Tributo ao professor Castro Gomes (*)
Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A coisa continuou: "Não reprove, que atrapalha". Não dê provas difíceis, pois "temos que respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, "prova não prova nada". Deixe o aluno "construir seu conhecimento." Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, "é o aluno que vai avaliar o professor". Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de "novo paradigma", prosseguiu a todo vapor, em vários setores: "o bandido é vítima da sociedade", "temos que mudar 'tudo isso que está aí'; "mais importante que ter conhecimento é ser 'crítico'."
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo".
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio cobarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos oprimidos"e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para "adequar a avaliação ao perfil dos alunos";
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu "tantos por cento";
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma "nova cultura de paz", pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da "vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os "cabeça – boa" que acham e ensinam que disciplina é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito;
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de copiar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos copiarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam "promoters" de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores regionais que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro".
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo."
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão.
É hora de repensarmos a educação e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.
(*) O Professor Kássio Vinícius Castro Gomes foi assassinado, em dezembro de 2010, por um seu aluno universitário descontente com as notas baixas
NR - a Redação recomenda vivamente que este texto seja reproduzido e redistribuído porque constitui um lúcido alarme para todos os pais que têm filhos sob a ditadura do eduquês e para os que assistem ao suicídio da moderna civilização sob efeito do politicamente correto, do multiculturalismo, do populismo, da demagogia e do marxismo encapotado.
09/03/2011
08/03/2011
8 de março
Porque hoje é um dia especial, recordemos mulheres que têm sofrido.
A afegã Bibi Aisha, de 18 anos, foi mutilada pelo marido no nariz e orelhas. Vive hoje nos Estados Unidos e recebeu um prótese que lhe reconstituiu o nariz.
A fotografia foi obtida pela sul.africana Jodi Bieber e venceu o World Press Photo 2011

A afegã Bibi Aisha, de 18 anos, foi mutilada pelo marido no nariz e orelhas. Vive hoje nos Estados Unidos e recebeu um prótese que lhe reconstituiu o nariz.
A fotografia foi obtida pela sul.africana Jodi Bieber e venceu o World Press Photo 2011

07/03/2011
Fábula do motoqueiro e do passarinho
O motoqueiro vai a 140 km/h pela Avenida Brasil, em Lisboa. De repente, dá de encontro com um passarinho e não consegue desviar:
- "Catapuuum!", acerta no passarinho.
Pelo retrovisor, o rapaz vê o bichinho dando várias piruetas no ar e cair estendido no asfalto. Não contendo o remorso, pára a moto e volta para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, agonizante. Bom samaritano, o motoqueiro recolhe a pequena ave e leva-a a correr a um veterinário próximo. Felizmente, o passarinho é logo atendido e cuidadosamente tratado e medicado.
Vendo o bem sucedido atendimento, o motoqueiro vai à rua e compra a gaiolinha mais bonita que encontra.
Encerrado o atendimento de emergência, leva o passarinho ainda inconsciente para casa.
Atenciosamente, tem o cuidado de deixar um pedacinho de pão e água para o pássaro acidentado se alimentar assim que acordasse.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência. Ao despertar, o pequeno pássaro vê-se preso, cercado por grades. Olhando ao redor, vê um pedaço de pão e uma vasilha de água, no canto.
O bichinho, assustado, põe as asinhas na cabeça e grita:
- Porra, matei o motoqueiro!
- "Catapuuum!", acerta no passarinho.
Pelo retrovisor, o rapaz vê o bichinho dando várias piruetas no ar e cair estendido no asfalto. Não contendo o remorso, pára a moto e volta para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, agonizante. Bom samaritano, o motoqueiro recolhe a pequena ave e leva-a a correr a um veterinário próximo. Felizmente, o passarinho é logo atendido e cuidadosamente tratado e medicado.
Vendo o bem sucedido atendimento, o motoqueiro vai à rua e compra a gaiolinha mais bonita que encontra.
Encerrado o atendimento de emergência, leva o passarinho ainda inconsciente para casa.
Atenciosamente, tem o cuidado de deixar um pedacinho de pão e água para o pássaro acidentado se alimentar assim que acordasse.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência. Ao despertar, o pequeno pássaro vê-se preso, cercado por grades. Olhando ao redor, vê um pedaço de pão e uma vasilha de água, no canto.
O bichinho, assustado, põe as asinhas na cabeça e grita:
- Porra, matei o motoqueiro!
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Opinião
06/03/2011
A luta continua camaradas
Para assinalar os 90 anos do partido-camarada e demonstrar o manicómio em que se tornou Portugal, a RTP far-se-á representar no Festival da Eurovisão 2011 (Düsseldorf, Alemanha) pelo pagode dos «Homens da Luta»!
Um excelente contributo, camaradas! Abaixo a reação!
Um excelente contributo, camaradas! Abaixo a reação!
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Televisão
90 anos do PCP
O outrora "paraíso na Terra", ainda adorado no PCP, é aqui desmontado.
Nos 90 anos do PCP, importa perguntar por onde andam os que se reclamam de herdeiros desta barbárie?
