O governo socretino apresenta o Orçamento de Estado para 2011.
Depois da fase idílica que embalou os portugueses, é chegado o momento de choque. O susto é grande, o aperto ainda maior.
15/10/2010
14/10/2010
Petição sobre medidas anti-crise
Orçamento do Estado para 2011
Todos os governantes falam em cortes das despesas (não dizem quais) e aumentos de impostos, a pagar pela malta.
Não se ouviu nenhum governante falar em:
- Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizá-los como no estrangeiro;
- Reforma das mordemias na Assembleia da República como, almoços com digestivos a € 1,50;
- Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e tem funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego;
- Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que não servem para nada;
- Redução drástica das Câmaras Municipais, Assembleias, etc,;
- Redução drástica das Juntas de Freguesia;
- Acabar com o pagamento de € 200 por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e € 75 nas Juntas de Freguesia;
- Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc. que se deslocam em uso particular pelo País - no estrangeiro isto não acontece;
- Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia;
- Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros;
- Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado;
- Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e, respetivas estadas em Lisboa em hotéis cinco estrelas;
- Controlar os dirigentes da Função Pública que nunca estão no local de trabalho e que fazem outros trabalhos nesse tempo;
- Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos;
- Acabar com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado;
- Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
- Por aí fora - Recupera-se depressa a posição do país;
Já estou cansado, fica assim.
Abaixo assinado que circula por e-mail
Todos os governantes falam em cortes das despesas (não dizem quais) e aumentos de impostos, a pagar pela malta.
Não se ouviu nenhum governante falar em:
- Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizá-los como no estrangeiro;
- Reforma das mordemias na Assembleia da República como, almoços com digestivos a € 1,50;
- Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e tem funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego;
- Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que não servem para nada;
- Redução drástica das Câmaras Municipais, Assembleias, etc,;
- Redução drástica das Juntas de Freguesia;
- Acabar com o pagamento de € 200 por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e € 75 nas Juntas de Freguesia;
- Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc. que se deslocam em uso particular pelo País - no estrangeiro isto não acontece;
- Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia;
- Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros;
- Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado;
- Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e, respetivas estadas em Lisboa em hotéis cinco estrelas;
- Controlar os dirigentes da Função Pública que nunca estão no local de trabalho e que fazem outros trabalhos nesse tempo;
- Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos;
- Acabar com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado;
- Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
- Por aí fora - Recupera-se depressa a posição do país;
Já estou cansado, fica assim.
Abaixo assinado que circula por e-mail
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Opinião
13/10/2010
Violência doméstica
O ambiente selvagem que se vive na generalidade das escolas portuguesas, a perda de ética nas relações familiares e profissionais, o terrorismo cívico nas ruas e no trânsito, têm uma explicação e multiplicar-se-ão.
12/10/2010
Chantagem Socretina
Carta aberta a Pedro Passos Coelho
I. José Sócrates e o PS, caro Pedro Passos Coelho, estão a fazer uma chantagem vergonhosa sobre o PSD. Vergonhosa. Porque José Sócrates, para ameaçar o PSD, tem uma arma apontada a Portugal. No fundo, o primeiro-ministro está a dizer isto: "se não fazes o que eu quero, eu disparo e deixo o país no caos". É isto que José Sócrates está a fazer. Não se esperava outra coisa de José Sócrates. Mas, meu caro Pedro, há que conter a raiva que este comportamento de Sócrates provoca. V. Exa. tem de manter a calma, e fazer o que é melhor para Portugal. E isso, na minha opinião, passa pelo seguinte: o PSD deve abster-se na votação do Orçamento do Estado 2011. A sua abstenção é o melhor para as nossas finanças e para a nossa democracia. E, se me permite, passo a explicar porquê.
II. Se o PSD derrubar o Governo, o pior cenário financeiro e económico vai bater à porta. A ausência de liderança política vai criar uma espiral de desconfiança nos mercados que só poderá ser travada pelo FMI. Este cenário poderá não acontecer, mas a sua probabilidade é elevada. Demasiado elevada, e V. sabe disso, com certeza. Além da subida intolerável dos juros da dúvida pública, este cenário poderá levar ainda a um corte de crédito dos bancos à sociedade (ainda mais). Ou seja, a economia pode parar por completo. Quando comparada com este afundamento total da economia, a mini-recessão provocado pela subida do IVA é brincadeirinha, dr. Passos Coelho.
III. E o pior disto tudo é que V. corre o risco de ficar associado à austeridade do FMI, mesmo quando não tem culpas no cartório. E, assim, aconteceria algo pouco digno para a democracia: com o FMI em Portugal, José Sócrates desviaria para o FMI e para o PSD o ónus de 15 anos de governação socialista. Pior: V. corre o risco de recusar um orçamento que aumenta impostos para depois aprovar como primeiro-ministro um "orçamento FMI" que aumenta impostos. Porque, meu caro, se V. vencer as eleições antecipadas em Maio, V. governará com o FMI, e o seu Governo não passará de um faxineiro da sujeira deixada pelo PS. Ou seja, o PSD fará o trabalho sujo que devia ser feito pelo PS. E, assim, mais uma vez, Portugal perderá a oportunidade de ter um Governo reformista, porque V. teve demasiada pressa para chegar ao poder, e porque não deixou que a democracia punisse convenientemente o adversário.
IV. Em suma, caro Pedro, se derrubar agora o Governo, o PSD estará a fazer o jogo do PS. Por outras palavras, o PSD arrisca-se a ficar com a culpa de 15 anos de governação do PS. O PS arruinou Portugal, mas o PSD arrisca-se a ser o mau da fita aos olhos do eleitorado. "Ah, mas foi o PS que arruinou o país". Pois foi, mas o eleitorado não olha para a razão. Olha para quem lhe bate. Isto não é tática política. É a defesa da democracia, caro Pedro. Em democracia, quem governa 15 anos tem de ser julgado, e não pode ter a possibilidade de desviar as suas responsabilidades para x e y.
V. Continuando, caro Pedro . Teixeira dos Santos só disse uma coisa acertada nos últimos tempos: o Governo "surpreendeu os partidos da oposição, principalmente o PSD, que não contava com um corte na despesa desta dimensão" (Expresso). Isto é verdade. Até 28 de Setembro, o Governo manteve o seu autismo habitual, a despesa continuava candidamente a aumentar (e continua), Sócrates dava sinais constantes de que não iria cortar na despesa, e Teixeira dos Santos dava sinais de que iria apresentar um orçamento "normal", e não de "guerra". Ora, sucede que Sócrates e Teixeira dos Santos cortaram na despesa, mesmo em zonas que eram supostamente intocáveis, como a massa salarial da função pública. Portanto, este não é um orçamento qualquer. Aumenta impostos? Pois, pois aumenta. Mas no estado em que o PS deixou isto, ninguém pode jurar que não aumentaria impostos no sentido de atingir os compromissos que temos com os parceiros da nossa moeda (isto é outra coisa que convinha explicar aos portugueses: o euro é a nossa moeda; não é a moeda "deles" lá da Europa). V. conseguia atingir as metas sem aumentar impostos? Pois muito bem: diga onde é possível cortar (a lista de Marques Mendes?) e responsabilize o PS pelo aumento de impostos. O PS é que é Governo.
VI. Este orçamento ainda não repensa a arquitectura do Estado? Pois não. Mas V. não pode esperar que um orçamento faça o trabalho que devia ter sido feito por dezenas de orçamentos. V. queria que um único OE revolucionasse o nosso Estado com décadas e décadas de vícios? Mas, atenção, como disse Daniel Bessa, o OE2011 destruiu as ilusões do regime . O 29 de Setembro é uma espécie de novo ano zero. Por outras palavras, a requalificação do Estado e do Estado Social é uma tarefa para a próxima década, a década que se segue ao 29 de Setembro.
VII. Aliás, é nisso que V. devia estar a pensar: na próxima década, e não no próximo ano. Ou seja, V. devia pegar nos temas que desenvolveu no verão. As mudanças necessárias na estrutura do estado, na saúde, na educação, etc. são os debates que devem ser desenvolvidos agora. Porque a verdade é esta: todos os jornalistas e analistas que atacaram as suas propostas de mudança têm agora de pensar numa coisa: depois do 29 de Setembro, é possível não mudar? Este statu quo é insustentável, e V. teve o mérito de alertar para isso antes de 29 de Setembro. Ao contrário da maioria, eu acho que esse foi o seu melhor momento. V. foi inexperiente e atabalhoado na forma como mexeu em temas quentes (saúde, lei laboral, etc.), mas teve a coragem de mexer. E agora V. está a ver a realidade a dar-lhe razão. Repare numa coisa: a UE já disse a Teixeira dos Santos que ele tem de mudar a lei laboral portuguesa. Mais uma vez, V. tinha razão.
VIII. Portanto, V. já demonstrou ter coragem. Mas agora pede-se realismo . Não pense no próximo ano, pense na próxima década, e prepare uma narrativa que explique às pessoas a necessidade imperiosa da mudança. Estou certo que V. faz esta pergunta aos seus botões: "mas como é que o PS tem ainda 30% nas sondagens?" Eu explico: em tempos de crise, em tempos em que a mudança começa a ser inevitável e "forçada", as pessoas têm medo e agarram-se ao que têm. O PS é o partido que capitaliza esse medo da mudança. Caro Pedro, mostre às pessoas que a mudança, além de ser inevitável, é justa e algo que melhora a vida das pessoas. Caramba, se isto está tão mal, porque carga de água não podemos mudar?
Henrique Raposo
V. Continuando, caro Pedro . Teixeira dos Santos só disse uma coisa acertada nos últimos tempos: o Governo "surpreendeu os partidos da oposição, principalmente o PSD, que não contava com um corte na despesa desta dimensão" (Expresso). Isto é verdade. Até 28 de Setembro, o Governo manteve o seu autismo habitual, a despesa continuava candidamente a aumentar (e continua), Sócrates dava sinais constantes de que não iria cortar na despesa, e Teixeira dos Santos dava sinais de que iria apresentar um orçamento "normal", e não de "guerra". Ora, sucede que Sócrates e Teixeira dos Santos cortaram na despesa, mesmo em zonas que eram supostamente intocáveis, como a massa salarial da função pública. Portanto, este não é um orçamento qualquer. Aumenta impostos? Pois, pois aumenta. Mas no estado em que o PS deixou isto, ninguém pode jurar que não aumentaria impostos no sentido de atingir os compromissos que temos com os parceiros da nossa moeda (isto é outra coisa que convinha explicar aos portugueses: o euro é a nossa moeda; não é a moeda "deles" lá da Europa). V. conseguia atingir as metas sem aumentar impostos? Pois muito bem: diga onde é possível cortar (a lista de Marques Mendes?) e responsabilize o PS pelo aumento de impostos. O PS é que é Governo.
