19/03/2011

Como um rio

O canal de TV francês Mezzo emitiu recentemente um espetáculo do grupo de Rabih Abou-Khalil, um artista de origem libanesa que vive na Europa desde a guerra civil que atingiu o seu país.

O interessante adicional desse espetáculo é a presença do fadista português Ricardo Ribeiro que o teu acompanhado em vários eventos, incluindo no album «Em Português» (ed. Enja, 2008) que pode ser ouvido aqui.

O espetáculo exibido pelo Mezzo é fabuloso e a voz densa de Ricardo Ribeiro balanceia com os sons de jazz de inspiração árabe, produzindo uma toada mediterrânica .

Indispensável!

18/03/2011

História de Portugal (versão brasuca)

Carlota Joaquina, espanhola de nascimento e casada com o Rei D. João VI era reconhecidamente adúltera, tal como sua mãe, Maria Luísa de Parma, que traía o marido, o Rei Carlos IV de Espanha, com o primeiro-ministro Manuel Godoy.

Raul Brandão conta no livro El Rei Junot uma história que demonstra a que ponto o casal real se incompatibilizou: "O príncipe regente (D. João VI) bota a cabeça de fora e, ao avistar a carruagem de Carlota Joaquina, berra num desespero:
- Parem! Parem! Voltem para trás que aí vem a p...!".

Carlota Joaquina era descrita como uma mulher horrível, coxa, baixa, de nariz vermelho, cheia de cáries e borbulhas (Alberto Pimentel no seu livro A Última Corte do Absolutismo em Portugal).

E agora, vejam a versão bem humorada dos brasileiros.

17/03/2011

A culpa da comunicação social

Como seria noticiada hoje em Portugal a história do Capuchinho Vermelho...

na TV portuguesa:

TELEJORNAL - RTP1
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia"

JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"

JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Proteção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da atual governação portuguesa."

na imprensa portuguesa:

CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"

JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"

Revista MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"

LUX
"Na cama com o lobo e a avó"

EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador". Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"

O PRIMEIRO DE JANEIRO
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"

CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte: Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."

MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:
"Veja o que só o lobo viu"

SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência"

16/03/2011

Golpe das Caldas

A 16 de Março de 1974 teve lugar o levantamento militar do quartel das Caldas da Rainha e que constituiu uma tentativa falhada de derrubar o governo de Marcelo Caetano.

Nos dias seguintes, assistir-se-ia a movimentos opostos por parte dos generais que constituiam a "brigada do reumático" - tentativa frustada de apoio ao regime por parte de militares retrógrados - e que terminaria com (a grande bronca) o derrube definitivo a 25 de abril.

15/03/2011

O "bom" aluno

A "cimeira europeia" sob olhar atento de cartoonista (in «Sol»).

14/03/2011

De gauche ou de droite?

De esquerda ou direita?

Quando um tipo de direita não gosta de armas, não as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.

Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.

Quando um tipo de direita é prejudicado no trabalho, reflete sobre a forma de sair desta situação e age em conformidade.
Quando um tipo de esquerda é prejudicado no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo.

Quando um tipo de direita não gosta de um debate emitido por televisão, apaga a televisão ou muda de canal.
Quando um tipo de esquerda não gosta de um debate emitido por televisão, quer prosseguir em justiça contra os sacanas que dizem essas sacanices. Se for caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.

Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão à Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão (com medo de retaliações, provavelmente).

Quando um tipo de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, seguidamente, compra os medicamentos receitados.
Quando um tipo de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à segurança social.

Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e punem o país.

Teste final:
Quando um tipo de direita lê este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda lê este teste, não o transfere de certeza.

NOTA: o original deste texto é em Francês.
Foi traduzido para português, para que os da esquerda também o pudessem perceber.

13/03/2011

O preço do café

O café uma bebida fantástica. Com origem na Etiópia, é atualmente cultivada em várias partes do mundo.

Nos último tempos, o preço não pára de subir!