Nos 90 anos do PCP, importa perguntar por onde andam os que se reclamam de herdeiros desta barbárie?
Akordo hortográphico
Há gente muito preocupada em combater o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Enfim, saudosismos!
Para os lados de Campolide, Lisboa, já está a ser preparada a nova versão 2015, já utilizada por um resturante da zona:
Para os lados de Campolide, Lisboa, já está a ser preparada a nova versão 2015, já utilizada por um resturante da zona:
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Idiota
05/03/2011
Kadafi fala aos Portugueses
O grande coronel Ghadafi, amado líder da Líbia, dirigiu uma mensagem de solidariedade para com o povo português. Nesta época de Carnaval, é a mensagem mais apropriada que poderia ser feita.
Nota da Redação: o coronel admitiu a possibilidade de comparecer em Portugal a 12 de março para acompanhar a manifestação contra o governo socretino. Este jornal enviará um reporter para cobrir o evento.
Nota da Redação: o coronel admitiu a possibilidade de comparecer em Portugal a 12 de março para acompanhar a manifestação contra o governo socretino. Este jornal enviará um reporter para cobrir o evento.
04/03/2011
BR de burro?
Será que os automóveis comem erva?
A pergunta é legítima se tivermos em conta a atração fatal entre alguns automobilistas e espaços verdes. É o caso desta reportagem que aponta para um asno comedor de relva.
A pergunta é legítima se tivermos em conta a atração fatal entre alguns automobilistas e espaços verdes. É o caso desta reportagem que aponta para um asno comedor de relva.
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| Idiota 01-03-BR |
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Idiota
03/03/2011
Cenas campestres
Um abastado lavrador da Amareleja meteu-se no seu jipe e foi a um monte vizinho.
Bateu à porta.
Um miúdo de cerca de 9 anos vem abrir.
- O tê pai está em casa?
- Nã senhori foi a Évora.
- Bem, a tua mãe está em casa?
- Nã senhori ela também nã está. Foi com o mê pai.
- E o tê irmão Maneli? Ele está...
- Nã senhori, ele também foi com a mãe e com o pai.
O lavrador ficou ali uns minutos, mudando de um pé para o outro e resmungando sozinho.
- Posso ajudá-lo em alguma coisa, pergunta o rapaz delicadamente; ê sei onde estão as ferramentas; se quiser alguma emprestada; ou talvez possa dar um recado ao mê pai...!!
- Bem, diz o lavrador, com cara de chateado, realmente queria falar com o tê pai, por causa do tê irmão Maneli; ele engravidou a minha filha Raqueli.
O rapaz pensou por uns momentos...
- Lá disso nãa sêi, terá de falar com o mê pai. Se lhe servir de alguma ajuda para ir fazendo contas, ê sêi que o pai cobra 500 pelo touro, 100 pelo cavalo e 50 pelo porco, mas realmente nã sê quanto é que ele lhe vai levar pelo Maneli!...
Bateu à porta.
Um miúdo de cerca de 9 anos vem abrir.
- O tê pai está em casa?
- Nã senhori foi a Évora.
- Bem, a tua mãe está em casa?
- Nã senhori ela também nã está. Foi com o mê pai.
- E o tê irmão Maneli? Ele está...
- Nã senhori, ele também foi com a mãe e com o pai.
O lavrador ficou ali uns minutos, mudando de um pé para o outro e resmungando sozinho.
- Posso ajudá-lo em alguma coisa, pergunta o rapaz delicadamente; ê sei onde estão as ferramentas; se quiser alguma emprestada; ou talvez possa dar um recado ao mê pai...!!
- Bem, diz o lavrador, com cara de chateado, realmente queria falar com o tê pai, por causa do tê irmão Maneli; ele engravidou a minha filha Raqueli.
O rapaz pensou por uns momentos...
- Lá disso nãa sêi, terá de falar com o mê pai. Se lhe servir de alguma ajuda para ir fazendo contas, ê sêi que o pai cobra 500 pelo touro, 100 pelo cavalo e 50 pelo porco, mas realmente nã sê quanto é que ele lhe vai levar pelo Maneli!...
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My God
02/03/2011
O iPad 2 pela mão do deus
O mago da Apple, Steve Jobs, participou de surpresa na sessão de anúncio do novo iPad 2 (vídeo da CNN).
Esta nova "varinha mágica" estará no mercado americano a 11 de Março e na Europa, a 25.
Esta nova "varinha mágica" estará no mercado americano a 11 de Março e na Europa, a 25.
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Tecnologia
A verdade do Facebook
Infelizmente as coisas boas que uns fazem, outros aproveitam para fazer o mal.
Esta semana na televisão houve reportagem todos os dias com Joaquín López Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, o Hi5, Myspace, Sonico, Netlog, etc , e o perigo do seu uso. Vem uma reportagem diária no jornal «Milénio», sobre como os sequestradores têm como fonte de informação direta e confiável nos blogs do Facebook e do Hi5.
