10/04/2011

Fiat 500 por Malangatana

Uma das últimas obras do artista moçambicano Malangatana Valente Ngwenya (1936-2011): a pintura de um Fiat 500 - "a italiana" - numa campanha de lançamento por um novo distribuidor.

Como sempre nos habituou, fantástico!

O jipe espanhol

Dois agricultores, um português e um espanhol, conversam:

- Qual é o tamanho da sua herdade? - pergunta o espanhol.

Responde o português:
- Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável. Trezentos hectares, e a sua?

Responde o espanhol:
- Olha, eu saio de casa de manhã, ligo o meu jipe e ao meio-dia ainda não percorri metade da minha propriedade.

- Eu sei o que isso é - diz o português sem se descoser - eu também já tive um jipe espanhol. São una mierda! Só dão chatices...

09/04/2011

Gislaine, a virgem

Gislaine era uma caipirinha deliciosa de 17 anos, ainda virgem.

João Gafanhoto era o cara mais tarado da região, que vivia convidando a moça pra ir pra cama, pro sofá, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra fazer sexo.

Certo dia ela finalmente concordou e os dois foram pra uma moita, atrás da casa da moça.

Mas, como não sabia nada sobre o assunto, ela pediu instruções:
- Ai, Jão... Cumé qui é esse negócio de sexo?
- Simpres, Gislaine! E é bão dimais, sô!
- Mas como que eu faço? Me explica, homi!
- Primero você levanta a saia!
- Assim? - disse a gostosona, mostrando a calcinha.
- Hummm! Isso memo, Gislaine! Assim memo, sô!
- I agora?
- Agora você baixa a calcinha! - disse ele, excitadíssimo.
- E agora, Jão?
- Hummmm... ?... Agora agacha e mija que tem seu pai olhando prá nóis com uma espingarda na mão.

08/04/2011

Aldabrice, Maria Alice!

Seis anos de mentiras, uma ideia no dia 5, o seu contrário no dia 6.

O planeta azul

O nosso reporter na Estação espacial dá uma visão do planeta Terra.

No coments

07/04/2011

Tão vaidoso quanto mentiroso

Ao que parece, por um feliz acaso, a emissão do canal TVI fez uma ligação ao Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro, no preciso momento em que respetivo inquilino se preparava para iniciar uma conferência de imprensa.

E, nesse momento, assiste-se a um impensável espetáculo: em lugar de se preocupar com o grave momento que Portugal atravessa em resultado da política económica socretina, o rapazola ensaiava a sua imagem no ecrã....

Poder-se-ia pensar que, afinal, fora uma rasteira baixa da TVI. É um hipótese a ter em conta.

Todavia, o que se percebe é que aquilo que se viu é, afinal, o que todos os jornalistas estão carecas de ver em todas as conferências de imprensa que este primeiro-ministro faz.

E, sabendo-se que esse é o estilo, a preocupação daquela gentinha, então não há respeito que se possa ter.

É sinal do fim do socretinismo, esperneando-se à frente de um país que está com corda na garganta.

Fora com eles!

Touradas

06/04/2011

Ser português, carago!

Ser PORTUGUÊS é:

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskreber.
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos batizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Não ser racista, mas abrir uma exceção com os ciganos.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infrações ao código da estrada, por quilómetro percorrido!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Trazer o camião para casa e estacioná-lo em cima do passeio porque 'anda a trabalhar'.
Falar mal do Governo eleito e *esquecer-se que votou nele*.
Idiota 61-90-EF

05/04/2011

Sabedoria...