O seu aroma é especial.

12/03/2011

Futuro perfeito

Este é o próximo futuro!

11/03/2011

Gadú caipira

A brasileira Maria Gadú, uma jovem e talentosa artista da nova geração de cantores e compositores da música popular brasileira, deu hoje à noite um espetáculo no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Para quem ouve os seus vídeos na internet ou escuta o seu (único) CD em que se exprime numa voz doce e suave como é "tradição" na música brasileira, não poderia apanhar maior susto com evento tão careta.

Lamentável a todos os títulos: fazendo-se acompanhar por uma orquestra ruidosa que abafava a voz da cantora, com a cabeça coberta com uma bóina cuja sombra escondia a cara, a sua música estava afogada num imenso ruído.

Para completar o drama, um acompanhante descabelado tocava de costas para a plateia, Gabú embebedava-se em copos de água e fazia comentários caipiras de quem parece chegado à Europa e fica de boca aberta.

Uma pena!



É a economia, estúpido!

10/03/2011

Tumbalalaika

Na Sinagoga Judaico-Portuguesa de Amesterdão, Holanda, assiste-se um fabuloso espetáculo Tumbalalaika.

A Sinagoga é iluminada apenas por velas e foi construída há várias centenas de anos e nunca foi eletrificada. O arco, assentos e tudo o mais foram feitos à mão por construtores de barcos.


Inexplicavelmente, durante a II Guerra Mundial, os nazis nunca se interessaram por esta preciosidade e jamais entraram nela. Encontra-se, portanto, intacta e tal como foi erguida.

09/03/2011

O amigo Kadafi


Em 2007 e em Lisboa, os opositores das mais sangrentas ditaduras africanas eram afastados pela polícia do regime socretino, tudo em nome dos aromas de petróleo.

Eu acuso, J'acuse

Tributo ao professor Castro Gomes (*)

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A coisa continuou: "Não reprove, que atrapalha". Não dê provas difíceis, pois "temos que respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, "prova não prova nada". Deixe o aluno "construir seu conhecimento." Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, "é o aluno que vai avaliar o professor". Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de "novo paradigma", prosseguiu a todo vapor, em vários setores: "o bandido é vítima da sociedade", "temos que mudar 'tudo isso que está aí'; "mais importante que ter conhecimento é ser 'crítico'."

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo".

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio cobarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos oprimidos"e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para "adequar a avaliação ao perfil dos alunos";

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu "tantos por cento";

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma "nova cultura de paz", pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da "vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os "cabeça – boa" que acham e ensinam que disciplina é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de copiar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos copiarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam "promoters" de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores regionais que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro".

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo."

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão.

É hora de repensarmos a educação e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

(*) O Professor Kássio Vinícius Castro Gomes foi assassinado, em dezembro de 2010, por um seu aluno universitário descontente com as notas baixas

NR - a Redação recomenda vivamente que este texto seja reproduzido e redistribuído porque constitui um lúcido alarme para todos os pais que têm filhos sob a ditadura do eduquês e para os que assistem ao suicídio da moderna civilização sob efeito do politicamente correto, do multiculturalismo, do populismo, da demagogia e do marxismo encapotado.

08/03/2011

8 de março

Porque hoje é um dia especial, recordemos mulheres que têm sofrido.
A afegã Bibi Aisha, de 18 anos, foi mutilada pelo marido no nariz e orelhas. Vive hoje nos Estados Unidos e recebeu um prótese que lhe reconstituiu o nariz.
A fotografia foi obtida pela sul.africana Jodi Bieber e venceu o World Press Photo 2011


 


07/03/2011

Fábula do motoqueiro e do passarinho

O motoqueiro vai a 140 km/h pela Avenida Brasil, em Lisboa. De repente, dá de encontro com um passarinho e não consegue desviar:

- "Catapuuum!", acerta no passarinho.