Entrevistaram uns sequestradores que dizem que entram na rede e vêm os rostos, a casa, os carros, as fotos de viagem e sabem o nível social e económico que têm os utilizadores. Na televisão, um deles declarou que antes investigavam muito para conhecer os candidatos a sequestros, mas que agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede, já não se enganam e nem têm que investigar onde vivem, que escola frequentam, para onde viajam, quem são os país, irmãos e amigos.
Passou-se com Alejandro Marti, (jovem mexicano morto pelos seus sequestradores) que colocava tudo. A familia acaba de fechar o seu blog depois de dar conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que o jovem colocou com alegría e sem suspeitar que estava a ajudar a quem o matou. Protejam os vossos filhos e protejam-se. Não coloquem informação íntima e pessoal na rede.
A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'
O Facebook está a vender a informação dos seus usuários ao maior espião.
Cito textualmente: 'O que muitos utilizadores não sabem é que, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, ao fazer click no quadro "aceito", os utilizadores autorizam e consentem ao Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda a informação e imagens que publicam.'
Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao Facebook o uso vitalício e transferível, junto com os direitos de distribuição , de tudo o que colocam na sua página Web.' Os termos de uso reserva ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo do usuário" a outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários convertem as suas fotografías em publicidade, tranformando um comércio privado num pertence público.
De repente tudo o que os seus membros publicaram, incluindo as suas fotografías pessoais, a sua tendencia política , o estado das suas relações afetivas, interesses individuais e até a morada de casa , foi enviado sem autorização expressa a milhares de usuários.
Há que acreditar em Mr. Melber quando assegura que muitos empregadores americanos ao avaliar os C.V., consultam o Facebook para conhecer intimidades dos candidatos. A prova de que uma página no Facebook não é privada, evidenciou-se num conhecido caso da Universidade John Brown que expulsou um estudante quando descobriu uma foto que colocou no Facebook vestido de travesti. Outra evidência aconteceu quando um agente do Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo ano Saúl Martínez, por um comentário que publicou contra o presidente. E para cúmulo, o assunto não termina quando os utilizadores cancelem a sua conta : as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso de quererem reativar a sua conta ; o utilizador não é retirado, inclusivé, quando morre. De acordo com as 'condições de uso,' os membros não podem obrigar que o Facebook retire os dados e imagens dos seus dados, já que quando o falecido aceitou o contrato virtual, concedeu ao Facebook o direito de mantê-lo activo sob um status especial de partilha por um período de tempo determinado para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o defunto.
Saibam os utilizadores do Facebook que são participantes indefesos de um cenário que os académicos qualificam como o caso de espionagem maior na história da humanidade.
Convertem-se de forma inconsciente nos percursores no fenómeno de 'Big Brother'. Alusão direta à intromissão abusiva do estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita en 1932 pelo britânico Aldous Huxley: "Um Mundo Feliz" ("1984").
Esta semana na televisão houve reportagem todos os dias com Joaquín López Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, o Hi5, Myspace, Sonico, Netlog, etc , e o perigo do seu uso. Vem uma reportagem diária no jornal «Milénio», sobre como os sequestradores têm como fonte de informação direta e confiável nos blogs do Facebook e do Hi5.
Entrevistaram uns sequestradores que dizem que entram na rede e vêm os rostos, a casa, os carros, as fotos de viagem e sabem o nível social e económico que têm os utilizadores. Na televisão, um deles declarou que antes investigavam muito para conhecer os candidatos a sequestros, mas que agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede, já não se enganam e nem têm que investigar onde vivem, que escola frequentam, para onde viajam, quem são os país, irmãos e amigos.
Passou-se com Alejandro Marti, (jovem mexicano morto pelos seus sequestradores) que colocava tudo. A familia acaba de fechar o seu blog depois de dar conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que o jovem colocou com alegría e sem suspeitar que estava a ajudar a quem o matou. Protejam os vossos filhos e protejam-se. Não coloquem informação íntima e pessoal na rede.
A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'
O Facebook está a vender a informação dos seus usuários ao maior espião.
Cito textualmente: 'O que muitos utilizadores não sabem é que, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, ao fazer click no quadro "aceito", os utilizadores autorizam e consentem ao Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda a informação e imagens que publicam.'
Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao Facebook o uso vitalício e transferível, junto com os direitos de distribuição , de tudo o que colocam na sua página Web.' Os termos de uso reserva ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo do usuário" a outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários convertem as suas fotografías em publicidade, tranformando um comércio privado num pertence público.
De repente tudo o que os seus membros publicaram, incluindo as suas fotografías pessoais, a sua tendencia política , o estado das suas relações afetivas, interesses individuais e até a morada de casa , foi enviado sem autorização expressa a milhares de usuários.
