05/07/2010

Viajar com TomTom

Viajar e, sobretudo, viajar de carro pela Europa, é uma opção fantástica.
Claro que se leva mais tempo do que por avião ou "TGV" mas, em compensação, adapta-se o percurso, para-se para apreciar a paisagem e transportar compras.

Claro que a companhia de um GPS TomTom é indispensável. Para contornar Madrid, entrar em Paris, cruzar a França, chegar a Andorra, atravessar a Suíça, visitar a Áustria, percorrer a Alemanha, turistar por Itália.

04/07/2010

Plano Tecnológico

Em Paris, é possível levantar notas de euro a partir de uma retrait.
Em Portugal ainda não é possível ter essa função a partir de uma retrete.

Uma nova oportunidade para o "Plano Tecnológico" socretino.

03/07/2010

Paraguaia

Larissa Mabel Riquelme, a famosa adepta do Paraguai, promete despir-se se a equipa vencer a Espanha.

Falta de inspiração

ARGENTINA 0 - ALEMANHA 4 : está visto que houve um grande problema de inspiração!

A despeito de grandes jogadores, argentidos foram muito bem desbaratados pela inteligência e criatividade tática alemã.

Companheiros de cama

A recente acusação, por parte do Governo dos Estados Unidos, de que o cidadão nacional Momade Bachir é um importante traficante internacional de droga, é uma coisa grave.

E não é apenas grave para o diretamente visado. É, talvez, mais grave ainda para quem com ele tem vindo a manter um relacionamento abertamente amistoso e de aproveitamento da sua aparente generosidade.

Estou a falar, é claro, do Partido Frelimo.

Porque não é segredo para ninguém, pelo contrário tem sido amplamente divulgado, que Momade Bachir tem financiado muito generosamente as campanhas eleitorais do Partido Frelimo. O que quer dizer que, se forem verdadeiras as acusações americanas contra ele, isso significa que as vitórias eleitorais do Partido Frelimo têm sido significativamente financiadas com dinheiro proveniente do tráfico de droga.

O que é uma enorme vergonha para aquele Partido, para o Governo que saiu das eleições e, verdade seja dita, para todo o povo moçambicano.

Todos nós somos sujos por uma tal acusação.

Mas há que começar a ver a situação pelo princípio.

Não é de agora que o Partido Frelimo partilha a cama com o crime organizado.

Foi conhecida a foto em que o anterior Presidente Joaquim Chissano aparecia, lado a lado com Nini Satar, segurando um tapete de luxo, oferecido por Nini para ser leiloado a favor do Partido Frelimo. Nini Satar que está, desde há uns anos, na BO como um dos assassinos do jornalista Carlos Cardoso.

Outra foto, que deu que falar, mostra o mesmo Joaquim Chissano, de boquinha aberta, a receber uma colherada de bolo que lhe é dada por quem? Pois, pelo próprio Momade Bachir.

Momade Bachir que, sempre que há um pedido de financiamento eleitoral do seu Partido, se desfaz de quantias enormes em troca de cachimbos e canetas de Armando Guebuza que, depois, devolve à esposa do mesmo dirigente.

E Armando Guebuza tem retribuído estas atenções. Não foi uma nem duas vezes que visitou o Maputo Shoping Center até à sua inauguração. Aceitou, mesmo, que o seu nome fosse dado a uma praceta no interior das instalações daquela unidade comercial.

Podem-me dizer que tudo isso foi feito na mais completa inocência, na total ignorância da origem do dinheiro tão generosamente entregue por Bachir à máquina partidária.

Pode ser e eu, sem provas, recuso-me a afirmar o contrário.

Não posso, no entanto, deixar de notar a coincidência de tudo isto se passar ao mesmo tempo que nenhum, nem um só, traficante de droga foi punido em Moçambique de há muitos anos a esta parte. Foram encontradas quantidades enormes de droga (só de uma vez foram 40 toneladas!!!) mas nunca se soube quem era o dono. Houve assassinatos em série, num caso até mesmo o massacre de uma família inteira, em que o ar à volta dos casos cheirava a droga por todos os lados. Só que ninguém foi sequer acusado desses crimes, quanto mais levado a tribunal e condenado.