Pelo retrovisor, o rapaz vê o bichinho dando várias piruetas no ar e cair estendido no asfalto. Não contendo o remorso, pára a moto e volta para socorrer o bichinho.

O passarinho estava lá, agonizante. Bom samaritano, o motoqueiro recolhe a pequena ave e leva-a a correr a um veterinário próximo. Felizmente, o passarinho é logo atendido e cuidadosamente tratado e medicado.

Vendo o  bem sucedido atendimento, o motoqueiro vai à rua e compra a gaiolinha mais bonita que encontra.

Encerrado o atendimento de emergência, leva o passarinho ainda inconsciente para casa.

Atenciosamente, tem o cuidado de deixar um pedacinho de pão e água para o pássaro acidentado se alimentar assim que acordasse.

No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência. Ao despertar, o pequeno pássaro vê-se preso, cercado por grades. Olhando ao redor, vê um pedaço de pão e uma vasilha de água, no canto.

O bichinho, assustado, põe as asinhas na cabeça e grita:

- Porra, matei o motoqueiro!

06/03/2011

A luta continua camaradas

Para assinalar os 90 anos do partido-camarada e demonstrar o manicómio em que se tornou Portugal, a RTP far-se-á representar no Festival da Eurovisão 2011 (Düsseldorf, Alemanha) pelo pagode dos «Homens da Luta»!

Um excelente contributo, camaradas! Abaixo a reação!



90 anos do PCP

O outrora "paraíso na Terra", ainda adorado no PCP, é aqui desmontado.

Nos 90 anos do PCP, importa perguntar por onde andam os que se reclamam de herdeiros desta barbárie?

Akordo hortográphico

Há gente muito preocupada em combater o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Enfim, saudosismos!

Para os lados de Campolide, Lisboa, já está a ser preparada a nova versão 2015, já utilizada por um resturante da zona:

05/03/2011

Kadafi fala aos Portugueses

O grande coronel Ghadafi, amado líder da Líbia, dirigiu uma mensagem de solidariedade para com o povo português. Nesta época de Carnaval, é a mensagem mais apropriada que poderia ser feita.

Nota da Redação: o coronel admitiu a possibilidade de comparecer em Portugal a 12 de março para acompanhar a manifestação contra o governo socretino. Este jornal enviará um reporter para cobrir o evento.

04/03/2011

BR de burro?

Será que os automóveis comem erva?

A pergunta é legítima se tivermos em conta a atração fatal entre alguns automobilistas e espaços verdes. É o caso desta reportagem que aponta para um asno comedor de relva.

Idiota 01-03-BR


03/03/2011

Cenas campestres

Um abastado lavrador da Amareleja meteu-se no seu jipe e foi a um monte vizinho.

Bateu à porta.
Um miúdo de cerca de 9 anos vem abrir.

- O tê pai está em casa?
- Nã senhori foi a Évora.
- Bem, a tua mãe está em casa?
- Nã senhori ela também nã está. Foi com o mê pai.
- E o tê irmão Maneli? Ele está...
- Nã senhori, ele também foi com a mãe e com o pai.

O lavrador ficou ali uns minutos, mudando de um pé para o outro e resmungando sozinho.

- Posso ajudá-lo em alguma coisa, pergunta o rapaz delicadamente; ê sei onde estão as ferramentas; se quiser alguma emprestada; ou talvez possa dar um recado ao mê pai...!!

- Bem, diz o lavrador, com cara de chateado, realmente queria falar com o tê pai, por causa do tê irmão Maneli; ele engravidou a minha filha Raqueli.

O rapaz pensou por uns momentos...
- Lá disso nãa sêi, terá de falar com o mê pai. Se lhe servir de alguma ajuda para ir fazendo contas, ê sêi que o pai cobra 500 pelo touro, 100 pelo cavalo e 50 pelo porco, mas realmente nã sê quanto é que ele lhe vai levar pelo Maneli!...

