15/02/2010

Simples declaração num simples parágrafo

Teoricamente, resta uma opção a Sócrates. Diz-se num parágrafo:

Caros concidadãos: sem prejuízo da presunção de inocência das pessoas em concreto, quero repudiar aqui — no caso de se confirmar — a utilização do meu nome para quaisquer tentativas de compra ou controlo de grupos de media. Nunca dei, pessoalmente — sublinho, pessoalmente, já para não dizer política ou institucionalmente —, quaisquer indicações nesse sentido a Armando Vara, Paulo Penedos ou Rui Pedro Soares. Quaisquer diligências que eles possam ter feito com esse objetivo são gravíssimas e ilegítimas.

Se Sócrates não pode dizer isto — ou se em consciência sabe que não pode dizê-lo, o que deveria ir dar ao mesmo —, deve começar a preparar-se para não afundar consigo o seu partido, o seu Governo e o seu país.

Rui Tavares, Historiador, deputado independente ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda
in «Público», 15.02.2010

14/02/2010

É urgente e patriótico desratizar Portugal

Portugal tem, agora, uma oportunidade única de se livrar da pata socialista que o pisa há 12 anos.

É uma questão de salvação nacional!

O país vê o governo cozer em lume brando.
O país degrada-se velozmente, a miséria é o futuro que o espera.
O país está a ser enganado e anestesiado para que não veja o abismo que tem à sua frente.
O país está a ser endividado, espoliado, destruído, aprisionado, amordaçado, desacreditado.

O PSD, como principal partido português e capaz de fazer reformas profundas de que o país precisa, não pode, por razões de lógica tribal ou pessoal, repetir o erro de escolher um líder que não corresponde ao sentir do país.
Errou em 1995, abrindo a porta à catástrofe Guterres.
Errou em 2004, abrindo a porta à mentira Socretina.

Portugal precisa de um PSD responsável.

É urgente e patriótico desratizar Portugal!

Essa evidência é apontada pelo presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, Alexandre Relvas, que apelou hoje aos candidatos à liderança do PSD Paulo Rangel e a José Pedro Aguiar-Branco para que ultrapassem eventuais divergências e se juntem numa única candidatura (*).

"Apoio a candidatura de José Pedro Aguiar-Branco, mas neste momento não posso deixar de apelar para que quer ele, quer Paulo Rangel estejam à altura do momento histórico que vivemos, colocando o interesse nacional acima dos interesses pessoais e consigam um entendimento que permita ao PSD apresentar-se ao país unido, com um líder forte e com a credibilidade necessária para ser uma alternativa de esperança", declarou Alexandre Relvas à agência Lusa.

O ex-secretário de Estado do Turismo e ex-diretor da campanha presidencial de Cavaco Silva argumentou que "seguramente não há diferenças significativas entre os respectivos programas".

"Ninguém perceberá - os militantes do PSD e os portugueses - que, num momento em que é fundamental para o país um PSD unido", Rangel e Aguiar-Branco "não consigam ultrapassar eventuais divergências, estabelecendo um acordo que será inquestionavelmente uma prova do valor que atribuem ao interesse público", considerou o empresário.

Segundo Alexandre Relvas, "a crise económica, a incapacidade do Governo, o desprestígio crescente do primeiro-ministro, que perdeu totalmente a confiança do país, colocam hoje o PSD perante uma enorme responsabilidade".

"É decisivo que o próximo líder do PSD tenha capacidade para ser primeiro-ministro e para apresentar um programa político que renove a esperança", acrescentou o conselheiro nacional social-democrata.

No entender de Alexandre Relvas, "quer José Pedro Aguiar-Branco, quer Paulo Rangel correspondem a esse perfil", e por isso apelou ao eurodeputado e ao líder parlamentar do PSD "para que unam esforços para apresentarem um programa conjunto e uma candidatura única".

(*) in «Público», 14.02.2010

Intervalo musical: Mecano

A banda espanhola Mecano:



Cooperação Portugal-Moçambique

João Mosca é um dos mais significativos intelectuais moçambicanos, alguém que é sempre urgente ler. Este recente livro é uma coletânea de textos na sua maioria publicados no jornal «Savana», aos quais junta alguns produzidos para encontros académicos. A sua arrumação indicia as temáticas abordadas: ensino superior, investigação, economia, agricultura e cooperação. O seu quadro de reflexão sobre o país, e que tão presente sempre surge nos seus textos, é anunciado na introdução:

“A formação e a exercício da atividade académica … e a interdisciplinaridade apreendida, conduziram ao que se pode designar por “suicídio” da formação de base. Compreendi os debates no seio da área de conhecimento da economia e dos ataques de outras ciências aos economicismos tecnocráticos e à incapacidade da economia, como qualquer outra ciência, de interpretar, explicar e encontrar soluções para a complexidade das realidades no quadro dos limites rígidos do objecto de cada uma das ciências.

Procurei um “suicídio” difícil. No lugar de abandonar a economia e estudar outras ciências (…), preferi a via da crítica à economia para, a partir dela, incorporar conhecimentos de outras áreas na tentativa de uma formação interdisciplinar.” (7)

Acabo de comprar o livro, li apenas alguns textos e, ainda que de alguns outros tenha memória da sua publicação em jornal, não posso fazer mais do que aconselhar a sua leitura. Como português e como antigo cooperante encetei a leitura pelo texto “Cooperação Portugal-Moçambique. A estratégia de não ter estratégia?” – apresentado na III conferência internacional de Lisboa sobre “Europa e a Cooperação com África”, organizada pelo IEEI. Para quem tenha algum interesse nas questões da “cooperação” portuguesa com Moçambique, ou em geral, é um texto insubstituível. Uma apuradíssima análise das dimensões institucionais, políticas e ideais presentes nesta área de actividade do Estado português, e na própria sociedade – faltará, em meu entender, uma profundidade similar no olhar sobre as dinâmicas da interação moçambicana neste campo, algo que será compreensível dado o texto ter sido apresentado num plenário em Portugal.
 