Disse-me, há dias, um passarinho que pousou no meu ombro, que há mais de dez
anos o Banco de Moçambique tem, na Procuradoria Geral da República, uma queixa contra Momade Bachir por lavagem de dinheiro ilegal. É verdade que nem sempre se pode confiar nos passarinhos que nos pousam no ombro mas será isso verdade? E, se for, porque será, que os sucessivos Procuradores não deram andamento a tal queixa?


Os meus colegas Nachote e Hanlon publicaram, já há alguns anos, interessantes trabalhos sobre este tema. Que sequência tiveram junto das autoridades? Perante o escândalo, agora, Marcelo Mosse e Paul Fauvet voltaram ao tema com destaque.

Resultados?

Pondo sempre no condicional o saber-se se estas acusações são verdadeiras ou não, eu pergunto: Nesta altura do campeonato, entre os barões da droga e o Governo do país, quem são os patrões e quem são os empregados?

E não sejamos ingénuos a pensar que o caso se resume a Momade Bachir. Há muito mais quem se mova como motor alimentado a pó, fumos, comprimidos ou líquido para seringas. Um olhar atento às movimentações de propriedade na área da indústria hoteleira poderia dar resultados interessantes. A recente explosão de uma motorizada em Maputo também pode estar ligada ao tema.

Mas uma coisa me incomoda, Será que no interior do Partido Frelimo não há quem tenha nojo disto tudo? Onde estão aqueles dirigentes respeitados por todos, quando estas coisas acontecem? Ficam mudos? Falta-lhes a voz?

Será que o preço de quebrarem a unidade dentro da sua Organização (ou será seita?) é menos grave do que o preço de verem os seus filhos e netos nas garras da droga?

E os partidos da oposição? Ainda não se deram conta do que se está a passar?
Por vezes me pergunto para que serve termos uma oposição...

Pelo menos os membros da Comunidade Maometana obrigaram Momade Bachir a demitir-se da sua presidência. Demitiu-se ele e o vice-presidente, por sinal o seu próprio filho...

Gostava que a resposta a todas estas questões não fosse o silêncio, pesado e opressor, que tem sido até agora.

Machado da Graça
in «Savana», 18.06.2010

02/07/2010

Porque hoje é dia 2

Pais sob suspeita

Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.

Foi meu pai que me transformou em feminista. Esse homem extraordinário, que sempre respeitou minha mãe, que estava disposto a ser o primeiro em arrumar a mesa, em preparar a comida, em carregar as compras, ensinou-me o valor da convivência. Eram outros tempos, e a sala de refeições de casa era, para muitos, o espaço da liberdade. Desse lugar da casa, solidário e respeitoso, aprendi a amar a igualdade e a lutar por ela. Como tantas outras mulheres. Da geração de nossas avós, que deram a pele para poder votar, à de nossas filhas, que podem ser presidentas, o caminho percorrido é um salto galáctico: em só três gerações mudamos o paradigma cultural de séculos.

É claro, aí temos as cifras de maltrato enchendo de sangue as estatísticas, com as mulheres lutando para ser as melhores no trabalho e na casa, e não morrer na tentativa. Com nossa vergonhosa discriminação de salários. Com o enorme esforço que têm que fazer a trabalhadora que quer ser mãe.

Obviamente, se olharmos o passado, a transformação social foi revolucionária. Se olharmos o futuro, a mulher está em condições de alcançar todas as metas. Mas, se olharmos para o presente, ainda deixamos muita pele e dor na intenção. E, certamente, se o olhar for global, a situação da mulher destrói qualquer esboço de otimismo. Da vergonha das mulheres escravas nos países islâmicos, às meninas dos prostíbulos, passando por todo tipo de violências. Andamos muito no caminho dos direitos, mas enjoa pensar o quanto ainda falta para andar.

