10/06/2011
09/06/2011
08/06/2011
Sempre junto de nós (Україні з любов'ю)
O primeiro lugar no show de talentos da Ucrânia foi conquistado por Kseniya Simonova, com muita justiça, por esta performance.
Com os seus desenhos na areia, fez a plateia chorar e o júri ficou visivelmente comovido.
As imagens em sequência da artista de 24 anos descrevem personagens e acontecimentos que estão na memória de todos na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial, em que quase um quarto da população foi morta.
Em frente da câmara, lembrou cenas diversas que fazem parte da história, só com a areia, numa superfície de vidro iluminado e que foi transmitido aos telespetadores num ecrã.
O seu desempenho foi acompanhado da música adequada e à luz de velas. A frase que Kseniya Simonova escreve no fim de sua apresentação "Ви з нами завжди" que quer dizer: "Vocês estão sempre junto de nós".
Com os seus desenhos na areia, fez a plateia chorar e o júri ficou visivelmente comovido.
As imagens em sequência da artista de 24 anos descrevem personagens e acontecimentos que estão na memória de todos na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial, em que quase um quarto da população foi morta.
Em frente da câmara, lembrou cenas diversas que fazem parte da história, só com a areia, numa superfície de vidro iluminado e que foi transmitido aos telespetadores num ecrã.
O seu desempenho foi acompanhado da música adequada e à luz de velas. A frase que Kseniya Simonova escreve no fim de sua apresentação "Ви з нами завжди" que quer dizer: "Vocês estão sempre junto de nós".
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Televisão
07/06/2011
Peritos de informática
Sabe sempre bem ter um conselheiro técnico por perto.
Reparação de computadores e instalação de software bem entregue!
Reparação de computadores e instalação de software bem entregue!
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Tecnologia
06/06/2011
Pedro Passos Coelho
Só escreveu um discurso em toda a sua vida. As outras centenas, na Assembleia da República, nas comissões políticas, nos congressos, fê-los todos - mesmo todos - de improviso. E já fez centenas de discursos, intervenções, interpelações e declarações.
Pedro Passos Coelho começou cedo na política. Era um menino sério, "um parvo" diziam às vezes os seus amigos do liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real, que não compreendiam por que raio de razão o Pedrocas gostava mais de falar com os amigos do pai do que com eles. O Tintin, o Zorro e o Mandrake passaram-lhe depressa. Mas, vamos ao início, Pedro Manuel Mamede Passos Coelho nasceu em Coimbra em 24 de Julho de 1964. Os pais eram de Trás-os-Montes, família de pequenos industriais de madeira. O seu pai, António Passos Coelho, 84 anos, é médico pneumologista e foi dirigente do PSD em Vila Real. E chegou aos órgãos nacionais do partido no tempo de Sá Carneiro, conta um amigo.
A liberdade africana
António Passos Coelho abandonou a direção do sanatório do Caramulo e foi para Angola, levando com ele a família: a mulher e os filhos, Teresa, Paulino e Pedro. "Em África fui sempre um miúdo à solta", conta Passos no seu livro «Mudar».
Pedro saía de manhã, almoçava numa cubata, brincava com os meninos tuberculosos, lanchava noutra cubata e ia brincando, até outra família lhe dar jantar numa outra cubata. Assim, com seis anos, aparecia em casa pelas nove da noite. Já nessa altura Pedro Passos não tinha medo.
Foi em Silva Porto, capital do Bié, que se iniciou nas tertúlias do pai. Assistia às conversas entre o pneumologista, o diretor do hospital, o delegado de saúde, o intendente, o administrador e o próprio governador. Ouvia e aprendia. Ainda hoje tem a mania que é médico.
"Faz diagnóstico e automedica-se", brincam os amigos. Em Silva Porto, Pedro não gostou do colégio de freiras em que fora matriculado. Descreve-o assim no seu livro: "Era preciso, antes da aula, passar pela capela, onde se tinha de estar de penitência, de braços abertos. Isto, para uma criança de seis anos, era uma coisa insuportável. Não gostei nada daquilo, do ambiente, dos medos que incutiam às crianças, monstros, diabos, infernos."
Teimoso, conseguiu que os pais o mudassem para a escola pública, que ficava mesmo ao lado de casa. Saltava o muro do jardim e estava no pátio da escola. Fez a terceira classe na cama, atacado por doença renal aguda. Entretanto, entrara para os Maristas. Mas ali a religião não era obrigatória e não havia monstros nem medos.
Pedro lembra-se do exame da quarta classe, nos Maristas. "O meu pai ofereceu-me uma caneta de tinta permanente para fazer o exame escrito. Recordo-me também de ter feito as orais: geografia, matemática e português".
A primeira personalidade que o impressionou foi a de António Soares Carneiro, então major, que também falou de improviso durante toda a sua vida. "Aquele homem não se repetia" escreve Passos, que aos 16 anos colaborou na campanha presidencial do general.
