07/08/2010

Filhos do regime

Ivan Morais,  filho do ex-ministro das finanças de Angola, Pedro de Morais e Joca Carneiro, um filho do general Higino Carneiro, ambos, presentemente de férias em Lisboa, gastaram 6000 € numa só  noite, no passado dia 18 de Julho (domingo) na discoteca Belém Bar Café (BBC) em Lisboa.

Filha do Vice-PR opta por não seguir exemplo
Ambos solicitaram uma "sala súper VIP" da discoteca BBC, restritamente para os dois e suas respetivas amizades ao qual foi-lhes solicitado a quantia em referência. Tinha direito ao número ilimitado de bebidas e  garrafas de Champanhe da marca Moët & Chandon (a mais cara do mercado).

Na discoteca Belém Bar Café (BBC) onde esteve Ivan Morais e Joca Morais, estiveram também outros filhos de dirigentes angolanos com realce a Fernanda dos Santos "Nádia", filha do Vice-Presidente angolano mas que no entanto os seus gastos não foram da mesma proporção que os outros dois rapazes. Nadia que está de férias em Portugal (vive em Londres) não solicitou, por exemplo, acesso a uma das áreas  VIP normais  onde naquela noite estavam músicos como Maya Cool, Eddy Tussa, Puto Prata e Nagrelha. A jovem optou por misturar-se com o "povo".

Em privado, Ivan de Morais justificou aos que lhe são próximos que pretendia um "espaço privado" porque estava "a viver  problemas" em Angola devendo regressar ao país nas próximas duas semanas. (Diz-se que o seu estado de depressão poderá estar ligado ao estado da mãe do seu pai, tratada por Avó Isabel que nos últimos dias tem manifestado sinais de saúde debilitada devido a idade avançada).

Nos dias anteriores, Ivan Morais  foi  visto em outras discotecas em Lisboa tida como uma das mais caras na capital lusa. (Uma cerveja custa 15 € enquanto que a  garrafa de Champagne Moët & Chandon, chega a custar 300 €).

De recordar que Joca Carneiro e Ivan Morais  fazem parte da administração da Global Seguros em Angola, empresa de seguros pertencentes aos seus progenitores. (Ivan é acionista do Banco BNI e é o filho do ex-ministro a quem o pai passa alguns bens em seu nome). Em meios ligados aos filhos de elementos do regime do MPLA, Ivan é "respeitado" por ter  a fama de jovem que  "gasta muito".

Club-K

06/08/2010

Os pombos

Dois pombos, depois de comerem na mão duma pessoa, levantam voo e dizem um para o outro:
- Já viste que nós até parecemos políticos?
- Porque dizes isso?
- Repara bem, mendigamos migalhas às pessoas e uma vez cá no alto, cagamos-lhes em cima!

05/08/2010

Economicando

O economista moçambicano Prof. João Mosca tem publicado desassombrados artigos no jornal «Savana» em que analisa, com detalhe, as duas faces da moeda: desenvolvimento e corrupção.

São esses textos que foram reunidos no interessante livro "Economicando", Alcance Editores, que começa com uma muito oportuna citação de Barack Obama: "Nenhum país vai criar riqueza se os seus líderes usarem a economia para se enriquecerem ou se a polícia puder ser comprada por traficantes de drogas”.

Como se percebe, uma escolha muito acertada.
Economicando de João Mosca

04/08/2010

Agosto, tempo quente

A muito aguardada edição para o Verão europeu e para comemorar 35 anos.
Edição de Agosto da Playboy Brasileira

03/08/2010

Aniversário do diabo

É difícil dizer isto mas, para casos de incorrigíveis criminosos, só fazem falta as balas que se perdem.

Foi o caso de Jonas Malheiro Savimbi, nascido a 3 de Agosto de 1934, que na sua terrível ambição de alcançar o poder - uma tradição bem africana - não hesitou em lançar Angola numa desumana guerra cívil, em 1992.

Capaz de fazer pactos com o próprio diabo, Savimbi já anteriormnete se tinha aliado com o colonialismo português para combater o MPLA, com a China para combater os soviéticos e com o apartheid para combater os cubanos.

Na data do aniversário do nascimento deste diabo, vale a pena mostrar com que companhia andava em 1991, numa curiosa aliança entre o socialismo português e o tribalismo africano:

Idiota de carga

Há sempre um idiota que acha que tem mais direitos do que os outros.
Imagem de Lisboa

Socialismo: "Me liga Oi"

Parece ter finalmente chegado ao fim o episódio do controlo da Vivo pela Telefónica.