Sendo tudo isso certo, me preocupa, entretanto, que a luta da mulher possa invadir os legítimos direitos dos homens. Para entrar na matéria mais espinhosa, muitas são as vozes sérias que alertam do mau uso que se está fazendo da lei contra a violência de género, a favor das mulheres que a utilizam para negociar patrimônio, obter vantagens ou, diretamente, aborrecer o ex de plantão. Entre todas elas, é notável a voz da juíza decana de Barcelona, Maria Sanahuja, que tem alertado reiteradamente sobre o excesso de denúncias falsas. Os dados sobre este facto não são claros, mas todos os setores implicados falam de centenas de falsidades. Em qualquer caso, a casuística nos traz muitos pais cuja denúncia falsa destroçou-lhes a vida, até que um juiz levantou a suspeita. Realmente é tão fácil? Se um homem acusa sua mulher de mulher de maltrato, as dificuldades para concretizar a denúncia são ingentes. Mas se uma mulher acusa-o, a lei o transforma em culpado inclusive antes de ser suspeito, e o calvário que viverá será terrível. É indiscutível que a lei contra a violência de género era urgente para lutar contra esta mancha social. Mas a fizemos bem?

Se as mulheres podem usá-la facilmente para afastar suas preocupações económicas ou sentimentais, não só a fizemos mal. Transformamos a luta pela justiça das mulheres numa forma de injustiça para os homens. Muitos pais que não podem ver seus filhos, muitos pendurados no cabide da suspeita, muitos que vêem dilapidado seu património, mais além de suas obrigações legais.

A luta da mulher pela igualdade nunca pode ser a desculpa para outra forma de discriminação. O feminismo, que tanto sabe do sofrimento, teria que ser o primeiro a levantar a voz contra esta outra forma de maltrato. Porque, ou denunciamos os abusos em nome da mulher, ou estamos tornando uma luta justa numa forma de vingança.

Pilar Rahola (Tradução: Szyja Lorber)
in «La Vanguardia», Barcelona, 28.12.2007

01/07/2010

A minha próxima vida

Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.

Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar  40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades.

Aí torno-me um bebé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "SPA" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo.

Woody Allen

Prémio de idiota

Há idiotas em todos os jornais. Não se percebe é porque há quem os compre.

30/06/2010

Burrada na Vivo

O governo socretino acaba de impedir a venda da parte (50%) que a PT tem na operadora brasileira Vivo. A proposta apresentada pela operadora espanhola Telefónica - 7.150 milhões de euros - representou 90% do valor bolsista da operadora portuguesa e foi aprovada por uma elevada maioria de 74% dos acionistas.

A esquerda cretácica aplaudiu mais uma escandalosa intromissão socretina na propriedade privada, em nome de um nebuloso interesse estratégico do país. Para quem tem passado o tempo a interferir e a colocar boys na gestão da PT, convenhamos que é uma argumento estafado.

Mas o pior está para vir: o Tribunal de Justiça da União Europeia, a 8 de Julho, vai-se pronunciar sobre a legalidade dos direitos especiais do Estado na PT, sendo muito forte a possibilidade de obrigar à sua eliminação ou provocar uma OPA sobre a própria PT (quem dá 90% dá 100%).

Na verdade, o governo socretino fez um piscar de olhos aos cretácicos para mais tarde se defender com a culpa da UE.

O certo é que a oferta da Telefónica permitiria uma reformulação estratégica da Portugal Telecom, livrando-se definitivamente destes espanhóis que há anos andam a dar facadas no matrimónio e, em alternativa, relançar-se numa aliança com operadoras brasileiras para, desse ponto de apoio, entrar na América Hispânica. Mantendo um casamento à força, a PT passa estar sujeitas aos caprichos da Telefónica na gestão da Vivo e de que já há ameaças conhecidas (congelamento de dividendos, bloqueio de decisões, etc.).