Regressa a Trás-os-Montes deixando para trás o pai, que havia de reunir-se à família em 1975, já depois da independência de Angola. O choque de trocar as planícies africanas pela aldeia de Valnogueiras, Vila Real, misturou-se, na cabeça de Passos Coelho com a estranha surpresa de viver numa aldeia belíssima mas escura e triste.
Sem eletricidade, nem saneamento, nem água canalizada, nem televisão. Nem pretos. Para quem crescera na capital do Bié e convivera diariamente com pessoas de outra cor, a diferença era assinalável.
Passos Coelho não é racista. Aliás, casou há sete anos com Laura, com quem teve a sua terceira filha, Júlia, agora com três anos. Fisioterapeuta, Laura é guineense mas está habituada a passar por cabo-verdiana porque "as pessoas pensam que todos os guineenses são pretos retintos", diz bem-humorada. E Laura é bastante clara. De pele também.
E simpática, diga-se. Do seu anterior casamento, com Fátima Padinha - a Fá das Doce - tinha já duas filhas, Joana e Catarina. Pedro Passos é um pai dedicado. Sempre fez questão de dar banho às filhas e de brincar com elas. E não poucas vezes é ele quem dá o jantar "à garotada toda", como costuma dizer.
Da aldeia do avô, a família mudou-se para Vila Real. Por pouco Pedro não teve como professor o famoso Padre Max, morto durante o Processo Revolucionário Em Curso (PREC). O padre da UDP dava aulas de francês ao Tó Mané, um dos colegas de quem Pedro ficaria amigo. Tó Mané, ou melhor, António Manuel Correia Dias, hoje empresário de sucesso em Vila Real, tem mais três anos do que Pedro.
Fala do miúdo que viera de Angola e tinha o descaramento de concorrer à associação de estudantes contra os mais velhos. E de ganhar.
Vila Real era palco de uma guerra política extremada naqueles tempos revolucionários. "Até Franck Carlucci, [antigo director da CIA e depois embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa], lá foi", lembra Correia Dias. "Não sei de onde lhe vinha aquela postura. Ele andava sempre com pessoas mais velhas. Cresceu muito mais depressa do que nós.
E sempre soube o que queria: queria ir para Lisboa", diz Tó Mané. E reforça "o Pedro era visto pelas pessoas como um 'jovem adulto', não como um miúdo, mesmo aos 15 anos!" O amigo conta que Pedro tinha mais de 20 apaixonadas "as transmontanas não são cegas!". Nem suspeitou de muitas delas. Teve a primeira namorada aos 16. Ela tinha 20 anos. "O discurso dele era muito adulto. E gostava mesmo de acompanhar pessoas mais velhas.", lembra Correia Dias.
Outro que se lembra bem de Passos é o antigo jornalista Alexandre Parafita, que trabalhou em "O Comércio do Porto" e dirigiu o semanário transmontano "A Região".
Foi lá que Parafita escreveu um curto artigo sobre o jovem vila-realense, estudante de Matemática, que acabara de ser eleito Secretário-Geral da JSD. O título era: "Pedro Passos Coelho, um jovem que promete..." Alexandre Parafita diz que tentou levar Pedro para o jornalismo, "aproveitando as suas qualidades vocais, que já então eram notáveis". O rapaz, porém queria era a política.
E foi a politica que o trouxe a Lisboa. Veio para estudar Matemática. Mas a JSD tomava-lhe todo o tempo. Foi secretário-geral aos 20, e presidente aos 26. Eleito deputado em 1991, viria a integrar a Comissão Política Nacional (CPN) do PSD de Cavaco Silva. Muitos se lembram de o jovem Pedro ter feito frente a Cavaco Silva. Um dos motivos era a política de Educação.
Era então ministra, curiosamente, Manuela Ferreira Leite. Passos Coelho teve como secretário-geral Miguel Relvas, que ainda hoje é o seu braço direito. Mas havia outros. Como Jorge Moreira da Silva, que também foi seu secretário-geral e lhe sucedeu na após três mandatos na Jota.
Entre os seus companheiros contou-se Pedro Pinto, outro antigo presidente da JSD que muito ajudou Pedro nesta campanha interna. E Jorge Paulo Roque da Cunha, médico, que esteve com Pedro Passos nas bancadas do Parlamento. Um dos episódios em que Passos mostrou a sua frieza passou-se com o seu amigo Luís Nobre, hoje advogado. Manuel Dias Loureiro, então braço direito de Cavaco Silva no PSD, apresentou a Passos e lista da CPN a qual incluía apenas um representante da JSD, o próprio Pedro.
Passos foi inflexível: ou Luís Nobre entrava na lista ou ele saía. A lista, que já estava pronta, foi mesmo alterada. E ninguém soube que houvera um braço de ferro e que este fora ganho por Passos. A mesma discrição foi usada, muitos mais tarde, quando abandonou a CPN presidida por Marques Mendes. Passos deixou de ser vice-presidente e ninguém soube os motivos pelos quais se zangara com Mendes.
