28/02/2010

Ditador, terrorista e palhaço

Muammar Khadafi, o ditador terrorista que há 41 anos dirige a Líbia e que, na cena internacional é useiro na figura de palhaço, lançou uma jihad sobre a Suiça, na sequência dos problemas abertos pelo filho Hannibal, em 2008, com as autoridades helvéticas.

«Qualquer muçulmano em todo o mundo que esteja trabalhando com a Suíça é um apóstata, é contra Maomé, contra Deus e contra o Alcorão", disse Kadafi durante um evento de comemoração do nascimento do profeta, realizado na cidade líbia de Benghazi. Ele afirmou que a Suíça é um "Estado infiel e obsceno, que está destruindo mesquitas", referindo-se à proibição de construir minaretes, determinada por um referendo suíço», diz o ditador.

A União Europeia e as Nações Unidas já consideraram as declarações como inaceitáveis.

Enfim, o homem voltou a ter uma recaída.

26/02/2010

Socretinices: virtude ou a falta dela

António Costa entende que discutir o caráter dos políticos é "baixa política". Até o repetiu na Quadratura do Círculo. Também não se calam os que fazem coro com José Sócrates e se queixam daquilo que designam como um "assassinato de caráter" - algo que, subentende-se, seria interdito em política.

Não têm razão: os políticos são figuras públicas que, numa democracia, não podem liderar apenas pela imposição da sua vontade, mas pela inspiração do seu exemplo. Sendo que numa democracia os fins, justos ou injustos, não justificam os meios. Por isso, quando falamos de ética republicana, não falamos apenas do estrito cumprimento da lei (ou da aparência do cumprimento da lei), mas de um nível mais elevado de exigência. E de exigência moral.

Os que se sentam na cadeira do poder não são apenas julgados pelos eleitores ou, em casos limite, pelos tribunais: também respondem perante a opinião pública. Por outro lado, se nalgumas democracias o escrutínio das figuras públicas vai até à sua vida íntima, o que não recomendo, é consensual que ao exercício do poder corresponde uma compressão da área de reserva da vida privada, pois os cidadãos querem conhecer as virtudes e os defeitos dos que elegem.

Sócrates não pode pois escapar a um julgamento de caráter - não por alguém sentir que tem especial autoridade moral para o fazer, mas porque os seus defeitos de caráter se tornaram tão evidentes que se transformaram num problema político central.

O primeiro-ministro começa por ter um problema na relação com a verdade e a mentira, parecendo incapaz de as distinguir. As suas declarações sobre o que sabia ou não sabia do negócio PT/TVI há muito que perderam toda a credibilidade e se transformaram num jogo de palavras destinado apenas a criar uma ilusão nos que estão menos informados. Contudo este episódio é apenas o mais recente de uma longa série de meias verdades ou de mentiras que pontuam "um percurso de opacidades", para utilizar uma expressão de Maria Filomena Mónica.

E que opacidades. Nenhum político português deixou atrás de si um rasto tão longo e tão desagradável de casos "mal explicados". Como a memória é curta, recordemos os mais relevantes:

- A forma como assinou dezenas de projetos de arquitectura e engenharia no concelho da Guarda no tempo em que era técnico da Câmara da Covilhã;

- A sua associação, por um ano, à Sovenco, uma empresa de importação de pneus em que um dos sócios era Armando Vara;

- As nunca investigadas conversas intercetadas durante a investigação a Luís Monterroso em que intercede por empresas amigas junto de autarcas;

- As condições de relativa facilidade de que beneficiou para concluir a licenciatura na Independente;

- A controvérsia da atribuição de um generoso subsídio à Deco, acima do previsto legalmente;

- O envolvimento de figuras que lhe são muito próximas no chamado "processo da Cova da Beira", que levou anos a ser investigado;

- A diferença entre o preço que pagou pelo seu apartamento na Rua Castilho, em Lisboa, e o preço pago por alguns moradores;

- O papel que desempenhou como pivot da negociação com Daniel Campelo e que permitiu a aprovação do "orçamento do queijo limiano";

- As dúvidas sobre a forma e a celeridade do licenciamento final do Freeport, a maior parte delas levantada na imprensa ainda antes da denúncia anónima e, sobretudo, da carta vinda do Reino Unido;

- O aparecimento, no Parlamento, por alturas do "caso da Independente", de duas fichas diferentes de deputado, uma delas rasurada, indiciando uma possível falsificação que nunca ninguém investigou;

Não é pois preciso lembrar a sua relação doentia com os jornalistas ou a sua obsessão com a imagem, e ainda menos de apurar o que se passou no processo de compra da TVI, para perceber que um tal "rasto" de dúvidas e casos seria notícia em qualquer parte do mundo. Ao contrário do que José Sócrates tem repetido, não houve tentativas de "assassinato de caráter": houve e haverá dezenas de notícias que existem porque alguma coisa no caráter do político não permite que olhemos para elas como casos isolados, antes formando um padrão coerente. Para mal de todos nós.

