20/07/2010
A origem da vida
Uma série do History Channel, em 9 segmentos, é uma interessante apresentação da origem da vida na Terra: em apenas 200 anos, a Ciência passou da não compreensão da sua origem para uma crescente aproximação aos fundamentos que permitiria a sua existência:
Etiquetas:
História
19/07/2010
Liceu Salazar
Em dois momentos diferentes, 1969 e 1974, o Liceu Salazar de Lourenço Marques, Moçambique.
Todos os miúdos das imagens são hoje pais e mães e provavelmente avôs e avós. Uns e umas, com quase a mesma figura, são reconhecíveis. Outros e outras, completamente diferentes fisicamente, não batem a bota com a perigota. Infelizmente, alguns já ficaram pelo caminho.
O incrível é que a História os espalhou por Moçambique, Portugal, África do Sul, Brasil, Reino Unido, Macau, Austrália, Estados Unidos, Espanha, Bélgica, Itália, Alemanha, Índia.
Todos os miúdos das imagens são hoje pais e mães e provavelmente avôs e avós. Uns e umas, com quase a mesma figura, são reconhecíveis. Outros e outras, completamente diferentes fisicamente, não batem a bota com a perigota. Infelizmente, alguns já ficaram pelo caminho.
O incrível é que a História os espalhou por Moçambique, Portugal, África do Sul, Brasil, Reino Unido, Macau, Austrália, Estados Unidos, Espanha, Bélgica, Itália, Alemanha, Índia.
Uma homenagem a tanta juventude bonita e generosa e a tantos professores que os fizeram gente de valor.
Etiquetas:
História
O dia em que vida quase desapareceu
Este documentário mostra a extinção do Permiano-Triássico ou extinção Permo-Triássica foi uma extinção em massa que ocorreu no final do Paleozóico há cerca de 251 milhões de anos. Foi o evento de extinção mais severo já ocorrido no planeta, resultando na morte de aproximadamente 95% da vida na Terra.
Etiquetas:
História
18/07/2010
A vida
Michael Benton, professor de paleontologia de vertebrados da Terra da Universidade de Bristol é autor do livro «Breve História da Vida», lançado em português, em Junho de 2010, pela Texto Editora.
Começando o relato há 4500 milhões de anos atrás, como grande entusiasmo, percorrem-se as páginas ao ritmo dos séculos, desde o aparecimento de formas rudimentares, às vigorosas transformações, à explosão câmbrica da vida e pelas sucessivas extinções em massa que quase a liquidaram...
Uma leitura altamente aconselhável mesmo para não-cientistas.
"Poucas histórias haverá mais notáveis do que aquela que nos conta a evolução da vida na Terra. Esta breve introdução apresenta-nos um guia suncinto para os episódios chave dessa história - das controvérsias em torno do próprio nascimento da vida até à extraordinária diversidade das espécies que hoje povoam o Mundo, fazendo paragens no caminho pelas origens do sexo e da multicelularidade, a mudança para terra, as extinsões em massa e, mais recentemente, a ascenção dos conscientes humanos.
Ao introduzir ideias de uma vasta gama de disciplinas cientéficas, da biologia evolucionária e da história da Terra à geoquímica, paleontologia e sistemática, Michael Benton explica-nos como podemos montar as peças deste enorme puzzle evolucionário, a fim de criarmos uma imagem atualizada da história da vida na Terra" (da contracapa)
Começando o relato há 4500 milhões de anos atrás, como grande entusiasmo, percorrem-se as páginas ao ritmo dos séculos, desde o aparecimento de formas rudimentares, às vigorosas transformações, à explosão câmbrica da vida e pelas sucessivas extinções em massa que quase a liquidaram...
Uma leitura altamente aconselhável mesmo para não-cientistas.
"Poucas histórias haverá mais notáveis do que aquela que nos conta a evolução da vida na Terra. Esta breve introdução apresenta-nos um guia suncinto para os episódios chave dessa história - das controvérsias em torno do próprio nascimento da vida até à extraordinária diversidade das espécies que hoje povoam o Mundo, fazendo paragens no caminho pelas origens do sexo e da multicelularidade, a mudança para terra, as extinsões em massa e, mais recentemente, a ascenção dos conscientes humanos.
Ao introduzir ideias de uma vasta gama de disciplinas cientéficas, da biologia evolucionária e da história da Terra à geoquímica, paleontologia e sistemática, Michael Benton explica-nos como podemos montar as peças deste enorme puzzle evolucionário, a fim de criarmos uma imagem atualizada da história da vida na Terra" (da contracapa)
Etiquetas:
História
17/07/2010
A criança do Lapedo
A "criança do Lapedo" é o tema do livro do jornalista luso-moçambicano João Aguiar e publicado em 2006.
Trata-se do relato em torno do achado arqueológico de um discutido híbrido de Homem moderno (Homo Sapiens) e de Homem Neanderthal (Homo Neanderthalensis). Tendo por base uma tese polémica que o autor acaba por subscrever politizadamente, o livro é um interessante repositório sobre o debate científico em torno dos contatos entre as duas espécies humanas que foram contemporâneas na Europa.
Trata-se do relato em torno do achado arqueológico de um discutido híbrido de Homem moderno (Homo Sapiens) e de Homem Neanderthal (Homo Neanderthalensis). Tendo por base uma tese polémica que o autor acaba por subscrever politizadamente, o livro é um interessante repositório sobre o debate científico em torno dos contatos entre as duas espécies humanas que foram contemporâneas na Europa.
Etiquetas:
História
16/07/2010
Aconselhamento psicológico...
PERGUNTA
Caro Professor Kambola, Psicólogo e Psicoterapeuta
Espero que me possa ajudar.
Saí no meu carro para trabalhar, deixando o meu marido em casa a ver televisão, como sempre. Andei pouco mais de 1km quando o carro parou. Voltei para casa, para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a miúda 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou-me que tinham um caso há 6 meses.
Eu amo-o muito e estou desesperada. Pode-me ajudar, professor?
Antecipadamente grata.
Margarida
RESPOSTA
Cara Margarida,
Quando um carro pára, depois de ter percorrido uma pequena distância, isso pode ter ocorrido devido a uma série de factores.
Comece por verificar se tem gasolina no depósito. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido. Verifique também se tem algum problema com a injecção electrónica.
Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injectores.
A pessoa ideal para ajudá-la seria um mecânico. Você nunca deveria ter voltado a casa para chamar o seu marido. Ele não é mecânico...
Espero ter ajudado,
Professor Kambola
Caro Professor Kambola, Psicólogo e Psicoterapeuta
Espero que me possa ajudar.
Saí no meu carro para trabalhar, deixando o meu marido em casa a ver televisão, como sempre. Andei pouco mais de 1km quando o carro parou. Voltei para casa, para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a miúda 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou-me que tinham um caso há 6 meses.
Eu amo-o muito e estou desesperada. Pode-me ajudar, professor?
Antecipadamente grata.
Margarida
RESPOSTA
Cara Margarida,
Quando um carro pára, depois de ter percorrido uma pequena distância, isso pode ter ocorrido devido a uma série de factores.
Comece por verificar se tem gasolina no depósito. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido. Verifique também se tem algum problema com a injecção electrónica.
Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injectores.
A pessoa ideal para ajudá-la seria um mecânico. Você nunca deveria ter voltado a casa para chamar o seu marido. Ele não é mecânico...
Espero ter ajudado,
Professor Kambola
Etiquetas:
Poligamia
15/07/2010
As botas socretinas
Num infantário, a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas.
Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas entram muito apertadas.
Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto, diz o miúdo:- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem-sucedida e diz:
- Bolas. Estava a ver que não. Custou!
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim, diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem-sucedida e diz:
- Bolas. Estava a ver que não. Custou!
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim, diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
Etiquetas:
Eduquês
Ubuntu
O continente mais amaldiçoado pela triste história da humanidade, da escravatura ao apartheid, recebeu finalmente um Mundial de futebol. E como foi? O que fica? Não há dúvidas na resposta.
A África, em geral, e a África do Sul, em particular, têm muitas razões para estarem felizes e orgulhosas. Foi um sucesso. Não houve atentados, não houve caos nos aeroportos (excepto na meiafinal Espanha-Alemanha), nem a tão falada criminalidade ofuscou a prova, comprovando-se que nos grandes eventos desportivos o nível de crime baixa. Ou seja, é mesmo possível realizar um (bom) Mundial em África.
É claro que a África do Sul não é um país perfeito. Mais de metade dos sul-africanos seguiram o Mundial à distância, porque não tinham dinheiro para ir aos estádios. Mas nem por isso viraram as costas ao país ou ao desporto de que tanto gostam. Fizeram a festa nas ruas, nos cafés, até nas townships.
A África do Sul é também um país ferido pelo passado e por diferenças que continuam a separar brancos e negros. O país de Mandela ainda não é um país pós-racial. Claro que há brancos e negros amigos, que dividem escritórios e se sentam juntos à mesa no café, mas tudo ainda parece muito dividido entre o branco que é patrão e o negro que é empregado. E as townships, essas tristes heranças do apartheid, continuam a existir.