Repito, para quem se interesse pela atividade de “cooperação” é obrigatório ler este texto (pp. 152-157). Dele poderia aqui deixar algumas transcrições mas opto por uma, breve, que reflete algo que ao longo dos anos tanto tem estado presente, até em demasia, no ma-schamba. Ideia que parece simples, pacífica, mas que na realidade real tanto é esquecida apesar de ser racionalmente cristalina:

“A dimensão e capacidade financeira portuguesa e a perda de oportunidade de protagonismo em alguns assuntos importantes da história recente moçambicana, sugere que Lisboa necessita reanalisar a cooperação com Maputo, devendo fazê-lo sem pensar nas supostas vantagens culturais e históricas.” (p. 157)
 
JPT
in «ma-schamba.com», 14.02.2010

Chávez, amigo de José

Hugo Chávez fez uma tomografia cerebral que permitiu perceber porque apresenta frequentes acessos de diarreia verbal.

Visita a Lisboa

Alcochete - pontão sobre o Tejo e vista a partir do rio
Cascais - Casa das Histórias / Museu Paula Rego

Socretinices

Recordando como tudo começou:

Socialista de fraldas

O curriculum de Rui Pedro Soares (o jovem de fraldas que integra a administração da Portugal Telecom, uma empresa privada portuguesa sujeita a uma golden share do Estado já condenada pela legislação europeia) é assim apresentado pela empresa:

Rui Pedro Soares integra a Portugal Telecom em 2001, empresa onde tem vindo a consolidar a sua carreira profissional. Na PT Multimedia começa por desempenhar, junto da Comissão Executiva, entre outras, as funções de assessor nas áreas de Business Intelligence, Imobiliário e Segurança. Como administrador executivo da PT Compras passa a ser responsável pela área de Marketing e Publicidade e coordena o Planeamento Estratégico das Compras do grupo Portugal Telecom para o ano de 2006. Desde Abril desse ano que desempenha a função de administrador executivo da PT SGPS. Soma no currículo o exercício de outras funções como a presidência da Comissão Executiva da PT Imobiliária, do Conselho de Administração da TDT – Telecomunicações Públicas de Timor ou da Timor Telecom, presidente da Associação Portuguesa de Anunciantes – APAN, membro do Conselho de Supervisão da Africatel Holdings BV e membro do Conselho de Administração da Sociedade Tagusparque SA.

O percurso profissional de Rui Pedro Soares inclui ainda a passagem pelo Grupo Banque Nationale de Paris/Paribas, onde integrou a Direcção de Marketing do Banco Cetelem, coordenou estudos de mercado, análises de concorrência e análises da eficácia e rentabilidade das campanhas comerciais.

Rui Pedro Soares licenciou-se em Gestão de Marketing no IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing – e realizou o curso de gestão para executivos do Insead “Telecommunications: Strategy and Marketing”. Tem 36 anos.

A sua remuneração anual é de 2,5 milhões de euros.

A socialista Ana Gomes escreveu no seu «Causa Nossa» uma curiosa observação:

«Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar escandalosamente mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado nos mais altos escalões.
Socialista encartado, dizem. Será, nunca dei por ele, que eu saiba nunca sequer me cruzei com ele.

Atrasado mental é, de certeza. Porque se não quis encalacrar os socialistas, foi exatamente isso que logrou ao acionar uma providência cautelar para impedir a saída do jornal SOL com mais escutas das suas ruminações telefónicas, justamente numa semana em que os socialistas procuraram desmentir quem clamava contra a falta de liberdade da imprensa.

E se investiu para abafar o jornal, a criatura tambem não percebeu que, ao contrário, projetava ainda mais longe a radiação solar.

Com bóis destes, para que servem ao PS os boys?»

Em todo o caso, cabe destacar que entre o seus amigos estão José Sócrates, Paulo PedrosoEdite Estrela, Alberto Arons de Carvalho, Eduardo Galamba, Marcos Perestrello, Elza Pais, Maria de Medeiros


Graça Machel na Playboy ...

... edição mexicana de Fevereiro de 2010, página 40:

Uma pérola socialista

A atual situação económico-financeira de Portugal tem três protagonistas: António Guterres, José Sócrates e Carlos Cruz.

Embebedados os portugueses com o Euro 2004, restam os estádios às moscas e as dívidas.

Em 1999, estavam convecidos e inchados:

Visitas em Lisboa

A «Sports Illustrated» em Lisboa e noutras localidades para fotografar modelos para a sua edição "Swimsuit 2010":



13/02/2010

Leituras fortemente recomendadas

«O Património Genético Português - A história humana preservada nos genes» de Luísa Pereira e Filipa Ribeiro e «O longo Verão - como o clima mudou a Civilização» de Brian Fagan são duas obras que se completam fantasticamente:

- a primeira, a propósito da apresentação genética dos portugueses, faz uma fabulosa descrição da evolução do homem saído de África e que migra pelo mundo e pela Europa;

- a segunda apresenta os ciclos de mudança climática e as suas consequências na evolução e migração humana, os percursos dos humanos pelo planeta, de África à Euro-Ásia e à América.

A não perder:

Socretinices

Só mentiras!

Um azar nunca vem só

Toda a bosta socretina vem à tona. O colapso segue dentro de momentos.

12/02/2010

O Polvo esturricado

A saída do jornal «SOL» para as bancas, a despeito das manobras de censura, teve uma tremenda aceitação: duas horas depois de chegar às bancas, estavam esgotados os 130 mil exemplares!
Uma segunda edição de mais 130 mil, está já na rua.

Uma grande vitória da liberdade de expressão!


Este canal acaba de ser comprado...

... pelo senhor José, de Vilar de Maçada, e a partir deste momento passa a emitir folclore socialista.