VI. Este orçamento ainda não repensa a arquitectura do Estado? Pois não. Mas V. não pode esperar que um orçamento faça o trabalho que devia ter sido feito por dezenas de orçamentos. V. queria que um único OE revolucionasse o nosso Estado com décadas e décadas de vícios? Mas, atenção, como disse Daniel Bessa, o OE2011 destruiu as ilusões do regime . O 29 de Setembro é uma espécie de novo ano zero. Por outras palavras, a requalificação do Estado e do Estado Social é uma tarefa para a próxima década, a década que se segue ao 29 de Setembro.
VII. Aliás, é nisso que V. devia estar a pensar: na próxima década, e não no próximo ano. Ou seja, V. devia pegar nos temas que desenvolveu no verão. As mudanças necessárias na estrutura do estado, na saúde, na educação, etc. são os debates que devem ser desenvolvidos agora. Porque a verdade é esta: todos os jornalistas e analistas que atacaram as suas propostas de mudança têm agora de pensar numa coisa: depois do 29 de Setembro, é possível não mudar? Este statu quo é insustentável, e V. teve o mérito de alertar para isso antes de 29 de Setembro. Ao contrário da maioria, eu acho que esse foi o seu melhor momento. V. foi inexperiente e atabalhoado na forma como mexeu em temas quentes (saúde, lei laboral, etc.), mas teve a coragem de mexer. E agora V. está a ver a realidade a dar-lhe razão. Repare numa coisa: a UE já disse a Teixeira dos Santos que ele tem de mudar a lei laboral portuguesa. Mais uma vez, V. tinha razão.
VIII. Portanto, V. já demonstrou ter coragem. Mas agora pede-se realismo . Não pense no próximo ano, pense na próxima década, e prepare uma narrativa que explique às pessoas a necessidade imperiosa da mudança. Estou certo que V. faz esta pergunta aos seus botões: "mas como é que o PS tem ainda 30% nas sondagens?" Eu explico: em tempos de crise, em tempos em que a mudança começa a ser inevitável e "forçada", as pessoas têm medo e agarram-se ao que têm. O PS é o partido que capitaliza esse medo da mudança. Caro Pedro, mostre às pessoas que a mudança, além de ser inevitável, é justa e algo que melhora a vida das pessoas. Caramba, se isto está tão mal, porque carga de água não podemos mudar?
Henrique Raposo
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Socialismo
11/10/2010
10/10/2010
Santíssima "Kim"drade Coreana
Na auto-designada "República Democrática Popular da Coreia" - na verdade "Monarquia Comunista do Norte da Coreia" -, o neto de "Presidente Eterno" Kim il-Sung, de seu nome Kim Jong-un, acaba de ser nomeado para suceder ao seu pai Kim Jong-il, o presente líder deste miserável país-prisão e que já havia herdado a coroa paterna.
Trata-se do único caso de monarquia comunista e que tem um dedicado admirador em Bernardino Soares, deputado PCPista.
Por ocasião do aniversário do Partido, o príncipe foi apresentado ao mundo.
Trata-se do único caso de monarquia comunista e que tem um dedicado admirador em Bernardino Soares, deputado PCPista.
Por ocasião do aniversário do Partido, o príncipe foi apresentado ao mundo.
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Comunismo,
Fundamentalismo
Nós qué negoce
A candonga e corrupção do sistema guebuzino está muito bem caraterizado num programa humorístico da Rádio Moçambique e que pode ser ouvido aqui.
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Negociatas
09/10/2010
Socialismo esquemático (*)
Silva Lopes, um senhor muito ouvido e respeitado, defendeu recentemente, com autoridade e bonomia, o congelamento dos salários dos portugueses que, recorda o boletim estatístico de Janeiro passado do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, se cifrava, em termos médios, em 891,40 euros mensais.
Socorro-me de um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa para trazer à colação que aquele senhor: auferia mensalmente 102.562,30 euros quando, em Maio transato, deixou a presidência do Montepio; por 4 anos de atividade naquela instituição, vai receber cerca de 4.000 euros de reforma mensal, que somará a outra da Caixa Geral de Depósitos e, ainda, a uma terceira, do Banco de Portugal; embora invocando a necessidade de descansar para sair do Montepio aos 74 anos de idade, aceitou, de seguida, o cargo de administrador da EDP Renováveis, provavelmente em coerência com a sua visão socialista da economia e do mercado de trabalho.
Obviamente que o pecúlio de Silva Lopes é legalmente imaculado e não me incomoda a sua abundância. Mas, do alto do seu luxo, não lhe sobra moral para vir a público referir-se à miséria dos outros. Isto, que numa sociedade civilmente vigorosa teria merecido vivo questionamento, foi, outrossim, tranquilamente retomado para outros excelsos intérpretes do politicamente correto anunciarem que o garrote continuará a torturar o indígena.
"A putrefação"
Santana Castilho
in «Público», 01.04.2009
(*) esquemático, que se baseia num esquema, isto é, num jeito ou expediente.
O esquematismo é uma forma de representar objetos reais com um estilo caraterizado pelo uso de traços simbólicos e simplificados que não pretendem ser realistas. O desenho resultante, usualmente, omite detalhes irrelevantes para a informação que interessa ressaltar, sendo os elementos reduzidos a diagramas arbitrários ou convencionais que tangenciam a abstração e que, apesar disso, são facilmente acessíveis para a compreensão humana.
Amiúde acrescentam símbolos abstratos, de difícil interpretação se o debuxo está fora de contexto, mas compreensível para o espectador familiarizado com os elementos icónicos e diagramas utilizados.
O esquematismo é um recurso artístico que se dá em numerosas correntes ao longo de toda a História; mas também é utilizado em outros campos da vida humana nos que se precisa um sistema comunicativo universal e acessível, por exemplo, os sinais de tráfego, os planos, os esquemas de reparação ou montagem de objectos compostos, os processos cientistas (Wikipedia)
Socorro-me de um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa para trazer à colação que aquele senhor: auferia mensalmente 102.562,30 euros quando, em Maio transato, deixou a presidência do Montepio; por 4 anos de atividade naquela instituição, vai receber cerca de 4.000 euros de reforma mensal, que somará a outra da Caixa Geral de Depósitos e, ainda, a uma terceira, do Banco de Portugal; embora invocando a necessidade de descansar para sair do Montepio aos 74 anos de idade, aceitou, de seguida, o cargo de administrador da EDP Renováveis, provavelmente em coerência com a sua visão socialista da economia e do mercado de trabalho.
Obviamente que o pecúlio de Silva Lopes é legalmente imaculado e não me incomoda a sua abundância. Mas, do alto do seu luxo, não lhe sobra moral para vir a público referir-se à miséria dos outros. Isto, que numa sociedade civilmente vigorosa teria merecido vivo questionamento, foi, outrossim, tranquilamente retomado para outros excelsos intérpretes do politicamente correto anunciarem que o garrote continuará a torturar o indígena.
"A putrefação"
Santana Castilho
in «Público», 01.04.2009
(*) esquemático, que se baseia num esquema, isto é, num jeito ou expediente.
O esquematismo é uma forma de representar objetos reais com um estilo caraterizado pelo uso de traços simbólicos e simplificados que não pretendem ser realistas. O desenho resultante, usualmente, omite detalhes irrelevantes para a informação que interessa ressaltar, sendo os elementos reduzidos a diagramas arbitrários ou convencionais que tangenciam a abstração e que, apesar disso, são facilmente acessíveis para a compreensão humana.
Amiúde acrescentam símbolos abstratos, de difícil interpretação se o debuxo está fora de contexto, mas compreensível para o espectador familiarizado com os elementos icónicos e diagramas utilizados.
O esquematismo é um recurso artístico que se dá em numerosas correntes ao longo de toda a História; mas também é utilizado em outros campos da vida humana nos que se precisa um sistema comunicativo universal e acessível, por exemplo, os sinais de tráfego, os planos, os esquemas de reparação ou montagem de objectos compostos, os processos cientistas (Wikipedia)
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Economia,
Socialismo
08/10/2010
Segunda grande notícia
O Prémio Nobel da Paz de 2010 acaba de ser atribuído a Liu Xiaobo (n. 28.12.1955), um prisioneiro político da ditadura chinesa.
Depois da escolha de Mario Vargas Llosa a 7 de Outubro, a nomeação de Liu Xiaobo é a segunda excelente notícia na frente de luta pela Liberdade, Democracia e Paz.
Na verdade, a sua indicação constitui um desafio à tirania chinesa mas, ao mesmo tempo, um convite para que adira ao mundo do séc. XXI, onde não há espaço para regimes despóticos, iluminados e corruptos.
Recorde-se que Liu Xiaobo está preso!
Depois da escolha de Mario Vargas Llosa a 7 de Outubro, a nomeação de Liu Xiaobo é a segunda excelente notícia na frente de luta pela Liberdade, Democracia e Paz.
Na verdade, a sua indicação constitui um desafio à tirania chinesa mas, ao mesmo tempo, um convite para que adira ao mundo do séc. XXI, onde não há espaço para regimes despóticos, iluminados e corruptos.
Recorde-se que Liu Xiaobo está preso!
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Liberdade
O inferno nacional
Versão portuguesa
José Sócrates finou-se e foi recebido por São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de patifarias e malandragem, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- José, tendo em conta os altos cargos que desempenhaste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Português...
- Mas, São Pedro, qual é a diferença entre o Inferno Russo e o Inferno Português?
- É simples: no Inferno Português levas todos os dias com um balde de estrume, em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Ah, então São Pedro, escolho o Inferno Russo, claro!
E lá foi o camarada Sócrates para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Português, avista o camarada Álvaro Cunhal...
- Então dr. Cunhal, afinal está por aqui no Inferno Português? Não foi para o Inferno Russo onde o balde de estrume é só de dois em dois dias?
- Pois é José: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Português, ainda que o estrume seja todos os dias, na verdade, nuns dias, falta o estrume, noutros, falta o balde...
Versão moçambicana
Armando Guebuza teve uma babalaza e acabou em audiência com São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de vigarices, cabritismo, canganhiça e corrupção, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- Armando, tendo em conta a 'estrutura' que tu foste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Moçambicano...
- Baiete São Pedro, afinal, explica lá a diferença do Inferno Russo e do Inferno Moçambicano?
- Oh meu mamparra, é simples: no Inferno Moçambicano levas todos os dias com um balde de estrume em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Ok, São Pedro, eu previro bichar para o Inferno Russo, claro!
E lá foi o camarada Armando para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Moçambicano, avista o camarada Samora Machel...
- Então camarada presidente, afinal? Estás aqui no Inferno Moçambicano? Não foste para o Inferno Russo onde o balde de estrume é só de dois em dois dias?
- Oh meu bongolo Armando: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Moçambicano, o estrume planificado para todos os dias, afinal, nuns dias, falta o estrume, noutros, falta o balde...