Mais: ninguém chegou a saber que se zangara, mas apenas que saíra. Manteve a lealdade até ao fim. Sem comentários. Outro episódio que retrata bem Pedro Passos é a sua recusa de receber a subvenção vitalícia da Assembleia. Foi o único deputado que a recusou. E fê-lo por uma questão jde princípio.
Quem viveu em África tem outra forma de ver e uma mente mais aberta!
in «Portais»
Pedro Passos Coelho começou cedo na política. Era um menino sério, "um parvo" diziam às vezes os seus amigos do liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real, que não compreendiam por que raio de razão o Pedrocas gostava mais de falar com os amigos do pai do que com eles. O Tintin, o Zorro e o Mandrake passaram-lhe depressa. Mas, vamos ao início, Pedro Manuel Mamede Passos Coelho nasceu em Coimbra em 24 de Julho de 1964. Os pais eram de Trás-os-Montes, família de pequenos industriais de madeira. O seu pai, António Passos Coelho, 84 anos, é médico pneumologista e foi dirigente do PSD em Vila Real. E chegou aos órgãos nacionais do partido no tempo de Sá Carneiro, conta um amigo.
A liberdade africana
António Passos Coelho abandonou a direção do sanatório do Caramulo e foi para Angola, levando com ele a família: a mulher e os filhos, Teresa, Paulino e Pedro. "Em África fui sempre um miúdo à solta", conta Passos no seu livro «Mudar».
Pedro saía de manhã, almoçava numa cubata, brincava com os meninos tuberculosos, lanchava noutra cubata e ia brincando, até outra família lhe dar jantar numa outra cubata. Assim, com seis anos, aparecia em casa pelas nove da noite. Já nessa altura Pedro Passos não tinha medo.
Foi em Silva Porto, capital do Bié, que se iniciou nas tertúlias do pai. Assistia às conversas entre o pneumologista, o diretor do hospital, o delegado de saúde, o intendente, o administrador e o próprio governador. Ouvia e aprendia. Ainda hoje tem a mania que é médico.
"Faz diagnóstico e automedica-se", brincam os amigos. Em Silva Porto, Pedro não gostou do colégio de freiras em que fora matriculado. Descreve-o assim no seu livro: "Era preciso, antes da aula, passar pela capela, onde se tinha de estar de penitência, de braços abertos. Isto, para uma criança de seis anos, era uma coisa insuportável. Não gostei nada daquilo, do ambiente, dos medos que incutiam às crianças, monstros, diabos, infernos."
Teimoso, conseguiu que os pais o mudassem para a escola pública, que ficava mesmo ao lado de casa. Saltava o muro do jardim e estava no pátio da escola. Fez a terceira classe na cama, atacado por doença renal aguda. Entretanto, entrara para os Maristas. Mas ali a religião não era obrigatória e não havia monstros nem medos.
Pedro lembra-se do exame da quarta classe, nos Maristas. "O meu pai ofereceu-me uma caneta de tinta permanente para fazer o exame escrito. Recordo-me também de ter feito as orais: geografia, matemática e português".
A primeira personalidade que o impressionou foi a de António Soares Carneiro, então major, que também falou de improviso durante toda a sua vida. "Aquele homem não se repetia" escreve Passos, que aos 16 anos colaborou na campanha presidencial do general.
Regressa a Trás-os-Montes deixando para trás o pai, que havia de reunir-se à família em 1975, já depois da independência de Angola. O choque de trocar as planícies africanas pela aldeia de Valnogueiras, Vila Real, misturou-se, na cabeça de Passos Coelho com a estranha surpresa de viver numa aldeia belíssima mas escura e triste.
Sem eletricidade, nem saneamento, nem água canalizada, nem televisão. Nem pretos. Para quem crescera na capital do Bié e convivera diariamente com pessoas de outra cor, a diferença era assinalável.
Passos Coelho não é racista. Aliás, casou há sete anos com Laura, com quem teve a sua terceira filha, Júlia, agora com três anos. Fisioterapeuta, Laura é guineense mas está habituada a passar por cabo-verdiana porque "as pessoas pensam que todos os guineenses são pretos retintos", diz bem-humorada. E Laura é bastante clara. De pele também.
E simpática, diga-se. Do seu anterior casamento, com Fátima Padinha - a Fá das Doce - tinha já duas filhas, Joana e Catarina. Pedro Passos é um pai dedicado. Sempre fez questão de dar banho às filhas e de brincar com elas. E não poucas vezes é ele quem dá o jantar "à garotada toda", como costuma dizer.
Da aldeia do avô, a família mudou-se para Vila Real. Por pouco Pedro não teve como professor o famoso Padre Max, morto durante o Processo Revolucionário Em Curso (PREC). O padre da UDP dava aulas de francês ao Tó Mané, um dos colegas de quem Pedro ficaria amigo. Tó Mané, ou melhor, António Manuel Correia Dias, hoje empresário de sucesso em Vila Real, tem mais três anos do que Pedro.
Fala do miúdo que viera de Angola e tinha o descaramento de concorrer à associação de estudantes contra os mais velhos. E de ganhar.