O Polvo

O princípio do fim.
Nas bancas e antes que esgote:

11/02/2010

Momento de recreio

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas:

1ª) Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª) Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª) O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:

- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.

- Podes perguntar, meu filho. Como é o seu nome?

- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:

1ª) Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª) Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª) O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª) Por que é que a campainha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª) Onde está o PAULINHO?

Nelson Mandela

Há vinte anos, Nelson Rolihlahla Mandela foi libertado da prisão da ilha de Robben pelo presidente Frederik de Klerk, dando-se início ao processo pacífico de fim do Apartheid.

O processo político foi fortemente facilitado pelo novo contexto internacional pós-queda do Muro de Berlim que conduziu ao desabar do império soviético e ao ambiente de desanuviamento internacional que se seguiu. 

Prémio Nobel da Paz em 1993, Mandela é um homem de luta, de paz, de grande verticalidade, de humanismo, sem rancor.

Um exemplo para a Humanidade.


Visado pela Comissão de Censura

Estão a tentar calar e amordaçar o jornal «Sol». A pata socialista esmaga a liberdade de expressão. Os jornalistas estão a ser silenciados.

É preciso resistir!



Promessas socretinas

Antes da posse:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

Depois da posse:
Somos a nova política.
Compreendam que
Exerceremos o poder até que
os recursos económicos do país se esgotem.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
as nossas crianças morram de fome.
Não permitiremos de nenhum modo que
se termine com os marajás e as negociatas.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se possa governar com as manchas da velha política.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Asseguramos sem dúvida que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
para alcançar os nossos ideais
a honestidade e a transparência são fundamentais.
Porque, se há algo certo para nós, é que
não lutaremos contra a corrupção.
Só os tolos podem crer que
O nosso partido cumpre o que promete.

Começou a luta pela sucessão de Sócrates

Portugal está a ser atacado por especuladores internacionais, que foram irresponsavelmente espicaçados pela oposição coligada para autorizar mais endividamento da Madeira.

Neste contexto, Portugal não precisa, não pode dar-se ao luxo, de mais nenhuma crise política.

Mas ela pode estar a incubar: as escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.

Não é possível - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.

Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a atuação das mais altas instâncias do Ministério Público.

É o Estado de direito democrático que pode estar em causa.

Ana Gomes, deputada do PS no Parlamento Europeu
in «Palavras Assinadas» na TVI 24

Os ricos de Angola

Tomemos nota, da relação de cidadãos angolanos que, fruto do seu trabalho e competência, apresentam rendimentos económicos substanciais e plenamente justificados:

Com mais de 100 milhões de US$:
01-José Eduardo dos Santos - Presidente da República
02-Lopo do Nascimento - Deputado
03-José Leitão - Chefe da Casa Civil de Luanda
04-Elísio de Figueiredo - Embaixador
05-João de Matos - General
06-Higino Carneiro - Ministro das Obras Públicas
07-Hélder Vieira Dias (Kopelipa) - General
08-António Mosquito - Empresário
09-Valentim Amões - Empresário (falecido recentemente)
10-Sebastião Lavrador - Bancário
11-José Severino - Empresário
12-Joaquim David - Ministro da Indústria
13-Manuel Vicente - PCA da Sonangol
14-Abílio Sianga - Admnistrador da Sonangol
15-Mário Palhares - PCA do BAI 1
16-Aguinaldo Jaime - Ministro Adjunto do 1°.Ministro
17-França Ndalu - General da Reserva
18-Amaro Taty - Governador do Bié
19-Noé Baltazar - Director Delegado da ASCORP
20-Desidério Costa - Ministro dos Petróleos

Com mais de 50 milhões e menos de 100 milhões de US$:
21-João Lourenço - Secretário Geral do MPLA
22-Isaac dos Anjos-Embaixador
23-Faustino Muteka - Ministro da Admnistração do Território
24-António Vandúnem-Secretário do Conselho de Ministros
25-Dumilde Rangel - Governador de Benguela
26-Salomão Xirimbimbi - Ministro das Pescas
27-Fátima Jardim -Ex-Ministra das Pescas
28-Dino Matross - 1° Vice-Presidente da Assembleia Nacional
29-Álvaro Carneiro - Ex-Director Adjunto da Endiama
30-Flávio Fernandes - Ex-PCA da Multiperfil
31-Fernando Miala - Ex-Director dos Servios de Segurança do Estado
32-Armindo César - Empresário
33-Ramos da Cruz - Governador da Huila
34-Gomes Maiato - Governador da Lunda-Norte
35-João E. dos Santos - Governador do Moxico
36-Gonçalves Muandumba - Governador da Lunda-Sul
37-Aníbal Rocha - Governador de Cabinda
38-Ludy Kissassunda - Governador do Zaire
39-Luiz Paulino dos Santos - Ex-Governador do Bié
40-Paulo Kassoma - Governador do Huambo
41-Rui Santos - Empresário
42-Mário António - Membro do BP do MPLA e administrador da GEFI
43-Silva Neto - Ex-Admnistrador da Sonangol Distribuidora
44-Júlio Bessa - Ex-Ministro das Finanças
45-Paixão Franco - Presidente do FDES
46-Mello Xavier-Deputado e Empresário
47-Kundi-Payhama - Ex-Ministro da Defesa
48-Ismael Diogo - Presidente da FESA
49-Maria Mambo Café - Membro do BP do MPLA
50-Augusto Tomás - Deputado
51-Generoso de Almeida - PCA DO BCI
52-Luiz Faceira - General
53-Cirilo de Sá - General
54-Adolfo Razoilo - General
55-Gilberto Lutukuta - Ministro da Agricultura
56-Simão Júnior - Empresário (Grupo Chamavo e Gema)
57-Carlos Feijó - Assessor da Presidência da República
58-Armando da Cruz Neto - Chefe do Estado Maior das FAA
59-Fernando Borges - Empresário ( falecido)

Os miseráveis, com menos de 1 US$:
14.000.000 (catorze milhões)
   

10/02/2010

Temos homem para libertar Portugal

O discurso de Paulo Rangel, em que anuncia a sua candidatura a presidente do PSD, é um grande discurso, de coragem, de rompimento com o pântano, de salvação de Portugal.