Versão brasileira
Lula da Silva teve treco e foi dar com o São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de pelintragem e malandragem, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- Lula, tendo em conta os altos cargos que desempenhaste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Brasileiro...
- Oi, São Pedro, mas qual é mesmo a diferença entre esse Inferno Russo e o Português?
- Muito simples: no Inferno Português levas todos os dias com um balde de estrume, em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Vou nessa, São Pedro, em enfio para o Inferno Russo, né!
E lá foi o camarada Lula para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Brasileiro, avista o camarada Prestes...
- Então companheiro Prestes, afinal tu está aqui no Inferno Brasileiro, qual é a tua? Tu não foi mesmo para o Inferno Russo, que tem balde de estrume só de dois em dois dias?
- Vê lá Lula: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Brasileiro, estrume é para todos os dias, né, mas você sabe como é mesmo, tem dias, falta o estrume, outros, falta é o balde...
José Sócrates finou-se e foi recebido por São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de patifarias e malandragem, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- José, tendo em conta os altos cargos que desempenhaste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Português...
- Mas, São Pedro, qual é a diferença entre o Inferno Russo e o Inferno Português?
- É simples: no Inferno Português levas todos os dias com um balde de estrume, em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Ah, então São Pedro, escolho o Inferno Russo, claro!
E lá foi o camarada Sócrates para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Português, avista o camarada Álvaro Cunhal...
- Então dr. Cunhal, afinal está por aqui no Inferno Português? Não foi para o Inferno Russo onde o balde de estrume é só de dois em dois dias?
- Pois é José: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Português, ainda que o estrume seja todos os dias, na verdade, nuns dias, falta o estrume, noutros, falta o balde...
Versão moçambicana
Armando Guebuza teve uma babalaza e acabou em audiência com São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de vigarices, cabritismo, canganhiça e corrupção, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- Armando, tendo em conta a 'estrutura' que tu foste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Moçambicano...
- Baiete São Pedro, afinal, explica lá a diferença do Inferno Russo e do Inferno Moçambicano?
- Oh meu mamparra, é simples: no Inferno Moçambicano levas todos os dias com um balde de estrume em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Ok, São Pedro, eu previro bichar para o Inferno Russo, claro!
E lá foi o camarada Armando para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Moçambicano, avista o camarada Samora Machel...
- Então camarada presidente, afinal? Estás aqui no Inferno Moçambicano? Não foste para o Inferno Russo onde o balde de estrume é só de dois em dois dias?
- Oh meu bongolo Armando: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Moçambicano, o estrume planificado para todos os dias, afinal, nuns dias, falta o estrume, noutros, falta o balde...
Versão brasileira
Lula da Silva teve treco e foi dar com o São Pedro, às portas do Céu.
Tendo em conta uma vida de pelintragem e malandragem, São Pedro indicou-lhe prontamente o caminho do Inferno mas dando-lhe a possibilidade de escolha:
- Lula, tendo em conta os altos cargos que desempenhaste em vida, podes escolher entre o Inferno Russo e o Inferno Brasileiro...
- Oi, São Pedro, mas qual é mesmo a diferença entre esse Inferno Russo e o Português?
- Muito simples: no Inferno Português levas todos os dias com um balde de estrume, em cima; no Inferno Russo, o balde é dia-sim, dia-não...
- Vou nessa, São Pedro, em enfio para o Inferno Russo, né!
E lá foi o camarada Lula para o Inferno Russo.
De passagem pela entrada do Inferno Brasileiro, avista o camarada Prestes...
- Então companheiro Prestes, afinal tu está aqui no Inferno Brasileiro, qual é a tua? Tu não foi mesmo para o Inferno Russo, que tem balde de estrume só de dois em dois dias?
- Vê lá Lula: no Inferno Russo, o estrume é de dois em dois dias. Mas, aqui, no Inferno Brasileiro, estrume é para todos os dias, né, mas você sabe como é mesmo, tem dias, falta o estrume, outros, falta é o balde...
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07/10/2010
Mario Vargas Llosa
O peruano Mario Vargas Llosa ou Jorge Mario Vargas Llosa, é o nomeado Prémio Nobel da Literatura de 2010, de acordo com o anúncio da Academia Real Sueca.
Politicamente desalinhado com a maioria dos escritores latino-americanos e sobre o qual se dizia que nunca seria nomeado por não ser comunista, acaba de ser escolhido pela qualidade da sua obra e constitui um incentivo para todos os que lutam pela liberdade e democracia na América Latina.
Parabéns ao Peru, aos amigos peruanos e à literatura em língua espanhola.
Politicamente desalinhado com a maioria dos escritores latino-americanos e sobre o qual se dizia que nunca seria nomeado por não ser comunista, acaba de ser escolhido pela qualidade da sua obra e constitui um incentivo para todos os que lutam pela liberdade e democracia na América Latina.
Parabéns ao Peru, aos amigos peruanos e à literatura em língua espanhola.
Organização socretina de um local de trabalho
Diagrama esclarecedor
Quando os chefes olham para baixo só vêem merda;
Quando os tipos de baixo olham para cima só vêem caras de cu...
Quando os chefes olham para baixo só vêem merda;
Quando os tipos de baixo olham para cima só vêem caras de cu...
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Negociatas
06/10/2010
Quanto custa esta República
Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – Resolução da Assembleia da República nº 11/2010 (em http://www.dre.pt/)
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da República:
01 - Vencimento de Deputados ........................................................12 milhões 349 mil Euros
02 - Ajudas de Custo de Deputados ...................................................2 milhões 724 mil Euros
03 - Transportes de Deputados .........................................................3 milhões 869 mil Euros
04 - Deslocações e Estadas .................................................................2 milhões 363 mil Euros
05 - Assistência Técnica .……..............................................................2 milhões 948 mil Euros
06 - Outros Trabalhos Especializados .…..........................................3 milhões 593 mil Euros
07 - Restaurante, Refeitório, Cafetaria ..............................................................961 mil Euros
08 - Subvenções aos Grupos Parlamentares ....................................................970 mil Euros
09 - Equipamento de Informática .....................................................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos .................................................................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ..........................................................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfers Diversos .....................................................................13 milhões 506 mil Euros
13- Subvenção aos Partidos na AR ..................................................16 milhões 977 mil Euros
14- Subvenções de Campanhas Eleitorais ......................................73 milhões 798 mil Euros
TOTAL A DESPESA ORÇAMENTADA PARA O ANO DE 2010:
€ 191 405 356,61 (191 milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos)
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da República:
01 - Vencimento de Deputados ........................................................12 milhões 349 mil Euros
02 - Ajudas de Custo de Deputados ...................................................2 milhões 724 mil Euros
03 - Transportes de Deputados .........................................................3 milhões 869 mil Euros
04 - Deslocações e Estadas .................................................................2 milhões 363 mil Euros
05 - Assistência Técnica .……..............................................................2 milhões 948 mil Euros
06 - Outros Trabalhos Especializados .…..........................................3 milhões 593 mil Euros
07 - Restaurante, Refeitório, Cafetaria ..............................................................961 mil Euros
08 - Subvenções aos Grupos Parlamentares ....................................................970 mil Euros
09 - Equipamento de Informática .....................................................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos .................................................................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ..........................................................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfers Diversos .....................................................................13 milhões 506 mil Euros
13- Subvenção aos Partidos na AR ..................................................16 milhões 977 mil Euros
14- Subvenções de Campanhas Eleitorais ......................................73 milhões 798 mil Euros
TOTAL A DESPESA ORÇAMENTADA PARA O ANO DE 2010:
€ 191 405 356,61 (191 milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos)
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05/10/2010
Fraco Rei faz fraco Povo
Uma opinião desassombrada de Frei Fernando Ventura.
Assinando por baixo! E sem comentários.
04/10/2010
Venda dos aneis
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) acaba de anunciar a venda da sua sede - Av. João XXI em Lisboa - ao seu Fundo de Pensões do pessoal, por um montante de cerca de 250 milhões de euros. Nessa operação estima obter uma mais-valia (lucro) de 103 milhões de euros.
Eis uma operação Robin dos Bosques.
Com esta "contabilidade criativa", a CGD toma uma decisão que, sendo obrigatoriamente do conhecimento do acionista - o Estado - visa obter , ainda em 2010, um lucro extraordinário que remunere esse mesmo acionista.
Essa mais-valia vai diretamente para equilibrar o Orçamento. Assim se percebe como o ministro Teixeira do Santos garantia tua fazer para cumprir o défice orçamental.
O governo socretino dirá que não interferiu na decisão "empresarial", "comercial" da CGD. Como se fosse credível que um qualquer conselho de administração de uma empresa dos Estado pudesse tomar tal decisão sem cobertura do ministro das Finanças e do primeiro-ministro.
Na verdade, esta manobra visa, no curto prazo, enganar Bruxelas com um equilíbrio fictício das contas públicas; a prazo, retira 103 milhões de euros desse fundo de pensões e aos respetivos empregados que terão as suas poupanças confiscadas.
Haverá mais vida para além do orçamento (*) ?
A gravidade da crise orçamental portuguesas está exposta na praça pública.
A bancarrota vai para debaixo do tapete.
A desvergonha está à solta.
(*) famosa frase mortal e inconsciente de Jorge Sampaio (PR) contra Manuela Ferreira Leite (MF), em 2003
Eis uma operação Robin dos Bosques.
Com esta "contabilidade criativa", a CGD toma uma decisão que, sendo obrigatoriamente do conhecimento do acionista - o Estado - visa obter , ainda em 2010, um lucro extraordinário que remunere esse mesmo acionista.
Essa mais-valia vai diretamente para equilibrar o Orçamento. Assim se percebe como o ministro Teixeira do Santos garantia tua fazer para cumprir o défice orçamental.
O governo socretino dirá que não interferiu na decisão "empresarial", "comercial" da CGD. Como se fosse credível que um qualquer conselho de administração de uma empresa dos Estado pudesse tomar tal decisão sem cobertura do ministro das Finanças e do primeiro-ministro.
Na verdade, esta manobra visa, no curto prazo, enganar Bruxelas com um equilíbrio fictício das contas públicas; a prazo, retira 103 milhões de euros desse fundo de pensões e aos respetivos empregados que terão as suas poupanças confiscadas.
Haverá mais vida para além do orçamento (*) ?
A gravidade da crise orçamental portuguesas está exposta na praça pública.
A bancarrota vai para debaixo do tapete.
A desvergonha está à solta.
(*) famosa frase mortal e inconsciente de Jorge Sampaio (PR) contra Manuela Ferreira Leite (MF), em 2003
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Um socialista decente
Austeridade "não toca na gordura do Estado e nos interesses da oligarquia"
Henrque Neto (*), em entrevista ao «Público», voltou a não poupar críticas às políticas económicas deste Governo. Diz que só os estadistas sabem ouvir os "críticos" e acrescenta que o chefe de governo utilizou um otimismo "bacoco e inconsciente" para esconder os problemas.