Se a Telefónica desistir da oferta - entretanto prolongada até 16 de Julho - o governo socretino terá deitado para o lixo um valor correspondente a 4% do PIB português, o que para burrada, só lhe faltam as orelhas...

Idiota que só vê o próprio umbigo

Há idiotas por todo o lado mas, alguns, que terão o rei na barriga, não conseguem perceber que se sujeitam à vingança do peão [um risco que correm].

Entalados pela indigência e selvajaria de quem só vê o seu próprio umbigo, há sempre o argumento que estava a trabalhar...

(imagem de Lisboa)

As alemãs

Uma reportagem pelas ruas de uma qualquer cidade alemã tem o condão de agradar à vista especializada.

Mulhers jovens, de cabelos louros, ruivos, castanhos ou negros, de olhos azuis, verdes ou turquesa e de peles amêndoa, açafrão, caqui, damasco ou rosa, alegram as lojas e ruas sob efeito dos raios solares do Verão que agora começa.

29/06/2010

E agora... vamos aos socretinos...

Apesar de tudo, um jogo fantástico e um herói indesmentível.

Mas acabou o sonho e folga aos socretinos. Agora, o mundo real, a crise, o desemprego, as dívidas por pagar.

O embate ibérico

Esperemos que não o embate não se transforme num combate. Acima de tudo, inteligência e desporto.

Lá vão mais dois!!

Dois jornais portugueses acabam de morrer em consequência de "o mundo mudou" [afirmação socretina].

Um deles, gratuito, até se lia na falta de melhor. O outro, um pasquim total, até contaminava as sardinhas! A prova de que não é o preço que determina a qualidade: ou se tem, ou não se tem, ponto final.

Querido líder

A FIFA acaba de excluir a equipa portuguesa da fase seguinte do Campeonato Mundial de Futebol, na África do Sul.

Em seu lugar, estará a equipa da República Popular e Democrática da Coreia, conforme acaba de anunciar a TV de Pyongyang.


28/06/2010

Munique Englischer Garten

O Biergarten do «Englischer Garten» de Munique (criado em 1789) é um local excelente para beber e comer as melhores especialidades da Baviera.

27/06/2010

Chiemsee

Chiemsee, situado a N 47°53′24″, E 12°28′12″, a 80 Km de Munique, Alemanha, a uma altitude de 520 m e com uma área de perto de 80 Km2, é o maior lago da Europa central.

No meio da enorme massa de água, existem várias ilhas das quais, as duas mais famosas são a Herrenchiemsee (literalmente, a ilha do Homens) e Frauenchiemsee (a ilha das Mulheres).

Na primeira, está construído um dos três castelos/palácios de Luís II da Baviera, o Schloss Herrenchiemsee, uma réplica do Palácio de Versalhes em homenagem a Luís XIV de França.

Com um tempo invulgarmente quente, as multidões de turistas chegam de carro ou de (antiquíssimo de 1887) comboio e passam de barco de Prien ou Gstadt para cada uma das ilhas.


26/06/2010

Munique e Nymphenburg Schloss

Em Munique, o Palácio de Nymphenburg é uma imponente obra barroca do séc. XVII e que servia de residência de Verão dos reis da Baviera. O edifício é complementado com extenso jardim, de mais de 800 mil m2, ampliado durante o séc. XVIII.

25/06/2010

Paris com Cristiano Ronaldo

A loja da NIKE em Paris tem uma "estátua" do português Cristiano Ronaldo. Na verdade, do mais famoso português de hoje.

Vem isto a propósito da partida Portugal-Brasil no Campeonato Mundial de 2010 na África do Sul, país onde Ronaldo é um ídolo de sul-africanos, portugueses, moçambicanos e de todos.

Paris com Adidas

Em Paris, a loja da Adidas tem as paredes com publicidade de impacte.