Há que acreditar em Mr. Melber quando assegura que muitos empregadores americanos ao avaliar os C.V., consultam o Facebook para conhecer intimidades dos candidatos. A prova de que uma página no Facebook não é privada, evidenciou-se num conhecido caso da Universidade John Brown que expulsou um estudante quando descobriu uma foto que colocou no Facebook vestido de travesti. Outra evidência aconteceu quando um agente do Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo ano Saúl Martínez, por um comentário que publicou contra o presidente. E para cúmulo, o assunto não termina quando os utilizadores cancelem a sua conta : as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso de quererem reativar a sua conta ; o utilizador não é retirado, inclusivé, quando morre. De acordo com as 'condições de uso,' os membros não podem obrigar que o Facebook retire os dados e imagens dos seus dados, já que quando o falecido aceitou o contrato virtual, concedeu ao Facebook o direito de mantê-lo activo sob um status especial de partilha por um período de tempo determinado para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o defunto.
Saibam os utilizadores do Facebook que são participantes indefesos de um cenário que os académicos qualificam como o caso de espionagem maior na história da humanidade.
Convertem-se de forma inconsciente nos percursores no fenómeno de 'Big Brother'. Alusão direta à intromissão abusiva do estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita en 1932 pelo britânico Aldous Huxley: "Um Mundo Feliz" ("1984").
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Opinião
Gestão por objetivos
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra..
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objetivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária....!
Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra..
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objetivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária....!
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Opinião
01/03/2011
28/02/2011
27/02/2011
Novas oportunidades de emprego
ENTREVISTA PARA EMPREGO NUMA EMPRESA PÚBLICA
1º) Candidato formado na Lusíada:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Ora, é um pensamento.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque um pensamento ocorre quase instantaneamente.
Diretor: - Muito bem, excelente resposta.
2º) Candidato formado na Católica:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Um piscar de olhos.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque e tão rápido que às vezes nem vemos.
Diretor: - Ótimo.
3º) Candidato formado na Faculdade de Engenharia:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - A eletricidade.
Director: - Porquê?
Candidato: - Veja, ao ligarmos um interruptor, acendemos uma lâmpada a 5km de distância instantaneamente.
Diretor: - Excelente.
4º) Candidato fazendo curso em Novas Oportunidades:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Uma diarreia...
Diretor: - Como assim? Está brincando? Explique isso...
Candidato: - Isso mesmo. Ontem a noite eu tive uma diarreia tão forte, que antes que eu pudesse pensar, piscar os olhos ou acender a luz, já me tinha cagado todo...
Diretor: - O emprego é seu!
Fundamento técnico e cálculo não é tudo já que entender de cagadas é o que é preciso numa empresa pública.
1º) Candidato formado na Lusíada:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Ora, é um pensamento.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque um pensamento ocorre quase instantaneamente.
Diretor: - Muito bem, excelente resposta.
2º) Candidato formado na Católica:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Um piscar de olhos.
Diretor: - Porquê?
Candidato: - Porque e tão rápido que às vezes nem vemos.
Diretor: - Ótimo.
3º) Candidato formado na Faculdade de Engenharia:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - A eletricidade.
Director: - Porquê?
Candidato: - Veja, ao ligarmos um interruptor, acendemos uma lâmpada a 5km de distância instantaneamente.
Diretor: - Excelente.
4º) Candidato fazendo curso em Novas Oportunidades:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Uma diarreia...
Diretor: - Como assim? Está brincando? Explique isso...
Candidato: - Isso mesmo. Ontem a noite eu tive uma diarreia tão forte, que antes que eu pudesse pensar, piscar os olhos ou acender a luz, já me tinha cagado todo...
Diretor: - O emprego é seu!
Fundamento técnico e cálculo não é tudo já que entender de cagadas é o que é preciso numa empresa pública.
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Socialismo
26/02/2011
Matemática de mendigo profissional
Preste atenção nesta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática:
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centimos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fomos entrevistar uma mulher que pede esmolas e que sempre vejo trocar seus rendimentos na padaria. Então perguntámos-lhe quanto ela faturava por dia.
Imaginam o que respondeu.
É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média € 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História:
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centimos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fomos entrevistar uma mulher que pede esmolas e que sempre vejo trocar seus rendimentos na padaria. Então perguntámos-lhe quanto ela faturava por dia.
Imaginam o que respondeu.
É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média € 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História:
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos professor) e, pelo vistos, ser estagiário e professor, é pior que ser mendigo...
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor. Estude a vida toda e peça esmolas pois é mais fácil e melhor do que arranjar emprego.
E ainda falta o Rendimento Social de Inserção pago por todos e que a mendiga diz receber mensalmente, no valor de 425 €.
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor. Estude a vida toda e peça esmolas pois é mais fácil e melhor do que arranjar emprego.
E ainda falta o Rendimento Social de Inserção pago por todos e que a mendiga diz receber mensalmente, no valor de 425 €.
Bora lá mendigar!
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrões.
Etiquetas:
Economia,
Socialismo
24/02/2011
A janela
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveirasAo vento suão queimada
(Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela
Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!
Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...
Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protetor
Dos seus
Que mais faz sofrer?
Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...
?Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida
- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...
Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!
Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acaciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!,
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!
O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo!, que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me,
Deixando só, nulo, vácuos,
A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...
E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.
Vento suão!, obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!
E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.
José Régio
in «Toada de Portalegre»
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveirasAo vento suão queimada
(Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela
Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!
Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...
Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protetor
Dos seus
Que mais faz sofrer?
Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...
?Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida
- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...
Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!
Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acaciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!,
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!
O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo!, que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me,
Deixando só, nulo, vácuos,
A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...
E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.
Vento suão!, obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!
E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.
José Régio
in «Toada de Portalegre»
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| Poema |
23/02/2011
O mundo islâmico pegou fogo
Depois do Irão e da Tunisia, depois do Egito, do Bahrein e do Iémen, a Líbia do louco criminoso Muammar al-Gaddafi entra em ciclo infernal de destruição.
Em África, de norte a sul, de leste a oeste, as cópias de ditadores estão junto dos televisores enquanto receiam que as massas populares resolvem seguir o exemplo da rua "árabe" e, finalmente, deixem de ser camelos.
Em África, de norte a sul, de leste a oeste, as cópias de ditadores estão junto dos televisores enquanto receiam que as massas populares resolvem seguir o exemplo da rua "árabe" e, finalmente, deixem de ser camelos.
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História
22/02/2011
21/02/2011
Idiota XL
Em várias cidades portuguesas, há bairros onde não é permitido circular com veículos pesados. É natural, já que são zonas habitacionais, com jardins, passeios e zonas de lazer.
Mas o abuso, descaramento e estupidez de certos motoristas de pesados, é infinito. A despeito da apropriada sinalização de proibição de circulação, há sempre um idiota que entende que isso não o impede de levar o monstro para casa e, já agora, em cima do passeio.
Diga-se de passagem, o peso de um monstro destes, destroi a calçada e rebenta com tubagens de água, de eletricidade e de comunicações que existam no subsolo. Fantástico, não é?
Mas o abuso, descaramento e estupidez de certos motoristas de pesados, é infinito. A despeito da apropriada sinalização de proibição de circulação, há sempre um idiota que entende que isso não o impede de levar o monstro para casa e, já agora, em cima do passeio.
Diga-se de passagem, o peso de um monstro destes, destroi a calçada e rebenta com tubagens de água, de eletricidade e de comunicações que existam no subsolo. Fantástico, não é?
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| Idiota 49-52-XL com atrelado L-190523 |
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Idiota
20/02/2011
Jardim zoológico
A nossa reportagem registou hoje, no Jardim Zoológico de Lisboa, o momento em que era trasmitida a intervenção de um certo primeiro-ministro.
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Fotografia
19/02/2011
Enganar a malta
Os portugueses estão cada vez mais fartos das mentiras socretinas.
Anteontem foi um TGV, ontem foram as SCUT pagas, hoje é a crise internacional, amanhã é a oposição. De truque em truque, de mentira em mentira, de freeport a face oculta, os portugueses vão vendo que já começou uma nova campanha eleitoral.
As medidas indispensáveis à recuperação da economia portuguesas vão sendo empurradas com a barriga para o dia de São Nunca à Tarde, na exata medida em que os socretinos esperam pelo milagre das rosas que venha do regaço da Senhora Merkel...
Esta semana, mais opiniões abalizadas - Alexandre Soares dos Santos (Jerónimo Martins) e José António Saraiva (SOL) - dizem abertamente que é tempo de acabar com mentiras e os truques.
Em suma: a crise está bem aí e é preciso correr com os bandalhos.
Anteontem foi um TGV, ontem foram as SCUT pagas, hoje é a crise internacional, amanhã é a oposição. De truque em truque, de mentira em mentira, de freeport a face oculta, os portugueses vão vendo que já começou uma nova campanha eleitoral.
As medidas indispensáveis à recuperação da economia portuguesas vão sendo empurradas com a barriga para o dia de São Nunca à Tarde, na exata medida em que os socretinos esperam pelo milagre das rosas que venha do regaço da Senhora Merkel...
Esta semana, mais opiniões abalizadas - Alexandre Soares dos Santos (Jerónimo Martins) e José António Saraiva (SOL) - dizem abertamente que é tempo de acabar com mentiras e os truques.
Em suma: a crise está bem aí e é preciso correr com os bandalhos.
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Economia,
Socialismo
Maracujá
Levada para todo o mundo pelos navegadores portugueses, o maracujá é um fruto que é um prodígio da natureza.
É originário dos territórios do Brasil, Paraguai e Argentina. Muito rico e vitaminas, é igualmente de uma beleza intrigante.
É originário dos territórios do Brasil, Paraguai e Argentina. Muito rico e vitaminas, é igualmente de uma beleza intrigante.
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Fotografia
18/02/2011
Discurso socretino
Portugueses:
Já não era sem tempo!
Mais uma notícia que permite aos portugueses sentirem orgulho...
Um estudo conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Um outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de vinho por ano.
Portanto, a conclusão é:
Cada português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, é económico!
Como veem, nem tudo está mal, neste País!
Já não era sem tempo!
Mais uma notícia que permite aos portugueses sentirem orgulho...
Um estudo conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Um outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de vinho por ano.
Portanto, a conclusão é:
Cada português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, é económico!
Como veem, nem tudo está mal, neste País!