Desde o Governo de António Guterres, tem participado nos congressos do PS apresentando moções críticas para as políticas na área económica, por as considerar desajustadas das necessidades do país. Como vê a actual situação?
Com grande preocupação. Como português que gosta muito do seu país, não posso deixar de lamentar as oportunidades perdidas e os erros cometidos. Infelizmente, os nossos governantes não sabem da importância de ouvir os críticos, que é uma qualidade que está apenas ao alcance dos estadistas.
Como é que explica que, apesar dos avisos, o Governo tenha ignorado o impacto que a crise financeira iria ter na economia nacional?
Não há uma resposta simples para essa questão. Penso que é um misto de falta de sentido de Estado, de ignorância, de voluntarismo e de teimosia e, porventura mais importante, de falta de convicção sobre o interesse geral a que muitos chamam patriotismo.
Como avalia as linhas gerais propostas pelo Governo para reduzir o défice do Estado em 2011?
Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expetativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expetável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.
Acredita na execução orçamental de 2010?
Tanto quanto se sabe, o Governo não cumpriu as medidas acordadas com o PSD, do lado da despesa, no PEC (Plano de estabilidade e Crescimento) 1 e no PEC 2. Mas, como todos sabemos, a contabilidade governamental é elástica e algumas das medidas agora apresentadas terão efeito ainda este ano, pelo que seria um absurdo indesculpável o Governo não cumprir o objetivo do défice para 2010.
Quais os efeitos das medidas anunciadas na economia real?
Os livros de Economia ensinam que estas medidas matam qualquer economia, e essa é uma razão adicional para as evitar em tempo útil, com bom senso e boa governação. Em qualquer caso, temos a vantagem de ser um pequeno país e acredito que as empresas têm condições para salvar a economia portuguesa. Mas, para isso, precisam de uma estratégia nacional clara e coerente, um Estado sério e competente que defenda o interesse geral e uma profunda reforma ao nível da exigência educativa. O objetivo principal terá de ser subir na cadeia de valor através da inovação e de recursos humanos mais qualificados.
Continua a haver risco de Portugal necessitar da intervenção do FMI?
Um Governo que deixou chegar as finanças à presente situação, dificilmente evitará a vinda do FMI.
Partilha da opinião dos que defendem que o melhor contributo que o Governo pode dar à economia é consolidar as contas públicas?
A consolidação das contas públicas é uma condição necessária mas não suficiente. Apenas o crescimento sustentado da economia abrirá novas perspetivas aos portugueses. Mas, neste domínio, José Sócrates iludiu, durante cinco longos anos, todos os reais problemas da economia através de um otimismo bacoco e inconsciente.
Não o fez apenas por ignorância, mas para servir os interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.
Como se resolve o dilema: estimular a economia e equilibrar as contas públicas?
Nas atuais condições de endividamento, dificilmente se conseguirão ambas as coisas. Por isso a dívida pública que os últimos governos deixaram acumular deveria constituir crime público. Porque nos tornou dependentes dos credores internacionais e coloca em causa o bem mais precioso de qualquer país, que é a independência nacional. Que, no caso de Portugal, tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento. Aliás, por isso, e talvez não por acaso, infelizmente, são cada vez mais frequentes as tiradas vindas de alguns setores apregoando que o país não é viável e que os portugueses não se sabem governar, ou que a solução dos nossos problemas passaria por uma qualquer união ibérica.
É possível cumprir as metas orçamentais sem aumento de impostos que permitem receitas imediatas?
Teria sido possível se a previsão fizesse parte do léxico do Governo de José Sócrates. Mas como, a três meses do final do ano, o ministro das Finanças ainda precisa de medidas adicionais e pede à oposição que lhe indique onde cortar na despesa, a resposta é não, no curto prazo, os impostos adicionais são inevitáveis.
Das declarações do Governo, ficou com ideia de que ele deixou cair o investimento público associado às grandes obras, TGV e aeroporto?
A ideia com que se fica é que o primeiro-ministro não leva em conta o interesse nacional, mas os interesses dos grupos de pressão dos setores financeiro e das obras públicas, o que é a única explicação para a dimensão dos erros cometidos. Estamos a construir mais auto-estradas que ficam vazias e sem carros e um TGV com um traçado que não favorece a economia, ao mesmo tempo que nada foi feito para termos um porto de transhipment e transporte ferroviário de mercadorias para a Europa, investimentos cruciais em logística, para podermos ambicionar atrair mais investimento estrangeiro e desenvolver uma verdadeira capacidade exportadora. Em qualquer caso, contra toda a sanidade económica e financeira, o Governo não parou a maioria das obras programadas e utilizará o fantasma das indemnizações aos empreiteiros para as não parar.
Durante as últimas eleições, Passos Coelho desalinhou com a liderança do PSD da altura e veio também defender os grandes investimentos públicos como o TGV?
Infelizmente, Portugal está na senda de escolher jovens primeiros-ministros que não sabem do que falam. O que é agravado pela inexistência de uma estratégia nacional integradora das grandes decisões de investimento público. Desta forma, os investimentos são encarados como obra pública avulsa, o que conduz a cada cabeça cada sentença. Pedro Passos Coelho é parte desse problema, que, além disso, permite as constantes mudanças de opinião.
O que diz é que o jogo político entre as altas figuras que lideram o PS e o PSD se tem sobreposto ao desenvolvimento do país?
É inegável que existe um bloco central inorgânico na política portuguesa, que defende interesses privados ilegítimos e permite a acumulação de altos e bem pagos cargos na administração do Estado e nas empresas do regime. O que é facilitado pelo chamado centralismo democrático praticado nos diversos partidos políticos e pela habitual passividade e clubismo do povo português. Nesse capítulo, atingimos o ponto zero da moralidade pública e não vejo como será possível colocar a economia portuguesa no caminho do progresso e do crescimento, com algumas das principais empresas e grupos económicos a poderem ter relações privilegiadas com o poder político e a ser-lhes permitido fugir da concorrência e dos mercados externos, por força do clima de facilidade e de privilégio que detêm no mercado interno.
Nos últimos anos, chamou várias vezes a atenção para a promiscuidade dos grandes interesses privados com altas figuras do Estado. O cidadão tem a ideia de que não paga essa fatura. O facto de o cidadão ser chamado agora a pagar a fatura vai ter consequências?
Não sei quando é que os portugueses dirão "basta!". Mas sei que o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua atividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante. Por outro lado, como pode o cidadão comum combater a corrupção, se o próprio Governo não fizer o que deve e pode para encabeçar esse combate, como ainda aconteceu recentemente?
(*) Henrique Neto tem 74 anos e é militante do PS há cerca de 20. Mas é também um empresário da Marinha Grande, tendo criado a Iberomoldes em 1975, uma exportadora de moldes, de componentes para automóveis e de engenharia de produtos
in «Público», 04.05.2010
Henrque Neto (*), em entrevista ao «Público», voltou a não poupar críticas às políticas económicas deste Governo. Diz que só os estadistas sabem ouvir os "críticos" e acrescenta que o chefe de governo utilizou um otimismo "bacoco e inconsciente" para esconder os problemas.
Desde o Governo de António Guterres, tem participado nos congressos do PS apresentando moções críticas para as políticas na área económica, por as considerar desajustadas das necessidades do país. Como vê a actual situação?
Com grande preocupação. Como português que gosta muito do seu país, não posso deixar de lamentar as oportunidades perdidas e os erros cometidos. Infelizmente, os nossos governantes não sabem da importância de ouvir os críticos, que é uma qualidade que está apenas ao alcance dos estadistas.
Como é que explica que, apesar dos avisos, o Governo tenha ignorado o impacto que a crise financeira iria ter na economia nacional?
Não há uma resposta simples para essa questão. Penso que é um misto de falta de sentido de Estado, de ignorância, de voluntarismo e de teimosia e, porventura mais importante, de falta de convicção sobre o interesse geral a que muitos chamam patriotismo.
Como avalia as linhas gerais propostas pelo Governo para reduzir o défice do Estado em 2011?
Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expetativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expetável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.
Acredita na execução orçamental de 2010?
Tanto quanto se sabe, o Governo não cumpriu as medidas acordadas com o PSD, do lado da despesa, no PEC (Plano de estabilidade e Crescimento) 1 e no PEC 2. Mas, como todos sabemos, a contabilidade governamental é elástica e algumas das medidas agora apresentadas terão efeito ainda este ano, pelo que seria um absurdo indesculpável o Governo não cumprir o objetivo do défice para 2010.
Quais os efeitos das medidas anunciadas na economia real?
Os livros de Economia ensinam que estas medidas matam qualquer economia, e essa é uma razão adicional para as evitar em tempo útil, com bom senso e boa governação. Em qualquer caso, temos a vantagem de ser um pequeno país e acredito que as empresas têm condições para salvar a economia portuguesa. Mas, para isso, precisam de uma estratégia nacional clara e coerente, um Estado sério e competente que defenda o interesse geral e uma profunda reforma ao nível da exigência educativa. O objetivo principal terá de ser subir na cadeia de valor através da inovação e de recursos humanos mais qualificados.
Continua a haver risco de Portugal necessitar da intervenção do FMI?
Um Governo que deixou chegar as finanças à presente situação, dificilmente evitará a vinda do FMI.
Partilha da opinião dos que defendem que o melhor contributo que o Governo pode dar à economia é consolidar as contas públicas?
A consolidação das contas públicas é uma condição necessária mas não suficiente. Apenas o crescimento sustentado da economia abrirá novas perspetivas aos portugueses. Mas, neste domínio, José Sócrates iludiu, durante cinco longos anos, todos os reais problemas da economia através de um otimismo bacoco e inconsciente.
Não o fez apenas por ignorância, mas para servir os interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.
Como se resolve o dilema: estimular a economia e equilibrar as contas públicas?
Nas atuais condições de endividamento, dificilmente se conseguirão ambas as coisas. Por isso a dívida pública que os últimos governos deixaram acumular deveria constituir crime público. Porque nos tornou dependentes dos credores internacionais e coloca em causa o bem mais precioso de qualquer país, que é a independência nacional. Que, no caso de Portugal, tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento. Aliás, por isso, e talvez não por acaso, infelizmente, são cada vez mais frequentes as tiradas vindas de alguns setores apregoando que o país não é viável e que os portugueses não se sabem governar, ou que a solução dos nossos problemas passaria por uma qualquer união ibérica.
É possível cumprir as metas orçamentais sem aumento de impostos que permitem receitas imediatas?