Vila Real era palco de uma guerra política extremada naqueles tempos revolucionários. "Até Franck Carlucci, [antigo director da CIA e depois embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa], lá foi", lembra Correia Dias. "Não sei de onde lhe vinha aquela postura. Ele andava sempre com pessoas mais velhas. Cresceu muito mais depressa do que nós.
E sempre soube o que queria: queria ir para Lisboa", diz Tó Mané. E reforça "o Pedro era visto pelas pessoas como um 'jovem adulto', não como um miúdo, mesmo aos 15 anos!" O amigo conta que Pedro tinha mais de 20 apaixonadas "as transmontanas não são cegas!". Nem suspeitou de muitas delas. Teve a primeira namorada aos 16. Ela tinha 20 anos. "O discurso dele era muito adulto. E gostava mesmo de acompanhar pessoas mais velhas.", lembra Correia Dias.
Outro que se lembra bem de Passos é o antigo jornalista Alexandre Parafita, que trabalhou em "O Comércio do Porto" e dirigiu o semanário transmontano "A Região".
Foi lá que Parafita escreveu um curto artigo sobre o jovem vila-realense, estudante de Matemática, que acabara de ser eleito Secretário-Geral da JSD. O título era: "Pedro Passos Coelho, um jovem que promete..." Alexandre Parafita diz que tentou levar Pedro para o jornalismo, "aproveitando as suas qualidades vocais, que já então eram notáveis". O rapaz, porém queria era a política.
E foi a politica que o trouxe a Lisboa. Veio para estudar Matemática. Mas a JSD tomava-lhe todo o tempo. Foi secretário-geral aos 20, e presidente aos 26. Eleito deputado em 1991, viria a integrar a Comissão Política Nacional (CPN) do PSD de Cavaco Silva. Muitos se lembram de o jovem Pedro ter feito frente a Cavaco Silva. Um dos motivos era a política de Educação.
Era então ministra, curiosamente, Manuela Ferreira Leite. Passos Coelho teve como secretário-geral Miguel Relvas, que ainda hoje é o seu braço direito. Mas havia outros. Como Jorge Moreira da Silva, que também foi seu secretário-geral e lhe sucedeu na após três mandatos na Jota.
Entre os seus companheiros contou-se Pedro Pinto, outro antigo presidente da JSD que muito ajudou Pedro nesta campanha interna. E Jorge Paulo Roque da Cunha, médico, que esteve com Pedro Passos nas bancadas do Parlamento. Um dos episódios em que Passos mostrou a sua frieza passou-se com o seu amigo Luís Nobre, hoje advogado. Manuel Dias Loureiro, então braço direito de Cavaco Silva no PSD, apresentou a Passos e lista da CPN a qual incluía apenas um representante da JSD, o próprio Pedro.
Passos foi inflexível: ou Luís Nobre entrava na lista ou ele saía. A lista, que já estava pronta, foi mesmo alterada. E ninguém soube que houvera um braço de ferro e que este fora ganho por Passos. A mesma discrição foi usada, muitos mais tarde, quando abandonou a CPN presidida por Marques Mendes. Passos deixou de ser vice-presidente e ninguém soube os motivos pelos quais se zangara com Mendes.
Mais: ninguém chegou a saber que se zangara, mas apenas que saíra. Manteve a lealdade até ao fim. Sem comentários. Outro episódio que retrata bem Pedro Passos é a sua recusa de receber a subvenção vitalícia da Assembleia. Foi o único deputado que a recusou. E fê-lo por uma questão jde princípio.
Quem viveu em África tem outra forma de ver e uma mente mais aberta!
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Opinião
05/06/2011
Um Presidente, uma Maioria e um Governo
Com 30 anos de atraso, cumpre-se o sonho de Sá Carneiro.
Por muito que custe aos retrógados de "esquerda", Portugal tem, finalmente, «Uma Maioria, um Governo, um Presidente!».
Hoje, às 20 horas, Portugal sabe que mudou e porque quis!
Por muito que custe aos retrógados de "esquerda", Portugal tem, finalmente, «Uma Maioria, um Governo, um Presidente!».
Hoje, às 20 horas, Portugal sabe que mudou e porque quis!
Mais claro do que água
Perfeitamente cristalino: os portugueses decidiram, está decidido!
A nossa previsão às 20:00 horas de hoje:
A nossa previsão às 20:00 horas de hoje:
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Liberdade
Os portugueses não são tolos
Hoje é o dia!
Expulsar os socretinos do poder e do assalto à riqueza do país, é missão inadiável.
Qualquer solução é melhor do que estado atual mas deseja-se que vença a melhor proposta. E, seguramente, os portugueses não são tolos nem suicidas.
(imagem Expresso, 28.5.2001)
Expulsar os socretinos do poder e do assalto à riqueza do país, é missão inadiável.
Qualquer solução é melhor do que estado atual mas deseja-se que vença a melhor proposta. E, seguramente, os portugueses não são tolos nem suicidas.