De acordo com a maior parte dos analistas, a história terá tido um final feliz: a interferência do Governo traduziu-se num encaixe adicional de 315 milhões de euros por parte dos accionistas, e a PT mantém-se no Brasil, tal como o Governo pretendia. No campo político, a interferência terá certamente gerado dividendos: afinal, o Governo atuou como catalisador do orgulho nacional, numa contenda que evoca temas tão profundos como Aljubarrota, o futebol, Pedro Álvares Cabral e a Lusofonia. Além disso, a manutenção da PT em rédea curta é consistente com uma forte influência do Estado na esfera dos negócios, o que pode revelar-se útil em circunstâncias várias.

Depois de tudo o que li, no entanto, confesso que não me sinto minimamente esclarecido numa questão essencial: afinal, onde estava o interesse nacional que motivou a intervenção do Governo em primeiro instância?

É um facto que na altura em que a PT foi privatizada, os estatutos da empresa eram conhecidos. Em particular, sabia-se que existiam ações especiais, que apenas poderiam ser detidas pelo setor público e que conferiam aos seus detentores poder de veto em matérias diversas, designadamente no que respeita à nomeação de dirigentes e à política de participações da empresa. Por conseguinte, os eventuais prejuízos decorrentes de interferências administrativas nas decisões da empresa deveriam estar já devidamente descontados nos preços das ações, sob a forma de um prémio de risco acrescido.

Mas a materialização da prerrogativa num caso como este não era à partida evidente: é que, ao forçar a presença da PT no Brasil e, mais do que isso, ao inviabilizar uma transacção entre duas empresas pertencentes a dois Estados-membros da União Europeia, o Governo não só negou aos acionistas a possibilidade de influenciar as decisões da sociedade na proporção das suas ações, como além disso atropelou o princípio fundamental da livre circulação de capitais, pondo em causa o compromisso do País com o funcionamento do Mercado Único. Não sendo tal matéria de somenos, impunha-se que a este processo estivesse associada uma razão imperiosa de interesse nacional. Ora, não é nada óbvio que a presença da PT no Brasil preencha o requisito.

Diz o Governo que a presença da PT no Brasil é essencial, pois só assim a empresa terá escala suficiente para inovar e, por essa via, contribuir para o desenvolvimento do País. Mas a justificação é frágil. Por essa ordem de ideias, concluiríamos que o País estaria melhor servido se o Estado possuísse também acções de oiro no BPI, na Sonae ou na Jerónimo Martins, e se as usasse para impedir a venda dos respectivos ativos no estrangeiro, por muito atrativas que os acionistas considerassem as ofertas. Como é evidente, forçar uma empresa a investir num país estrangeiro contra a vontade dos seus acionistas não tem nada a ver com o interesse nacional. Ao País, o que interessa é que os investidores façam escolhas acertadas e obtenham boas rendibilidades nos seus negócios e nessa matéria cada investidor será o melhor juiz dos seus próprios interesses.

Como é evidente, nem sempre os interesses privados alinham com o interesse coletivo. E nomeadamente no caso da PT, há áreas onde se justifica a intervenção do Estado. Mas será a detenção de acções de oiro a modalidade mais eficaz para lidar com o problema? Claramente não.

Uma matéria onde os interesses do País podem colidir com os interesses dos acionistas da PT é a necessidade de garantir a universalidade do serviço de telecomunicações. Na medida em que a prossecução de tal objectivo implique a presença da empresa em segmentos de rentabilidade negativa, o mesmo não seria assegurado numa lógica meramente privada. No entanto, essa situação está já devidamente acautelada no contrato de concessão entre o Estado e a PT. De facto, ao abrigo desse contrato, a PT obriga-se a prestar alguns serviços considerados de utilidade pública, mesmo que não sejam rentáveis. E precisamente, para que os accionistas não sejam prejudicados, estabelece-se o direito da empresa a indemnizações compensatórias, que o Estado português é chamado a pagar todos os anos. Isto é: a PT presta um serviço público e o contribuinte paga. Este mecanismo é eficaz e suficiente para garantir a prestação do serviço público, não resultando em excesso de intervenção (*). Já a detenção de acções de oiro, além de redundante, viola o princípio da proporcionalidade: nomear gestores e restringir a política de participações da empresa para garantir a universalidade do serviço de telecomunicações é utilizar um canhão para matar uma mosca.

