa em resultado da política económica socretina, o rapazola ensaiava a sua imagem no ecrã....

Poder-se-ia pensar que, afinal, fora uma rasteira baixa da TVI. É um hipótese a ter em conta.

Todavia, o que se percebe é que aquilo que se viu é, afinal, o que todos os jornalistas estão carecas de ver em todas as conferências de imprensa que este primeiro-ministro faz.

E, sabendo-se que esse é o estilo, a preocupação daquela gentinha, então não há respeito que se possa ter.

É sinal do fim do socretinismo, esperneando-se à frente de um país que está com corda na garganta.

Fora com eles!

Touradas

06/04/2011

Ser português, carago!

Ser PORTUGUÊS é:

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskreber.
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos batizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Não ser racista, mas abrir uma exceção com os ciganos.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infrações ao código da estrada, por quilómetro percorrido!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Trazer o camião para casa e estacioná-lo em cima do passeio porque 'anda a trabalhar'.
Falar mal do Governo eleito e *esquecer-se que votou nele*.
Idiota 61-90-EF

05/04/2011

Sabedoria...

Uma velha senhora foi para um safari em África e levou o seu velho rafeiro com ela.
Um dia andava a velha senhora a caçar borboletas, quando, o velho cão, de repente, deu-se conta que estava perdido. Vagueando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebeu que um jovem leopardo o vira e caminhava em sua direcção, com a firme intenção de conseguir um bom e farto almoço.
O velho cão pensou depressa (pois os velhos pensam depressa): Oh, oh! Estou mesmo enrascado!
Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão muito próximo de si. Em vez de se apavorar mais ainda, o velho cão, ajeitou-se junto do osso mais próximo e começou a roê-lo, virando as costas ao predador, fingindo que não o tinha visto ...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o salto a fim de o abocanhar, o velho cão exclamou bem alto: Este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um terrível arrepio na espinha, suspendeu o seu ataque já quase começado, esgueirou-se na direcção das árvores e pensou: Caramba! Essa foi por pouco! O velho rafeiro quase me apanhava!...
Um macaco, numa árvore ali perto, viu a cena toda e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de protecção para si, informaria o predador que o cão não havia comido leopardo algum...
E assim, foi rápido em direcção ao leopardo. Mas o velho cão viu-o a correr na direcção do predador em grande velocidade e pensou: Aí há marosca...
O macaco logo alcançou o felino, cochichou-lhe o acontecido e fez um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo ficou furioso por ter sido enganado e disse: Ó macaco, sobe para as minhas costas para veres o que vai acontecer àquele cão abusador...
Agora, o velho cão via um leopardo furioso, vindo em sua direcção, com um macaco nas costas e pensou rápido novamente: E agora, o que é que eu faço?
Mas em vez de correr (pois sabia que as suas pernas cansadas não o levariam longe...) sentou-se, mais uma vez de costas para os agressores, fazendo de conta que não os via...
Quando estavam suficientemente perto para ouvi-lo, o velho cão disse: Mas onde é que anda o sacana daquele macaco? Estou a morrer de fome!... Disse que me traria outro leopardo e até agora nada!...

Moral da história:
Há sempre uma solução para os problemas, por maiores que estes sejam. O que é preciso é juntar a criatividade à experiência, a irreverência da juventude à sabedoria dos mais velhos.

04/04/2011

Novas oportunidades: Político

Com os cursos de "Novas Oportunidades" - criação socretina - passou a estar assessível a formação de «político» pela Internet.
Uma excelente oferta de emprego (telefonar para a Agência do Largo do Rato em Lisboa):

03/04/2011

Deus acende a luz

Um velhote com 90 anos fez o seu check-up anual e o médico disse-lhe:
- Amigo, para a sua idade, está numa forma que eu nunca vi!

O velhote respondeu:
- Sim. Porque sei levar uma vida cuidada, simples e espiritual!
- Que quer dizer com isso?
- Se não levasse uma vida cuidada e simples, Deus não me acendia a luz da casa de banho cada vez que me levanto a meio da noite!

O médico estranhou a resposta...
- Quer dizer que cada vez que se levanta a meio da noite para ir à casa de banho, é Deus quem lhe acende a luz!!?
- Sim! Cada vez que vou à casa de banho durante a noite, Deus acende-me a luz!

O médico calou-se mas, quando foi a vez da esposa do velhote ir à consulta, sentiu a necessidade de a informar sobre o que o marido lhe tinha dito.
- Eu quero que saiba que, o seu marido está em óptima forma física mas estou preocupado com o estado mental dele! Ele disse-me que, todas as noites, quando vai à casa de banho, Deus acende-lhe a luz!!!
- Ele disse-lhe o quê???
- Ele disse-me que, todas as noites, quando se levanta para ir à casa de banho, Deus acende-lhe a luz...
- Ahhh!!! - exclamou a velhota. Então é ele que tem andado a mijar dentro do frigorífico...!