02/03/2011

O iPad 2 pela mão do deus

O mago da Apple, Steve Jobs, participou de surpresa na sessão de anúncio do novo iPad 2 (vídeo da CNN).

Esta nova "varinha mágica" estará no mercado americano a 11 de Março e na Europa, a 25.


A verdade do Facebook

Infelizmente as coisas boas que uns fazem, outros aproveitam para fazer o mal.

Esta semana na televisão houve reportagem todos os dias com Joaquín López Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, o Hi5, Myspace, Sonico, Netlog, etc , e o perigo do seu uso. Vem uma reportagem diária no jornal «Milénio», sobre como os sequestradores têm como fonte de informação direta e confiável nos blogs do Facebook e do Hi5.

Entrevistaram uns sequestradores que dizem que entram na rede e vêm os rostos, a casa, os carros, as fotos de viagem e sabem o nível social e económico que têm os utilizadores. Na televisão, um deles declarou que antes investigavam muito para conhecer os candidatos a sequestros, mas que agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede, já não se enganam e nem têm que investigar onde vivem, que escola frequentam, para onde viajam, quem são os país, irmãos e amigos.

Passou-se com Alejandro Marti, (jovem mexicano morto pelos seus sequestradores) que colocava tudo. A familia acaba de fechar o seu blog depois de dar conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que o jovem colocou com alegría e sem suspeitar que estava a ajudar a quem o matou. Protejam os vossos filhos e protejam-se. Não coloquem informação íntima e pessoal na rede.

A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'

O Facebook está a vender a informação dos seus usuários ao maior espião.
Cito textualmente: 'O que muitos utilizadores não sabem é que, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, ao fazer click no quadro "aceito", os utilizadores autorizam e consentem ao Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda a informação e imagens que publicam.'

Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao Facebook o uso vitalício e transferível, junto com os direitos de distribuição , de tudo o que colocam na sua página Web.' Os termos de uso reserva ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo do usuário" a outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários convertem as suas fotografías em publicidade, tranformando um comércio privado num pertence público.

De repente tudo o que os seus membros publicaram, incluindo as suas fotografías pessoais, a sua tendencia política , o estado das suas relações afetivas, interesses individuais e até a morada de casa , foi enviado sem autorização expressa a milhares de usuários.

Há que acreditar em Mr. Melber quando assegura que muitos empregadores americanos ao avaliar os C.V., consultam o Facebook para conhecer intimidades dos candidatos. A prova de que uma página no Facebook não é privada, evidenciou-se num conhecido caso da Universidade John Brown que expulsou um estudante quando descobriu uma foto que colocou no Facebook vestido de travesti. Outra evidência aconteceu quando um agente do Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo ano Saúl Martínez, por um comentário que publicou contra o presidente. E para cúmulo, o assunto não termina quando os utilizadores cancelem a sua conta : as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso de quererem reativar a sua conta ; o utilizador não é retirado, inclusivé, quando morre. De acordo com as 'condições de uso,' os membros não podem obrigar que o Facebook retire os dados e imagens dos seus dados, já que quando o falecido aceitou o contrato virtual, concedeu ao Facebook o direito de mantê-lo activo sob um status especial de partilha por um período de tempo determinado para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o defunto.

Saibam os utilizadores do Facebook que são participantes indefesos de um cenário que os académicos qualificam como o caso de espionagem maior na história da humanidade.

Convertem-se de forma inconsciente nos percursores no fenómeno de 'Big Brother'. Alusão direta à intromissão abusiva do estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita en 1932 pelo britânico Aldous Huxley: "Um Mundo Feliz" ("1984").

Gestão por objetivos

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.

Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.

- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.

O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?

- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra..
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objetivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária....!


01/03/2011

A força

28/02/2011

Hoje é fim do mês

27/02/2011

Novas oportunidades de emprego

ENTREVISTA PARA EMPREGO NUMA EMPRESA PÚBLICA

1º) Candidato formado na Lusíada:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Ora, é um pensamento.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque um pensamento ocorre quase instantaneamente.
Diretor: - Muito bem, excelente resposta.