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Idiota,
Socialismo
17/02/2011
16/02/2011
Tempos janotas
Situação - o fim das férias
ANO 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
ANO 2010:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Situação - chega o dia de mudança do horário de verão para inverno
ANO 1978:
Não se passa nada.
ANO 2010:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação - o Pedro está a pensar em ir até ao monte depois das aulas; assim que entra no colégio, mostra uma navalha ao João, com a qual espera fazer uma figa
ANO 1978:
O diretor da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
ANO 2010:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação - o Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas
ANO 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
ANO 2010:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, o Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação - o Jaime não pára quieto nas aulas e interrompe e incomoda os colega.
ANO 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Diretor, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
ANO 2010:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação - o Luís parte o vidro de um carro do bairro; o pai saca de um cinto e prega-lhe umas boas chicotadas
ANO 1978:
O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
ANO 2010:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação - o Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho; a professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar e abraça-o para o consolar.
ANO 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
ANO 2010:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação - um menino branco e outro negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro.
ANO 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
ANO 2010:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação - fazias uma asneira na sala de aula.
ANO 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
ANO 2010:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
ANO 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
ANO 2010:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Situação - chega o dia de mudança do horário de verão para inverno
ANO 1978:
Não se passa nada.
ANO 2010:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação - o Pedro está a pensar em ir até ao monte depois das aulas; assim que entra no colégio, mostra uma navalha ao João, com a qual espera fazer uma figa
ANO 1978:
O diretor da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
ANO 2010:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação - o Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas
ANO 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
ANO 2010:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, o Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação - o Jaime não pára quieto nas aulas e interrompe e incomoda os colega.
ANO 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Diretor, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
ANO 2010:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação - o Luís parte o vidro de um carro do bairro; o pai saca de um cinto e prega-lhe umas boas chicotadas
ANO 1978:
O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
ANO 2010:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação - o Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho; a professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar e abraça-o para o consolar.
ANO 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
ANO 2010:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação - um menino branco e outro negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro.
ANO 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
ANO 2010:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação - fazias uma asneira na sala de aula.
ANO 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
ANO 2010:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
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Socialismo,
Televisão
15/02/2011
14/02/2011
13/02/2011
As amantes
Marido e mulher estão a jantar num belo restaurante quando entra uma rapariga absolutamente fantástica, que se dirige à mesa deles, dá um beijo apaixonado ao marido, diz:
- Vemo-nos mais tarde... - e vai-se embora.
A mulher fita o marido furiosa e pergunta:
- Quem diabo era aquela?
- Oh - responde o marido, - é a minha amante.
- Ah é? Pois esta foi a última gota de água! - diz a mulher - Para mim chega! Quero o divórcio!
- Compreendo - responde o marido, - mas lembra-te que, se nos divorciarmos acabam-se as compras em Paris, os Invernos na República Domincana, os Verões em Itália, os Porsches e Ferraris na garagem e o Iate. Mas a decisão é tua.
Nesse momento entra um amigo comum no restaurante com uma loura estonteante pelo braço.
- Quem é aquela mulher que entrou com o Bernardo? - pergunta ela.
- É a amante dele! - responde o marido.
- A nossa é mais bonita! - responde a mulher ...
- Vemo-nos mais tarde... - e vai-se embora.
A mulher fita o marido furiosa e pergunta:
- Quem diabo era aquela?
- Oh - responde o marido, - é a minha amante.
- Ah é? Pois esta foi a última gota de água! - diz a mulher - Para mim chega! Quero o divórcio!
- Compreendo - responde o marido, - mas lembra-te que, se nos divorciarmos acabam-se as compras em Paris, os Invernos na República Domincana, os Verões em Itália, os Porsches e Ferraris na garagem e o Iate. Mas a decisão é tua.
Nesse momento entra um amigo comum no restaurante com uma loura estonteante pelo braço.
- Quem é aquela mulher que entrou com o Bernardo? - pergunta ela.
- É a amante dele! - responde o marido.
- A nossa é mais bonita! - responde a mulher ...