Uma segunda matéria onde, no caso da PT, se justifica a intervenção é a necessidade de assegurar a disponibilidade da rede de telecomunicações numa situação de guerra, catástrofe natural ou terrorismo. No entanto, também neste caso o recurso às ações de oiro é redundante. De facto, o contrato de concessão entre o Estado e a PT já prevê a possibilidade de o Estado assumir o comando da empresa, em caso de guerra ou crise grave. Essa cláusula chega e sobra para acautelar o interesse geral em tempo de guerra. A extensão desses poderes aos tempos de paz é claramente excessiva e viola mais uma vez o princípio da proporcionalidade.

(*) É importante notar que o direito comunitário não vê as indemnizações compensatórias como impedimentos à concorrência, precisamente por se tratarem de compensações por serviços de interesse geral que o livre funcionamento do mercado não permitiria assegurar. Mas ninguém duvida que a Comissão não aceitaria como indemnização compensatória qualquer contrapartida que o Estado Português entendesse atribuir à PT pelo facto de esta ter feito um investimento desastroso na Oi. O mais natural seria considerar tal apoio como um Auxilio de Estado incompatível com as regras da concorrência. Esta alusão mostra por absurdo quão questionável é a tese de que a presença da PT no Brasil constitua matéria de interesse geral.

Miguel Lebre de Freitas, docente Universitário
in «Jornal de Negócios», 03.08.2010
 

02/08/2010

Socretinice "Me liga Oi"

I. Tal como salientou João Vieira Pereira (Expresso de Sábado), alguma coisa não está bem na venda da Vivo. Eu acrescento: o que não está mesmo nada bem é a actuação do nosso distinto primeiro-ministro, Sua Alteza José Sócrates, o génio da economia. Ora, vamos lá recorrer a esse instrumento fora de moda chamado "cronologia".

II. Sócrates começou por dizer que a PT não devia vender a Vivo, porque a Vivo era do "interesse nacional". Pois, pois. Passadas três semanas, este raciocínio desapareceu. A Vivo foi vendida, e o mesmo Sócrates veio dizer que "sim, senhora". O que mudou nestas três semanas? Bom, mudou a proposta da Telefónica. Se não estou em erro, a empresa espanhola, depois do bloqueio provocado pela golden share, meteu mais 350 milhões de euros em cima da mesa. Perante isto, pergunta-se: o "interesse nacional" é vendável apenas por 350 milhões? Pior: como é óbvio, esta venda não beneficia o país no seu todo; beneficia apenas os acionistas privados. Ou seja, objetivamente (repito: objetivamente), o "interesse nacional" de Sócrates beneficiou apenas os acionistas privados da PT. Meus amigos, as empresas devem fazer pela vidinha. Não há cá anjinhos no mundo dos negócios. Mas é irritante perceber que o sagrado e imaculado "interesse nacional" defende apenas os interesses privados dos acionistas das empresas com golden share.

III. Mas vamos lá pensar noutro - hipotético - cenário, um cenário onde os acionistas privados também são prejudicados. Se era do "interesse nacional" manter a Vivo, Sócrates devia ter mantido a sua posição inicial. Se era para vender a Vivo, então arrecadava-se o dinheiro e, depois, com tempo, investir-se-ia o dinheiro noutro sítio. Mas não foi isso que aconteceu. Como salienta João Vieira Pereira, "a PT foi obrigada por Sócrates a ir, a correr, às compras no Brasil". Assim, devido a esta pressa socrática, a golden share acabou por custar dinheiro à PT. A posição na Oi valia - no mercado - 2,8 milhões de euros, mas a PT comprou-a por 3,7 milhões. Esta diferença (900 milhões) é superior aos dividendos gerados pelo primeiro "não" de Sócrates (350 milhões).

IV. Portanto, alguém é capaz de me explicar esta espessa irracionalidade económica? José Sócrates deu aquele primeiro "não" apenas para subir uns pontinhos nas sondagens, enquanto cavaleiro anti-Castela? É só isso? Ou há aqui mais qualquer coisa? Quem ganhou o quê com este negócio? É que o país não ganhou nada, e a PT - enquanto multinacional - também não.

Henrique Raposo
in «Expresso», 02.08.2010

O grande Armando

A economia moçambicana entrou em rota descendente. Nova desordem está a caminho.