2º) Candidato formado na Católica:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Um piscar de olhos.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque e tão rápido que às vezes nem vemos.
Diretor: - Ótimo.

3º) Candidato formado na Faculdade de Engenharia:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - A eletricidade.
Director: - Porquê?
Candidato: - Veja, ao ligarmos um interruptor, acendemos uma lâmpada a 5km de distância instantaneamente.
Diretor: - Excelente.

4º) Candidato fazendo curso em Novas Oportunidades:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Uma diarreia...
Diretor: - Como assim? Está brincando? Explique isso...
Candidato: - Isso mesmo. Ontem a noite eu tive uma diarreia tão forte, que antes que eu pudesse pensar, piscar os olhos ou acender a luz, já me tinha cagado todo...
Diretor: - O emprego é seu!

Fundamento técnico e cálculo não é tudo já que entender de cagadas é o que é preciso numa empresa pública.

26/02/2011

Matemática de mendigo profissional

Preste atenção nesta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática:

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centimos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para 'encher o saco' por causa disto.

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fomos entrevistar uma mulher que pede esmolas e que sempre vejo trocar seus rendimentos na padaria. Então perguntámos-lhe quanto ela faturava por dia.

Imaginam o que respondeu.
É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média € 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História:
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos professor) e, pelo vistos, ser estagiário e professor, é pior que ser mendigo...

Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor. Estude a vida toda e peça esmolas pois é mais fácil e melhor do que arranjar emprego.

E ainda falta o Rendimento Social de Inserção pago por todos e que a mendiga diz receber mensalmente, no valor de 425 €.
Bora lá mendigar!
 
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrões.

25/02/2011

Rali

Os velhos bólides:

24/02/2011

A janela

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...
 Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveirasAo vento suão queimada
(Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!

Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...

Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?

Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protetor
Dos seus
Que mais faz sofrer?

Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

?Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?

Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida
- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...

Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!

Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acaciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!,
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!

O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo!, que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me,
Deixando só, nulo, vácuos,
A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...

E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.

Vento suão!, obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!

E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.

José Régio
in «Toada de Portalegre»

Poema


23/02/2011

O mundo islâmico pegou fogo

Depois do Irão e da Tunisia, depois do Egito, do Bahrein e do Iémen, a Líbia do louco criminoso Muammar al-Gaddafi entra em ciclo infernal de destruição.

Em África, de norte a sul, de leste a oeste, as cópias de ditadores estão junto dos televisores enquanto receiam que as massas populares resolvem seguir o exemplo da rua "árabe" e, finalmente, deixem de ser camelos.

Elites e negócios

Tudo muito escondidinho, mas aqui se se demonstram e expõem as mordomias que as elites distribuem entre si, conduzindo Portugal para um buraco. As empresas do Estado são um meio de acumulação primitiva.

É fartar à vilanagem, aqui e aqui!

22/02/2011

A miúda dos gatos...

Na Namíbia, uma verdadeira "Arca de Noé" conduzida por bela moça:


21/02/2011

Idiota XL

Em várias cidades portuguesas, há bairros onde não é permitido circular com veículos pesados. É natural, já que são zonas habitacionais, com jardins, passeios e zonas de lazer.

Mas o abuso, descaramento e estupidez de certos motoristas de pesados, é infinito. A despeito da apropriada sinalização de proibição de circulação, há sempre um idiota que entende que isso não o impede de levar o monstro para casa e, já agora, em cima do passeio.

Diga-se de passagem, o peso de um monstro destes, destroi a calçada e rebenta com tubagens de água, de eletricidade e de comunicações que existam no subsolo. Fantástico, não é?


Idiota 49-52-XL com atrelado L-190523

20/02/2011

Jardim zoológico

A nossa reportagem registou hoje, no Jardim Zoológico de Lisboa, o momento em que era trasmitida a intervenção de um certo primeiro-ministro.

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