Mesmo assim, quem passou pela África do Sul neste mês só pode ter ficado bem impressionado. Com a beleza do país e a simpatia da população. Frank, Dorothy, Ryan, Chris, Ivan, Audrey, Andrew. São nomes de brancos e negros, proprietários e empregados, uns fãs de râguebi, outros de futebol. Nomes de gente simpática, capaz de traduzir na prática o conceito de ubuntu. Esta palavra africana, de origem difícil de explicar, significa "humanidade".
É apenas mais uma forma de qualificar a hospitalidade ou, como disse Mandela, "esse profundo sentimento africano de que só somos humanos através da humanidade dos outros seres humanos". A hospitalidade dos sul-africanos, especialmente os negros, é a melhor prova desse ubuntu - humanidade. Que no caso até pode ser considerada a superioridade negra. Porque ser recebido de braços abertos por quem sofreu tanto é notável.
Hugo Daniel Sousa
in «Público», 13.07.2010
imagem da Cidade do Cabo ou Capetown, à noite, sinal de um país moderno
fruto do trabalho de gente de todas a cores e feitios, sob uma cultura de responsabilidade
A África, em geral, e a África do Sul, em particular, têm muitas razões para estarem felizes e orgulhosas. Foi um sucesso. Não houve atentados, não houve caos nos aeroportos (excepto na meiafinal Espanha-Alemanha), nem a tão falada criminalidade ofuscou a prova, comprovando-se que nos grandes eventos desportivos o nível de crime baixa. Ou seja, é mesmo possível realizar um (bom) Mundial em África.
É claro que a África do Sul não é um país perfeito. Mais de metade dos sul-africanos seguiram o Mundial à distância, porque não tinham dinheiro para ir aos estádios. Mas nem por isso viraram as costas ao país ou ao desporto de que tanto gostam. Fizeram a festa nas ruas, nos cafés, até nas townships.
A África do Sul é também um país ferido pelo passado e por diferenças que continuam a separar brancos e negros. O país de Mandela ainda não é um país pós-racial. Claro que há brancos e negros amigos, que dividem escritórios e se sentam juntos à mesa no café, mas tudo ainda parece muito dividido entre o branco que é patrão e o negro que é empregado. E as townships, essas tristes heranças do apartheid, continuam a existir.
Mesmo assim, quem passou pela África do Sul neste mês só pode ter ficado bem impressionado. Com a beleza do país e a simpatia da população. Frank, Dorothy, Ryan, Chris, Ivan, Audrey, Andrew. São nomes de brancos e negros, proprietários e empregados, uns fãs de râguebi, outros de futebol. Nomes de gente simpática, capaz de traduzir na prática o conceito de ubuntu. Esta palavra africana, de origem difícil de explicar, significa "humanidade".
É apenas mais uma forma de qualificar a hospitalidade ou, como disse Mandela, "esse profundo sentimento africano de que só somos humanos através da humanidade dos outros seres humanos". A hospitalidade dos sul-africanos, especialmente os negros, é a melhor prova desse ubuntu - humanidade. Que no caso até pode ser considerada a superioridade negra. Porque ser recebido de braços abertos por quem sofreu tanto é notável.
Hugo Daniel Sousa
in «Público», 13.07.2010
imagem da Cidade do Cabo ou Capetown, à noite, sinal de um país moderno
fruto do trabalho de gente de todas a cores e feitios, sob uma cultura de responsabilidade
Etiquetas:
Turismo
14/07/2010
As Francesas
Percorrer as ruas de Paris, Bordeaux, Poitiers, Nancy, Strasbourg, Lyon, Toulouse, Pau é deparar com jovens ruivas, louras, morenas.
Os olhos, invariavelmente doces, são verdes, azuis, castanhos ou pretos.
Os olhos, invariavelmente doces, são verdes, azuis, castanhos ou pretos.
Etiquetas:
My God
13/07/2010
Mensagem
Na estrada, alguns metros antes de uma curva, dois frades seguravam um cartaz que dizia:
"O Fim está próximo! Arrepende-te e volta para trás!..."
Passou um automobilista e mostraram-lhe o cartaz.
O do automóvel deu uma gargalhada, mandou-os à fava e seguiu em frente.
No momento seguinte, ouviu-se um grande estrondo para lá da curva.
Vem um caminhão, os frades mostram a faixa...
O motorista faz-lhes um gesto obsceno, e continua...
Em seguida, outro estrondo.
Instantes depois outro automóvel.
Ao ver a faixa, o motorista buzina, ri e, continua...
Logo a seguir, outro estrondo.
E um dos frades disse para o outro:
- E se puséssemos antes um cartaz a dizer:
"Atenção! A Ponte caiu!!!
"O Fim está próximo! Arrepende-te e volta para trás!..."
Passou um automobilista e mostraram-lhe o cartaz.
O do automóvel deu uma gargalhada, mandou-os à fava e seguiu em frente.
No momento seguinte, ouviu-se um grande estrondo para lá da curva.
Vem um caminhão, os frades mostram a faixa...
O motorista faz-lhes um gesto obsceno, e continua...
Em seguida, outro estrondo.
Instantes depois outro automóvel.
Ao ver a faixa, o motorista buzina, ri e, continua...
Logo a seguir, outro estrondo.
E um dos frades disse para o outro:
- E se puséssemos antes um cartaz a dizer:
"Atenção! A Ponte caiu!!!
Etiquetas:
Opinião
12/07/2010
Colonial golden share
Tudo isto faz lembrar a colonial folly de outro governo que, há cerca de meio século, decidiu que era do "interesse estratégico" do país manter, não companhias de telemóveis no Brasil, mas a administração portuguesa nas terras de África.
Porque é que o Governo quer a PT no Brasil? Ou bem que a PT está lá porque tem meios para isso e é do interesse dos seus acionistas, ou então não deve nem pode estar. Contra a evidência, o Governo chamou a depor o fantasma dos "interesses estratégicos de Portugal e da PT". Que "interesses" são esses, que não se identificam nem com os dos acionistas da PT nem com os dos consumidores portugueses, a quem a expansão ultramarina da PT nunca poupou a preços dos mais caros da Europa? O Governo zela por um Portugal que não tem a ver com os portugueses, e por uma PT que não tem a ver com os seus acionistas.
O «Financial Times» decifrou o episódio como um caso de colonial folly: com a golden share, o Governo perverteu um investimento empresarial, transformando-o numa deslocada e insustentável projeção de soberania. O objetivo é defender a qualquer custo a sombra da bandeira numa antiga colónia? Se não é, parece. E, ao parecer, faz-nos lembrar a colonial folly de outro governo que, há cerca de meio século, decidiu que era do "interesse estratégico" do país manter, não companhias de telemóveis no Brasil, mas a administração portuguesa nas terras de África. Não se tratava então de enfrentar apenas Bruxelas, mas o mundo quase todo. Para quem duvidava, havia sabatinas de "geoestratégia", em que militares modernaços ensinavam que isso da "descolonização" era uma treta, que o que estava em causa era a disputa dos mercados emergentes, e que Portugal, se não queria ficar de fora, tinha de recorrer ao poder político (a golden share era então uma G3).
A opção colonial do Estado Novo levou ao 25 de Abril. Mas, antes disso, autorizou os salazaristas a justificar a persistência da ditadura num país que se estava a integrar na Europa ocidental através do comércio, do turismo e da emigração. A adesão de Alegre e de Louçã à aventura neocolonial do socialismo português sugere que algo de semelhante se passa hoje: os telemóveis brasileiros estão a ser usados para validar um estatismo em colapso.
Trata-se de uma questão ideológica: perante a bancarrota do Estado social, é preciso ressalvar o princípio de que só o Estado vê em grande, que só o Estado vive no longo prazo, que só o Estado sabe o que nos convém, que só o Estado pode defender um "interesse estratégico" cuja sublime conceção nos há-de escapar sempre a nós, simples mortais, acionistas e consumidores que apenas queremos ganhar ou poupar dinheiro, inconscientes dos grandes jogos de poder mundial em que os nossos estadistas estão envolvidos. O Estado cobra-nos cada vez mais para nos dar cada vez menos, mas é lá que brilha sempre a chama que alumia o universo. "Se alguém não sabia disso, agora ficou a saber", proclamou o nosso líder supremo, com as botas de D. João II.
Na década de 1960, o colonialismo deu uma dúzia de anos de oxigénio a uma ditadura que perdia a razão de ser. É duvidoso que este precário devaneio neocolonial segure o poder vigente. Seja como for, os socialistas deviam lembrar-se de que o salazarismo durou, mas apenas para cair de mais alto - e de vez.