Nenhuma das situações citadas, mesmo as que foram investigadas pelas autoridades judiciais, fizeram sentar Sócrates no banco dos réus. Só que o padrão evidenciado não é um problema judicial, é um problema político. E o que está em causa é a confiança dos cidadãos e dos outros agentes políticos num primeiro-ministro de que não se sabe quando está a ser sincero e cujo comportamento, por demasiadas vezes, suscitou dúvidas.

Mais: nasce-se na família em que se nasce, mas os amigos escolhem-se. E se José Sócrates pode facilmente demarcar-se do primo e do tio que invocaram o seu nome no "caso Freeport", é mais difícil manter-se fiel a Armando Vara (para não falar dos administradores nomeados pelo Governo para a PT, nomeadamente do extraordinário Rui Pedro Soares); ou não se ter distanciado de um dos réus do "caso da Cova da Beira", António José Morais, que lhe ministrou três das cinco cadeiras que frequentou na Universidade Independente; ou não se ter pronunciado pelo afastamento imediato de Lopes da Mota do Eurojust quando se levantaram as suspeitas, confirmadas, de que este pressionara os colegas encarregues da investigação do "caso Freeport"; e...

Cícero, o grande tribuno romano, costumava dizer que a virtude dos Estados dependia da virtude nos homens. Para todos os que pensam que o Estado, em Portugal, ainda não é unipessoal, antes serve todos os portugueses, a virtude e o caráter dos políticos não é um assunto para deixar fora do debate público. Sobretudo quando se adensa um sentimento coletivo de impotência e vergonha.

José Manuel Fernandes, Jornalista
in «Público», 26.02.2010

O Polvo

 O «Sol» com mais novidades nas bancas e uma dúvida muito legítima: quem avisou o Polvo?

25/02/2010

O eloquente advogado de Sócrates

António de Almeida Santos, advogado eloquente de Lourenço Marques, Moçambique, e actual presidente do PS português, é o estratega jurídico da defesa de José Sócrates.

Na verdade, à medida que se vão cavando novas minhocas (Casas da Covilhã, Universidade Independente, Cova da Beira, PT-TVI, etc.) e se aperta o cerco ao chefe do governo de Portugal, a linha de defesa tem sido a sistemática negação dos indícios, a total ausência de esclarecimentos sobre as matérias, as respostas vagas, a reafirmação de desconhecimento de acontecimentos envolvendo gente próxima (familiares, amigos, jovens JS, etc.) - não esclarecer, negar, confundiar, distrair, ignorar.

E, todavia, a chave para explicar a defesa orientada pelo seu camarada é muito simples, um autêntico ovo-de-colombo: em Direito, é à acusação que cabe provar a culpa.

E, a despeito das escutas, sem cadáver não se prova o crime.

O naufrágio

Na semana passada li na imprensa uma frase terrível. A frase era de um pescador sobrevivente do naufrágio da traineira Delfim, ao largo da Costa da Caparica, num destes dias de mau tempo que têm marcado um Inverno especialmente rigoroso. Uma onda gigantesca foi ao encontro da embarcação, esta virou-se, os pescadores ficaram debaixo, um desapareceu logo, outros dois deram as mãos.

Um destes, de nome Pedro, tinha 25 anos; o outro, 62.

Ao fim de uma hora e tal, o mais velho morreu. E sobre o que depois se passou, Pedro disse a seguinte frase:

– Senti que ele estava morto mas não lhe larguei a mão, para não ficar sozinho.

Esta frase ficou a matraquear-me o espírito. «Não lhe larguei a mão para não ficar sozinho». Para aquele homem perdido no mar, a companhia de um morto era preferível à solidão.

Lembrei-me então de uma história igualmente terrível contada há anos por Clara Pinto Correia. Escrevia ela que, quando trabalhava numa instituição científica nos Estados Unidos, uma colega que ia fazer uma experiência qualquer com um cadáver lhe disse:

– Ao menos vou tocar em pessoas.

A ideia arrepia. Em certas profissões, as pessoas atingem um tal ponto de solidão que a dissecação de um morto se pode transformar num momento agradável porque permite o contacto com a natureza humana.

Em certo sentido, esta história é uma metáfora. Nas sociedades contemporâneas, o problema da solidão tornou-se uma questão central. A solidão das pessoas sozinhas – e a solidão, mais profunda, das pessoas acompanhadas.

A civilização tem evoluído no sentido da desumanização da sociedade, do individualismo, da diminuição das relações entre os humanos em benefício das relações com as máquinas – e isso está a provocar distúrbios sociais de dimensão incalculável.