02/04/2011

Um homem com coluna vertebral

Shahbaz Bhatti era ministro federal para as minorias do Paquistão. Católico num país terrivelmente muçulmano, lutou contra a a Lei da que criminaliza qualquer opinião diferente da religião maioritária.

Como home de princípios e de coragem, deu sempre a cara pela defesa das desprotegidas minorias religiosas no seu país e a harmonia entre religiões. Nessa condição, aceitou ser ministro. Nessa condição, deu uma entrevista à TV Al-Jazeera.

Foi assassinado há um mês, a 2 de março de 2011.

Quem são os portugueses?

Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas (mas podia passar-se hoje...).

Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo.

A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos parceiros europeus. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" condenava a esta permanente décalage.

E, contudo, olhando para o passado, Portugal "partira" bem:

- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.

O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:

- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?

-Nós descendemos dos que ficaram por aqui...

01/04/2011

A capicua

O Instituto Nacional de Estatística português acaba de publicar o novo valor do deficit português, relativo ao orçamento de Estado de 2010.

Do propagandeado êxito de 6,8% anunciado pela camarilha socialista chegou-se, para já (*), ao esmagador valor de 8,6% do PIB, agora apurado pelo Eurostat.

Neste valor passaram a estar incluídos os brilhantes resultados da nacionalização do BPN (antes anunciado como não custando nada ao contribuinte português), os prejuízos acumulados nas empresas públicas de transportes. Todavia, dias virão em que se ficará a saber os prejuízos escondidos (*) em outras empresas públicas: Estradas de Portugal, Parpública, hospitais e autarquias...

Daqui se demonstra que é um simples problema em capicua na matemática socretina.

Cenas alentejanas

Cena 1
Dois alentejanos depois de assaltarem um banco:
- Compadre, vamos contar o dinheiro?
- Nããã, esperamos e vemos logo no noticiário.

Cena 2
Algures no Alentejo, na época da cobrição.
Jaquinita, jovem vizinha, e amiga lá da casa há muitos anos, assiste espantada ao ato, em vias de ser consumado entre um viril touro de 330 quilos, e uma vaca.
Manuelito, inspirado pelo momento, não resiste e segreda ao ouvido da sua jovem vizinha:
- Gostava tanto de poder fazer aquilo Jaquinita...
A miúda responde prontamente:
- E porque é que na fazes? A vaca é tua!

Cena 3
Um alentejano está estendido debaixo de uma figueira de barriga para o ar e de boca aberta.
Cai-lhe um figo na boca e ele fica na mesma posição.
- Por que é que não comes o figo? - Pergunta-lhe o companheiro.
- Estou à espera que caia outro, para me empurrar este para baixo.

Cena 4
Estavam dois alentejanos sentados e diz um para o outro:
- Ei compadre, tem a mão inchada!
Responde o outro:
- Mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão!

Cena 5
Estavam dois alentejanos encostados a um chaparro, um deles volta-se para o outro e pergunta:
- Compadre, eu tenho a braguilha aberta?
O outro responde:
- Não, Compadre, não tem.
Responde o primeiro:
- Porra, então mijo amanhã!

Cena 6
Dois alentejanos, zangados há muito tempo, passam um pelo outro, num caminho.
Um deles leva um bovino à frente.
Diz o outro:
- Atão, vais passear o boi?
O outro, muito admirado:
- Atão essa agora, compadre? A gente nã se fala há tanto tempo, e vem agora cá com conversas! Além do mais enganou-se isto nã é um boi, é uma vaca.
Resposta do primeiro:
- Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca!

Cena 7
Uns lisboetas de viagem ao Alentejo vêem um alentejano junto a uma paragem de autocarro e, tentando entrar no gozo, perguntam:
- Comadres, a que horas chega aqui o autocarro da Rodoviária?
- A gente aqui na chama Rodoviária, é cameneta da carrêra!
- Mas compadre, a Rodoviária é a transportadora nacional!
- Já lhe disse, a gente aqui chama cameneta da carrêra!

Já irritado, o lisboeta vira-se e pergunta:
- E como é que chamam aos filhos da puta?
- A gente aqui nã os chama, eles vêem cá teri!

Cena 8
A jornalista tentava iniciar uma entrevista com um alentejano, que minuciosamente estudava o firmamento, debaixo do chaparro.
A jornalista: Aquele monte além dá trigo?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E dá batata?
O alentejano: Na dá batata, não...
A jornalista: Então, dá centeio?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E semeando milho?
O alentejano: ÁÁÁHHHHHHH, em semeando já é outra conversa...