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My God
Se eu fosse o Primeiro-Ministro de Portugal
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, colocaria no Ministério da Agricultura um adiantado mental que declararia no seu discurso de tomada de posse "De agricultura, eu não percebo nada" antes de passar a destruir o sector, entregando a produção à França e recebendo subsídios para não produzir, sem substituir a perda com algo que criasse empregos e desenvolvesse o sector numa base sustentável. O resultado do meu excelente empenho seria visível para quem visitasse a fronteira com a Espanha. De um lado, glória, Do outro, miséria.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, deixaria a União Europeia ficar com o sector das pescas e apesar de ter a décima maior Zona Económica Exclusiva no mundo, eu permitiria que barcos espanhóis pescassem nas águas portuguesas, enquanto os meus pescadores ficassem banidos do mar, secando em terra na miséria.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, eu destruiria o tecido industrial do meu país, fechando a Siderurgia Nacional, teimando em não construir um smelter para metais no Alentejo, apesar de ter as minas de Neves Corvo, maior mina de cobre na Europa, liquidando toda a indústria pesada, substituindo-a com uma ou duas indústrias ligeiras mas não criando as condições para a sua sustentabilidade, de maneira que a primeira onda económica difícil veria os parques industriais vazios.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, eu deixaria rios, ou seja Oceanos, de dinheiro correr pelas minhas mãos nos dez anos após a adesão à Comunidade Europeia, construindo pontes e auto-estradas para as pessoas fugirem do interior mais depressa, criando engarrafamentos humanos nas cidades, permitindo que firmas para gerir processos de aplicação de fundos comunitários aparecessem como cogumelos, sem qualquer fiscalização, esgotos nos quais esses fundos cairiam, sem deixar nada que se visse em termos de preparação do país para o futuro.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, antes de deixar o cargo, permitiria que meu partido colocasse centenas de amigos e familiares em lugares cimeiros com chorudas cláusulas de rescisão; encomendaria e pagaria fortunas por relatórios e estudos feitos por firmas dirigidas pelos meus familiares e amigos, para a seguir relegá-los para a gaveta, dizendo a um Senhor Professor Doutor Michael Porter "Não é bem assim"; empregaria um exército de assessores com direito a veículos topo-da-gama, motoristas, salários monstruosos, cartões de crédito para despesas particulares e um cartão da "Presidência" para apresentar quando por exemplo estavam bêbados demais para conduzir, e acenar na cara do agente da polícia depois do consequente acidente.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, seguiria uma linha de orientação na política externa que satisfizesse os caprichos de Washington, reconhecendo a independência de Kosovo de forma vil, baixo e covarde, apesar de quase todos os representantes das órgãos do Estado terem-se expressado contra essa ilegalidade.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, deixaria o Senhor Ministro das Finanças aumentar impostos e cortar os salários da classe média, castigando aqueles que nunca fizeram nada senão trabalhar, estudar e fazer seu melhor, retirando dinheiro da economia e enviando ondas de choque pelo país fora criando todas as condições para uma recessão a curto prazo e mais perda de empregos. E eu não sou professor catedrático de economia.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, mentiria entre os dentes ao país, alegando que tinha cursos e cadeiras universitárias quando nem sequer alguma vez meti os pés na sala de aula, fecharia escolas, destruiria o sistema pública de educação superior, instalaria um sistema em que quem tem dinheiro, pode… e quem não tem, que se lixe.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, alteraria a base de dados dos desempregados cosmeticamente de maneira que contassem só 10 por cento quando na realidade são uns 25 ou 30, os que querem trabalho e não têm.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, meu discurso de tomada de posse seria o seguinte:
"Senhoras e Senhores, vou pedir sacrifícios aos portugueses, ainda mais do que os outros governos desde há 36 anos. Prometo destruir todos os planos do governo anterior, não dando continuidade a nada em qualquer ministério, de forma a ver o país estagnar ainda mais. Os meus Senhores Ministros serão as pessoas mais adequadas para as Pastas, nomeadamente académicos que nunca viveram fora de redomas de cristal e que não têm nenhuma experiência da vida real. Nunca pegaram num sacho, e só sabem o que é uma enxada depois de a pisar e o cabo bater-lhes na cara. Praticarão políticas de laboratório que funcionam no papel em escritórios, em Lisboa.
"Senhoras e Senhores, vou crucificar ainda mais a classe média, levada ao ponto de ruptura por executivos anteriores, e o meu não será excepção. Sabendo que é esse sector que trabalha, paga os impostos e se sacrifica para ter uma casa, vou fazer tudo possível para que colectivamente, tenha de tirar os filhos das escolas particulares, pois as escolas públicas são tão boas; vou fazer tudo para dificultar a vossa vida de maneira que ou vocês fujam de Portugal, ou então os seus filhos e filhas tirem o primeiro bilhete de ida só, para fora, seja para onde for, nem que seja para Burkina Faso.
"Senhoras e Senhores, meu governo irá seguir os passos de todos os executivos anteriores desde o 25 de Abril de 1974, deixando o país mais pobre, destruindo ainda mais o pouco que resta, a troca de nada, deixando-os sem qualquer fio de esperança no futuro, pois havemos de chegar ao fundo do poço e ainda cavar mais além.
"Senhoras e Senhores, meu governo vai aumentar a taxa de IVA para leite com chocolate para 23 por cento, mantendo o vinho a 13%, de maneira que os filhos que ficarem aqui, e que não tenham o estofo suficiente para fugirem, possam levar uma garrafa de Periquita para a escola, para ficarem ainda mais atordoados, estúpidos e atrasados, fornecendo uma excelente geração para governar no futuro".
E sabem o mais engraçado desta história? É que com um discurso destes, os portugueses votariam em mim.