Ainda que há muitos anos viva da esmola internacional, o regime guebuzino é totalmente incompetente, "azarado" na opinião do camarada Rebelo...

Como sempre fez, o chefe da Operação Produção rodeou-se de labe-botas, totalmente incapazes de lhe apontar que vai por maus caminhos.

É verdade que o Grande Armando pode desculpar-se com a crise internacional, com a subida do preço das matérias-primas, com o preço do petróleo, como fazem outros da mesma laia.

Mas, o Grande Armando deveria explicar porque se assiste à escalada do câmbio do dólar contra o metical.

Deveria explicar os seus negócios com o idóneo e honesto Momed Bachir Suleman. Deveria explicar a incrível "Guebuza Square" no "Maputo Shopping Center". Deveria explicar os fundos sujos que aceitou em campanha eleitoral, para fechar os olhos aos tráfego de droga.

Deveria também explicar que essa escalada do câmbio decorre da fuga de capitais para a Índia, Paquistão e Arábia Saudita. Que os grandes comerciantes do país estão a colocar os seus fundos a salvo dos olhares da justiça norte-americana. Que há perda de confiança no governo moçambicano, visto como incapaz de se distanciar da sujidade. Que o Grande Armando está a entregar o país à China, cujo regime, não faz perguntas.

Deveria explicar que tudo o que se consome em Moçambique - quase tudo é importado - vai ficar muito mais caro. E que uma nova desordem está a caminho.


01/08/2010

Ser mulher no inferno

É preciso não esquecer o drama de milhões de mulheres na China, na Índia, no Paquistão, no Afeganistão, no Inferno!

31/07/2010

Big Brother Rebelo, o «honesto»

Certo dia, na 1ª semana de Outubro de 1980. Meu pai fazia coordenação de segurança das casas do Governo Provincial de Sofala, e foi escalado para organizar a segurança dum dirigente nacional, na casa anexa ao Farol de Macúti-Beira (que ainda lá está).

Afinal era o camarada-chefe Jorge Rebelo, que o meu pai conhecia desde Dar-es-Salam.Eram 10 horas da manhã. Ele hospedou-se na casa, que era do Governo Provincial.

A praia estava quase vazia, era dia de semana, somente estava um casal portugueses com dois bebés -idades com menos de 2 anos - na praia a 20 metros do farol de Macúti.

A primeira coisa antes de dizer bom dia, o "camarada-chefe Rebelo" foi perguntar o que estava a fazer o casal na praia - disse para os expulsar imediatamente (o casal com os dois bebés, e dizer que são ordens diretas do camarada Jorge Rebelo Rebelo - podem ser agentes do inimigo).

O Camarada-chefe Rebelo pôs-se na varanda do 1º andar, e fez o gesto com o braço, para mandar embora o casal. O casal tinha o carro estacionado, num círculo, junto a casa do Farol, mas os seguranças tinham ordens para ninguém passar a dez metros da casa. O casal jovem deu uma grande volta, foram revistados e depois retiraram-se com os bebés.

Sou filho do Oficial da Reserva com patente C... Quando lhe contei a poesia do JR, ele mostrou-me o braço que tem várias marcas de pontos, motivado por acidente de carro, nesse Outubro de 1980, e contou-me os factos desse mês em que foi parar ao Hospital de Macuti.

O azar da maldade que fez contra os bebés ficou com ele. Meu pai diz que o casal cruzou com ele algumas vezes, e quis sempre pedir desculpa, mas eram outros tempos. E hoje peço desculpa em nome do meu pai, aos bebés do casal português, que devem ter a minha idade, através de Moçambique para Todos, porque ele foi obrigado a fazer o que fez -expulsar o casal e os bebés da praia - ordens do membro da Direcção do Partido.

JS Botão Salégua, em Nampula
in «Macua de Moçambique», 30.07.2010

O iPad apanhou a Microsoft com as calças na mão

I’ve just finished reading Ina Fried’s piece on Microsoft CEO Steve Ballmer talking to financial analysts about a rival to Apple’s iPad, and it’s clear from what Ballmer is saying that not only did Apple catch Microsoft with its pants down (again), but that Microsoft is floundering about trying to come up with a convincing response.

Let’s take a look at just some of the things that Ballmer said.

Talking about Microsoft rival to the iPad, Ballmer said “they’ll be shipping as soon as they are ready.”