Teria sido possível se a previsão fizesse parte do léxico do Governo de José Sócrates. Mas como, a três meses do final do ano, o ministro das Finanças ainda precisa de medidas adicionais e pede à oposição que lhe indique onde cortar na despesa, a resposta é não, no curto prazo, os impostos adicionais são inevitáveis.
Das declarações do Governo, ficou com ideia de que ele deixou cair o investimento público associado às grandes obras, TGV e aeroporto?
A ideia com que se fica é que o primeiro-ministro não leva em conta o interesse nacional, mas os interesses dos grupos de pressão dos setores financeiro e das obras públicas, o que é a única explicação para a dimensão dos erros cometidos. Estamos a construir mais auto-estradas que ficam vazias e sem carros e um TGV com um traçado que não favorece a economia, ao mesmo tempo que nada foi feito para termos um porto de transhipment e transporte ferroviário de mercadorias para a Europa, investimentos cruciais em logística, para podermos ambicionar atrair mais investimento estrangeiro e desenvolver uma verdadeira capacidade exportadora. Em qualquer caso, contra toda a sanidade económica e financeira, o Governo não parou a maioria das obras programadas e utilizará o fantasma das indemnizações aos empreiteiros para as não parar.
Durante as últimas eleições, Passos Coelho desalinhou com a liderança do PSD da altura e veio também defender os grandes investimentos públicos como o TGV?
Infelizmente, Portugal está na senda de escolher jovens primeiros-ministros que não sabem do que falam. O que é agravado pela inexistência de uma estratégia nacional integradora das grandes decisões de investimento público. Desta forma, os investimentos são encarados como obra pública avulsa, o que conduz a cada cabeça cada sentença. Pedro Passos Coelho é parte desse problema, que, além disso, permite as constantes mudanças de opinião.
O que diz é que o jogo político entre as altas figuras que lideram o PS e o PSD se tem sobreposto ao desenvolvimento do país?
É inegável que existe um bloco central inorgânico na política portuguesa, que defende interesses privados ilegítimos e permite a acumulação de altos e bem pagos cargos na administração do Estado e nas empresas do regime. O que é facilitado pelo chamado centralismo democrático praticado nos diversos partidos políticos e pela habitual passividade e clubismo do povo português. Nesse capítulo, atingimos o ponto zero da moralidade pública e não vejo como será possível colocar a economia portuguesa no caminho do progresso e do crescimento, com algumas das principais empresas e grupos económicos a poderem ter relações privilegiadas com o poder político e a ser-lhes permitido fugir da concorrência e dos mercados externos, por força do clima de facilidade e de privilégio que detêm no mercado interno.
Nos últimos anos, chamou várias vezes a atenção para a promiscuidade dos grandes interesses privados com altas figuras do Estado. O cidadão tem a ideia de que não paga essa fatura. O facto de o cidadão ser chamado agora a pagar a fatura vai ter consequências?
Não sei quando é que os portugueses dirão "basta!". Mas sei que o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua atividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante. Por outro lado, como pode o cidadão comum combater a corrupção, se o próprio Governo não fizer o que deve e pode para encabeçar esse combate, como ainda aconteceu recentemente?
(*) Henrique Neto tem 74 anos e é militante do PS há cerca de 20. Mas é também um empresário da Marinha Grande, tendo criado a Iberomoldes em 1975, uma exportadora de moldes, de componentes para automóveis e de engenharia de produtos
in «Público», 04.05.2010
03/10/2010
Diferença entre um GNR e um Socialista
Um homem, voando de balão, dá conta de que está perdido. Avista um GNR, aproxima-se dele e pergunta-lhe:
- Pode ajudar-me? Fiquei de me encontrar às duas da tarde com um amigo, já estou meia hora atrasado e não sei onde estou.
- Claro que sim! - responde-lhe o guarda - O senhor está num balão, a 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus norte e as longitudes 7 e 9 graus oeste.
- Você é da GNR, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: porque o que me disse está tecnicamente correcto mas é inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então você é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: porque você não sabe onde está nem para onde vai, assumiu um compromisso que não vai poder cumprir e está à espera de que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exatamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
- Pode ajudar-me? Fiquei de me encontrar às duas da tarde com um amigo, já estou meia hora atrasado e não sei onde estou.
- Claro que sim! - responde-lhe o guarda - O senhor está num balão, a 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus norte e as longitudes 7 e 9 graus oeste.
- Você é da GNR, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: porque o que me disse está tecnicamente correcto mas é inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então você é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: porque você não sabe onde está nem para onde vai, assumiu um compromisso que não vai poder cumprir e está à espera de que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exatamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
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02/10/2010
01/10/2010
Um dia negro para Portugal
O dia 29 de Setembro de 2010 foi um dia negro para os portugueses. Os portugueses acordaram a meio de um pesadelo e caíram da cama.
Às 20 horas, todos os canais televisivos retomaram as «Conversas em Família». O menino Zequinha desfiava, sem corar, um novo pacote de mentiras. Mais uma vez, os seus olhos de patife, saltitavam da esquerda para a direita sem fitar nenhum membro da família. Tentava que não se percebesse que é um mentiroso compulsivo.
Depois disso, o ministro das Finanças suíço analisou a situação portuguesa no parlamento do seu país e, claro, não se conseguiu conter perante uma realidade tão estranha:
Às 20 horas, todos os canais televisivos retomaram as «Conversas em Família». O menino Zequinha desfiava, sem corar, um novo pacote de mentiras. Mais uma vez, os seus olhos de patife, saltitavam da esquerda para a direita sem fitar nenhum membro da família. Tentava que não se percebesse que é um mentiroso compulsivo.
Depois disso, o ministro das Finanças suíço analisou a situação portuguesa no parlamento do seu país e, claro, não se conseguiu conter perante uma realidade tão estranha:
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30/09/2010
Um ano de circo no manicómio
Após o anúncio de "corajosas" medidas pela camarilha socretina, convém rebobinar o filme «O maluquinho de São Bento» e tentar perceber se Portugal tem gente séria ao volante, antes que chegue a próxima curva:
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O regime dos Yá-tolos
Moçambique prepara-se para fazer entrar em vigor uma medida que prevê o bloqueio de telemóveis com cartão pré-pago que não estejam registados junto dos respetivos operadores. Os utilizadores deste tipo de serviço deverão registar obrigatoriamente a titularidade dos números até 15 de Novembro.
A medida terá sido precipitada pelos violentos protestos contra o aumento do custo de vida de 1 e 2 de Setembro, convocados sobretudo através de SMS. As autoridades defendem, entretanto, que se trata apenas de assegurar a correta utilização de um serviço público.
A proposta pretende "garantir proteção dos utilizadores e segurança das pessoas no geral, assim como de instituições que têm estado a ser roubadas e burladas com base no uso de cartões pré-pagos das duas operadoras móveis", segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Américo Muchanga (1), citado pelo jornal mediaFax, refere a Lusa.
O governante apelou a "todos os cidadãos a dirigirem-se às suas operadoras em tempo útil, munidos dos respetivos bilhetes de identidade e certificados de residência ou outros documentos válidos, onde vão responder a um formulário já disponível".
O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique referiu admitiu ainda que o processo, que decorre há mais de 10 dias, é "irreversível".
Recorde-se que no início do mês, a imprensa local dava conta de um bloqueio aos SMS (2) pelos operadores que justificaram o sucedido com "problemas técnicos".
Dados governamentais indicam que 27 por cento dos 21 milhões de moçambicanos usam serviços de telefonia móvel.
in Sapo.pt
NR:
(1) o camarada Muchanga não é ministro mas sim diretor do Instituto Nacional das Comunicações - uma entidade reguladora e autónoma (sem rir, por favor); o ministro recebeu ordens sobre o que devia mandar o Muchanga fazer.
(2) recordemos que as revoltas populares no Irão e em Moçambique, contra os respetivos regimes corruptos, foram conduzidos por SMS e outras tecnologias móveis.
Chegam atrasados, estes corruptos guebuzinos...
A medida terá sido precipitada pelos violentos protestos contra o aumento do custo de vida de 1 e 2 de Setembro, convocados sobretudo através de SMS. As autoridades defendem, entretanto, que se trata apenas de assegurar a correta utilização de um serviço público.
A proposta pretende "garantir proteção dos utilizadores e segurança das pessoas no geral, assim como de instituições que têm estado a ser roubadas e burladas com base no uso de cartões pré-pagos das duas operadoras móveis", segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Américo Muchanga (1), citado pelo jornal mediaFax, refere a Lusa.
O governante apelou a "todos os cidadãos a dirigirem-se às suas operadoras em tempo útil, munidos dos respetivos bilhetes de identidade e certificados de residência ou outros documentos válidos, onde vão responder a um formulário já disponível".
O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique referiu admitiu ainda que o processo, que decorre há mais de 10 dias, é "irreversível".
Recorde-se que no início do mês, a imprensa local dava conta de um bloqueio aos SMS (2) pelos operadores que justificaram o sucedido com "problemas técnicos".
Dados governamentais indicam que 27 por cento dos 21 milhões de moçambicanos usam serviços de telefonia móvel.
in Sapo.pt
NR:
(1) o camarada Muchanga não é ministro mas sim diretor do Instituto Nacional das Comunicações - uma entidade reguladora e autónoma (sem rir, por favor); o ministro recebeu ordens sobre o que devia mandar o Muchanga fazer.
(2) recordemos que as revoltas populares no Irão e em Moçambique, contra os respetivos regimes corruptos, foram conduzidos por SMS e outras tecnologias móveis.
Chegam atrasados, estes corruptos guebuzinos...
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29/09/2010
É sempre bom saber Inglês Técnico...
Berlusconi, Sarkozy and Sócrates went for a job interview in Brussels .
Before the interview, they were told that they must compose a sentence in English, with three main words: "GREEN", "PINK", and "YELLOW"
Berlusconi was the first:
- "I wake up in the morning. I see the YELLOW sun. I see the GREEN grass, and I think to myself, I hope it will be a PINK Day."
Sarkozy was the next:
- "I wake up in the morning, I eat a YELLOW banana, a GREEN pepper and in the evening I watch the PINK panther on TV."
Last one was Sócrates:
"I wake up in the morning, I hear the phone GREEN... GREEN... GREEN..., I PINK up the phone and I say: YELLOW!"
Before the interview, they were told that they must compose a sentence in English, with three main words: "GREEN", "PINK", and "YELLOW"
Berlusconi was the first:
- "I wake up in the morning. I see the YELLOW sun. I see the GREEN grass, and I think to myself, I hope it will be a PINK Day."
Sarkozy was the next:
- "I wake up in the morning, I eat a YELLOW banana, a GREEN pepper and in the evening I watch the PINK panther on TV."
Last one was Sócrates:
"I wake up in the morning, I hear the phone GREEN... GREEN... GREEN..., I PINK up the phone and I say: YELLOW!"