(imagem Expresso, 28.5.2001)
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Opinião
04/06/2011
Portugal meretrizou-se
Há dias, num comentário de televisão, João Cantiga Esteves fazia notar que os homens da troika, em três semanas apenas, realizaram o que os ineptos que nos governam não tinham conseguido levar a cabo em vários anos: pôr de pé um programa para fazer face ao descalabro.
Esta verificação, de uma evidência chocante, não é apenas mais uma medida dessa tenebrosa inépcia governamental. É também um indicador rigoroso da falta de seriedade com que Portugal tem sido governado: toda a gente sabia o que era preciso fazer; ninguém quis tomar a iniciativa da adoção das medidas necessárias por razões de eleitoralismo, conservação do poder e talvez outras ainda menos confessáveis.
Esta verificação, de uma evidência chocante, não é apenas mais uma medida dessa tenebrosa inépcia governamental. É também um indicador rigoroso da falta de seriedade com que Portugal tem sido governado: toda a gente sabia o que era preciso fazer; ninguém quis tomar a iniciativa da adoção das medidas necessárias por razões de eleitoralismo, conservação do poder e talvez outras ainda menos confessáveis.
Com essa omissão criminosa, o nosso país acaba de perder a sua independência, a sua viabilidade e a sua dignidade.
A questão de qualquer independência nacional, no quadro da União Europeia, prende-se com a capacidade de pôr e de gerir em comum determinadas parcelas da soberania dos estados membros, sem que tal situação prejudique a ultima ratio da soberania de cada um deles.
O funcionamento de mecanismos de solidariedade entre os estados na perspetiva de uma convergência crescente é um dos objetivos mais importantes da própria construção europeia.
O funcionamento de mecanismos de solidariedade entre os estados na perspetiva de uma convergência crescente é um dos objetivos mais importantes da própria construção europeia.
Os programas e fundos estruturais, a criação da moeda única e da zona euro, a livre circulação prevista no espaço Schengen, sendo notas de cariz acentuadamente mais federalista numa Europa das nações, mostram que o processo da construção europeia tem de ser híbrido, gradual e sectorial.
Tanto nesses aspectos como em vários outros, a transferência de uma parcela de cada uma das soberanias nacionais para um dispositivo de gestão em comum do conjunto assim integrado não acarreta uma perda da independência nem da dignidade dos Estados que livremente decidiram fazê-lo, cada um deles entendendo cumprir altos objetivos do respetivo interesse nacional.
A independência e a viabilidade dos estados membros são mesmo um a priori da construção europeia e também uma condição da democraticidade dela, tal como foi concebida pelos seus founding fathers e acabou por ficar espelhada nos tratados, por muito que estes deixem a desejar ou tenham aspectos mal calibrados e nocivos, como acontece com o de Lisboa.
Mas o documento que a troika acaba de impor a Portugal significa que o país perdeu a sua viabilidade e a sua independência. É um diktat que corresponde à concretização de uma indignidade vexatória imposta por técnicos aos políticos rascas que a tornaram inevitável.
Antes, quando ainda era um país independente, Portugal tinha o poder de traçar a própria conduta e de impor o respeito dela a terceiros, num quadro de valores civilizacionais partilhados e de respeito e cooperação recíprocos.
Agora é uma espécie de câmara-de-ar esburacada e vazia, à espera de uns remendos. Não vale absolutamente nada, não tem poder nenhum e não vai a lado nenhum. Come e cala. E como o respeitinho é muito bonito, levará no pêlo se não fizer o que lhe mandarem. A Europa já percebeu que "isto" só vai assim e a vergasta já começou a zunir por cima das pátrias orelhas.
A partir de agora, Portugal sujeita-se a inspeções e verificações periódicas, metódicas e severas, tal como as putas de antigamente, que tinham de circular com um livrete de tarja amarela e de comparecer regularmente à inspecção médica. Eram punidas se não o fizessem ou não se apresentassem em condições. E arriscavam-se a ser internadas à força num hospital.
Hoje, está-se perante uma patologia do destino coletivo. Portugal meretrizou-se pelo Governo que tem tido e graças às gentes ignaras que colocaram esse Governo no poder.
Foi um país compreendido, escutado e respeitado. Hoje, não tem virtude, nem dignidade, nem merece o respeito de ninguém. Faz o trottoir europeu como pode e, numa humilhação sem precedentes, sujeita-se ao que lhe derem. Já não é uma simples questão de combate à sífilis e repressão dos proxenetas. Tornou-se imunodeficiente. Se ainda há quem se proponha tratar-lhe da saúde, é só para evitar o efeito de contágio. Foi isso que a troika veio fazer.
Vasco Graça Moura
Tanto nesses aspectos como em vários outros, a transferência de uma parcela de cada uma das soberanias nacionais para um dispositivo de gestão em comum do conjunto assim integrado não acarreta uma perda da independência nem da dignidade dos Estados que livremente decidiram fazê-lo, cada um deles entendendo cumprir altos objetivos do respetivo interesse nacional.