Really? Wow! But like when? Weeks? Months? Years? Vaporware????? I know that financial analysts usually know nothing about tech, but you’d think that someone would have had the idea to pin that timescale down a little.

Also, and I know it’s a low blow, but let’s remember that Kin shipped too … shipping isn’t what matters, it’s making a product that people want.

Talking about Apple’s iPad, Ballmer said “they’ve sold certainly more than I’d like them to have sold.” Ummm, yeah, but Microsoft has for years now left a big stonking gap in the market for Apple to fill. Microsoft was too busy trying to shove “Tablet PCs” down people’s throats to realize that what people wanted were just “tablets” systems.

Microsoft, through it’s mismanagement of tablet development, both hardware and software, has handed Apple millions of customers, folks who when it comes time to buy a new computer, might be more likely to go with Apple.

“We have got to make things happen … we’re in the process of doing that as we speak. We’re working with our hardware partners. We’re tuning Windows 7.”

Two points here. First, and I know that perhaps I’m being pedantic here, but isn’t Windows 7 already supposed to be tuned for tablets? The marketing propaganda seems to say it is. Oh wait, that doesn’t count.

Secondly, does the OS have to be Windows? Really? Isn’t Microsoft really just trying to re-ignite the same old “notebook without a keyboard but with a stylus instead” market again? The exact same market that it has failed to do anything with for a decade?

“We’re coming. We’re coming full guns. The operating system is called Windows.“

Again, back to Windows. An OS designed to be used with a keyboard and a mouse. Take a look at the point of your cursor, and how you manipulate that through the Windows 7 user interface. Now take your finger, which is about a gazillion times bigger, and imagine trying to do the same thing. It’s gonna suck, right?

The problem is that Microsoft has a hard time thinking outside the “Windows” box, and an even harder time building a new OS that has all the functionality that people want (simple stuff like Cut/Copy/Paste, stuff that’s been around for years). This is why Microsoft wants to shove a monolithic desktop-based OS on every device possible. It’s just crazy, and it doesn’t make any real sense, but it’s the only business model Microsoft really knows how to leverage.

I shouldn’t be too harsh on Microsoft here though, because OEMs are to blame too. Because all the OEMs compete against one another in markets that really don’t allow them to stand out on anything other than price (the lowness of the price), it all really just becomes a race to the bottom to make the cheapest thing possible, and then shove Windows on it. Also, OEMs make the problem worse by cluttering up the OS with all sorts of crapware that they get paid to foist on end users. OEMs know how to squeeze revenue out of Windows, and are scared of anything different.

Who’s holding their breath for a Microsoft tablet


Adrian Kingsley-Hughes
in «ZD Net», 30.07.2010

Bandidos levam 444 mil meticais em dois assaltos

Segundo «O País», a malandragem segue o exemplo dos mais altos magistrados do país.

30/07/2010

Idiota aqui do lado

Peões e bombeiros que se lixem!

Imagem com dono

29/07/2010

Miragens

Perguntar não ofende

Fantástico: seis anos de "expediente" e ainda há perguntas que ficaram por fazer.
Serão as perguntas que nós sabemos que ele sabe?

As acusações produzidas são, seguramente, por mau estacionamento.
in «Público», 29.07.2010

A música de qualidade


O Dia Europeu da Ópera foi comemorado em Navarra, Espanha, com a atuação do Coro "Premier Ensemble" de Asociación Gayarre Amigos de la Ópera de Navarra (AGAO):

28/07/2010

Adeus Vivo, me liga Oi

Ao contrário do patrioteirismo socretino que abusou de uma golden share ilegal sobre o negócio PT-Telefónica envolvendo a brasileira Vivo, o mercado internacional acha que a operadora espanhola ganhou a batalha e obteve os seus objetivos.

Tanto espetáculo para chegar ao mesmo resultado.

Acordo ortográfico

Contra o acordo ortográfico que projetará língua portuguesa no Mundo? Contra a língua portuguesa nas Nações Unidas? Contra uma maior aproximação entre falantes de língua portuguesa?

Em 1822 escrevia-se assim:

27/07/2010

Sistema bancário europeu em grande perturbação

A dívida total bruta portuguesa ao exterior atinge 233% (a dívida líquida será sensivelmente de metade do valor indicado) sendo o Estado responsável por 60%, o Banco de Portugal por 14%, a banca comercial por 114% e as empresas privadas não bancárias por 34%.