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28/09/2010
Humor cubano
O circo
Um cubano queria fugir da ilha e lembrou-se de aproveitar a partida do circo de Moscovo que, na altura, se exibia em La Habana.
Então disfarçou-se de macaco e meteu-se na jaula dos animais.
Pouco antes da partida de Cuba, aparece o domador e mete os leões na mesma jaula...
O cubano, desesperado e cheio de medo, desata a gritar por socorro e a tentar sair da jaula, quando um dos leões lhe diz:
- Vê se te calas ou ainda lixas a fuga a toda agente!!!!
O eixo do mal
A professora mostra um retrato de Bush aos alunos e pergunta-lhes:
- De quem é este retrato?
Silêncio absoluto.
- Vou ajudar um bocadinho. É por culpa deste senhor que estamos a passar fome...
Aí o menino Joãozinho responde:
- Desculpe professora! Mas sem a farda e a barba não o reconhecemos...
Um cubano queria fugir da ilha e lembrou-se de aproveitar a partida do circo de Moscovo que, na altura, se exibia em La Habana.
Então disfarçou-se de macaco e meteu-se na jaula dos animais.
Pouco antes da partida de Cuba, aparece o domador e mete os leões na mesma jaula...
O cubano, desesperado e cheio de medo, desata a gritar por socorro e a tentar sair da jaula, quando um dos leões lhe diz:
- Vê se te calas ou ainda lixas a fuga a toda agente!!!!
O eixo do mal
A professora mostra um retrato de Bush aos alunos e pergunta-lhes:
- De quem é este retrato?
Silêncio absoluto.
- Vou ajudar um bocadinho. É por culpa deste senhor que estamos a passar fome...
Aí o menino Joãozinho responde:
- Desculpe professora! Mas sem a farda e a barba não o reconhecemos...
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Comunismo
27/09/2010
Paraíso e Inferno
Definições precisas...
O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses.
O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses.
26/09/2010
A minha carteira
Sr. Ministro, quer a minha carteira?
Teixeira dos Santos pensa e atua como se fosse dono das nossas carteiras. Há 14 mil (14 000) entidades dependentes do Orçamento, mas o governo não quer tocar neste enxame. Só quer tocar na nossa carteira.
I. Em Maio, o PS pediu mais impostos, porque o "mundo mudou numa semana". Lembram-se dessa? Em Maio, o mundo mudou numa semana, segundo o nosso primeiro-ministro. Bom, o PSD lá fez o acordo: sim, senhora, há mais impostos, mas, em troca, a despesa tem de cair. Estamos em Setembro, a receita está em alta (graças aos impostos), mas a despesa não pára de aumentar. Por incompetência e por cobardia política, o governo não está a cortar na despesa, ou seja, não está a cumprir o acordo que fez com o país (não foi só com o PSD). Pior: o PS não cumpriu o que prometeu e, agora, ainda por cima, aponta o dedo ao PSD, tentando culpabilizar os laranjinhas. Como salientou Martim Silva, a actuação do governo está a ser lamentável.
II. Por amor de deus, nós temos 14 mil organismos (14 000) atrelados ao orçamento de estado. Isto, meus amigos, é um escândalo. Há por aí 14 mil coisas e coisinhas a sugar os nossos impostos , e o PS não é capaz de cortar umas centenas destes organismos? Alguém pode dizer com cara séria que todas estas 14 mil instituições são necessárias? Não é evidente que centenas e centenas destes organismos (sobretudo institutos e fundações) deviam ser extintos? Dr. Teixeira dos Santos, V. Exa. está a gozar com quem? Há por aí 14 mil entidades públicas, e V. Exa. só pensa em aumentar impostos? De onde vem essa sua obsessão carnal pela minha carteira?
III. Meus amigos, em 2000, a dívida pública era de 50,4% do PIB. Em 2010, essa dívida vai cair nos 85% do PIB. Um aumento de 35 pontos em 10 anos . E este abismo torna-se verdadeiramente assustador quando juntamos a estas contas as dívidas dos privados: 159% do PIB. Ou seja, Portugal deve ao exterior 245% do seu PIB. Eis um retrato de um país que se infantilizou numa década. Tal como as crianças, o país perdeu a noção do abismo que separa o querer e o poder. Pior: ao mesmo tempo que ocorreu este aumento pornográfico da nossa dívida, a nossa economia foi perdendo força. Entre 1985 e 1991, Portugal cresceu 5,5% ao ano. Entre 1991 e 2001, esse valor caiu para os 2,7%. Entre 2001 e 2010, o crescimento tem sido inferior a 1%. Meus amigos, perante todos estes factos, uma coisa é certa: o que vem aí não é bonito, mas é necessário. Cortes brutais na despesa, medidas draconianas para forçar a poupança, etc. Agarrem-se.
Henrique Raposo
in «Expresso», 24.09.2010
Teixeira dos Santos pensa e atua como se fosse dono das nossas carteiras. Há 14 mil (14 000) entidades dependentes do Orçamento, mas o governo não quer tocar neste enxame. Só quer tocar na nossa carteira.
I. Em Maio, o PS pediu mais impostos, porque o "mundo mudou numa semana". Lembram-se dessa? Em Maio, o mundo mudou numa semana, segundo o nosso primeiro-ministro. Bom, o PSD lá fez o acordo: sim, senhora, há mais impostos, mas, em troca, a despesa tem de cair. Estamos em Setembro, a receita está em alta (graças aos impostos), mas a despesa não pára de aumentar. Por incompetência e por cobardia política, o governo não está a cortar na despesa, ou seja, não está a cumprir o acordo que fez com o país (não foi só com o PSD). Pior: o PS não cumpriu o que prometeu e, agora, ainda por cima, aponta o dedo ao PSD, tentando culpabilizar os laranjinhas. Como salientou Martim Silva, a actuação do governo está a ser lamentável.
II. Por amor de deus, nós temos 14 mil organismos (14 000) atrelados ao orçamento de estado. Isto, meus amigos, é um escândalo. Há por aí 14 mil coisas e coisinhas a sugar os nossos impostos , e o PS não é capaz de cortar umas centenas destes organismos? Alguém pode dizer com cara séria que todas estas 14 mil instituições são necessárias? Não é evidente que centenas e centenas destes organismos (sobretudo institutos e fundações) deviam ser extintos? Dr. Teixeira dos Santos, V. Exa. está a gozar com quem? Há por aí 14 mil entidades públicas, e V. Exa. só pensa em aumentar impostos? De onde vem essa sua obsessão carnal pela minha carteira?
III. Meus amigos, em 2000, a dívida pública era de 50,4% do PIB. Em 2010, essa dívida vai cair nos 85% do PIB. Um aumento de 35 pontos em 10 anos . E este abismo torna-se verdadeiramente assustador quando juntamos a estas contas as dívidas dos privados: 159% do PIB. Ou seja, Portugal deve ao exterior 245% do seu PIB. Eis um retrato de um país que se infantilizou numa década. Tal como as crianças, o país perdeu a noção do abismo que separa o querer e o poder. Pior: ao mesmo tempo que ocorreu este aumento pornográfico da nossa dívida, a nossa economia foi perdendo força. Entre 1985 e 1991, Portugal cresceu 5,5% ao ano. Entre 1991 e 2001, esse valor caiu para os 2,7%. Entre 2001 e 2010, o crescimento tem sido inferior a 1%. Meus amigos, perante todos estes factos, uma coisa é certa: o que vem aí não é bonito, mas é necessário. Cortes brutais na despesa, medidas draconianas para forçar a poupança, etc. Agarrem-se.
Henrique Raposo
in «Expresso», 24.09.2010
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Socialismo
25/09/2010
Há cada estória por destapar...
Personagens da FRELIMO: Alguns nomes de vivos e de mortos...
A Morte de Filipe Samuel Magaia
Guebuza encontrava-se naquele Centro de Bagamoyo havia uma semana. Tinha vindo de Moçambique com os seus conterrâneos José Mazuze, Pascoal Nhapule, Francisco Langa, Josina Mutemba (namorada de Filipe Samuel Magaia). Também era frequente a presença de Filipe Samuel Magaia naquele Centro, onde vinha para politizar.
Quanto a Filipe Samuel Magaia (1º Comandante de todas as forças da DSD da FRELIMO), foi vítima de uma emboscada por parte das próprias forças, para deixar Josina viúva, para mais tarde desposar Samora Machel e para o mesmo tomar o lugar do mesmo Filipe Magaia. O comandante de todas as forças da FRELIMO, estava por conseguinte em Kongwa e Filipe Samuel Magaia por ocupar uma posição hierarquicamente superior encontrava-se em Dar-es-Saalam, onde se encontrava sediada a FRELIMO. Apesar deste distanciamento e tempo como militar da FRELIMO nunca vi estes dois elementos juntos, o que antevia uma certa animosidade entre eles, talvez sublimado pelo facto de um ser da Zambézia (Magaia) e outro de Gaza (Samora).
Samora saía poucas vezes de Kongwa e talvez por esse motivo teve facilidade em manipular os quadros militares até à morte de Magaia, altura em que lhe ficou com a namorada assim como com o Departamento de Defesa, entregando o da Segurança ao amigo Joaquim Chissano, tudo com o consentimento do Dr. Mondlane.
De referir também que quase todos os quadros da FRELIMO sabiam que tinha sido Samora Machel, Alberto Chipande, Joaquim Chissano e Sebastião Marcos Mabote que planearam a morte de Filipe Magaia com o consentimento do próprio Eduardo Mondlane.
Alguns quadros da FRELIMO que testemunharam a morte de Filipe Magaia foram fuzilados em Cabo Delgado. Um deles chamava-se Lino Ibraimo e o seu executor foi João Fascitela Pelembe. Por sua vez Luís Arrancatudo, que tinha sido instrutor em Bagamoyo, foi fuzilado na Base de Catur, no Niassa, por ordens de Sebastião Mabote e de José Moiane.
Os chamados Destacamentos Femininos eram vítimas de abusos sexuais, feitos na sua maioria pelos chefes. As raparigas grávidas eram obrigadas a ter depois relações sexuais com simples soldados, para posteriormente estes serem acusados de mau comportamento e serem severamente punidos com castigos exemplares. As mulheres grávidas eram enviadas para o Campo de Tunduro, onde Francisco Manhanga era Comandante, coadjuvado por Bonifácio Gruveta. De referir ainda que em muitos casos as mulheres que engravidavam eram obrigadas também a abortar por métodos criminosos e os seus fetos deitados no caixote de lixo, com o conhecimento das autoridades tanzanianas que nunca tomaram medidas para impedir tais actos, pois diziam que esse era um assunto moçambicano.
O Campo de Tunduro, servia também como local de descanso para os chefes da FRELIMO. Ali levavam uma vida de burguesia, tinham tudo à disposição, incluindo as raparigas e as mulheres mais bonitas da Organização. Muito dinheiro que a Organização possuía era gasto nestas libertinagens.