Cena 9
Um alentejano anda a regar a horta. Começa a chover mas ele continua a regar. Passa um vizinho que lhe pergunta:
- Atão compadri está a choveri e vomeçê continua a regari?
Responde o agricultor:
- Ê cá nã preciso de favores de ninguém!

Cena 10
Um alentejano vai a Lisboa comprar o seu Mercedes último grito...
À vinda, entra na Auto-Estrada do Alentejo, liga o rádio e ouve:
- Atenção! Louco desvairado em sentido contrário na Autoestrada do Alentejo!
E diz o Alentejano:
- Porra! Não é um, são uma porrada delis!

Cena 11
Dois alentejanos foram à caça. Um deles, olha para o ar e vê um homem a fazer asa delta. O outro saca a arma e dispara! O amigo diz:
- Ó compadre, que pássaro era aquele?!
- Nã sei compadre, mas o sacana já largou o homem que levava!!!

Cena 12
Dizia uma comadre para outra:
- Ó comadre eu sou extremamente asseada, mudo de roupa interior três vezes por dia.
Diz-lhe então a outra:
- Ê também fui assim até aos dois anos, mas depois nunca mais foi necessário.

Cena 13
Dois alentejanos:
- Atão compadre, nã quêra lá ver que hoje de manhã fui dar com dois caracóis no mê quintali!
- Ah sim!? E atão o que é que você fez?
- Ah compadre! Um ainda o apanhei mas o outro... conseguiu fugir!

31/03/2011

A Economia da Europa

Uma aula interessante de análise a Keynes e Milton Friedman e o paradoxo presente na Europa.

30/03/2011

Apenas a língua portuguesa permite isto

A letra "P" - Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso:

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais... Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora... Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirenéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. - Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar.... Para parar preciso pensar.

Pensei. Portanto, pronto pararei.

E tu ainda achas o máximo quando consegues dizer:
"O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma"

29/03/2011

Beco da Bicha

"Um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade" in «Correio da Manhã».

Não vamos ficar pelo óbvio que seria dizer apenas e só: quem foi Carlos Castro para dar o nome a rua, esquina, rotunda ou beco? Tem falecido muita gente de grande valor nos últimos tempos. Por exemplo, a recente perda do jornalista Carlos Pinto Coelho, um grande, enorme comunicador e ícone da cultura e sua transmissão em Portugal.

Mas pelos visto é outro Carlos quem está na calha para ser eternizado dando o seu nome a uma rua. Sugere-se antes uma ladeira ou rampa. Não era ele que servia de rampa de lançamento para tudo o que é paraquedista social?

Estou a ver daqui a uns anos o avô com o netinho pelo braço, a passearem e a desfrutar do Sol da capital quando o petiz se sai com esta: "Ó avô, quem foi o Carlos Castro?" "Quem? Diz o velhote visivelmente atrapalhado..." "Ali avô - apontando - a placa diz rua Carlos Castro." "Ah sim meu filho... Olha esse senhor lançava muita gente no mundo cor-de-rosa com as suas crónicas de grande veia poética e conhecimentos no mundo do jet-set. Sabes o que é o jet-set filho? "Não avô, o que é isso?"

"Olha rapaz, em Portugal o jet-set são aqueles tesos que não têm dinheiro para comprar um pacote de "Sugus" mas que parecem varejeiras em volta das festas do social. Desde que haja imprensa especializada em revistas de leitura de WC eles estão lá. Tarólogas, bruxos, manequins tenrinhos, desconhecidos ou conhecidos porque apareceram dois minutos na televisão a dizer bacoradas, e depois um grupo de gente que o teu avô não sabe bem o que faz ou como ganha a vida, mas que tem sempre um diminutivo no nome: Vivis, Kaquis, Mimis, Kócos, Pipis, Xonés e assim."

"Não estou a entender avô... Olha filho, nem eu, mas é assim querido".

"Então e o que aconteceu ao senhor?"

"Bem, o senhor foi viajar e a coisa correu mal. Lembras-te quando o avô te diz que é perigoso para os miúdos pequenos abrirem garrafas de vinho sozinhos? Mas deixa lá, isso a avó depois explica-te melhor..."

Se querem eternizar a vida de Carlos Castro sugere-se um show travesti. Algo que ele adorava, faz mais sentido. Até damos umas dicas ao encenador La Féria: "As bichas de Nova Iorque" se for musical ou "E tudo o vento do túnel de Metro levou" se for drama.

Agora, deixem-se é de ideias bacocas. Chamaram de tudo à população de Cantanhede por fazerem a missa e a vigília de solidariedade e agora querem dar o nome de uma rua da capital ao Carlos Castro? Antes dele estariam milhares de pessoas. Milhares.