O país está desacreditado, endividado, arruinado, sufocado e em agonia.

É um momento histórico em que, finalmente, se deu início à libertação do país da pata socialista.

Excelente!
Ao trabalho, Avante Portugal!
Viva a Liberdade.


09/02/2010

Sócrates, os 'crimes' e a verdade

Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro e Ana Gomes são apenas quatro dos militantes socialistas que vieram dizer que é necessário esclarecer a participação de José Sócrates no negócio da TVI.
Têm razão. Há muito que esse esclarecimento é necessário.

Quando o Expresso noticiou, em Junho do ano passado, que ao contrário do que o primeiro-ministro dissera no Parlamento, a possibilidade de a PT comprar a TVI era conhecida de José Sócrates desde Janeiro (foi manchete neste jornal), acusámos o chefe do Governo de ter mentido à Assembleia da República. Na mesma ocasião, dissemos que Sócrates discutira o assunto com Zapatero numa cimeira em Zamora, em Janeiro de 2009.

A mentira, que em qualquer latitude democrática seria considerada uma falta grave, ficou, por cá, sem consequências. Ainda havia maioria absoluta no Parlamento e qualquer inquérito seria vetado. Um pouco depois, Manuela Ferreira Leite chamaria, com todas a letras, 'mentiroso' a José Sócrates, numa entrevista à televisão, mas ninguém pareceu incomodado com isso.

Concorrência desleal. O negócio da PT foi desfeito, mas uns accionistas daquela empresa, especialistas em compras na Comunicação Social, a Ongoing, avançou para a compra da TVI (depois de beneficiar de um financiamento polémico do Fundo de Pensões da PT) e cumpriu à risca o plano que havia sido delineado: puseram José Eduardo Moniz numa prateleira dourada, retiraram Manuela Moura Guedes do ar e alteraram o perfil do canal.

Entretanto, nos meios da finança e da Comunicação Social afirmava-se que a Cofina não conseguira obter o financiamento necessário para comprar a estação de Queluz de Baixo. O mistério adensava-se: como era possível que a Ongoing, cujo endividamento é enorme e cujos activos na Comunicação Social se resumem ao pequeno e deficitário 'Diário Económico' e a 23 por cento do Grupo Impresa (proprietário do Expresso), conseguisse um financiamento que é recusado à Cofina que detém o maior e mais lucrativo diário do país, o 'Correio da Manhã' e ainda a revista 'Sábado' e o jornal 'Record' entre os seus principais activos?

Ou seja, o que se passa neste mundo de jornais, rádios e televisões não é claro, nada claro. Neste momento, o grupo Impresa e o Grupo Cofina estão no mercado a lutar por audiências e por lucros gerados por essas audiências, defrontando-se com outros grupos para os quais o lucro não interessa, pois os objectivos sociais das empresas não está na comunicação, mas sim na influência que pode gerar essa comunicação. A Entidade Reguladora, sempre tão preocupada com pequenas coisas, bem se podia preocupar com isto. Se há concorrência desleal, é aqui.

Interferências políticas. Se a situação já era suficientemente má sem existirem interferências políticas, imaginem como fica quando elas são sentidas de modo claro. O gabinete do primeiro-ministro teve sempre por estratégia secar completamente a informação aos grupos e jornais que não domina, privilegiando descaradamente os jornais 'amigos'. Recordo, para aqueles que acham isto 'normal' que a informação disponível do Estado deve ser prestada em condições de igualdade e que o direito a ser informado é um imperativo constitucional.

Aqui no Expresso qualquer passo para saber algo sobre iniciativas do Governo foi, em muitos momentos, penoso. Depois do caso da licenciatura do primeiro-ministro, assistimos a um boicote claro na informação a este jornal e, em particular, a uma hostilidade total do primeiro-ministro. Mais: José Sócrates chegou a mentir sobre títulos que teriam sido feitos neste jornal, dando-os publicamente como exemplo de mau jornalismo. Mas, quando lhe foi demonstrado que esses títulos que ele publicamente citara eram mentira, jamais se dispôs a corrigir. À má vontade, juntou-se a má fé.

A actuação do núcleo duro do Governo em relação a jornais independentes, tem sido a de tentar colocá-los em locais em que eles não devem estar: há uma séria tentativa de identificar certos jornais com a Oposição ao PS e ao Governo. Essa estratégia, dada a ausência ou fraqueza da Oposição política teve os seus frutos. Infelizmente, nalguns casos os objectivos do centro de decisão do Governo foram conseguidos, uma vez que jornais e jornalistas mostraram (a meu ver) hostilidade excessiva e falta de frieza em relação ao Governo. Porém, em casos que conheço de perto, foram reflexos da brutalidade com que, por vezes, o poder os tratou.

A tentativa de colocar os jornais num lado ou de outro do sistema partidário, a exemplo do que se passa com os jornais desportivos, que todos sabem ser, cada um deles, ligados a um dos três grandes clubes, foi uma das grandes apostas de quem esteve com o Governo nesta guerra. Assim, aqueles que não eram controlados, eram tidos por estar ao serviço de forças políticas hostis - nada que Chávez não tivesse feito...

Em notícias como as da licenciatura, Cova da Beira, Freeport, ou agora Face Oculta as pressões foram sempre muitas. Ainda que isso possa ser considerado 'ossos do ofício', Sócrates chegou a pontos inéditos, como aqui já referi. Mais: em jornais debilitados economicamente a mão do Governo faz-se sentir e/ou houve tentativas para os domesticar. Não sei que credibilidade merecem as declarações de directores do 'Sol', mas seguramente merecem investigação.