Algumas das maiores empresas portuguesas, como a PT e a EDP, têm enormes dívidas ao estrangeiro e distribuem dividendos pelos seus acionistas (estrangeiros na maior parte) embora  solicitem empréstimos para financiamento.

Eis o desenvolvimento guterro-socretino. E os burros, são os alemães?
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Sistema bancário europeu em grande perturbação

O sistema bancário da UE está em grande perturbação. Muitos dos maiores bancos da UE estão assentados sobre centenas de milhares de milhões de euros de títulos soberanos duvidosos e sobre empréstimos imobiliários incumpridos. Mas registarem as suas perdas esgotaria o seu capital e forçá-los-ia a reestruturar a sua dívida. De modo que os bancos estão a esconder as suas perdas através de prestidigitações contabilísticas e pela tomada de dinheiro emprestado do Banco Central Europeu. Isto tem ajudado a esconder o apodrecimento no coração do sistema.

Atualmente 170 bancos estão a ter dificuldade de acesso aos mercados grossistas onde obtêm o seu financiamento. Instituições financeiras escusam-se a emprestar umas às outras porque não estão seguras de quem está solvente ou não. É uma questão de confiança.

O governador do BCE, Jean-Claude Trichet, tenta manter os problemas debaixo do pano, mas os mercados não são facilmente enganados. Indicadores de stress, como o euribor, elevaram-se durante os últimos dois meses. Os investidores sentem que algo cheira mal. Eles sabem que os bancos estão a brincar o jogo das escondidas com ativos degradados e sabem que Trichet está a ajudá-los.

Na semana passada as acções animaram-se com a notícia de que bancos da UE reembolsariam a maior parte do empréstimo de emergência de €442 mil milhões do BCE. A notícia foi sobretudo um truque publicitário concebido para esconder o que realmente acontecia. Sim, os bancos os bancos tomaram emprestado significativamente menos do que analistas haviam previsto (outros €132 mil milhões), mas apenas dois dias depois 78 bancos tomaram emprestado outros €111 mil milhões. Os empréstimos adicionais sugerem que Trichet inventou tudo para induzir investidores.

Os bancos da UE estavam empenhados nas mesmas actividades de alto riscos dos seus homólogos dos EUA. Comportavam-se imprudentemente em mercados especulativos que foram impulsionados com a máxima alavancagem. Banqueiros arrecadaram centenas de milhares de milhões em salários e bónus antes de a bolha estourar. Agora o valor dos títulos que compraram afundou, de modo que se voltam para o BCE à procura de salvamento. Soa familiar?

Trichet é um representante da indústria bancária, tal como Geithner e Bernanke. A sua tarefa é manter o poder político e económico dos bancos e transferir as perdas para o público. Actualmente, o BCE proporciona empréstimos "ilimitados" a bancos submersos de modo a que possam manter a aparência de solvência. Trichet reduziu taxas a 1 por cento, proporcionou um abrigo seguro para depósitos overnight e iniciou um programa agressivo de compra de títulos (Facilidade Quantitativa, Quantitative Easing, QE), o qual mantém artificialmente altos preços de títulos soberanos. As avaliações de activos de bancos são apoiadas por uma autoridade central e não reflectem o verdadeiro preço de mercado.

O mercado do financiamento por grosso (repo) não encerrou. Os bancos ainda podem permutar os seus títulos soberanos e títulos imobiliários por empréstimos a curto prazo. Ele exige meramente que façam um pequeno corte (haircut) no valor do seu colateral, o qual seria então registado como uma perda deixando-lhe capital enfraquecido (impaired). É assim que os mercados funcionam, mas aos bancos não é exigido que joguem de acordo com as regras.


Da Bloomberg News: "Prestamistas europeus têm US$2,29 milhões de milhões (trillions) na Grécia, Itália, Portugal e Espanha no fim de 2009, incluindo empréstimos a governos, segundo o Bank for International Settlements... Reduções do valor contabilístico de bancos alemães sobre empréstimos e títulos provavelmente alcançarão US4314 mil milhões no fim de 2010, com bancos prestamistas estatais e bancos de poupança a enfrentarem o grosso das perdas, disse o Fundo Monetário Internacional num relatório de Abril".