Nota da Redação: a rua lisboeta já existe e com aplauso geral - o Beco da Bicha (aqui)

28/03/2011

Pinhal de Leiria

AULA DE HISTÓRIA DE PORTUGAL

Pergunta a Professora:
- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?
- Ó s'tora, então essa porcaria também não está paga?!

27/03/2011

As religiões abraânicas

Abraão levou o filho para o deserto.... amarrou-o a uma árvore e acendeu uma fogueira debaixo dos seus pés.
   
De repente, uma voz diz:
- Abraão, Abraão, que é isso?
- Senhor, Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem!
- Não, Abraão, eu só queria medir a tua fé!
- Mas Senhor....!
- Abraão, solta o menino!
   
Abraão soltou o filho. O menino saiu disparado... correu, correu, correu, e Abraão gritava:
- Filho volta, filho volta, o Senhor libertou-te!

O menino parou longe e gritou:
- Libertou o caraças! Se eu não fosse ventríloquo, estava bem lixado! 
  

26/03/2011

As varas do negócio

Por elementar questão de justiça, não podemos deixar de referir o percurso vertiginoso, de um homem que começou há poucos anos como caixa de uma agência da Caixa Geral de Depósitos em Mogadouro, e que agora, fala ao telefone com alguns dos mais poderosos governantes de Moçambique, que é um dos principais arguidos de um dos mais falados processos judiciais a decorrer e que, veja-se, é, além de muitas outras coisas de nem se sonha, o representante para África de uma das maiores empresas de construção civil brasileira, a quem foi adjudicada a construção de nova barragem moçambicana a poucos quilómetros de Cahora Bassa.

 Assinalemos, portanto, o sucesso da combinação de interesses entre guebuzinos e socretinos.
    
    



O infiel

Um homem está calmamente no supermercado a fazer compras quando, de repente, uma bela morena, dos seus trinta e poucos anos, olha fixamente para ele e, depois, explode:

- Acho que você é pai de um dos meus meninos!

Incrédulo, faz um rápido exercício de memória, pensa na única vez que foi infiel à mulher e responde aflitíssimo:

- Você é aquela prostituta com quem fiz sexo, sem qualquer  proteção, totalmente embriagado, à beira da piscina, naquela despedida de solteiro do Jorge, que estava ao nosso lado num bacanal com duas das suas colegas?

- Não. Sou professora de matemática do seu filho Joãozinho...

25/03/2011

A vela sagrada

A beata e piedosa Maria Antónia ia pela rua quando se cruzou com o sacerdote maduro.
 
O padre disse-lhe:
- "Bom dia. Por acaso você não é a Maria Antónia, a quem casei já há dois anos na minha antiga diocese?"

Ela respondeu:
- "Efetivamente, padre, sou eu".

O sacerdote perguntou:
- Mas não me lembro de ter baptizado um filho seu. Não teve nenhum?"

Ela respondeu:
- "Não padre, ainda não."

O padre disse:
- "Bem, na próxima semana viajo para Roma. Por isso se você quiser, acendo lá uma vela por si e seu marido, para que recebam a bênção de poder ter filhos."

Ela respondeu:
- "Oh padre, muito obrigada, ficamos ambos muito gratos."

Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente. O sacerdote ancião perguntou:
- "Bom dia Maria Antónia. Como está agora? Já teve filhos?"

Ela respondeu:
- "Oh, sim padre, 3 pares de gémeos e mais 4. No total 10!"

Disse o padre:
- Bendito seja o Senhor. Que maravilha. E onde está o seu marido?
- "Vai a caminho de Roma, a ver se apaga a porra da vela"

24/03/2011

The End

O filme de terror socretino está nos minutos finais.

Quinze anos de demagogia, desvario e mentira socialistas conduziram Portugal para a bancarrota.

Mas é preciso que os portuguese não se deixem encantar, mais uma vez, pela anestesia socialista.

A herança é pesada mas os portugueses saberão vencer o desafio.


Exercício de Matemática

José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas.

Numa delas considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos professores, resolve pôr um problema às criancinhas.. (Desta vez, parece que não houve casting prévio...)

- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!

Então, é assim:

Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4ºC.

A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma estava de folga.

A pergunta é... Quantos anos tenho eu?

Os alunos ficam assombrados. O silêncio é total. A professora fica estupefacta.

Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:
- 50 anos, senhor inginheiro!

José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba! Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador! Eu tenho mesmo 50 anos. Mas como encontraste esse número?

E Joãozinho diz:
- Bem, foi muito fácil. Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo que é "meio parvo" e tem 25 anos...