O legado do PS. Confundir a actuação do núcleo político do Governo, ou seja de José Sócrates, Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira e seus assessores e amigos, como aquele solícito e jovem administrador da PT referido nas escutas que o 'Sol' publicou, com o conjunto do Governo ou com o PS, é um erro. Neste e no Governo anterior há ministros e secretários de Estado com actuações perfeitamente salutares e democráticas; o PS tem um património de defesa da liberdade de expressão inesquecível.

Mas doravante, todos - ministros, deputados, dirigentes do PS - devem estar mais atentos ao que fazem alguns dos seus dirigentes. Se não actuam, compactuam. E não vale a pena fixarem-se no crime de divulgação das escutas ou em minudências do género, como fez José Sócrates: a verdade vale mais do que a formalidade e, embora os fins não justifiquem os meios, convenhamos que o valor público do que veio a lume releva largamente o valor privado a proteger.

Por isso, volto ao modo como iniciei - Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro, Ana Gomes e outros destacados membros do PS querem esclarecer o assunto. Fazem bem. Todos devem contribuir para esclarecer o que deve ser esclarecido.

Por mim, contei o que sei.

Henrique Monteiro
in «Expresso», 09.02.2010


Espelho meu, há alguém mais mentiroso do que eu?

Em directo da Assembleia da República, um socretino é um socretino:

Prestes a cair de podre

Homem a prazo, prestes a cair de podre, logo que surjam mais detalhes sobre a manobra suja sobre a TVI e a liberdade de imprensa.

A não perder, num próximo fim-de-semana.
No partido, os bastidores movimentam-se para encontrar alternativas.

Tumultos em Magude

O povo é sereno mas vai perdendo a paciência.

08/02/2010

Sinais errados

Os mercados financeiros enganam-se. Nem sempre agem racionalmente. E tendem a ceder ao "instinto de rebanho": todos vão atrás. As agências de rating falharam redondamente no início da crise financeira e têm conflitos de interesses (muitos avaliados pagam ao avaliador). O comissário Almunia e vários analistas internacionais traçaram um paralelismo indevido entre a situação grega e a nossa.

Tudo isto é verdade, mas não é o mais importante. O essencial é que Portugal transmitiu sinais errados aos mercados, aos agentes económicos, às pessoas. A começar pelo optimismo sistematicamente apregoado pelo Governo até há semanas. Éramos dos primeiros a sair da recessão, os nossos males resultavam da grave crise internacional, as contas públicas tinham sido postas em ordem, etc. A única crise de que o Governo falava era a internacional: a nossa, a que nos faz perder competitividade e crescimento e nos endivida face ao estrangeiro, essa crise era tabu. A mensagem de Ano Novo do Presidente da República foi um choque, porque disse a verdade.

Criaram-se expectativas contrárias ao apertar do cinto que teremos de fazer. Afinal as contas do Estado estão muito desequilibradas. O défice de 2009 foi uma péssima surpresa, para mais sabendo-se que o programa anticrise do Governo português é proporcionalmente bem inferior ao da Espanha e aos de outros países. O crescimento económico está anémico e assim continuará enquanto não recuperarmos competitividade. E como continuamos a gastar acima do que produzimos, o endividamento externo cresce, estrangulando o país.

Outro sinal negativo é o Orçamento para 2010. Sem alterações na estrutura e nas funções do Estado, a despesa não desce. E cresce a desorçamentação com as parcerias "faça agora, pague depois", hipotecando o futuro. Isto sem falar no buraco na Saúde, nos défices das empresas públicas ou no que o Estado vai gastar a mais com os professores. Compreende-se que não tenha sido entusiástica a reacção dos mercados ao Orçamento.

Mas houve outros sinais errados. A crise política em torno da Lei das Finanças Regionais pode estar ultrapassada, mas os mercados registaram a facilidade com que, depois de PSD e CDS terem viabilizado o Orçamento, surgiram problemas - outros podem aparecer. Por exemplo, no debate na especialidade do Orçamento.

Com o Governo inflexível quanto à Madeira (rejeitando o apelo do Conselho de Estado para procurar compromissos), a dramatizar e a sugerir que poderia provocar eleições antecipadas, foi dado um sinal de instabilidade política. Ora esta é incompatível com as medidas duras que será preciso tomar pelo menos até 2013. Logicamente, os mercados assustaram-se.

Também o PSD e os outros partidos emitiram sinais errados. Alberto João saudou com entusiasmo a hipótese de Sócrates se demitir, ignorando o que tal representaria para a nossa credibilidade externa, quatro meses depois das últimas eleições.

Numa altura em que a prioridade é a redução da despesa, não faz sentido aumentá-la para a Madeira, ainda que pouco. Até porque aquela região tem hoje um rendimento por pessoa superior à média nacional - mérito de Jardim. E regista um enorme endividamento. Vítor Bento tem razão: a Madeira deve é ajudar as regiões mais pobres do continente.

Com esta iniciativa desautorizou-se o PSD, que antes dava uma imagem realista da situação financeira do país. Talvez porque, incompreensivelmente, ainda não dispõe de um novo líder eleito e legitimado, capaz de enfrentar Jardim e de inspirar confiança ao tomar compromissos para o futuro. Recordo que Passos Coelho, candidato a líder do PSD, já pôs em causa a estratégia de M. Ferreira Leite na viabilização deste Orçamento. Os mercados notam que nada garante que a actual posição do PSD se mantenha daqui a meses.

Ora a oportunidade para transmitir um sinal positivo aos mercados e uma mensagem realista aos portugueses está no programa que daqui a 15 dias será apresentado em Bruxelas, para até 2013 reduzir o défice das contas públicas abaixo de 3% do PIB. O documento apenas será credível se contiver medidas severas e se tiver um sólido apoio pluripartidário. Se tal não acontecer, não valerá a pena queixarmo-nos dos estrangeiros malvados, seja dos mercados ou das agências de rating.