Rui Ramos
in «Expresso», 03.07.2010
Porque é que o Governo quer a PT no Brasil? Ou bem que a PT está lá porque tem meios para isso e é do interesse dos seus acionistas, ou então não deve nem pode estar. Contra a evidência, o Governo chamou a depor o fantasma dos "interesses estratégicos de Portugal e da PT". Que "interesses" são esses, que não se identificam nem com os dos acionistas da PT nem com os dos consumidores portugueses, a quem a expansão ultramarina da PT nunca poupou a preços dos mais caros da Europa? O Governo zela por um Portugal que não tem a ver com os portugueses, e por uma PT que não tem a ver com os seus acionistas.
O «Financial Times» decifrou o episódio como um caso de colonial folly: com a golden share, o Governo perverteu um investimento empresarial, transformando-o numa deslocada e insustentável projeção de soberania. O objetivo é defender a qualquer custo a sombra da bandeira numa antiga colónia? Se não é, parece. E, ao parecer, faz-nos lembrar a colonial folly de outro governo que, há cerca de meio século, decidiu que era do "interesse estratégico" do país manter, não companhias de telemóveis no Brasil, mas a administração portuguesa nas terras de África. Não se tratava então de enfrentar apenas Bruxelas, mas o mundo quase todo. Para quem duvidava, havia sabatinas de "geoestratégia", em que militares modernaços ensinavam que isso da "descolonização" era uma treta, que o que estava em causa era a disputa dos mercados emergentes, e que Portugal, se não queria ficar de fora, tinha de recorrer ao poder político (a golden share era então uma G3).
A opção colonial do Estado Novo levou ao 25 de Abril. Mas, antes disso, autorizou os salazaristas a justificar a persistência da ditadura num país que se estava a integrar na Europa ocidental através do comércio, do turismo e da emigração. A adesão de Alegre e de Louçã à aventura neocolonial do socialismo português sugere que algo de semelhante se passa hoje: os telemóveis brasileiros estão a ser usados para validar um estatismo em colapso.
Trata-se de uma questão ideológica: perante a bancarrota do Estado social, é preciso ressalvar o princípio de que só o Estado vê em grande, que só o Estado vive no longo prazo, que só o Estado sabe o que nos convém, que só o Estado pode defender um "interesse estratégico" cuja sublime conceção nos há-de escapar sempre a nós, simples mortais, acionistas e consumidores que apenas queremos ganhar ou poupar dinheiro, inconscientes dos grandes jogos de poder mundial em que os nossos estadistas estão envolvidos. O Estado cobra-nos cada vez mais para nos dar cada vez menos, mas é lá que brilha sempre a chama que alumia o universo. "Se alguém não sabia disso, agora ficou a saber", proclamou o nosso líder supremo, com as botas de D. João II.
Na década de 1960, o colonialismo deu uma dúzia de anos de oxigénio a uma ditadura que perdia a razão de ser. É duvidoso que este precário devaneio neocolonial segure o poder vigente. Seja como for, os socialistas deviam lembrar-se de que o salazarismo durou, mas apenas para cair de mais alto - e de vez.
Rui Ramos
in «Expresso», 03.07.2010
Etiquetas:
Colonialismo,
Economia,
Socialismo
11/07/2010
Sardinhas BP
Na sequência do acidente no Golfo do México, esperam-se sardinhas americanas em petróleo BP num supermercado próximo.
Etiquetas:
Idiota
10/07/2010
09/07/2010
A simples análise do “círculo económico”
Estamos em Julho, numa pequena aldeia da Riviera, é estação alta do turismo, mas chove e os clientes escasseiam, a aldeia está quase deserta, sem turistas.
Mas um golpe de sorte, traz um milionário russo ao único Hotel da localidade. Ele pretende um quarto e coloca sobre o balcão uma nota de € 100,00, mas pretende ser ele a escolher o quarto. O hoteleiro entrega-lhe as chaves dos 10 quartos e deixa o cliente fazer a “pesquisa”.
Entretanto o hoteleiro pega na nota e vai rapidamente ao Talho em frente e paga as suas dívidas e volta para o Hotel. O talhante corre para a quinta do produtor de porcos e regula os últimos fornecimentos. Este por sua vez vai a casa da Prostituta, de quem regularmente “utiliza os serviços” e paga o que devia.
A Prostituta por sua vez corre para o Hotel e paga ao hoteleiro as dívidas, pela utilização do Hotel, no atendimento de clientes.
Passados alguns instantes termina o Russo, a visita ao Hotel e diz que nenhum dos quartos lhe agrada, por conseguinte é-lhe devolvida a nota de € 100,00 e abandona a localidade.
Conclusão: ninguém ganhou dinheiro, mas quase toda a localidade deixou de ter dívidas e agora encaram o futuro com muito optimismo…….. !!!!
Mas um golpe de sorte, traz um milionário russo ao único Hotel da localidade. Ele pretende um quarto e coloca sobre o balcão uma nota de € 100,00, mas pretende ser ele a escolher o quarto. O hoteleiro entrega-lhe as chaves dos 10 quartos e deixa o cliente fazer a “pesquisa”.
Entretanto o hoteleiro pega na nota e vai rapidamente ao Talho em frente e paga as suas dívidas e volta para o Hotel. O talhante corre para a quinta do produtor de porcos e regula os últimos fornecimentos. Este por sua vez vai a casa da Prostituta, de quem regularmente “utiliza os serviços” e paga o que devia.
A Prostituta por sua vez corre para o Hotel e paga ao hoteleiro as dívidas, pela utilização do Hotel, no atendimento de clientes.
Passados alguns instantes termina o Russo, a visita ao Hotel e diz que nenhum dos quartos lhe agrada, por conseguinte é-lhe devolvida a nota de € 100,00 e abandona a localidade.
Conclusão: ninguém ganhou dinheiro, mas quase toda a localidade deixou de ter dívidas e agora encaram o futuro com muito optimismo…….. !!!!
Etiquetas:
Economia
Os burros, o mercado de ações e a crise
Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis os burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?
Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.
Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado!
Entende-se agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis os burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?
Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.
Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado!
Entende-se agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?
Etiquetas:
Economia
Formas de Capitalismo
CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!
CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreendido quando ela morre.
CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.
CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.
CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodka.
CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...
CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas.
Uma delas é roubada.
A outra foi comprada através do Fundo Social Europeu.
O governo cria o IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago corretamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas.
Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspetor das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!
CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreendido quando ela morre.
CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.
CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.
CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodka.
CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...
CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas.
Uma delas é roubada.
A outra foi comprada através do Fundo Social Europeu.
O governo cria o IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago corretamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas.
Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspetor das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...
Etiquetas:
Economia
08/07/2010
07/07/2010
O neo-salazarismo
I. O PS comporta-se como o senhor do "europeísmo" português. Foi o PS que colocou Portugal na CEE, e blá, blá. Foi o PS que "fez" o Tratado de Lisboa, e blá, blá. Durante mais de um ano, o PS não se calou com o Tratado de Lisboa. Mas, agora, no meio da crise, o PS está a comportar-se de forma pouco europeísta, recorrendo ao velho "soberanismo" salazarista. O europeísmo do PS é só de boca. Quando as regras europeias põem em causa o "amiguismo" do regime (i.e., o capitalismo chico esperto) , o PS passa a ser anti-europeu.
II. Mário Soares está sempre a criticar o BCE. O "soarismo" quer continuar a gastar sem disciplina, e, por isso, o BCE e a Alemanha são os inimigos. Agora é José Sócrates que ataca a Comissão Europeia. É óbvio que a golden share é ilegal, segundo os padrões e regras da UE.
III. Há dias, escrevi sobre um certo "neo-salazarismo" que está a afectar a nossa esquerda , e José Sócrates fez o favor de confirmar a minha tese através da sua atitude populista perante a Comissão Europeia. As instituições internacionais (sobretudo as instituições da UE) estão a colocar Portugal perante a realidade: o país está a gastar mais do que pode; o nosso Estado Social está acima das suas possibilidades. Como sempre, a nossa esquerda recusa enfrentar o mal, e virou os seus canhões para os mensageiros do mal (a Comissão Europeia, o BCE, a Alemanha, etc.). Uma miséria intelectual. Uma vergonha política.
Henrique Raposo
in «Expresso», 06.07.2010
Etiquetas:
Economia,
Socialismo
A origem do Homem Moderno
A edição portuguesa da revista "National Geographic" de Julho de 2010 tem um excelente artigo sobre o mapa ADN do Homem Moderno.
Todavia, o DVD "A Árvore Genealógica da Humanidade", que pode ser adquirido com a mesma edição, é um pérola de História a não perder.
É apresentado da seguinte forma: "A área do curso médio do rio Awash, na Etiópia, é a região da Terra com uma ocupação humana mais persistente. Há quase seis milhões de anos que membros da nossa linhagem ali vivem. Entretanto, a erosão solta ossadas do solo. Caso a caso, elas documentam a maneira como um primata foi evoluindo até conquistar o planeta. Haverá melhor sítio para perceber como nos tornámos humanos?