Uma velha senhora foi para um safari em África e levou o seu velho rafeiro com ela.
Um dia andava a velha senhora a caçar borboletas, quando, o velho cão, de repente, deu-se conta que estava perdido. Vagueando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebeu que um jovem leopardo o vira e caminhava em sua direcção, com a firme intenção de conseguir um bom e farto almoço.
O velho cão pensou depressa (pois os velhos pensam depressa): Oh, oh! Estou mesmo enrascado!
Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão muito próximo de si. Em vez de se apavorar mais ainda, o velho cão, ajeitou-se junto do osso mais próximo e começou a roê-lo, virando as costas ao predador, fingindo que não o tinha visto ...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o salto a fim de o abocanhar, o velho cão exclamou bem alto: Este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um terrível arrepio na espinha, suspendeu o seu ataque já quase começado, esgueirou-se na direcção das árvores e pensou: Caramba! Essa foi por pouco! O velho rafeiro quase me apanhava!...
Um macaco, numa árvore ali perto, viu a cena toda e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de protecção para si, informaria o predador que o cão não havia comido leopardo algum...
E assim, foi rápido em direcção ao leopardo. Mas o velho cão viu-o a correr na direcção do predador em grande velocidade e pensou: Aí há marosca...
O macaco logo alcançou o felino, cochichou-lhe o acontecido e fez um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo ficou furioso por ter sido enganado e disse: Ó macaco, sobe para as minhas costas para veres o que vai acontecer àquele cão abusador...
Agora, o velho cão via um leopardo furioso, vindo em sua direcção, com um macaco nas costas e pensou rápido novamente: E agora, o que é que eu faço?
Mas em vez de correr (pois sabia que as suas pernas cansadas não o levariam longe...) sentou-se, mais uma vez de costas para os agressores, fazendo de conta que não os via...
Quando estavam suficientemente perto para ouvi-lo, o velho cão disse: Mas onde é que anda o sacana daquele macaco? Estou a morrer de fome!... Disse que me traria outro leopardo e até agora nada!...

Moral da história:
Há sempre uma solução para os problemas, por maiores que estes sejam. O que é preciso é juntar a criatividade à experiência, a irreverência da juventude à sabedoria dos mais velhos.

04/04/2011

Novas oportunidades: Político

Com os cursos de "Novas Oportunidades" - criação socretina - passou a estar assessível a formação de «político» pela Internet.
Uma excelente oferta de emprego (telefonar para a Agência do Largo do Rato em Lisboa):

03/04/2011

Deus acende a luz

Um velhote com 90 anos fez o seu check-up anual e o médico disse-lhe:
- Amigo, para a sua idade, está numa forma que eu nunca vi!

O velhote respondeu:
- Sim. Porque sei levar uma vida cuidada, simples e espiritual!
- Que quer dizer com isso?
- Se não levasse uma vida cuidada e simples, Deus não me acendia a luz da casa de banho cada vez que me levanto a meio da noite!

O médico estranhou a resposta...
- Quer dizer que cada vez que se levanta a meio da noite para ir à casa de banho, é Deus quem lhe acende a luz!!?
- Sim! Cada vez que vou à casa de banho durante a noite, Deus acende-me a luz!

O médico calou-se mas, quando foi a vez da esposa do velhote ir à consulta, sentiu a necessidade de a informar sobre o que o marido lhe tinha dito.
- Eu quero que saiba que, o seu marido está em óptima forma física mas estou preocupado com o estado mental dele! Ele disse-me que, todas as noites, quando vai à casa de banho, Deus acende-lhe a luz!!!
- Ele disse-lhe o quê???
- Ele disse-me que, todas as noites, quando se levanta para ir à casa de banho, Deus acende-lhe a luz...
- Ahhh!!! - exclamou a velhota. Então é ele que tem andado a mijar dentro do frigorífico...!

02/04/2011

Um homem com coluna vertebral

Shahbaz Bhatti era ministro federal para as minorias do Paquistão. Católico num país terrivelmente muçulmano, lutou contra a a Lei da que criminaliza qualquer opinião diferente da religião maioritária.

Como home de princípios e de coragem, deu sempre a cara pela defesa das desprotegidas minorias religiosas no seu país e a harmonia entre religiões. Nessa condição, aceitou ser ministro. Nessa condição, deu uma entrevista à TV Al-Jazeera.

Foi assassinado há um mês, a 2 de março de 2011.

Quem são os portugueses?

Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas (mas podia passar-se hoje...).

Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo.

A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos parceiros europeus. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" condenava a esta permanente décalage.

E, contudo, olhando para o passado, Portugal "partira" bem:

- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.

O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:

- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?

-Nós descendemos dos que ficaram por aqui...

01/04/2011

A capicua

O Instituto Nacional de Estatística português acaba de publicar o novo valor do deficit português, relativo ao orçamento de Estado de 2010.