Francisco Sarsfield Cabral, Jornalista
in «Público», 08.02.2010

Nova onda de "boys"

Segundo o «Público» de 08.02.2010 o segundo governo socretino, em três meses de existência, já bateu todos as marcas olímpicas de nomeação de boys.

Na onda de Guterres que proclamava, em 1995, "no jobs for the boys" como propaganda.

07/02/2010

O Paraíso Perdido de África - o Parque Nacional da Gorongosa

Está atualmente em exibição no canal de TV National Geographic o excelente documentário «O Paraíso Perdido de África - o Parque Nacional da Gorongosa» (aqui apresentado pelo «i.online»).



No outro lado do tempo é um documentário antigo mas inesquecível.

Publicidade paga

Recomeçou a plantação de notícias pelas agências de comunicação. Publicidade paga com capa de notícia fundamentada. Sem fumo, sem fósforo, sem fogo, enganosa quanto baste.
Por menos, o Santana foi de carrinho...

A instabilidade dos mercados financeiros

The only thing that we have to fear is fear itself”, Franklin Roosevelt.

A compreensão dos mecanismos que geram instabilidade nos mercados financeiros é um dos grandes desafios da ciência económica e financeira, sendo a crise recente o exemplo perfeito do tipo de problemas que enfrentamos.

Para ajudar a compreender este fenómeno, Hyun Song Shin (1) apresentou uma analogia elucidativa baseada na história da Millennium Bridge em Londres. Esta ponte pedonal foi construída para celebrar o ano 2000 e tem um desenho inovador. Baseada em “suspensão lateral”, não necessita de colunas altas para a suportar, criando a ilusão de uma “lâmina luminosa” sobre o rio Tamisa. Resultou do esforço conjunto da Arup (que participou na construção da Ponte de Pedro e Inês, em Coimbra, e da Casa da Música, no Porto), da Foster and Partners (firma liderada pelo arquitecto Sir Norman Foster) e do escultor Sir Anthony Caro.

Muitos milhares de pessoas acorreram à inauguração e, poucos momentos após a abertura, a ponte começou a balouçar violentamente. Imagens podem ser vistas no Youtube (aqui). A ponte foi fechada mais tarde e assim permaneceu durante 18 meses.

Os testes de engenharia feitos posteriormente detectaram que, quando a ponte era sujeita a vibrações de um ciclo por segundo, o balouçar observado no dia da inauguração reaparecia. Ao caminhar normalmente damos dois passos por segundo e, como o nosso corpo balouça ao caminhar e os nossos pés exercem uma pressão lateral, os técnicos especularam se essa seria a razão das oscilações horizontais observadas na ponte.

É bem sabido que quando soldados atravessam uma ponte, devem deixar de marchar para evitar que a frequência do seu passo faça a ponte oscilar e ruir. A tendência de um sistema em oscilar em grandes amplitudes em certas frequências é conhecido como ressonância. Nessas frequências, até mesmo forças pequenas podem produzir vibrações de grande amplitude, pois o sistema armazena energia vibratória.

Como poderia este problema afetar a Millennimum Bridge? No dia da inauguração milhares de peões atravessaram a ponte mas o balouçar de uma pessoa para a esquerda deveria contrariar o balouçar de outra para a direita, e as forças laterais exercidas pelos peões deveriam compensar-se entre si (um fenómeno conhecido em estatística como a Lei dos Grandes Números). O senso comum diz-nos que a probabilidade de um milhar de pessoas, a caminhar ao acaso, acabarem por alinhar os seus passos e assim permanecerem será muito baixa. O princípio da diversificação sugere que ter muitas pessoas sobre a ponte seria a melhor forma de anular as forças laterais.

Contudo, é necessário ter em atenção a forma como as pessoas reagem ao ambiente que as rodeia. Os peões sobre a ponte reagem à forma como a ponte se move sob os seus pés. Quando a ponte balança, os peões ajustam o seu passo para recuperar o equilíbrio. E todos os peões ajustam simultaneamente o seu passo, conduzindo à sincronização dos passos. Este movimento coordenado reforça o balouçar da ponte que, por sua vez, força os peões a ajustar o seu passo de forma mais precisa. O balouçar da ponte acaba por se reforçar a si próprio, continuando mesmo se o choque inicial que despoletou as oscilações for pequeno e temporário.

O fenómeno da ressonância é particularmente importante em pontes e é a razão pela qual a passagem de peões é limitada na Ponte D. Luís na noite de São João e se encontram encerradas as pontes pedonais que unem a Gare do Oriente ao Centro Comercial Vasco da Gama. O caso mais famoso do colapso de uma ponte pode ser observado no Youtube (aqui).

Que tem a ver esta história com os mercados financeiros? Os mercados financeiros são um caso exemplar de um ambiente onde os indivíduos reagem ao que acontece à sua volta e onde as acções dos indivíduos influenciam os próprios resultados. Há inúmeras situações em que bancos e investidores têm comportamentos semelhantes aos peões e em que os movimentos da ponte são análogos a variações nos preços dos ativos.

Os bancos ajustam ativamente os seus balanços e as suas estratégias prescrevem a venda de ativos assim que os preços descem mais do que determinado montante. Se todos os investidores seguirem estratégias semelhantes, uma pequena descida de preços inicia uma recção dos agentes que, por sua vez, reforça a descida dos preços o que incita os investidores a reforçar as vendas… Subitamente surge um excesso de oferta, uma falta de liquidez no mercado e a consequente descida abrupta dos preços. Os efeitos financeiros descritos são agravados quando vigoram princípios contabilísticos assentes em regras de mark-to-market em que o valor dos ativos reflecte instantaneamente os preços de mercado. Neste contexto, os choques são amplificados dentro do próprio sistema e, eventos como a falência da Lehman Brothers, provocam grandes variações nos preços e na liquidez dos mercados.