A vida é frágil em África, mas alguns restos mortais têm uma história para contar. A bacia de Afar localiza-se mesmo em cima de uma falha, em alargamento, da crosta terrestre. Ao longo das eras, os vulcões, os terramotos e a lenta acumulação de sedimentos convergiram entre si para enterrar as ossadas e, muito mais tarde, as devolverem à superfície sob a forma de fósseis. De acordo com o paleoantropólogo Tim White, da Universidade da Califórnia, “há milhões de anos que morrem pessoas neste lugar. De vez em quando, temos a sorte de descobrir aquilo que delas resta”. No passado mês de Outubro, o projecto de investigação Middle Awash, co-dirigido por Tim White juntamente com os colegas Berhane Asfaw e Giday WoldeGabriel, anunciou um achado produzido 15 anos antes: a descoberta do esqueleto de um membro da família humana morto há 4,4 milhões de anos num local denominado Aramis, cerca de trinta quilómetros a norte do lago Yardi. Pertencente à espécie Ardipithecus ramidus, esta adulta (batizada “Ardi”) tem mais de um milhão de anos do que a famosa Lucy e fornece informação sobre um dos problemas-chave da evolução: a natureza do antepassado que partilhamos com os chimpanzés."
Todavia, o DVD "A Árvore Genealógica da Humanidade", que pode ser adquirido com a mesma edição, é um pérola de História a não perder.
É apresentado da seguinte forma: "A área do curso médio do rio Awash, na Etiópia, é a região da Terra com uma ocupação humana mais persistente. Há quase seis milhões de anos que membros da nossa linhagem ali vivem. Entretanto, a erosão solta ossadas do solo. Caso a caso, elas documentam a maneira como um primata foi evoluindo até conquistar o planeta. Haverá melhor sítio para perceber como nos tornámos humanos?
A vida é frágil em África, mas alguns restos mortais têm uma história para contar. A bacia de Afar localiza-se mesmo em cima de uma falha, em alargamento, da crosta terrestre. Ao longo das eras, os vulcões, os terramotos e a lenta acumulação de sedimentos convergiram entre si para enterrar as ossadas e, muito mais tarde, as devolverem à superfície sob a forma de fósseis. De acordo com o paleoantropólogo Tim White, da Universidade da Califórnia, “há milhões de anos que morrem pessoas neste lugar. De vez em quando, temos a sorte de descobrir aquilo que delas resta”. No passado mês de Outubro, o projecto de investigação Middle Awash, co-dirigido por Tim White juntamente com os colegas Berhane Asfaw e Giday WoldeGabriel, anunciou um achado produzido 15 anos antes: a descoberta do esqueleto de um membro da família humana morto há 4,4 milhões de anos num local denominado Aramis, cerca de trinta quilómetros a norte do lago Yardi. Pertencente à espécie Ardipithecus ramidus, esta adulta (batizada “Ardi”) tem mais de um milhão de anos do que a famosa Lucy e fornece informação sobre um dos problemas-chave da evolução: a natureza do antepassado que partilhamos com os chimpanzés."
Etiquetas:
História
06/07/2010
O arrastão que não existe
O pânico gerou-se ontem ao início da tarde na praia de Carcavelos, quando centenas de indivíduos, em bandos, começaram de repente a assaltar e a agredir os banhistas. Uma situação já algumas vezes vista na Brasil, mas nunca em Portugal. "As forças de segurança ficaram supreendidas", disse ao DN fonte policial, que apelou para que os "políticos saibam ler estes sinais".
Os distúrbios terão tido início quando uma bando roubou um fio de ouro a um imigrante de Leste, espancando-o, contou ao DN Bruno Marques, um dos banhistas presentes no local. Esta situação foi testemunhada pela responsável de um café da zona, que logo fechou o estabelecimento e chamou a polícia. O tempo de chegada das forças de segurança, ainda que curto, foi suficiente para que, como que por simpatia, outros bandos que ali tomavam banhos de sol aproveitassem a oportunidade para tentar a sua sorte.
Gerou-se, então, o caos. Várias crianças perderam-se dos pais, com os bandos a assaltarem quem estivesse mais a jeito, agredindo os que ofereciam resistência.
Nada fazia prever que aquela onda de violência surgisse tão de repente. De acordo com fonte policial, os bandos eram banhistas que, aliás, são frequentadores habituais daquela praia. "Reagiram por simpatia ao verificarem a oportunidade", contou. Não houve, portanto, nenhum assalto organizado à praia, nem qualquer estratégia concertada entre gangs. "A pólvora estava lá e bastou que alguém acendesse o rastilho", explicou o interlocutor do DN.
As forças de segurança chegaram em poucos minutos para restabelecer a ordem na praia. Os bandos dirigiram-se então para a estação de comboios de Carcavelos, deixando, pelo caminho, sinais da sua passagem. Registaram-se outros assaltos num centro comercial, assim como a várias pessoas com quem se cruzaram.
Os distúrbios continuaram dentro do comboio, ainda que estivessem vigiados pelos homens do Serviço de Intervenção Rápida da PSP. Saíram na Estação de Algés, prosseguindo a onda de violência, que outros bandos também provocaram em Oeiras. "Nunca tal tínhamos visto", disse a polícia ao DN, lembrando um episódio ocorrido na praia do Tamariz (Estoril), fez ontem um ano, curiosamente, mas sem as repercussões registadas em Carcavelos, onde foi impossível contabilizar o número de assaltantes. Teriam sido 500? Mil? Dois mil? A fonte do DN, com vasta experiência profissional, não se coibiu de apontar para os dois mil. O Comando Metropolitano de Lisboa acabou por emitir um pequeno comunicado apresentando apenas os resultados da ocorrência três civis e dois polícias feridos; foram detidas quatro pessoas, que chegaram a oferecer resistência.
De acordo com o comissário Gonçalves Pereira, da Divisão de Cascais, deslocaram-se à praia de Carcavelos cerca de 60 agentes, incluindo o Corpo de Intervenção. A ação da polícia visou "limpar" a praia, de forma a restabelecer a ordem e a segurança.
Em conversa com o DN, vários banhistas mostraram receio de voltar a frequentar aquela praia. Joaquim Rosado não estava no local quando ocorreu a confusão, mas a caminho de Carcavelos viu várias perseguições de carros e motas da polícia. Outro banhista, Paulo Pereira, viu vários indivíduos a atirar objectos contra as forças de segurança. Na altura sentiu receio, apesar de não perceber bem o que estava a acontecer.
Segundo Carla Gabriel, os assaltos "por arrastão" são frequentes naquela praia devido à falta de policiamento. "A insegurança é cada vez maior. Inclusivamente, um dos nadadores-salvadores já se demitiu por ser alvo de constantes agressões", contou.
"NÃO SÃO DE CASCAIS". O presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, apressou-se a afirmar que as "centenas de marginais" que invadiram a praia de Carcavelos e assaltaram banhistas são de outros concelhos. "Esta situação só é possível face ao reduzido número de efetivos da PSP de Cascais, incapazes de atuar preventivamente perante situações similares", realçou o autarca, acrescentando que "isto ocorre precisamente quando, no município, o contingente da PSP, em lugar de ser reforçado, foi reduzido na sequência dos lamentáveis assassínios de agentes da corporação na Amadora".
Marta Amado
in «DN», 11.06.2005
Em 04.07.2010, mais um acontecimento que não aconteceu é reportado no mesmo jornal com o título de «Insegurança no Tamariz leva banhistas a mudar de praia». Mais uma invenção das forças reacionárias... diria o taliban Daniel Sousa.
O Ministro da Administração Interna, o impagável maçon Rui Pereira comentará, certamente, que há vários dias estava a seguir os acontecimentos e, nesse âmbito, procedeu à alteração da Época Balnear, tendo em vista tornar ilegal o uso de armas brancas fora da época Outono-Inverno.
Os distúrbios terão tido início quando uma bando roubou um fio de ouro a um imigrante de Leste, espancando-o, contou ao DN Bruno Marques, um dos banhistas presentes no local. Esta situação foi testemunhada pela responsável de um café da zona, que logo fechou o estabelecimento e chamou a polícia. O tempo de chegada das forças de segurança, ainda que curto, foi suficiente para que, como que por simpatia, outros bandos que ali tomavam banhos de sol aproveitassem a oportunidade para tentar a sua sorte.
Gerou-se, então, o caos. Várias crianças perderam-se dos pais, com os bandos a assaltarem quem estivesse mais a jeito, agredindo os que ofereciam resistência.
Nada fazia prever que aquela onda de violência surgisse tão de repente. De acordo com fonte policial, os bandos eram banhistas que, aliás, são frequentadores habituais daquela praia. "Reagiram por simpatia ao verificarem a oportunidade", contou. Não houve, portanto, nenhum assalto organizado à praia, nem qualquer estratégia concertada entre gangs. "A pólvora estava lá e bastou que alguém acendesse o rastilho", explicou o interlocutor do DN.
As forças de segurança chegaram em poucos minutos para restabelecer a ordem na praia. Os bandos dirigiram-se então para a estação de comboios de Carcavelos, deixando, pelo caminho, sinais da sua passagem. Registaram-se outros assaltos num centro comercial, assim como a várias pessoas com quem se cruzaram.