Do propagandeado êxito de 6,8% anunciado pela camarilha socialista chegou-se, para já (*), ao esmagador valor de 8,6% do PIB, agora apurado pelo Eurostat.

Neste valor passaram a estar incluídos os brilhantes resultados da nacionalização do BPN (antes anunciado como não custando nada ao contribuinte português), os prejuízos acumulados nas empresas públicas de transportes. Todavia, dias virão em que se ficará a saber os prejuízos escondidos (*) em outras empresas públicas: Estradas de Portugal, Parpública, hospitais e autarquias...

Daqui se demonstra que é um simples problema em capicua na matemática socretina.

Cenas alentejanas

Cena 1
Dois alentejanos depois de assaltarem um banco:
- Compadre, vamos contar o dinheiro?
- Nããã, esperamos e vemos logo no noticiário.

Cena 2
Algures no Alentejo, na época da cobrição.
Jaquinita, jovem vizinha, e amiga lá da casa há muitos anos, assiste espantada ao ato, em vias de ser consumado entre um viril touro de 330 quilos, e uma vaca.
Manuelito, inspirado pelo momento, não resiste e segreda ao ouvido da sua jovem vizinha:
- Gostava tanto de poder fazer aquilo Jaquinita...
A miúda responde prontamente:
- E porque é que na fazes? A vaca é tua!

Cena 3
Um alentejano está estendido debaixo de uma figueira de barriga para o ar e de boca aberta.
Cai-lhe um figo na boca e ele fica na mesma posição.
- Por que é que não comes o figo? - Pergunta-lhe o companheiro.
- Estou à espera que caia outro, para me empurrar este para baixo.

Cena 4
Estavam dois alentejanos sentados e diz um para o outro:
- Ei compadre, tem a mão inchada!
Responde o outro:
- Mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão!

Cena 5
Estavam dois alentejanos encostados a um chaparro, um deles volta-se para o outro e pergunta:
- Compadre, eu tenho a braguilha aberta?
O outro responde:
- Não, Compadre, não tem.
Responde o primeiro:
- Porra, então mijo amanhã!

Cena 6
Dois alentejanos, zangados há muito tempo, passam um pelo outro, num caminho.
Um deles leva um bovino à frente.
Diz o outro:
- Atão, vais passear o boi?
O outro, muito admirado:
- Atão essa agora, compadre? A gente nã se fala há tanto tempo, e vem agora cá com conversas! Além do mais enganou-se isto nã é um boi, é uma vaca.
Resposta do primeiro:
- Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca!

Cena 7
Uns lisboetas de viagem ao Alentejo vêem um alentejano junto a uma paragem de autocarro e, tentando entrar no gozo, perguntam:
- Comadres, a que horas chega aqui o autocarro da Rodoviária?
- A gente aqui na chama Rodoviária, é cameneta da carrêra!
- Mas compadre, a Rodoviária é a transportadora nacional!
- Já lhe disse, a gente aqui chama cameneta da carrêra!

Já irritado, o lisboeta vira-se e pergunta:
- E como é que chamam aos filhos da puta?
- A gente aqui nã os chama, eles vêem cá teri!

Cena 8
A jornalista tentava iniciar uma entrevista com um alentejano, que minuciosamente estudava o firmamento, debaixo do chaparro.
A jornalista: Aquele monte além dá trigo?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E dá batata?
O alentejano: Na dá batata, não...
A jornalista: Então, dá centeio?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E semeando milho?
O alentejano: ÁÁÁHHHHHHH, em semeando já é outra conversa...

Cena 9
Um alentejano anda a regar a horta. Começa a chover mas ele continua a regar. Passa um vizinho que lhe pergunta:
- Atão compadri está a choveri e vomeçê continua a regari?
Responde o agricultor:
- Ê cá nã preciso de favores de ninguém!

Cena 10
Um alentejano vai a Lisboa comprar o seu Mercedes último grito...
À vinda, entra na Auto-Estrada do Alentejo, liga o rádio e ouve:
- Atenção! Louco desvairado em sentido contrário na Autoestrada do Alentejo!
E diz o Alentejano:
- Porra! Não é um, são uma porrada delis!

Cena 11
Dois alentejanos foram à caça. Um deles, olha para o ar e vê um homem a fazer asa delta. O outro saca a arma e dispara! O amigo diz:
- Ó compadre, que pássaro era aquele?!
- Nã sei compadre, mas o sacana já largou o homem que levava!!!