Timothy Bancroft-Hinchey
in Pravda.Ru
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, deixaria a União Europeia ficar com o sector das pescas e apesar de ter a décima maior Zona Económica Exclusiva no mundo, eu permitiria que barcos espanhóis pescassem nas águas portuguesas, enquanto os meus pescadores ficassem banidos do mar, secando em terra na miséria.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, eu destruiria o tecido industrial do meu país, fechando a Siderurgia Nacional, teimando em não construir um smelter para metais no Alentejo, apesar de ter as minas de Neves Corvo, maior mina de cobre na Europa, liquidando toda a indústria pesada, substituindo-a com uma ou duas indústrias ligeiras mas não criando as condições para a sua sustentabilidade, de maneira que a primeira onda económica difícil veria os parques industriais vazios.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, eu deixaria rios, ou seja Oceanos, de dinheiro correr pelas minhas mãos nos dez anos após a adesão à Comunidade Europeia, construindo pontes e auto-estradas para as pessoas fugirem do interior mais depressa, criando engarrafamentos humanos nas cidades, permitindo que firmas para gerir processos de aplicação de fundos comunitários aparecessem como cogumelos, sem qualquer fiscalização, esgotos nos quais esses fundos cairiam, sem deixar nada que se visse em termos de preparação do país para o futuro.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, antes de deixar o cargo, permitiria que meu partido colocasse centenas de amigos e familiares em lugares cimeiros com chorudas cláusulas de rescisão; encomendaria e pagaria fortunas por relatórios e estudos feitos por firmas dirigidas pelos meus familiares e amigos, para a seguir relegá-los para a gaveta, dizendo a um Senhor Professor Doutor Michael Porter "Não é bem assim"; empregaria um exército de assessores com direito a veículos topo-da-gama, motoristas, salários monstruosos, cartões de crédito para despesas particulares e um cartão da "Presidência" para apresentar quando por exemplo estavam bêbados demais para conduzir, e acenar na cara do agente da polícia depois do consequente acidente.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, seguiria uma linha de orientação na política externa que satisfizesse os caprichos de Washington, reconhecendo a independência de Kosovo de forma vil, baixo e covarde, apesar de quase todos os representantes das órgãos do Estado terem-se expressado contra essa ilegalidade.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, deixaria o Senhor Ministro das Finanças aumentar impostos e cortar os salários da classe média, castigando aqueles que nunca fizeram nada senão trabalhar, estudar e fazer seu melhor, retirando dinheiro da economia e enviando ondas de choque pelo país fora criando todas as condições para uma recessão a curto prazo e mais perda de empregos. E eu não sou professor catedrático de economia.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, mentiria entre os dentes ao país, alegando que tinha cursos e cadeiras universitárias quando nem sequer alguma vez meti os pés na sala de aula, fecharia escolas, destruiria o sistema pública de educação superior, instalaria um sistema em que quem tem dinheiro, pode… e quem não tem, que se lixe.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, alteraria a base de dados dos desempregados cosmeticamente de maneira que contassem só 10 por cento quando na realidade são uns 25 ou 30, os que querem trabalho e não têm.
Se eu fosse o Primeiro Ministro de Portugal, meu discurso de tomada de posse seria o seguinte:
"Senhoras e Senhores, vou pedir sacrifícios aos portugueses, ainda mais do que os outros governos desde há 36 anos. Prometo destruir todos os planos do governo anterior, não dando continuidade a nada em qualquer ministério, de forma a ver o país estagnar ainda mais. Os meus Senhores Ministros serão as pessoas mais adequadas para as Pastas, nomeadamente académicos que nunca viveram fora de redomas de cristal e que não têm nenhuma experiência da vida real. Nunca pegaram num sacho, e só sabem o que é uma enxada depois de a pisar e o cabo bater-lhes na cara. Praticarão políticas de laboratório que funcionam no papel em escritórios, em Lisboa.
"Senhoras e Senhores, vou crucificar ainda mais a classe média, levada ao ponto de ruptura por executivos anteriores, e o meu não será excepção. Sabendo que é esse sector que trabalha, paga os impostos e se sacrifica para ter uma casa, vou fazer tudo possível para que colectivamente, tenha de tirar os filhos das escolas particulares, pois as escolas públicas são tão boas; vou fazer tudo para dificultar a vossa vida de maneira que ou vocês fujam de Portugal, ou então os seus filhos e filhas tirem o primeiro bilhete de ida só, para fora, seja para onde for, nem que seja para Burkina Faso.
"Senhoras e Senhores, meu governo irá seguir os passos de todos os executivos anteriores desde o 25 de Abril de 1974, deixando o país mais pobre, destruindo ainda mais o pouco que resta, a troca de nada, deixando-os sem qualquer fio de esperança no futuro, pois havemos de chegar ao fundo do poço e ainda cavar mais além.
"Senhoras e Senhores, meu governo vai aumentar a taxa de IVA para leite com chocolate para 23 por cento, mantendo o vinho a 13%, de maneira que os filhos que ficarem aqui, e que não tenham o estofo suficiente para fugirem, possam levar uma garrafa de Periquita para a escola, para ficarem ainda mais atordoados, estúpidos e atrasados, fornecendo uma excelente geração para governar no futuro".
E sabem o mais engraçado desta história? É que com um discurso destes, os portugueses votariam em mim.
Timothy Bancroft-Hinchey
in Pravda.Ru
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