NOTA:
Excerto de livro a publicar ainda no corrente ano, por testemunha insuspeita.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
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Negociatas
24/09/2010
Mensalão - edição 1
Hoje é dia de mensalão.
Faz hoje anos que rebentou o "Escandâlo do Mensalão", em 2004.
Temos de dar os parabéns ao presidente Lula da Silva por ter conseguido escapar por entre os pingos da chuva.
Na sequência das investigações feitas pelas autoridades, Lula da Silva não sabia de nada e tua foi preparado nas suas costas pelos seus mais próximos colaboradores.
Mas é isso mesmo, Lula não sabia de nadica de nada.
Tá aí meu povo: vocês querem mesmo um Mensalão nº 2?
Faz hoje anos que rebentou o "Escandâlo do Mensalão", em 2004.
Temos de dar os parabéns ao presidente Lula da Silva por ter conseguido escapar por entre os pingos da chuva.
Na sequência das investigações feitas pelas autoridades, Lula da Silva não sabia de nada e tua foi preparado nas suas costas pelos seus mais próximos colaboradores.
Mas é isso mesmo, Lula não sabia de nadica de nada.
Tá aí meu povo: vocês querem mesmo um Mensalão nº 2?
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Negociatas,
Socialismo
Os bons e os maus
A escola inclusiva socretina... O colapso económico de Portugal... e tudo bem para a cambada que vive a mamar da teta do Estado.
O homem do circo bem apontado.
O homem do circo bem apontado.
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Opinião,
Socialismo
23/09/2010
A Chuva de Estrelas Socretina
Manuela Ferreira Leite tinha razão: o endividamento era o nosso maior problema. A ex-presidente do PSD apontou para a realidade. E, na resposta, o que fez o país? Disse, com desprezo, "por amor de deus!", como José Sócrates.
I. É bom ter memória. Há um ano, Ferreira Leite e José Sócrates enfrentaram-se num debate televisivo, o mais importante das eleições legislativas. Na altura, eu disse que Ferreira Leite saiu vencedora desse embate. "Ah, estás louco?", foi a reacção de boa parte das pessoas. "Então não vês que ele é melhor na TV?!". Pois, de facto, Sócrates é mais fotogénico do que Ferreira Leite. Mas há um problema grandote nessa abordagem: a Política não é a Chuva de Estrelas. Para mal dos pecados de propagandistas como Sócrates, a política tem de lidar com a realidade a não com a realidade virtual do power point. Enquanto Ferreira Leite falou da realidade, José Sócrates criou a sua realidade paralela, onde o TGV era imprescindível e onde o endividamento não era um problema. Lembram-se do que dizia José Sócrates quando Ferreira Leite levantava o problema do endividamento? Eu ajudo: o primeiro-ministro punha um ar de desprezo e dizia "por amor de deus", ou "basta de bota-abaixismo".
Na altura, escrevi isto:
Vasco Pulido Valente afirmou que este foi um embate "entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria". Eu diria que foi um embate entre um político que nunca sai do power point virtual (Sócrates) e um político que nunca sai da realidade (Ferreira Leite). Sócrates desprezou, por completo, o problema do endividamento. Como é que o PM pode desprezar o facto mais marcante da economia portuguesa?
Um ano depois, não mudo uma linha. Mais: desde Novembro (dois meses depois das eleições), o país vive ensombrado pela dívida e pela incapacidade do PS em lidar com esse problema.
II. Ferreira Leite tinha razão, mas o país não quis saber. Preferiu ir na cantiga do propagandista. Sim, Ferreira Leite nunca percebeu que, em democracia, não basta ter razão. É preciso criar um discurso que entre no ouvido das pessoas. Sem dúvida: Ferreira Leite falhou neste ponto. Mas também não se pode esquecer a forma como a elite (jornalistas e comentadores) trataram Ferreira Leite. A "velhota" era sempre gozada. Eu até percebo que o "povo" vá na cantiga irrealista de José Sócrates. Mas já não percebo a forma como a elite se comportou. Não percebo. Este elite (jornalistas e comentadores) deve vigiar o poder, deve comparar o discurso com a realidade. Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-Presidente do PSD continua a ser "gozada" pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política?
III. Setembro de 2010 está a meter todo o peso da realidade nos argumentos de Ferreira Leite. Aqueles que, em Setembro de 2009, apenas gozavam com Ferreira Leite deviam pensar naquilo que andam a fazer.
Política não é a Chuva de Estrelas.
Henrique Raposo
in «Expresso», 21.09.2010
I. É bom ter memória. Há um ano, Ferreira Leite e José Sócrates enfrentaram-se num debate televisivo, o mais importante das eleições legislativas. Na altura, eu disse que Ferreira Leite saiu vencedora desse embate. "Ah, estás louco?", foi a reacção de boa parte das pessoas. "Então não vês que ele é melhor na TV?!". Pois, de facto, Sócrates é mais fotogénico do que Ferreira Leite. Mas há um problema grandote nessa abordagem: a Política não é a Chuva de Estrelas. Para mal dos pecados de propagandistas como Sócrates, a política tem de lidar com a realidade a não com a realidade virtual do power point. Enquanto Ferreira Leite falou da realidade, José Sócrates criou a sua realidade paralela, onde o TGV era imprescindível e onde o endividamento não era um problema. Lembram-se do que dizia José Sócrates quando Ferreira Leite levantava o problema do endividamento? Eu ajudo: o primeiro-ministro punha um ar de desprezo e dizia "por amor de deus", ou "basta de bota-abaixismo".
Na altura, escrevi isto:
Vasco Pulido Valente afirmou que este foi um embate "entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria". Eu diria que foi um embate entre um político que nunca sai do power point virtual (Sócrates) e um político que nunca sai da realidade (Ferreira Leite). Sócrates desprezou, por completo, o problema do endividamento. Como é que o PM pode desprezar o facto mais marcante da economia portuguesa?
Um ano depois, não mudo uma linha. Mais: desde Novembro (dois meses depois das eleições), o país vive ensombrado pela dívida e pela incapacidade do PS em lidar com esse problema.
II. Ferreira Leite tinha razão, mas o país não quis saber. Preferiu ir na cantiga do propagandista. Sim, Ferreira Leite nunca percebeu que, em democracia, não basta ter razão. É preciso criar um discurso que entre no ouvido das pessoas. Sem dúvida: Ferreira Leite falhou neste ponto. Mas também não se pode esquecer a forma como a elite (jornalistas e comentadores) trataram Ferreira Leite. A "velhota" era sempre gozada. Eu até percebo que o "povo" vá na cantiga irrealista de José Sócrates. Mas já não percebo a forma como a elite se comportou. Não percebo. Este elite (jornalistas e comentadores) deve vigiar o poder, deve comparar o discurso com a realidade. Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-Presidente do PSD continua a ser "gozada" pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política?
III. Setembro de 2010 está a meter todo o peso da realidade nos argumentos de Ferreira Leite. Aqueles que, em Setembro de 2009, apenas gozavam com Ferreira Leite deviam pensar naquilo que andam a fazer.
Política não é a Chuva de Estrelas.
Henrique Raposo
in «Expresso», 21.09.2010
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22/09/2010
21/09/2010
Made in Portugal
O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.
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Economia
20/09/2010
Uma geração enganada
Há-de ser duro, aos 50 ou aos 60 anos, ver desmoronar-se o mundo em que se viveu. Mas é talvez ainda mais duro, aos 20 ou aos 30 anos, ver desmoronar-se o mundo em que se ia viver. É o que está a acontecer a muitos dos portugueses mais novos. Esta semana, os sinos oficiais continuaram a dobrar pelo mundo para o qual foram criados e preparados. Era um mundo em que qualquer curso universitário significava um emprego e em que havia empregos vitalícios. Um mundo em que as regalias eram regularmente acrescentadas e em que as reformas vinham cada vez mais cedo. Para os jovens atuais, esse foi o mundo dos avós e dos pais.
Já não vai ser o deles.
Cada novo anúncio das várias comissões de reforma e revisão nomeadas por este Governo faz empalidecer a fotografia da vida como era há cinco ou dez anos. Tudo parece que foi há muito tempo.
Acontece que estas mudanças não chegaram gradualmente ou com aviso prévio. As notícias apareceram em catadupa, de repente, em meados de 2005, depois de garantida a maioria absoluta de José Sócrates. Até aí, o país (lembram-se?) andou convencido de que só tinha um problema, chamado Santana Lopes. Nesses tempos, era preciso ser um leitor fiel de Medina Carreira para perceber que o mal não estava apenas no primeiro-ministro e que a eleição de Fevereiro de 2005 nunca poderia ser o fim de todas as dificuldades. Agora, até os modelos que então nos venderam são vistos a nova luz. Só agora sabemos que, afinal, os escandinavos, os espanhóis e os irlandeses não andam prósperos apenas porque puseram muita gente na escola, mas porque sofreram "ajustamentos" dolorosos há dez ou há vinte anos. Não era isso que nos tinham contado. Não espanta, por isso, que muita gente nas gerações mais novas tenha sido apanhada em contramão, desprevenida, com as qualificações e atitudes desadequadas para o mundo que surgiu em Portugal nos últimos meses.
Essa falta de preparação nota-se, por exemplo, no ensino superior, nessa forma mais benigna de abandono escolar que é a fuga aos cursos "difíceis". Difícil, segundo parece, é por definição todo o curso que tenha a ver com "matemática". Percebe-se porquê: em 2005, os exames de Matemática do 9.º ano produziram 70 por cento de negativas. Em parte por causa disso, as áreas de licenciatura mais produtivas continuam a ser aquelas em que os lamentos sobre a saturação do "mercado" são maiores. Não se trata de um simples caso de imprevidência ou irracionalidade. Os estudantes e as suas famílias reagiram simplesmente aos estímulos que lhes foram administrados. E esses estímulos passaram todos, até há pouco tempo, por um sistema de ensino em que a inclusão era mais importante do que a qualidade, e a auto-estima mais importante do que o esforço disciplinado.
Em poucas áreas os equívocos foram maiores do que no ensino. Em Portugal, inquéritos à origem social dos estudantes e contas sobre o rendimento previsível dos licenciados levaram sistematicamente à ideia de que um diploma era um "privilégio": para os bem-aventurados, era uma forma de se reproduzirem; para os outros, um meio de ascenderem. Era de facto assim.
Mas a partir daí imaginou-se que a questão era expandir esse "privilégio" administrativamente, da maneira mais barata e expedita. A facilidade passou a ser encarada como um princípio de justiça social. A mínima referência à qualidade levava a suspeitas de "elitismo".