O problema da ponte londrina foi resolvido com a inclusão de dissipadores de energia que atenuam o seu balouçar. No caso dos mercados financeiros, cabe à política económica limitar flutuações exageradas, dissipando os efeitos de choques económicos adversos. Infelizmente para as vítimas da crise actual, os economistas sabem menos sobre as leis da economia do que os engenheiros sobre as leis da física.

Notas:
1. Hyun Song Shin, Commentary: Has financial development made the world riskier? Symposium Proceedings 2005 – Fed Reserve Bank of Kansas City

Este texto é baseado numa apresentação feita no workshop “Financial Supervision and Regulation: Lessons from the Crisis and Challenges Ahead” organizado pelo GPEARI – Ministério das Finanças e da Administração Pública.

(No âmbito de uma parceria que agora se inicia entre a e.conomia.info e o jornal Público, este texto foi publicado em simultâneo na seção de economia do diário na edição de dia 7 de Fevereiro)

José Jorge
in «e.conomia.info», 07.02.2010

Está-se a acabar o dinheiro

Na Rússia, a malta anda um tanto ou quanto farta do primeiro-ministro Vladimir Putin:

Um homem perigoso

Alegadamente, o primeiro-ministro aprovou (ou, pelo menos, conhecia) um plano secreto e pouco saboroso para remover alguns críticos, que o irritavam, fazendo comprar a TVI e parte da imprensa por gente da sua confiança.

As criaturas que ele queria exterminar eram, entre outras, o casal José Eduardo Moniz-Manuela Moura Guedes, como responsável pelo Jornal de Sexta, e José Manuel Fernandes, como diretor do PÚBLICO.

Isto, a ser verdade, roça o absurdo. Nem o Jornal de Sexta, nem o PÚBLICO tinham o poder de pôr em risco o Governo ou sequer de afetar significativamente o prestígio e o estatuto de Sócrates. Se alguém tinha esse poder era o próprio José Sócrates, para não falar no grupo obscuro e anónimo, que, segundo se depreende dos documentos que o Sol revelou, o serviu zelosamente no terreno.

Não vale a pena insistir na ilegalidade e, sobretudo, na profunda imoralidade da operação, se por acaso existiu como a descreveram. Em qualquer sítio para lá de Badajoz, nenhum político sobreviveria um instante a essa grosseira tentativa de suprimir com dinheiro público o livre exame e a livre crítica, que a Constituição e os costumes claramente garantem.

Mas não deixa de surpreender (e merecer comentário) que um primeiro-ministro de um partido que se gaba das suas tradições democráticas, declare por sua iniciativa, e sem razão suficiente, guerra aberta à generalidade dos media, que não o aprovam, defendem e bajulam. Não há precedentes na história deste regime de um ódio tão obsessivo à discordância, por pequena que seja, ou a qualquer oposição activa, de princípio ou de facto.

O autoritarismo natural de Sócrates não basta para explicar essa aberração na essência inteiramente inexplicável. Tanto mais que ela o prejudica e dá dele a imagem de um homem inseguro e fraco. Pior ainda: de um homem desequilibrado e perigoso.

A única hipótese plausível é a de que o primeiro-ministro vive doentiamente no mundo imaginário da propaganda. Ou melhor, de que, para ele, a propaganda substituiu a vida: Sócrates já não partilha ou nunca partilhou connosco, cidadãos comuns, a mesma perceção de Portugal. Do "Simplex" que nada simplifica ao estranho melodrama sobre as finanças da Madeira que nada pesam, aumenta dia a dia a distância entre o que país vê e compreende e o que o primeiro-ministro afirma enfaticamente que é.

Está perto o ponto em que só haverá uma solução: ou desaparece ele ou desaparecemos nós.

Vasco Pulido Valente
in «Público», 07.02.2009

O longo braço do polvo

Este senhor Zeinal Abedin Mohamed Bava tem uma explicação a dar ao país e aos acionistas da Portugal Telecom: prestou-se ou não ao jogo socialista de censura à TVI?

06/02/2010

Uma Dona de Casa no Ministério das Finanças

É sempre muito aliciante ouvir Medina Carreira, aqui numa entrevista ao "Correio da Manhã" em que recorda a famosa frase ignorante de Jorge Sampaio - há mais vida para além do défice.

O resultado da estupidez socialista está à vista de todos: grave crise orçamental, endividamente externo crescente, descrédito dos mercados internacionais, crescimento débil, declínio a caminho da pobreza.

A moda passa por Portugal

O designer de moda J. Crew, dos Estados Unidos, acaba de lançar o seu catálogo de Fevereiro suportado em imagens recolhidas em Portugal - Lisboa, Óbidos, praia da Adraga em Sintra.

Sem dúvida, um excelente elogio à paisagem e aos portugueses e uma demonstração de que o património cuidado, a paisagem respeitada, a gastronomia tradicional e a simpatia popular vendem. Mesmo que o país esteja manchado pelo pato-bravismo.

05/02/2010

As escutas, finalmente

04/02/2010

Censura

Não, de modo nenhum. Eu não faço isto ad hominem. Estou a reagir ao que foi articulado por um detentor de um cargo. A única coisa que me interessa aqui é o José Sócrates primeiro-ministro, o que ele faz, o que motiva, o que ele desmotiva... o que ele planeia em respeito ao meu país.

Então é uma reacção..?
É uma perfeita reacção. Só estou a agir pró-activamente a uma situação que me parece muito anómala. E a maneira como fui referenciado é muito anómala. Eu até devo dizer que agradeço o que tenho despertado nos media, mas o centro da discussão não sou eu, nem o que eu fiz. O centro da discussão é aquilo que o José Sócrates disse. Essa é a única zona que me interessa. Agora a outra coisa que me começou a interessar foi o acto do "Jornal de Notícias"de censurar um cronista dos mais seniores que eles têm...