A independência e a viabilidade dos estados membros são mesmo um a priori da construção europeia e também uma condição da democraticidade dela, tal como foi concebida pelos seus founding fathers e acabou por ficar espelhada nos tratados, por muito que estes deixem a desejar ou tenham aspectos mal calibrados e nocivos, como acontece com o de Lisboa.
Mas o documento que a troika acaba de impor a Portugal significa que o país perdeu a sua viabilidade e a sua independência. É um diktat que corresponde à concretização de uma indignidade vexatória imposta por técnicos aos políticos rascas que a tornaram inevitável.
Antes, quando ainda era um país independente, Portugal tinha o poder de traçar a própria conduta e de impor o respeito dela a terceiros, num quadro de valores civilizacionais partilhados e de respeito e cooperação recíprocos.
Agora é uma espécie de câmara-de-ar esburacada e vazia, à espera de uns remendos. Não vale absolutamente nada, não tem poder nenhum e não vai a lado nenhum. Come e cala. E como o respeitinho é muito bonito, levará no pêlo se não fizer o que lhe mandarem. A Europa já percebeu que "isto" só vai assim e a vergasta já começou a zunir por cima das pátrias orelhas.
A partir de agora, Portugal sujeita-se a inspeções e verificações periódicas, metódicas e severas, tal como as putas de antigamente, que tinham de circular com um livrete de tarja amarela e de comparecer regularmente à inspecção médica. Eram punidas se não o fizessem ou não se apresentassem em condições. E arriscavam-se a ser internadas à força num hospital.
Hoje, está-se perante uma patologia do destino coletivo. Portugal meretrizou-se pelo Governo que tem tido e graças às gentes ignaras que colocaram esse Governo no poder.
Foi um país compreendido, escutado e respeitado. Hoje, não tem virtude, nem dignidade, nem merece o respeito de ninguém. Faz o trottoir europeu como pode e, numa humilhação sem precedentes, sujeita-se ao que lhe derem. Já não é uma simples questão de combate à sífilis e repressão dos proxenetas. Tornou-se imunodeficiente. Se ainda há quem se proponha tratar-lhe da saúde, é só para evitar o efeito de contágio. Foi isso que a troika veio fazer.
Vasco Graça Moura
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Opinião
03/06/2011
O álibi
Ao ver as reportagens do Congresso do PS, a pergunta que mais frequentemente me ocorreu foi como é que os Portugueses, na angustiante situação que vivemos, olhariam para aquele espetáculo.
Um espetáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música, abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...
Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP! Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores, reduzidos agora a um mero videoclip.
Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamente aos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.
O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, do défice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.
Esta história começou a ser preparada logo em Janeiro, quando era por demais evidente o que se iria passar com o nosso endividamento e com as nossas finanças públicas. Sócrates lançou então o slogan "Defender Portugal", insinuando subliminarmente que os adversários do PS só podiam ser adversários de Portugal.
Montado o cenário, faltava apontar os vilões. Primeiro, o inimigo externo, e para isso diabolizou-se o FMI, qual dragão que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças, e contra o qual o herói luta com denodo. Um pouco mais tarde, com o chumbo do PEC IV, estava encontrado o inimigo interno. Um inimigo que "tira o tapete" ao nosso herói, exatamente quando este "ia salvar Portugal". Ferido, o herói não sai de cena. Ei-lo que se reergue, determinado, para mais uma batalha.
Desce o pano, e agenda-se o segundo ato para dia 5 de Junho.
Há que reconhecer: tudo isto foi muito bem planeado, teatralizado e concretizado, de modo a que esta fábula funcione não só como um álibi para Sócrates mas, também, como uma "cassete" de campanha.
Montada a história, trata-se agora de repeti-la. É como se todos os dirigentes socialistas passassem a falar pelo teleponto do próprio Sócrates, como se todos tivessem esse teleponto dentro da própria cabeça - e isso, como vimos, funciona, pelo menos em mundos como o da "bolha" do Congresso de Matosinhos.
A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.
Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.
Para grandes males, grandes desculpas? É o que parece. Esta história inventada pelos conselheiros de Sócrates vai fazendo o seu caminho. Espalha-se com mais desenvoltura que um programa eleitoral, e consegue fazer com que muita gente, sem dar por isso, acredite no inacreditável: num dia o nosso primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...
Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.
O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.
Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. E quanto a Portugal, o que será de nós?
Manuel Maria Carrilho
in «DN» 14.04.2011
Um espetáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música, abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...
Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP! Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores, reduzidos agora a um mero videoclip.
Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamente aos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.
O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, do défice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.
Esta história começou a ser preparada logo em Janeiro, quando era por demais evidente o que se iria passar com o nosso endividamento e com as nossas finanças públicas. Sócrates lançou então o slogan "Defender Portugal", insinuando subliminarmente que os adversários do PS só podiam ser adversários de Portugal.