Cena 12
Dizia uma comadre para outra:
- Ó comadre eu sou extremamente asseada, mudo de roupa interior três vezes por dia.
Diz-lhe então a outra:
- Ê também fui assim até aos dois anos, mas depois nunca mais foi necessário.

Cena 13
Dois alentejanos:
- Atão compadre, nã quêra lá ver que hoje de manhã fui dar com dois caracóis no mê quintali!
- Ah sim!? E atão o que é que você fez?
- Ah compadre! Um ainda o apanhei mas o outro... conseguiu fugir!

31/03/2011

A Economia da Europa

Uma aula interessante de análise a Keynes e Milton Friedman e o paradoxo presente na Europa.

30/03/2011

Apenas a língua portuguesa permite isto

A letra "P" - Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso:

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais... Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora... Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirenéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. - Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar.... Para parar preciso pensar.

Pensei. Portanto, pronto pararei.

E tu ainda achas o máximo quando consegues dizer:
"O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma"

29/03/2011

Beco da Bicha

"Um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade" in «Correio da Manhã».

Não vamos ficar pelo óbvio que seria dizer apenas e só: quem foi Carlos Castro para dar o nome a rua, esquina, rotunda ou beco? Tem falecido muita gente de grande valor nos últimos tempos. Por exemplo, a recente perda do jornalista Carlos Pinto Coelho, um grande, enorme comunicador e ícone da cultura e sua transmissão em Portugal.

Mas pelos visto é outro Carlos quem está na calha para ser eternizado dando o seu nome a uma rua. Sugere-se antes uma ladeira ou rampa. Não era ele que servia de rampa de lançamento para tudo o que é paraquedista social?

Estou a ver daqui a uns anos o avô com o netinho pelo braço, a passearem e a desfrutar do Sol da capital quando o petiz se sai com esta: "Ó avô, quem foi o Carlos Castro?" "Quem? Diz o velhote visivelmente atrapalhado..." "Ali avô - apontando - a placa diz rua Carlos Castro." "Ah sim meu filho... Olha esse senhor lançava muita gente no mundo cor-de-rosa com as suas crónicas de grande veia poética e conhecimentos no mundo do jet-set. Sabes o que é o jet-set filho? "Não avô, o que é isso?"

"Olha rapaz, em Portugal o jet-set são aqueles tesos que não têm dinheiro para comprar um pacote de "Sugus" mas que parecem varejeiras em volta das festas do social. Desde que haja imprensa especializada em revistas de leitura de WC eles estão lá. Tarólogas, bruxos, manequins tenrinhos, desconhecidos ou conhecidos porque apareceram dois minutos na televisão a dizer bacoradas, e depois um grupo de gente que o teu avô não sabe bem o que faz ou como ganha a vida, mas que tem sempre um diminutivo no nome: Vivis, Kaquis, Mimis, Kócos, Pipis, Xonés e assim."

"Não estou a entender avô... Olha filho, nem eu, mas é assim querido".

"Então e o que aconteceu ao senhor?"

"Bem, o senhor foi viajar e a coisa correu mal. Lembras-te quando o avô te diz que é perigoso para os miúdos pequenos abrirem garrafas de vinho sozinhos? Mas deixa lá, isso a avó depois explica-te melhor..."

Se querem eternizar a vida de Carlos Castro sugere-se um show travesti. Algo que ele adorava, faz mais sentido. Até damos umas dicas ao encenador La Féria: "As bichas de Nova Iorque" se for musical ou "E tudo o vento do túnel de Metro levou" se for drama.

Agora, deixem-se é de ideias bacocas. Chamaram de tudo à população de Cantanhede por fazerem a missa e a vigília de solidariedade e agora querem dar o nome de uma rua da capital ao Carlos Castro? Antes dele estariam milhares de pessoas. Milhares.

Nota da Redação: a rua lisboeta já existe e com aplauso geral - o Beco da Bicha (aqui)

28/03/2011

Pinhal de Leiria

AULA DE HISTÓRIA DE PORTUGAL

Pergunta a Professora:
- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?
- Ó s'tora, então essa porcaria também não está paga?!