Os distúrbios continuaram dentro do comboio, ainda que estivessem vigiados pelos homens do Serviço de Intervenção Rápida da PSP. Saíram na Estação de Algés, prosseguindo a onda de violência, que outros bandos também provocaram em Oeiras. "Nunca tal tínhamos visto", disse a polícia ao DN, lembrando um episódio ocorrido na praia do Tamariz (Estoril), fez ontem um ano, curiosamente, mas sem as repercussões registadas em Carcavelos, onde foi impossível contabilizar o número de assaltantes. Teriam sido 500? Mil? Dois mil? A fonte do DN, com vasta experiência profissional, não se coibiu de apontar para os dois mil. O Comando Metropolitano de Lisboa acabou por emitir um pequeno comunicado apresentando apenas os resultados da ocorrência três civis e dois polícias feridos; foram detidas quatro pessoas, que chegaram a oferecer resistência.
De acordo com o comissário Gonçalves Pereira, da Divisão de Cascais, deslocaram-se à praia de Carcavelos cerca de 60 agentes, incluindo o Corpo de Intervenção. A ação da polícia visou "limpar" a praia, de forma a restabelecer a ordem e a segurança.
Em conversa com o DN, vários banhistas mostraram receio de voltar a frequentar aquela praia. Joaquim Rosado não estava no local quando ocorreu a confusão, mas a caminho de Carcavelos viu várias perseguições de carros e motas da polícia. Outro banhista, Paulo Pereira, viu vários indivíduos a atirar objectos contra as forças de segurança. Na altura sentiu receio, apesar de não perceber bem o que estava a acontecer.
Segundo Carla Gabriel, os assaltos "por arrastão" são frequentes naquela praia devido à falta de policiamento. "A insegurança é cada vez maior. Inclusivamente, um dos nadadores-salvadores já se demitiu por ser alvo de constantes agressões", contou.
"NÃO SÃO DE CASCAIS". O presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, apressou-se a afirmar que as "centenas de marginais" que invadiram a praia de Carcavelos e assaltaram banhistas são de outros concelhos. "Esta situação só é possível face ao reduzido número de efetivos da PSP de Cascais, incapazes de atuar preventivamente perante situações similares", realçou o autarca, acrescentando que "isto ocorre precisamente quando, no município, o contingente da PSP, em lugar de ser reforçado, foi reduzido na sequência dos lamentáveis assassínios de agentes da corporação na Amadora".
Marta Amado
in «DN», 11.06.2005
Em 04.07.2010, mais um acontecimento que não aconteceu é reportado no mesmo jornal com o título de «Insegurança no Tamariz leva banhistas a mudar de praia». Mais uma invenção das forças reacionárias... diria o taliban Daniel Sousa.
O Ministro da Administração Interna, o impagável maçon Rui Pereira comentará, certamente, que há vários dias estava a seguir os acontecimentos e, nesse âmbito, procedeu à alteração da Época Balnear, tendo em vista tornar ilegal o uso de armas brancas fora da época Outono-Inverno.
Etiquetas:
Terrorismo
05/07/2010
Viajar com TomTom
Viajar e, sobretudo, viajar de carro pela Europa, é uma opção fantástica.
Claro que se leva mais tempo do que por avião ou "TGV" mas, em compensação, adapta-se o percurso, para-se para apreciar a paisagem e transportar compras.
Claro que se leva mais tempo do que por avião ou "TGV" mas, em compensação, adapta-se o percurso, para-se para apreciar a paisagem e transportar compras.
Claro que a companhia de um GPS TomTom é indispensável. Para contornar Madrid, entrar em Paris, cruzar a França, chegar a Andorra, atravessar a Suíça, visitar a Áustria, percorrer a Alemanha, turistar por Itália.
Etiquetas:
Turismo
04/07/2010
Plano Tecnológico
Em Paris, é possível levantar notas de euro a partir de uma retrait.
Em Portugal ainda não é possível ter essa função a partir de uma retrete.
Uma nova oportunidade para o "Plano Tecnológico" socretino.
Em Portugal ainda não é possível ter essa função a partir de uma retrete.
Uma nova oportunidade para o "Plano Tecnológico" socretino.
Etiquetas:
Tecnologia
03/07/2010
Falta de inspiração
ARGENTINA 0 - ALEMANHA 4 : está visto que houve um grande problema de inspiração!
A despeito de grandes jogadores, argentidos foram muito bem desbaratados pela inteligência e criatividade tática alemã.
A despeito de grandes jogadores, argentidos foram muito bem desbaratados pela inteligência e criatividade tática alemã.
Etiquetas:
Futebolês
Companheiros de cama
A recente acusação, por parte do Governo dos Estados Unidos, de que o cidadão nacional Momade Bachir é um importante traficante internacional de droga, é uma coisa grave.
E não é apenas grave para o diretamente visado. É, talvez, mais grave ainda para quem com ele tem vindo a manter um relacionamento abertamente amistoso e de aproveitamento da sua aparente generosidade.
Estou a falar, é claro, do Partido Frelimo.
Porque não é segredo para ninguém, pelo contrário tem sido amplamente divulgado, que Momade Bachir tem financiado muito generosamente as campanhas eleitorais do Partido Frelimo. O que quer dizer que, se forem verdadeiras as acusações americanas contra ele, isso significa que as vitórias eleitorais do Partido Frelimo têm sido significativamente financiadas com dinheiro proveniente do tráfico de droga.
O que é uma enorme vergonha para aquele Partido, para o Governo que saiu das eleições e, verdade seja dita, para todo o povo moçambicano.
Todos nós somos sujos por uma tal acusação.
Mas há que começar a ver a situação pelo princípio.
Não é de agora que o Partido Frelimo partilha a cama com o crime organizado.
Foi conhecida a foto em que o anterior Presidente Joaquim Chissano aparecia, lado a lado com Nini Satar, segurando um tapete de luxo, oferecido por Nini para ser leiloado a favor do Partido Frelimo. Nini Satar que está, desde há uns anos, na BO como um dos assassinos do jornalista Carlos Cardoso.
Outra foto, que deu que falar, mostra o mesmo Joaquim Chissano, de boquinha aberta, a receber uma colherada de bolo que lhe é dada por quem? Pois, pelo próprio Momade Bachir.
Momade Bachir que, sempre que há um pedido de financiamento eleitoral do seu Partido, se desfaz de quantias enormes em troca de cachimbos e canetas de Armando Guebuza que, depois, devolve à esposa do mesmo dirigente.
E Armando Guebuza tem retribuído estas atenções. Não foi uma nem duas vezes que visitou o Maputo Shoping Center até à sua inauguração. Aceitou, mesmo, que o seu nome fosse dado a uma praceta no interior das instalações daquela unidade comercial.
Podem-me dizer que tudo isso foi feito na mais completa inocência, na total ignorância da origem do dinheiro tão generosamente entregue por Bachir à máquina partidária.
Pode ser e eu, sem provas, recuso-me a afirmar o contrário.
Não posso, no entanto, deixar de notar a coincidência de tudo isto se passar ao mesmo tempo que nenhum, nem um só, traficante de droga foi punido em Moçambique de há muitos anos a esta parte. Foram encontradas quantidades enormes de droga (só de uma vez foram 40 toneladas!!!) mas nunca se soube quem era o dono. Houve assassinatos em série, num caso até mesmo o massacre de uma família inteira, em que o ar à volta dos casos cheirava a droga por todos os lados. Só que ninguém foi sequer acusado desses crimes, quanto mais levado a tribunal e condenado.
Disse-me, há dias, um passarinho que pousou no meu ombro, que há mais de dez
anos o Banco de Moçambique tem, na Procuradoria Geral da República, uma queixa contra Momade Bachir por lavagem de dinheiro ilegal. É verdade que nem sempre se pode confiar nos passarinhos que nos pousam no ombro mas será isso verdade? E, se for, porque será, que os sucessivos Procuradores não deram andamento a tal queixa?
Os meus colegas Nachote e Hanlon publicaram, já há alguns anos, interessantes trabalhos sobre este tema. Que sequência tiveram junto das autoridades? Perante o escândalo, agora, Marcelo Mosse e Paul Fauvet voltaram ao tema com destaque.
Resultados?
Pondo sempre no condicional o saber-se se estas acusações são verdadeiras ou não, eu pergunto: Nesta altura do campeonato, entre os barões da droga e o Governo do país, quem são os patrões e quem são os empregados?
E não sejamos ingénuos a pensar que o caso se resume a Momade Bachir. Há muito mais quem se mova como motor alimentado a pó, fumos, comprimidos ou líquido para seringas. Um olhar atento às movimentações de propriedade na área da indústria hoteleira poderia dar resultados interessantes. A recente explosão de uma motorizada em Maputo também pode estar ligada ao tema.
Mas uma coisa me incomoda, Será que no interior do Partido Frelimo não há quem tenha nojo disto tudo? Onde estão aqueles dirigentes respeitados por todos, quando estas coisas acontecem? Ficam mudos? Falta-lhes a voz?