Diz que está a reagir pró-activamente. Vai dar mais algum passo em frente?
Farei uma queixa à ERC. Fá-la-ei nas próximas horas.

E em termos judiciais?
Nunca pensei em abordar a questão, movendo uma acção ao Sócrates por aquilo que ele disse. Não pensei fazer isso. Acho que dentro da área em que eu opero tenho mecanismos formais - a ERC, o sindicato, as organizações internacionais - que protegem jornalistas.

Vai fazer queixa junto dessas entidades?
Ai vou, vou.

Esta declaração de hoje, em que diz que as declarações de Sócrates visavam também Medina Carreira, foi feita perante jornalistas e com o símbolo do CDS atrás. Quer trazer os políticos e os partidos para esta discussão?
Não. Quero consciencializar e divulgar com consistência aquilo que aconteceu. E quero sensibilizar o país político também. Agora não cairia no ridículo de vir aqui e não falar sobre uma questão nacional, de interesse nacional. Portanto senti-me no dever, outra vez, de retratar claramente para os meus anfitriões, a minha versão.

Falou com Paulo Portas antes de discursar?
Não falei com ele. Mas sabia que ele respeitaria. Ele foi jornalista, está dentro da liturgia dos jornais, de como uma pessoa se sente dentro de um jornal.

É que estas declarações sendo feitas numa altura em que membros do governo se ameaçam demitir...
Quem é que está a ameaçar demitir-se?

Teixeira dos Santos. E Sócrates já teria também ameaçado demitir-se...
Então há esperança.

Como disse há pouco durante a sua intervenção a declaração de José Sócrates envolvia também Medina Carreira...
Em determinada fase envolvia os dois nomes.
Dois problemas que precisavam de ser solucionados?
Sim, presumo que sim.

E porque razão também Medina Carreira era um problema a solucionar?
Não faço ideia nenhuma. Agora é procurar obter uma resposta - se ele a der - a Sócrates, porque razão eu e o Medina Carreira somos problemas.

E não falou em mais ninguém?
Do relato que eu tenho não. E como disse tenho três relatos.

Havia uma terceira pessoa na mesa de Nuno Santos...?
Sim, havia uma terceira pessoa.

E também faz parte da televisão?
Não vou mais longe. No meio disto tudo a parte que eu acho importante é o primeiro-ministro. O Nuno Santos, a primeira vez que disse o nome dele foi hoje porque me disseram que se sabia...

Nuno Santos confirmou ao i que estava no restaurante com Bárbara Guimarães...
É extraordinário. Nunca pensei que ele dissesse o nome da Bárbara. Acho que são pessoas que não têm de ser trazidas ao conhecimento de todos. Eu nunca diria o nome da Bárbara por exemplo... Porque não é necessário.

Ficou triste com a reacção de Nuno Santos?
Fiquei. Acho que eu na mesma situação - eu meço sempre pelo que eu faria, por isso é que fiz uma pausa antes de responder. Eu na mesma situação teria reagido. Quero pensar que reagiria: "Olhe que eu conheço o homem, ele não é maluco nenhum. Não é impreparado nenhum. Isso agora também é subjectivo e certamente não necessita de solução rigorosamente nenhuma".

E confrontou Nuno Santos?
Logo, com o primeiro relato que tive. Logo, mal recebi o email, reencaminhei-o para o Nuno Santos e pedi-lhe uma explicação.

E a explicação que Nuno Santos lhe deu não foi suficiente para não o apontar na crónica?
Falei com ele para justificar o que aconteceu - e ele não justificou o que aconteceu. Consubstancia o que aconteceu.

Por isso é que também decidiu integrar o nome dele na crónica?
Era importante que ele tivesse reagido nas responsabilidades de que está investido [como director de programas da SIC]. É uma fragilidade, mas poderá ter sido de momento. O primeiro-ministro a falar alto é uma figura intimidante. Para quem é intimidável.

Acha que foi por acaso esta conversa ter sido no dia da apresentação do Orçamento do Estado?
O que eu achei extraordinário é que o dia do Orçamento do Estado é um dia importante. E eu gostaria de pensar que as pessoas que assumem as responsabilidade de gerir o país estão inteiramente focadas nisso. Não admito que no dia em que o orçamento está a ser retocado tenha tempo para pensar em banalidades. E a maneira como um articulista escreve, ou um analista como o Medina Carreira se comporta, é um assunto lateral. Não tem de estar na mente do primeiro-ministro.

E o que diz isso do primeiro-ministro?
Tem um conjunto de prioridades curiosas, inadequadas que para mim não estão correctas. Para mim como cidadão e como intérprete da nossa vida pública.

Há medo no jornalismo de hoje?
A resposta que a comunidade jornalística tem dado a este assunto é encorajadora de que não há inibição em retratá-lo e os editores consideram-no um episódio importante.

Mas, no dia-a-dia, quando o jornalismo se mistura com os interesses? Falou do caso de Manuela Moura Guedes...
Esse caso é, na minha opinião, o caso mais grave da história da imprensa desde o 25 de Abril. Não há dúvida nenhuma de que é uma situação séria. A maneira como transfiguraram a redacção da TVI é séria. Até digo mais, é séria a própria reacção da TVI... a maneira como foi desmembrado um programa que em termos comerciais era um sucesso. Era visto. Agora o que não é aceitável é que venham dizer que a pessoa está doida, precisa de ser internada num manicómio. É curioso... o Estaline fez isso! Portanto isto são mecanismos um bocado orgânicos e interpretações de poder um bocado questionáveis - e é isso que me preocupa essencialmente.

Patrícia Silva Alves
in «i.on-line», 03.02.2010