Montado o cenário, faltava apontar os vilões. Primeiro, o inimigo externo, e para isso diabolizou-se o FMI, qual dragão que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças, e contra o qual o herói luta com denodo. Um pouco mais tarde, com o chumbo do PEC IV, estava encontrado o inimigo interno. Um inimigo que "tira o tapete" ao nosso herói, exatamente quando este "ia salvar Portugal". Ferido, o herói não sai de cena. Ei-lo que se reergue, determinado, para mais uma batalha.
Desce o pano, e agenda-se o segundo ato para dia 5 de Junho.
Há que reconhecer: tudo isto foi muito bem planeado, teatralizado e concretizado, de modo a que esta fábula funcione não só como um álibi para Sócrates mas, também, como uma "cassete" de campanha.
Montada a história, trata-se agora de repeti-la. É como se todos os dirigentes socialistas passassem a falar pelo teleponto do próprio Sócrates, como se todos tivessem esse teleponto dentro da própria cabeça - e isso, como vimos, funciona, pelo menos em mundos como o da "bolha" do Congresso de Matosinhos.
A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.
Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.
Para grandes males, grandes desculpas? É o que parece. Esta história inventada pelos conselheiros de Sócrates vai fazendo o seu caminho. Espalha-se com mais desenvoltura que um programa eleitoral, e consegue fazer com que muita gente, sem dar por isso, acredite no inacreditável: num dia o nosso primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...
Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.
O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.
Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. E quanto a Portugal, o que será de nós?
Manuel Maria Carrilho
in «DN» 14.04.2011
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À procura de emprego
Num congresso internacional de medicina.
O médico alemão diz:
Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico espanhol afirma:
A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico russo diz:
Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.
O médico grego disse:
Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.
O médico português diz orgulhoso:
Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto e elegêmo-lo primeiro-ministro.
Em 3 anos o país inteiro está à procura de emprego.
O médico alemão diz:
Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico espanhol afirma:
A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico russo diz:
Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.
O médico grego disse:
Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.
O médico português diz orgulhoso:
Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto e elegêmo-lo primeiro-ministro.
Em 3 anos o país inteiro está à procura de emprego.
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Socialismo
02/06/2011
2 milhões de desempregados
Se os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo regressassem ao país;
Se todos os desempregados fossem contados e os números não fossem aldrabados;
Se os que não trabalham fossem todos contados;
O número verdadeiro de desempregados seria de 2 milhões!
O número verdadeiro de desempregados seria de 2 milhões!
É obra, tanto socialismo, tanta pobreza.
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Porque não voto em ti
Tu podes dizer que te perseguiram, que te fizeram a cama, que te tramaram, que as tuas intenções eram as melhores e que querias evitar a todo o custo a ajuda externa.
Tudo isso até pode ser verdade mas olha que me fazes lembrar o Vale e Azevedo.
Tens de me explicar como conseguiste tornar o PS no "teu partido".
Assim é que é: 93% de apoio !!!
Tu és o líder, tu és o chefe, tu és o comandante, tu és o pai, o filho, o espírito santo.
O partido és tu e é teu.
Zé, assim não vamos lá. Que consigas enganar os "crentes" é uma coisa, agora querer enganar outra vez a gente é outra.
Oh Zé. Tu lixaste a gente, deixaste-nos na merda, pá.
Vai pró caraças, mas estás a querer fazer-nos de estúpidos ?
Será que não tens vergonha, será que não tens um pingo de humildade para que caias em ti e reconheças os teus pecados e os teus erros?
Repara só:
- 600 000 desempregados;
- bancarrota;
- faturas elevadíssimas a vencer nos próximos anos;
- uma imagem péssima do país no estrangeiro: caloteiros, calaceiros, vigaristas, trapaceiros, corruptos, mentirosos, malandros, estúpidos, teimosos, etc.;
- as reformas todas por fazer, as nossas empresas, bancos e empresários mal vistos e mal cotados;
- uma dívida pública astronómica;
- a nossa indústria desamparada;
e etc, etc....
Tu que tiveste uma maioria, que tiveste as condições que poucos tiveram, lembra-te que quando te elegemos em 2005 nós estávamos fartos de Durões, Santanas, de
sermos desgovernados e tu, sim tu, puseste-nos na miséria pá.
Oh Zé, deixa-me que te explique isto a ver se entra na tua cabeça.
Tu já não serves para representar os nossos interesses, tu estás avariado, estragado, queimado, fora de prazo.
A tua teimosia, a tua estupidez, a tua soberba demonstrou um gajo que não
sabe negociar, que não sabe gerir, que não sabe o que é um país, que não sabe o
que é ser-se integro e o que é servir.
Tens de me explicar como conseguiste tornar o PS no "teu partido".
Assim é que é: 93% de apoio !!!
Tu és o líder, tu és o chefe, tu és o comandante, tu és o pai, o filho, o espírito santo.
O partido és tu e é teu.
Zé, assim não vamos lá. Que consigas enganar os "crentes" é uma coisa, agora querer enganar outra vez a gente é outra.
Oh Zé. Tu lixaste a gente, deixaste-nos na merda, pá.