Será que o preço de quebrarem a unidade dentro da sua Organização (ou será seita?) é menos grave do que o preço de verem os seus filhos e netos nas garras da droga?
E os partidos da oposição? Ainda não se deram conta do que se está a passar?
Por vezes me pergunto para que serve termos uma oposição...
Pelo menos os membros da Comunidade Maometana obrigaram Momade Bachir a demitir-se da sua presidência. Demitiu-se ele e o vice-presidente, por sinal o seu próprio filho...
Gostava que a resposta a todas estas questões não fosse o silêncio, pesado e opressor, que tem sido até agora.
Machado da Graça
in «Savana», 18.06.2010
E não é apenas grave para o diretamente visado. É, talvez, mais grave ainda para quem com ele tem vindo a manter um relacionamento abertamente amistoso e de aproveitamento da sua aparente generosidade.
Estou a falar, é claro, do Partido Frelimo.
Porque não é segredo para ninguém, pelo contrário tem sido amplamente divulgado, que Momade Bachir tem financiado muito generosamente as campanhas eleitorais do Partido Frelimo. O que quer dizer que, se forem verdadeiras as acusações americanas contra ele, isso significa que as vitórias eleitorais do Partido Frelimo têm sido significativamente financiadas com dinheiro proveniente do tráfico de droga.
O que é uma enorme vergonha para aquele Partido, para o Governo que saiu das eleições e, verdade seja dita, para todo o povo moçambicano.
Todos nós somos sujos por uma tal acusação.
Mas há que começar a ver a situação pelo princípio.
Não é de agora que o Partido Frelimo partilha a cama com o crime organizado.
Foi conhecida a foto em que o anterior Presidente Joaquim Chissano aparecia, lado a lado com Nini Satar, segurando um tapete de luxo, oferecido por Nini para ser leiloado a favor do Partido Frelimo. Nini Satar que está, desde há uns anos, na BO como um dos assassinos do jornalista Carlos Cardoso.
Outra foto, que deu que falar, mostra o mesmo Joaquim Chissano, de boquinha aberta, a receber uma colherada de bolo que lhe é dada por quem? Pois, pelo próprio Momade Bachir.
Momade Bachir que, sempre que há um pedido de financiamento eleitoral do seu Partido, se desfaz de quantias enormes em troca de cachimbos e canetas de Armando Guebuza que, depois, devolve à esposa do mesmo dirigente.
E Armando Guebuza tem retribuído estas atenções. Não foi uma nem duas vezes que visitou o Maputo Shoping Center até à sua inauguração. Aceitou, mesmo, que o seu nome fosse dado a uma praceta no interior das instalações daquela unidade comercial.
Podem-me dizer que tudo isso foi feito na mais completa inocência, na total ignorância da origem do dinheiro tão generosamente entregue por Bachir à máquina partidária.
Pode ser e eu, sem provas, recuso-me a afirmar o contrário.
Não posso, no entanto, deixar de notar a coincidência de tudo isto se passar ao mesmo tempo que nenhum, nem um só, traficante de droga foi punido em Moçambique de há muitos anos a esta parte. Foram encontradas quantidades enormes de droga (só de uma vez foram 40 toneladas!!!) mas nunca se soube quem era o dono. Houve assassinatos em série, num caso até mesmo o massacre de uma família inteira, em que o ar à volta dos casos cheirava a droga por todos os lados. Só que ninguém foi sequer acusado desses crimes, quanto mais levado a tribunal e condenado.
Disse-me, há dias, um passarinho que pousou no meu ombro, que há mais de dez
anos o Banco de Moçambique tem, na Procuradoria Geral da República, uma queixa contra Momade Bachir por lavagem de dinheiro ilegal. É verdade que nem sempre se pode confiar nos passarinhos que nos pousam no ombro mas será isso verdade? E, se for, porque será, que os sucessivos Procuradores não deram andamento a tal queixa?
Os meus colegas Nachote e Hanlon publicaram, já há alguns anos, interessantes trabalhos sobre este tema. Que sequência tiveram junto das autoridades? Perante o escândalo, agora, Marcelo Mosse e Paul Fauvet voltaram ao tema com destaque.
Resultados?
Pondo sempre no condicional o saber-se se estas acusações são verdadeiras ou não, eu pergunto: Nesta altura do campeonato, entre os barões da droga e o Governo do país, quem são os patrões e quem são os empregados?
E não sejamos ingénuos a pensar que o caso se resume a Momade Bachir. Há muito mais quem se mova como motor alimentado a pó, fumos, comprimidos ou líquido para seringas. Um olhar atento às movimentações de propriedade na área da indústria hoteleira poderia dar resultados interessantes. A recente explosão de uma motorizada em Maputo também pode estar ligada ao tema.
Mas uma coisa me incomoda, Será que no interior do Partido Frelimo não há quem tenha nojo disto tudo? Onde estão aqueles dirigentes respeitados por todos, quando estas coisas acontecem? Ficam mudos? Falta-lhes a voz?
Será que o preço de quebrarem a unidade dentro da sua Organização (ou será seita?) é menos grave do que o preço de verem os seus filhos e netos nas garras da droga?
E os partidos da oposição? Ainda não se deram conta do que se está a passar?
Por vezes me pergunto para que serve termos uma oposição...
Pelo menos os membros da Comunidade Maometana obrigaram Momade Bachir a demitir-se da sua presidência. Demitiu-se ele e o vice-presidente, por sinal o seu próprio filho...
Gostava que a resposta a todas estas questões não fosse o silêncio, pesado e opressor, que tem sido até agora.
Machado da Graça
in «Savana», 18.06.2010
Etiquetas:
Negociatas
02/07/2010
Porque hoje é dia 2
Pais sob suspeita
Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.
Foi meu pai que me transformou em feminista. Esse homem extraordinário, que sempre respeitou minha mãe, que estava disposto a ser o primeiro em arrumar a mesa, em preparar a comida, em carregar as compras, ensinou-me o valor da convivência. Eram outros tempos, e a sala de refeições de casa era, para muitos, o espaço da liberdade. Desse lugar da casa, solidário e respeitoso, aprendi a amar a igualdade e a lutar por ela. Como tantas outras mulheres. Da geração de nossas avós, que deram a pele para poder votar, à de nossas filhas, que podem ser presidentas, o caminho percorrido é um salto galáctico: em só três gerações mudamos o paradigma cultural de séculos.
É claro, aí temos as cifras de maltrato enchendo de sangue as estatísticas, com as mulheres lutando para ser as melhores no trabalho e na casa, e não morrer na tentativa. Com nossa vergonhosa discriminação de salários. Com o enorme esforço que têm que fazer a trabalhadora que quer ser mãe.
Obviamente, se olharmos o passado, a transformação social foi revolucionária. Se olharmos o futuro, a mulher está em condições de alcançar todas as metas. Mas, se olharmos para o presente, ainda deixamos muita pele e dor na intenção. E, certamente, se o olhar for global, a situação da mulher destrói qualquer esboço de otimismo. Da vergonha das mulheres escravas nos países islâmicos, às meninas dos prostíbulos, passando por todo tipo de violências. Andamos muito no caminho dos direitos, mas enjoa pensar o quanto ainda falta para andar.
Sendo tudo isso certo, me preocupa, entretanto, que a luta da mulher possa invadir os legítimos direitos dos homens. Para entrar na matéria mais espinhosa, muitas são as vozes sérias que alertam do mau uso que se está fazendo da lei contra a violência de género, a favor das mulheres que a utilizam para negociar patrimônio, obter vantagens ou, diretamente, aborrecer o ex de plantão. Entre todas elas, é notável a voz da juíza decana de Barcelona, Maria Sanahuja, que tem alertado reiteradamente sobre o excesso de denúncias falsas. Os dados sobre este facto não são claros, mas todos os setores implicados falam de centenas de falsidades. Em qualquer caso, a casuística nos traz muitos pais cuja denúncia falsa destroçou-lhes a vida, até que um juiz levantou a suspeita. Realmente é tão fácil? Se um homem acusa sua mulher de mulher de maltrato, as dificuldades para concretizar a denúncia são ingentes. Mas se uma mulher acusa-o, a lei o transforma em culpado inclusive antes de ser suspeito, e o calvário que viverá será terrível. É indiscutível que a lei contra a violência de género era urgente para lutar contra esta mancha social. Mas a fizemos bem?
Se as mulheres podem usá-la facilmente para afastar suas preocupações económicas ou sentimentais, não só a fizemos mal. Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.
A luta da mulher pela igualdade nunca pode ser a desculpa para outra forma de discriminação. O feminismo, que tanto sabe do sofrimento, teria que ser o primeiro a levantar a voz contra esta outra forma de maltrato. Porque, ou denunciamos os abusos em nome da mulher, ou estamos tornando uma luta justa numa forma de vingança.
Pilar Rahola (Tradução: Szyja Lorber)
in «La Vanguardia», Barcelona, 28.12.2007
Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.