O meu pai nunca teve televisão. Ou melhor, só admitiu uma televisão em casa mesmo no fim da vida, porque dizia que o televisor era um aparelho diabólico que impedia as conversas em família ou sabotava as reuniões de amigos. E dava exemplos: recebera o convite para ir jantar a casa de alguém, tinham-se posto todos a olhar para a televisão, a páginas tantas começaram a levantar-se, despediram-se – e o ‘encontro’ acabou assim.

Na primeira vez que veio a Portugal depois de um longo exílio na Europa passámos férias juntos numa casa na serra da Gardunha – uma casa alugada a um guarda-florestal – onde no centro da sala havia uma lareira. Como estava frio, acendíamo-la todas as noites. E ficávamos a conversar, olhando para as chamas, que faziam desenhos sempre diferentes.

Um dia ele disse:

– A lareira é a nossa televisão.

E era. O fogo proporcionava imagens fascinantes, de uma grande variedade. Mas entre a lareira e a televisão existia um abismo: a lareira favorecia a conversa, a presença da lareira estimulava o espírito, enquanto a televisão monopoliza a atenção, mata as conversas, quebra a afectividade, gera a solidão. A televisão estabelece uma relação unívoca entre o espectador e o aparelho. Que seca tudo à sua volta.

O meu pai viveu a era da televisão – à qual resistiu sempre, como disse – mas já não viveu a era dos computadores. Ora, esta potenciou brutalmente a solidão introduzida nas sociedades modernas pela TV.

É que, enquanto a televisão ainda pode ser vista em família, em ambiente familiar, o computador é um objecto eminentemente pessoal. Na televisão as pessoas podem ver juntas um filme, um telejornal, uma reportagem – e podem ir comentando o que vão vendo. Embora a regra geral seja o silêncio, de vez em quando aquilo que passa no ecrã provoca uma observação, um comentário.

Mas com a entrada dos computadores na vida das pessoas, nem isso sobreviveu. O computador é de utilização individual, não se usa em grupo. Nos serões familiares, é hoje vulgar ver-se cada um dos membros da família agarrado ao seu computador, mergulhado na sua particular solidão, relacionando-se com um aparelho, mexendo em teclas de plástico.

O computador afastou ainda mais as pessoas umas das outras – criando o homem-objecto ligado à máquina, que serve para tudo: para trabalhar, para conversar com outras pessoas, para jogar, para encomendar compras no supermercado, para movimentar a conta bancária, para fazer sexo (virtual, claro).

No limite, o ser humano tornar-_-se-á um robô que não anda, não fala com ninguém, não vai à rua – e passa 24 horas agarrado ao computador, com os dedos martelando no teclado e os olhos pregados no ecrã.

A mim, isto assusta-me. Mas é certamente um problema meu. Porque as novas gerações nem sequer percebem o problema. Acham normal passar o dia presos ao computador. E, quando não estão no computador, estão a ver televisão, a jogar playstation ou então ao telemóvel, enviando e recebendo mensagens.

E muitos adultos também já estão infantilizados. Há uns meses fui com uns colegas ao estrangeiro. Quando chegámos ao hotel, já noite alta, convidei-os para uma bebida no bar. Tinha sido uma viagem longa de avião e apetecia-me descontrair com uma boa conversa à frente de um copo de whisky – bebida que aliás só me sabe bem em condições especiais.

Sentámo-nos. Encomendámos três whiskies com água e gelo, o empregado pousou os copos na mesa e eu preparei-me para começar a conversa. Disse duas palavras para o ar mas não obtive resposta. Olhei então melhor para os meus companheiros de viagem. Um estava completamente absorto a fazer um jogo no telemóvel, com os olhos vidrados no pequeno ecrã, o outro, também de telemóvel em punho, carregava febrilmente nas pequenas teclas, possivelmente respondendo a mensagens que tinham chegado durante a viagem.

Desisti da conversa. Sozinho, lembrei-me do meu pai e dos serões à lareira, que era «a nossa televisão». Como estamos já tão longe deste tempo! Como nos tornámos tão tristemente solitários, cada um no seu cantinho com o seu telemóvel ou o seu computador – ‘computador pessoal’, como ele próprio se intitula.

Estamos a construir uma sociedade monstruosa, desumanizada, destituída de alma, onde as relações humanas são cada vez mais ténues e utilitárias.

Adquirimos a última maravilha tecnológica convencidos de que, com isso, vamos tornar-nos mais felizes. Mas vamo-nos tornando apenas mais sós. Deixámos de ter vida colectiva. A sociedade é um somatório de milhões de existências individualizadas. Não percebemos a importância da presença humana.

Ou melhor, só a entendemos nos momentos de desespero – em que a companhia de um cadáver pode ser bastante para não nos sentirmos sozinhos.

José António Saraiva
in «Sol», 19.02.2010

A ETA e o Último Tango em Paris

Há 37 anos, os franceses viam O Último Tango em Paris.