Vai pró caraças, mas estás a querer fazer-nos de estúpidos ?
Será que não tens vergonha, será que não tens um pingo de humildade para que caias em ti e reconheças os teus pecados e os teus erros?
Repara só:
- 600 000 desempregados;
- bancarrota;
- faturas elevadíssimas a vencer nos próximos anos;
- uma imagem péssima do país no estrangeiro: caloteiros, calaceiros, vigaristas, trapaceiros, corruptos, mentirosos, malandros, estúpidos, teimosos, etc.;
- as reformas todas por fazer, as nossas empresas, bancos e empresários mal vistos e mal cotados;
- uma dívida pública astronómica;
- a nossa indústria desamparada;
e etc, etc....
Tu que tiveste uma maioria, que tiveste as condições que poucos tiveram, lembra-te que quando te elegemos em 2005 nós estávamos fartos de Durões, Santanas, de
sermos desgovernados e tu, sim tu, puseste-nos na miséria pá.
Oh Zé, deixa-me que te explique isto a ver se entra na tua cabeça.
Tu já não serves para representar os nossos interesses, tu estás avariado, estragado, queimado, fora de prazo.
A tua teimosia, a tua estupidez, a tua soberba demonstrou um gajo que não
sabe negociar, que não sabe gerir, que não sabe o que é um país, que não sabe o
que é ser-se integro e o que é servir.
O que tu tens é um grande patuá. Só que não chegou para os mercados !!!
O que pensariam de nós se voltasses a ser parte do problema, tu que foste, e és
o problema.
Uma coisa te garanto: em ti não voto!
Este é um Desígnio Nacional: por-te na prateleira, na galeria dos notáveis que nos enganaram.
Olha Zé não estou nada porreiro pá e quero que vás pró Bordalo.
O que pensariam de nós se voltasses a ser parte do problema, tu que foste, e és
o problema.
Uma coisa te garanto: em ti não voto!
Este é um Desígnio Nacional: por-te na prateleira, na galeria dos notáveis que nos enganaram.
Olha Zé não estou nada porreiro pá e quero que vás pró Bordalo.
António Dejosé
(leitor)
(leitor)
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Opinião
01/06/2011
31/05/2011
Christine Lagarde
Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças de França, à pergunta sobre um pedido de José Sócrates para uma renegociação da dívida portuguesa, caso hipoteticamente viesse a ser Diretora-Geral do FMI, respondeu com toda a clareza que se possa esperar.
... E vai ser!
... E vai ser!
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Economia
30/05/2011
Piada a recordar
Um grande empresário português marca uma audiência com José Sócrates,na Residência Oficial do Primeiro-Ministro.
Enquanto aguarda, encontra Armando Vara que o recebe com muitos abraços.
Quando é recebido pelo Primeiro-Ministro, sente falta da carteira e resolve abordar o assunto com o PM:
- Não sei como lhe hei-de dizer, Senhor Primeiro-Ministro, mas a minha carteira acabou de desaparecer!
E continuou:
- Tenho a certeza de que estava com ela ao entrar na sala de espera. Tive o cuidado de a guardar bem, após apresentar o BI ao segurança. Não quero fazer nenhuma insinuação, mas a única pessoa com quem estive depois disso foi o dr. Armando Vara, que está aqui na sala de espera ao lado.
O Primeiro-Ministro retira-se do gabinete. Pouco tempo depois, regressa com a carteira na mão.
Reconhecendo a sua carteira, o empresário comenta:
- Espero não ter causado nenhum problema pessoal entre o Senhor Primeiro-Ministro e o dr. Armando Vara.
Ao que José Sócrates responde:
- Não se preocupe! Ele nem percebeu!...
Enquanto aguarda, encontra Armando Vara que o recebe com muitos abraços.
Quando é recebido pelo Primeiro-Ministro, sente falta da carteira e resolve abordar o assunto com o PM:
- Não sei como lhe hei-de dizer, Senhor Primeiro-Ministro, mas a minha carteira acabou de desaparecer!
E continuou:
- Tenho a certeza de que estava com ela ao entrar na sala de espera. Tive o cuidado de a guardar bem, após apresentar o BI ao segurança. Não quero fazer nenhuma insinuação, mas a única pessoa com quem estive depois disso foi o dr. Armando Vara, que está aqui na sala de espera ao lado.
O Primeiro-Ministro retira-se do gabinete. Pouco tempo depois, regressa com a carteira na mão.
Reconhecendo a sua carteira, o empresário comenta:
- Espero não ter causado nenhum problema pessoal entre o Senhor Primeiro-Ministro e o dr. Armando Vara.
Ao que José Sócrates responde:
- Não se preocupe! Ele nem percebeu!...
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Negociatas
28/05/2011
Pioneiro da fotografia na Golegã
O Estúdio de Fotografia Carlos Relvas, na Golegã. A obra imperdível e tardiamente reconhecida de um pioneiro português (1838-1894).
A não perder!
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Fotografia
27/05/2011
26/05/2011
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