Foi meu pai que me transformou em feminista. Esse homem extraordinário, que sempre respeitou minha mãe, que estava disposto a ser o primeiro em arrumar a mesa, em preparar a comida, em carregar as compras, ensinou-me o valor da convivência. Eram outros tempos, e a sala de refeições de casa era, para muitos, o espaço da liberdade. Desse lugar da casa, solidário e respeitoso, aprendi a amar a igualdade e a lutar por ela. Como tantas outras mulheres. Da geração de nossas avós, que deram a pele para poder votar, à de nossas filhas, que podem ser presidentas, o caminho percorrido é um salto galáctico: em só três gerações mudamos o paradigma cultural de séculos.
É claro, aí temos as cifras de maltrato enchendo de sangue as estatísticas, com as mulheres lutando para ser as melhores no trabalho e na casa, e não morrer na tentativa. Com nossa vergonhosa discriminação de salários. Com o enorme esforço que têm que fazer a trabalhadora que quer ser mãe.
Obviamente, se olharmos o passado, a transformação social foi revolucionária. Se olharmos o futuro, a mulher está em condições de alcançar todas as metas. Mas, se olharmos para o presente, ainda deixamos muita pele e dor na intenção. E, certamente, se o olhar for global, a situação da mulher destrói qualquer esboço de otimismo. Da vergonha das mulheres escravas nos países islâmicos, às meninas dos prostíbulos, passando por todo tipo de violências. Andamos muito no caminho dos direitos, mas enjoa pensar o quanto ainda falta para andar.
Sendo tudo isso certo, me preocupa, entretanto, que a luta da mulher possa invadir os legítimos direitos dos homens. Para entrar na matéria mais espinhosa, muitas são as vozes sérias que alertam do mau uso que se está fazendo da lei contra a violência de género, a favor das mulheres que a utilizam para negociar patrimônio, obter vantagens ou, diretamente, aborrecer o ex de plantão. Entre todas elas, é notável a voz da juíza decana de Barcelona, Maria Sanahuja, que tem alertado reiteradamente sobre o excesso de denúncias falsas. Os dados sobre este facto não são claros, mas todos os setores implicados falam de centenas de falsidades. Em qualquer caso, a casuística nos traz muitos pais cuja denúncia falsa destroçou-lhes a vida, até que um juiz levantou a suspeita. Realmente é tão fácil? Se um homem acusa sua mulher de mulher de maltrato, as dificuldades para concretizar a denúncia são ingentes. Mas se uma mulher acusa-o, a lei o transforma em culpado inclusive antes de ser suspeito, e o calvário que viverá será terrível. É indiscutível que a lei contra a violência de género era urgente para lutar contra esta mancha social. Mas a fizemos bem?
Se as mulheres podem usá-la facilmente para afastar suas preocupações económicas ou sentimentais, não só a fizemos mal. Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.
A luta da mulher pela igualdade nunca pode ser a desculpa para outra forma de discriminação. O feminismo, que tanto sabe do sofrimento, teria que ser o primeiro a levantar a voz contra esta outra forma de maltrato. Porque, ou denunciamos os abusos em nome da mulher, ou estamos tornando uma luta justa numa forma de vingança.
Pilar Rahola (Tradução: Szyja Lorber)
in «La Vanguardia», Barcelona, 28.12.2007
Etiquetas:
Opinião
01/07/2010
A minha próxima vida
Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí torno-me um bebé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "SPA" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo.
Woody Allen
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí torno-me um bebé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "SPA" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo.
Woody Allen
Etiquetas:
Opinião
30/06/2010
Burrada na Vivo
O governo socretino acaba de impedir a venda da parte (50%) que a PT tem na operadora brasileira Vivo. A proposta apresentada pela operadora espanhola Telefónica - 7.150 milhões de euros - representou 90% do valor bolsista da operadora portuguesa e foi aprovada por uma elevada maioria de 74% dos acionistas.
A esquerda cretácica aplaudiu mais uma escandalosa intromissão socretina na propriedade privada, em nome de um nebuloso interesse estratégico do país. Para quem tem passado o tempo a interferir e a colocar boys na gestão da PT, convenhamos que é uma argumento estafado.
Mas o pior está para vir: o Tribunal de Justiça da União Europeia, a 8 de Julho, vai-se pronunciar sobre a legalidade dos direitos especiais do Estado na PT, sendo muito forte a possibilidade de obrigar à sua eliminação ou provocar uma OPA sobre a própria PT (quem dá 90% dá 100%).
Na verdade, o governo socretino fez um piscar de olhos aos cretácicos para mais tarde se defender com a culpa da UE.
O certo é que a oferta da Telefónica permitiria uma reformulação estratégica da Portugal Telecom, livrando-se definitivamente destes espanhóis que há anos andam a dar facadas no matrimónio e, em alternativa, relançar-se numa aliança com operadoras brasileiras para, desse ponto de apoio, entrar na América Hispânica. Mantendo um casamento à força, a PT passa estar sujeitas aos caprichos da Telefónica na gestão da Vivo e de que já há ameaças conhecidas (congelamento de dividendos, bloqueio de decisões, etc.).
Se a Telefónica desistir da oferta - entretanto prolongada até 16 de Julho - o governo socretino terá deitado para o lixo um valor correspondente a 4% do PIB português, o que para burrada, só lhe faltam as orelhas...
A esquerda cretácica aplaudiu mais uma escandalosa intromissão socretina na propriedade privada, em nome de um nebuloso interesse estratégico do país. Para quem tem passado o tempo a interferir e a colocar boys na gestão da PT, convenhamos que é uma argumento estafado.
Mas o pior está para vir: o Tribunal de Justiça da União Europeia, a 8 de Julho, vai-se pronunciar sobre a legalidade dos direitos especiais do Estado na PT, sendo muito forte a possibilidade de obrigar à sua eliminação ou provocar uma OPA sobre a própria PT (quem dá 90% dá 100%).
Na verdade, o governo socretino fez um piscar de olhos aos cretácicos para mais tarde se defender com a culpa da UE.
O certo é que a oferta da Telefónica permitiria uma reformulação estratégica da Portugal Telecom, livrando-se definitivamente destes espanhóis que há anos andam a dar facadas no matrimónio e, em alternativa, relançar-se numa aliança com operadoras brasileiras para, desse ponto de apoio, entrar na América Hispânica. Mantendo um casamento à força, a PT passa estar sujeitas aos caprichos da Telefónica na gestão da Vivo e de que já há ameaças conhecidas (congelamento de dividendos, bloqueio de decisões, etc.).
Se a Telefónica desistir da oferta - entretanto prolongada até 16 de Julho - o governo socretino terá deitado para o lixo um valor correspondente a 4% do PIB português, o que para burrada, só lhe faltam as orelhas...
Etiquetas:
Comunismo,
Economia,
Socialismo
Idiota que só vê o próprio umbigo
Há idiotas por todo o lado mas, alguns, que terão o rei na barriga, não conseguem perceber que se sujeitam à vingança do peão [um risco que correm].
Entalados pela indigência e selvajaria de quem só vê o seu próprio umbigo, há sempre o argumento que estava a trabalhar...
Entalados pela indigência e selvajaria de quem só vê o seu próprio umbigo, há sempre o argumento que estava a trabalhar...
(imagem de Lisboa)
Etiquetas:
Idiota
As alemãs
Uma reportagem pelas ruas de uma qualquer cidade alemã tem o condão de agradar à vista especializada.
Mulhers jovens, de cabelos louros, ruivos, castanhos ou negros, de olhos azuis, verdes ou turquesa e de peles amêndoa, açafrão, caqui, damasco ou rosa, alegram as lojas e ruas sob efeito dos raios solares do Verão que agora começa.
Mulhers jovens, de cabelos louros, ruivos, castanhos ou negros, de olhos azuis, verdes ou turquesa e de peles amêndoa, açafrão, caqui, damasco ou rosa, alegram as lojas e ruas sob efeito dos raios solares do Verão que agora começa.
Etiquetas:
My God
29/06/2010
E agora... vamos aos socretinos...
Apesar de tudo, um jogo fantástico e um herói indesmentível.
Mas acabou o sonho e folga aos socretinos. Agora, o mundo real, a crise, o desemprego, as dívidas por pagar.
Etiquetas:
Futebolês
Lá vão mais dois!!
Dois jornais portugueses acabam de morrer em consequência de "o mundo mudou" [afirmação socretina].
Um deles, gratuito, até se lia na falta de melhor. O outro, um pasquim total, até contaminava as sardinhas! A prova de que não é o preço que determina a qualidade: ou se tem, ou não se tem, ponto final.
Um deles, gratuito, até se lia na falta de melhor. O outro, um pasquim total, até contaminava as sardinhas! A prova de que não é o preço que determina a qualidade: ou se tem, ou não se tem, ponto final.
Etiquetas:
Opinião
Querido líder
A FIFA acaba de excluir a equipa portuguesa da fase seguinte do Campeonato Mundial de Futebol, na África do Sul.