Vêem? O BCE não está a comprar títulos gregos por causa de uma "crise da dívidas soberana". Está a comprá-los a fim de que os bancos não percam dinheiro. A própria "crise de dívida soberana" é exagero de relações públicas. Se se tornar demasiado dispendioso financiar operações do governo, a Grécia pode deixar a UE e retornar à dracma a qual dar-lhe-ia maior flexibilidade para regularizar as suas dívidas. Isso aumentaria a procura por exportações gregas e melhoraria o turismo. Esta é a melhor solução para a Grécia. Então, onde está a crise?

ABANDONO DA UE = PREJUÍZO PARA BANCOS ALEMÃES E FRANCESES

Se a Grécia, Portugal e Espanha deixarem a UE e reestruturarem a sua dívida, bancos na Alemanha e França ficarão e incumprimento e possuidores de títulos perderão as suas camisas. Por outras palavras, os investidores, que assumiram um risco, perderão dinheiro – o que é o modo como o sistema supostamente funciona.

Bloomberg outra vez: "Os bancos da região reduziram o valor de uma percentagem proporcionalmente mais baixa dos seus activos do que os seus homólogos dos EUA. Os bancos dos EUA terão reduzido 7 por cento dos seus activos no fim de 2010 e bancos da euro-área 3 por cento segundo o FMI. Bancos europeus ainda não mostraram aos analistas terem completado as suas reduções". (Bloomberg)

Assim, os bancos estão submersos, mas nada tem sido feito para consertar o problema. Onde estão os reguladores?

Na quinta-feira, o euribor atingiu uma altura de 10 meses. A pressão está a aumentar apesar dos programas de emergência de Trichet. Os empréstimos bancários do BCE são de aproximadamente €800 mil milhões ao passo que os depósitos overnight são grosso modo de €240 mil milhões. Trichet está desejoso de arrastar a UE para 10 ou 15 anos de crescimento medíocre e alto desemprego (como o Japão) a fim de impedir que um punhado de banqueiros e portadores de títulos aceitem as suas perdas. Se as coisas ficarem bastante más, Trichet pode recorrer à "opção nuclear", isto é, permitir que um grande banco impluda "estilo Lehman" de modo a que ele possa extorquir centenas de milhares de milhões de euros dos estados membros da UE. Isto já foi feito antes; basta perguntar a Bernanke ou Paulson.

A FRAUDE DO "TESTE DE STRESS"

Os testes de stress dos bancos nos EUA foram organizados pelo Tesouro como medida de "construção de confiança". Eles permitiram que os bancos utilizassem os seus próprios modelos internos para determinar o valor de títulos complexos. A mesma regra será aplicada aos bancos da UE. O Daily Telegraph informa que alguns dos bancos realmente testar-se-ão a si próprios. Pelos menos isso afasta qualquer dúvida acerca dos resultados.

Da Bloomberg News – "Testes europeus de stress a 91 dos maiores bancos da região provocam a crítica de analistas que dizem estarem os reguladores a subestimar prováveis perdas em títulos governamentais gregos e espanhóis. Os testes são concebidos para avaliar como bancos serão capazes de absorver perdas em empréstimos e títulos do governo, disse ontem o Comité de Supervisores da Banca Europeia. Reguladores disseram aos prestamistas que os testes podem assumir uma perda em torno de 17 por cento da dívida do governo grego, 3 por cento em títulos espanhóis e nenhum na dívida alemã, disseram duas pessoas que resumiram as conversações, as quais não quiseram identificar-se porque os pormenores são de ordem privada.

Os mercados de crédito estão a considerar perdas da ordem dos 60 por cento nos títulos gregos se o governo entrar em incumprimento, mais de três vezes o nível que se diz ter sido assumido pelo CEBS. Derivativos conhecidos como recovery swaps são comerciados a taxas que implicam que os investidores obteriam cerca de 40 por cento num incumprimento ou reestruturação da Grécia". (Bloomberg)

Os testes são uma piada. Os bancos continuarão a utilizar mudanças de regras contabilísticas e outros truques para que as suas perdas não se vejam. Trichet utilizará os testes para intensificar o seu programa de compra de títulos (QE) o qual transferirá as perdas dos bancos para dentro dos estados membros. Muitos dos bancos estão insolventes e precisam reestruturação. Mas eles não estão em perigo real, porque ainda têm domínio sobre o processo.

Mike Whitney
in «http://www.informationclearinghouse.info/article25910.htm», 09.07.2010

[o único banco português, de confiança, Largo Fialho de Almeida, Cuba, Portugal]