Gerações sucessivas atravessaram um sistema de ensino calafetado em geral contra qualquer forma de avaliação externa, onde a aquisição de competências e de conhecimentos foi frequentemente secundária em relação a objectivos de suposta inclusão social. Durante anos, enquanto o Estado, sempre em expansão, absorveu metade dos licenciados, tudo correu mais ou menos bem, por entre discussões inconclusivas acerca das "reformas estruturais". Foi assim quase até ao Verão de 2005. Então, subitamente, o mundo mudou. Agora, talvez demasiados jovens estejam condenados a descobrir que passaram pelo equivalente escolar das fábricas de têxteis e de calçado mais obsoletas. Pedem-lhes agora para competir num "mercado global". Hão-de perceber, da pior maneira, que o sistema de ensino não os habilitou verdadeiramente para nada que não fosse o mundo que acabou. Que vão fazer? Ou antes: que podem fazer?
Houve em Portugal gerações que gozaram a festa. Haverá um dia gerações que já não vão esperar festa nenhuma. Mas há, neste momento, gerações que foram convidadas para uma festa que acabou antes de eles chegarem. Histórias destas nunca terminam bem.
Rui Ramos, Historiador
in «Público» 28.09.2006
Já não vai ser o deles.
Cada novo anúncio das várias comissões de reforma e revisão nomeadas por este Governo faz empalidecer a fotografia da vida como era há cinco ou dez anos. Tudo parece que foi há muito tempo.
Acontece que estas mudanças não chegaram gradualmente ou com aviso prévio. As notícias apareceram em catadupa, de repente, em meados de 2005, depois de garantida a maioria absoluta de José Sócrates. Até aí, o país (lembram-se?) andou convencido de que só tinha um problema, chamado Santana Lopes. Nesses tempos, era preciso ser um leitor fiel de Medina Carreira para perceber que o mal não estava apenas no primeiro-ministro e que a eleição de Fevereiro de 2005 nunca poderia ser o fim de todas as dificuldades. Agora, até os modelos que então nos venderam são vistos a nova luz. Só agora sabemos que, afinal, os escandinavos, os espanhóis e os irlandeses não andam prósperos apenas porque puseram muita gente na escola, mas porque sofreram "ajustamentos" dolorosos há dez ou há vinte anos. Não era isso que nos tinham contado. Não espanta, por isso, que muita gente nas gerações mais novas tenha sido apanhada em contramão, desprevenida, com as qualificações e atitudes desadequadas para o mundo que surgiu em Portugal nos últimos meses.
Essa falta de preparação nota-se, por exemplo, no ensino superior, nessa forma mais benigna de abandono escolar que é a fuga aos cursos "difíceis". Difícil, segundo parece, é por definição todo o curso que tenha a ver com "matemática". Percebe-se porquê: em 2005, os exames de Matemática do 9.º ano produziram 70 por cento de negativas. Em parte por causa disso, as áreas de licenciatura mais produtivas continuam a ser aquelas em que os lamentos sobre a saturação do "mercado" são maiores. Não se trata de um simples caso de imprevidência ou irracionalidade. Os estudantes e as suas famílias reagiram simplesmente aos estímulos que lhes foram administrados. E esses estímulos passaram todos, até há pouco tempo, por um sistema de ensino em que a inclusão era mais importante do que a qualidade, e a auto-estima mais importante do que o esforço disciplinado.
Em poucas áreas os equívocos foram maiores do que no ensino. Em Portugal, inquéritos à origem social dos estudantes e contas sobre o rendimento previsível dos licenciados levaram sistematicamente à ideia de que um diploma era um "privilégio": para os bem-aventurados, era uma forma de se reproduzirem; para os outros, um meio de ascenderem. Era de facto assim.
Mas a partir daí imaginou-se que a questão era expandir esse "privilégio" administrativamente, da maneira mais barata e expedita. A facilidade passou a ser encarada como um princípio de justiça social. A mínima referência à qualidade levava a suspeitas de "elitismo".
Gerações sucessivas atravessaram um sistema de ensino calafetado em geral contra qualquer forma de avaliação externa, onde a aquisição de competências e de conhecimentos foi frequentemente secundária em relação a objectivos de suposta inclusão social. Durante anos, enquanto o Estado, sempre em expansão, absorveu metade dos licenciados, tudo correu mais ou menos bem, por entre discussões inconclusivas acerca das "reformas estruturais". Foi assim quase até ao Verão de 2005. Então, subitamente, o mundo mudou. Agora, talvez demasiados jovens estejam condenados a descobrir que passaram pelo equivalente escolar das fábricas de têxteis e de calçado mais obsoletas. Pedem-lhes agora para competir num "mercado global". Hão-de perceber, da pior maneira, que o sistema de ensino não os habilitou verdadeiramente para nada que não fosse o mundo que acabou. Que vão fazer? Ou antes: que podem fazer?
Houve em Portugal gerações que gozaram a festa. Haverá um dia gerações que já não vão esperar festa nenhuma. Mas há, neste momento, gerações que foram convidadas para uma festa que acabou antes de eles chegarem. Histórias destas nunca terminam bem.
Rui Ramos, Historiador
in «Público» 28.09.2006
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Opinião
19/09/2010
Imprensa angolana amordaçada
MOÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO DA IMPRENSA EM ANGOLA
Tendo tomado conhecimento dos últimos desenvolvimentos da situação da Imprensa em Angola onde, apesar das evidentes garantias constitucionais em matéria de Liberdade de Imprensa, se assiste recentemente a desenvolvimentos preocupantes, designadamente:
a) A aquisição dos principais semanários de independência editorial por parte de grupos privados caracterizados pela opacidade relativamente à sua estrutura acionista - que não é revelada - e após sucessivas ações de pressão por via de afogamento da receita publicitária de origem pública ou privada;
b) A implantação nos referidos semanários de ações de censura recorrentes, cujo episódio mais recente foi a queima de edições do semanário angolano A Capital na própria gráfica e confisco posterior arbitrário e ilegal de uma outra em vias de distribuição;
c) O aumento de sinais de intolerância, parcialidade, diminuição do exercício do contraditório e do pluralismo no seio da mídia em geral;
d) As insistentes preocupações manifestadas pelos jornalistas angolanos ao nível sindical e associativo, corroboradas em alguns casos por órgãos de dignidade legal como o Conselho Nacional de Comunicação Social sobre apreensões abusivas de jornais; preocupações essas reiteradas por diversas instituições da sociedade civil, segundo as quais, esses desenvolvimentos configuram um quadro onde, além de sofisticadas iniciativas de silenciamento da Imprensa independente, por via da apropriação privada, o ressurgimento de práticas de intimidação dos jornalistas atentórias à liberdade de Imprensa e de Expressão, contrárias aos preceitos constitucionais da III República de Angola, a Declaração de Windhoek (reconhecida pela Assembleia Geral da ONU, incluindo Angola); a Declaração sobre a Liberdade Expressão em África:
Os jornalistas reunidos por ocasião do 34º.Congresso Nacional dos Jornalistas brasileiros, em Porto Alegre, Brasil decidem:
1. Manifestar a sua apreensão por esses acontecimentos no domínio da mídia angolana, que traduzem claros sinais de retrocesso em matéria de liberdade de Imprensa e de expressão contrários ao estado de direito democrático assegurado pela constituição da III República de Angola, a Declaração de Windhoek, A declaração sobre a Liberdade de Expressão em África, a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
2. Apelar às autoridades angolanas urgentes ações no sentido de garantir o livre exercício profissional da atividade jornalística, no quadro do pluralismo de ideias, independência editorial e diversidade dos meios no âmbito das garantias constitucionais do Estado democrático de direito;
3. Manifestar a sua solidariedade para com os jornalistas angolanos nos seus esforços para garantir a sobrevivência da Imprensa independente e de um jornalismo profissional livre, crítico e editorialmente autónomo, como um dos pilares mais importantes capazes de garantir a efetividade da democracia em Angola;
4. Promover ações de denúncia, solidariedade e mobilização de recursos alternativos à escala internacional;
in morrodamaianga, 29.08.2010
Tendo tomado conhecimento dos últimos desenvolvimentos da situação da Imprensa em Angola onde, apesar das evidentes garantias constitucionais em matéria de Liberdade de Imprensa, se assiste recentemente a desenvolvimentos preocupantes, designadamente:
a) A aquisição dos principais semanários de independência editorial por parte de grupos privados caracterizados pela opacidade relativamente à sua estrutura acionista - que não é revelada - e após sucessivas ações de pressão por via de afogamento da receita publicitária de origem pública ou privada;
b) A implantação nos referidos semanários de ações de censura recorrentes, cujo episódio mais recente foi a queima de edições do semanário angolano A Capital na própria gráfica e confisco posterior arbitrário e ilegal de uma outra em vias de distribuição;
c) O aumento de sinais de intolerância, parcialidade, diminuição do exercício do contraditório e do pluralismo no seio da mídia em geral;
d) As insistentes preocupações manifestadas pelos jornalistas angolanos ao nível sindical e associativo, corroboradas em alguns casos por órgãos de dignidade legal como o Conselho Nacional de Comunicação Social sobre apreensões abusivas de jornais; preocupações essas reiteradas por diversas instituições da sociedade civil, segundo as quais, esses desenvolvimentos configuram um quadro onde, além de sofisticadas iniciativas de silenciamento da Imprensa independente, por via da apropriação privada, o ressurgimento de práticas de intimidação dos jornalistas atentórias à liberdade de Imprensa e de Expressão, contrárias aos preceitos constitucionais da III República de Angola, a Declaração de Windhoek (reconhecida pela Assembleia Geral da ONU, incluindo Angola); a Declaração sobre a Liberdade Expressão em África:
Os jornalistas reunidos por ocasião do 34º.Congresso Nacional dos Jornalistas brasileiros, em Porto Alegre, Brasil decidem:
1. Manifestar a sua apreensão por esses acontecimentos no domínio da mídia angolana, que traduzem claros sinais de retrocesso em matéria de liberdade de Imprensa e de expressão contrários ao estado de direito democrático assegurado pela constituição da III República de Angola, a Declaração de Windhoek, A declaração sobre a Liberdade de Expressão em África, a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
2. Apelar às autoridades angolanas urgentes ações no sentido de garantir o livre exercício profissional da atividade jornalística, no quadro do pluralismo de ideias, independência editorial e diversidade dos meios no âmbito das garantias constitucionais do Estado democrático de direito;
3. Manifestar a sua solidariedade para com os jornalistas angolanos nos seus esforços para garantir a sobrevivência da Imprensa independente e de um jornalismo profissional livre, crítico e editorialmente autónomo, como um dos pilares mais importantes capazes de garantir a efetividade da democracia em Angola;
4. Promover ações de denúncia, solidariedade e mobilização de recursos alternativos à escala internacional;
in morrodamaianga, 29.08.2010
Etiquetas:
Liberdade
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