Em seu lugar, estará a equipa da República Popular e Democrática da Coreia, conforme acaba de anunciar a TV de Pyongyang.
Em seu lugar, estará a equipa da República Popular e Democrática da Coreia, conforme acaba de anunciar a TV de Pyongyang.
28/06/2010
Munique Englischer Garten
O Biergarten do «Englischer Garten» de Munique (criado em 1789) é um local excelente para beber e comer as melhores especialidades da Baviera.
Etiquetas:
Turismo
27/06/2010
Chiemsee
Chiemsee, situado a N 47°53′24″, E 12°28′12″, a 80 Km de Munique, Alemanha, a uma altitude de 520 m e com uma área de perto de 80 Km2, é o maior lago da Europa central.
Na primeira, está construído um dos três castelos/palácios de Luís II da Baviera, o Schloss Herrenchiemsee, uma réplica do Palácio de Versalhes em homenagem a Luís XIV de França.
No meio da enorme massa de água, existem várias ilhas das quais, as duas mais famosas são a Herrenchiemsee (literalmente, a ilha do Homens) e Frauenchiemsee (a ilha das Mulheres).
Na primeira, está construído um dos três castelos/palácios de Luís II da Baviera, o Schloss Herrenchiemsee, uma réplica do Palácio de Versalhes em homenagem a Luís XIV de França.
Com um tempo invulgarmente quente, as multidões de turistas chegam de carro ou de (antiquíssimo de 1887) comboio e passam de barco de Prien ou Gstadt para cada uma das ilhas.
Etiquetas:
Turismo
26/06/2010
Munique e Nymphenburg Schloss
Em Munique, o Palácio de Nymphenburg é uma imponente obra barroca do séc. XVII e que servia de residência de Verão dos reis da Baviera. O edifício é complementado com extenso jardim, de mais de 800 mil m2, ampliado durante o séc. XVIII.
Etiquetas:
Turismo
25/06/2010
Paris com Cristiano Ronaldo
A loja da NIKE em Paris tem uma "estátua" do português Cristiano Ronaldo. Na verdade, do mais famoso português de hoje.
Vem isto a propósito da partida Portugal-Brasil no Campeonato Mundial de 2010 na África do Sul, país onde Ronaldo é um ídolo de sul-africanos, portugueses, moçambicanos e de todos.
Vem isto a propósito da partida Portugal-Brasil no Campeonato Mundial de 2010 na África do Sul, país onde Ronaldo é um ídolo de sul-africanos, portugueses, moçambicanos e de todos.
25 de Junho
Moçambique obteve a independência a 25 de Junho de 1975, faz hoje 35 anos.
Uma data de festa para todos os moçambicanos e os povos da lusofonia.
Uma data de festa para todos os moçambicanos e os povos da lusofonia.
Etiquetas:
Colonialismo
24/06/2010
As SCUT de António Guterres
O problema das SCUT, que rebentou agora, foi criado por António Guterres. É bom ter memória: Guterres é o grande responsável pelo estado do país.
I. A ideia de que podia haver auto-estradas gratuitas é uma ideia típica do guterrismo. Nesse período, o PS elevou ao máximo o dogma de que o Estado pode dar tudo às pessoas. Desde o rendimento mínimo (a SCUT de Ferro Rodrigues) até às SCUT (de João Cravinho), António Guterres fez do Estado o pai natal dos portugueses. Criou-se a ideia de que tudo era de borla. Foi esta sorridente maneira de governar que criou o tal "pântano". E, quando viu a sua obra pantanosa, Guterres abandonou o país de forma inacreditável. Guterres abandonou o país.
II. O actual problema das portagens nas SCUTs representa, de forma quase perfeita, a relação entre o "guterrismo" e o "socratismo": a governação de José Sócrates tem consistido na retirada das benesses dadas por António Guterres; Sócrates está a tirar ao país aquilo que Guterres deu de maneira totalmente irresponsável. Verdade seja dita, quando penso em Guterres, a minha aversão a Sócrates até diminui um pouco. Antes de José Sócrates, o grande culpado pelo estado do pais chama-se António Guterres.
III. Portugal devia fazer um acordo como a ONU: devíamos pagar uma taxa para manter Guterres como alto-comissário vitalício para os refugiados. Guterres será um bom diplomata lá fora, mas foi um péssimo político cá dentro.
Henrique Raposo
in www.expresso.pt), 24.06.2010
I. A ideia de que podia haver auto-estradas gratuitas é uma ideia típica do guterrismo. Nesse período, o PS elevou ao máximo o dogma de que o Estado pode dar tudo às pessoas. Desde o rendimento mínimo (a SCUT de Ferro Rodrigues) até às SCUT (de João Cravinho), António Guterres fez do Estado o pai natal dos portugueses. Criou-se a ideia de que tudo era de borla. Foi esta sorridente maneira de governar que criou o tal "pântano". E, quando viu a sua obra pantanosa, Guterres abandonou o país de forma inacreditável. Guterres abandonou o país.
II. O actual problema das portagens nas SCUTs representa, de forma quase perfeita, a relação entre o "guterrismo" e o "socratismo": a governação de José Sócrates tem consistido na retirada das benesses dadas por António Guterres; Sócrates está a tirar ao país aquilo que Guterres deu de maneira totalmente irresponsável. Verdade seja dita, quando penso em Guterres, a minha aversão a Sócrates até diminui um pouco. Antes de José Sócrates, o grande culpado pelo estado do pais chama-se António Guterres.
III. Portugal devia fazer um acordo como a ONU: devíamos pagar uma taxa para manter Guterres como alto-comissário vitalício para os refugiados. Guterres será um bom diplomata lá fora, mas foi um péssimo político cá dentro.
Henrique Raposo
in www.expresso.pt), 24.06.2010
Etiquetas:
Economia,
Socialismo
Socialismo em mercado negro
Darsi Ferrer foi libertado em Cuba.
O prisioneiro político cubano Darsi Ferrer foi libertado pelo Governo após 11 meses de detenção, mas irá ficar três meses em prisão domiciliária, acusado de comprar cimento no mercado negro. Foi julgado em Havana após o início do diálogo entre a Igreja Católica cubana e o governo de Raúl Castro, que já levou à libertação de outro dissidente, Ariel Sigler Amaya.
Ferrer é médico, tem 40 anos e já tinha sido preso várias vezes por actividades de oposição ao regime.
in «Público», 24.06.2010
Nota de ironia: "comprar cimento no mercado negro" que existe como resultado do Socialismo Castrista. Prendam-se os Castro e liberte-se o cimento!
O prisioneiro político cubano Darsi Ferrer foi libertado pelo Governo após 11 meses de detenção, mas irá ficar três meses em prisão domiciliária, acusado de comprar cimento no mercado negro. Foi julgado em Havana após o início do diálogo entre a Igreja Católica cubana e o governo de Raúl Castro, que já levou à libertação de outro dissidente, Ariel Sigler Amaya.
Ferrer é médico, tem 40 anos e já tinha sido preso várias vezes por actividades de oposição ao regime.
in «Público», 24.06.2010
Nota de ironia: "comprar cimento no mercado negro" que existe como resultado do Socialismo Castrista. Prendam-se os Castro e liberte-se o cimento!
Etiquetas:
Comunismo
Munique no Westpark
O Westpark de Munique é um espaço exemplar da importância que a natureza recebe na Alemanha.
Desenhado pelo arquiteto Peter Kluska e concluído em 1983 para a International Garden Show (IGA 83), tem uma área de mais 720 mil m2. Ao longo da sua vasta área que se deve percorrer preferencialmente de bicicleta, é possível encontrar
Desenhado pelo arquiteto Peter Kluska e concluído em 1983 para a International Garden Show (IGA 83), tem uma área de mais 720 mil m2. Ao longo da sua vasta área que se deve percorrer preferencialmente de bicicleta, é possível encontrar
Etiquetas:
Turismo
23/06/2010
Versalhes
O Palácio de Versalhes (Château de Versailles) é o símbolo da monarquia absoluta personalizada em Luís XIV, o Rei-Sol entre 1643 e 1715.
A construção de tão gigantesca obra, entretanto, classificada "Património Mundial da Unesco", à época, arruinou os cofres franceses.
Todavia, hoje, milhares de visitantes percorrem o seu espaço e alimentam uma indústria de turismo absolutamente impressionante.
A construção de tão gigantesca obra, entretanto, classificada "Património Mundial da Unesco", à época, arruinou os cofres franceses.
Todavia, hoje, milhares de visitantes percorrem o seu espaço e alimentam uma indústria de turismo absolutamente impressionante.
Etiquetas:
Turismo
22/06/2010
Paris de sonho
Paris de noite ou de dia é fantástica.
A Torre Eiffel é deslumbrante. O Arco do Triunfo é gigantesco e imponente.
A Torre Eiffel é deslumbrante. O Arco do Triunfo é gigantesco e imponente.
Etiquetas:
Turismo
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)
_Finalistas.jpg)






