Os portugueses tiveram de esperar por Agosto de 1974. Já os espanhóis, pelo menos os que residiam no Norte, tiravam proveito da sua localização geográfica e aos fins-de-semana metiam-se no carro, passavam os Pirenéus, faziam compras nos supermercados franceses (nesses tempos pretéritos o comércio regia-se pelos princípios daquele cartaz d’Os Verdes que nos manda comer produtos nacionais: um supermercado francês tinha as prateleiras cheias de coisas francesas difíceis de encontrar em Espanha) e davam animação às salas de cinema gaulesas onde podiam ver aquilo que literalmente a censura espanhola lhes tirava da frente dos olhos. O Último Tango em Paris terá mesmo gerado uma espécie de excursionismo cinéfilo.

Foi precisamente o desejo de ver o que em Espanha não se podia ver que nesse ano de 1973 levou José Humberto Fouz Escobero, de 29 anos, Jorge Juan García Carneiro, de 23, e Fernando Quiroga Veiga, de 25, a vestir fato e gravata e atravessar a fronteira de Irún. Uma ida a uma discoteca em França também fazia parte dos seus planos. Foi na discoteca que um comando da ETA os viu.

Fosse por estarem de fato ou por serem novos e bem constituídos, a verdade é que os homens da ETA se convenceram que estavam perante polícias espanhóis à paisana. Do que sucedeu daí em diante só se sabe seguramente que os três jovens galegos nunca mais foram vistos. O restante, que é tenebroso, tem sido reconstituído a partir das declarações soltas de etarras e fala de torturas inimagináveis até que aos algozes se tornou evidente que estavam apenas perante três rapazes que tinham ido ver O Último Tango em Paris. A ETA, que então passava por antifascista e gozava de largas simpatias nos sectores democráticos, ocultou estes cadáveres que testemunhavam a sua barbárie.

Há algum tempo que tinha pensado escrever sobre José Humberto Fouz Escobero, Jorge Juan García Carneiro e Fernando Quiroga Veiga. Talvez a data mais apropriada fosse na semana de 23 de Março, dia em que desapareceram. Mas antecipei essa decisão ao ouvir na rádio as declarações de Teletxea Maia sobre a tortura que a polícia espanhola exerce sobre os acusados de pertencerem à ETA. Não é segredo para ninguém que foi usada tortura no interrogatório a etarras na ditadura e também na democracia, e é esta última que para o caso interessa. Mas não só esse procedimento foi e é condenado com veemência pelos responsáveis espanhóis como foram feitos inquéritos e houve condenações, nomeadamente a do ex-general Galindo.

O que até agora nunca se ouviu foi um pedido de desculpa por parte da ETA. Nem sequer, ao fim destes 37 anos, os seus membros entenderam ser já tempo de deixar as armas ou, pelo menos, de dizer onde está o que resta dos corpos desses três rapazes que puseram fato domingueiro para irem ver O Último Tango em Paris.

Helena Matos
in «Público», 25.02.2010

24/02/2010

Cuba: Assassinato! Orlando Zapata Tamayo

Após uma greve de fome de 85 dias, o preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, de 42 anos, faleceu no hospital de Havana. Trinta outros opositores foram detidos para impedir que participem no funeral.

É o socialismo castrista na sua verdadeira face: assassínio puro por delito de ideias.

Esperam-se declarações da Embaixada da Ditadura à Rua Soeiro Pereira Gomes em Lisboa, Portugal.


23/02/2010

Coisas positivas

Não é surpresa! Já se sabia que a família Soares dos Santos tinha constituído a Fundação Francisco Manuel dos Santos como forma de promover o conhecimento da realidade portuguesa, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas.

O seu fundador convidou António Barreto, sociólogo, para presidir à administração da instituição e levar a cabo os objetivos traçados.

Hoje, a Fundação deu a conhecer a PORDATA, a base de dados de Portugal Contemporâneo.

É um excelente trabalho de uma excelente iniciativa:

22/02/2010

Somos todos madeirenses

A catástrofe que se abateu sobre a Ilha da Madeira tornou evidente como tantas vezes se perde tempo com mesquinhices e insignificâncias. Ainda há dias, parecia importante discutir o "orçamento das regiões" e, finalmente, somos levados a perceber como era uma poeira para os olhos e as mentes.

Alberto João Jardim, que tem obra feita na Região, perante o drama, mostra mais uma vez que não baixa os braços, que tem capacidade de mobilizar meios e vontades para salvar os vivos e homenagear os mortos. Sem dúvida, é o herói do momento!

Importa, por uma vez, reconhecer que o governo de Portugal reagiu com prontidão e responsabilidade.

Bem ficaria que fizesse aprovar um imposto especial de apoio ao povo madeirense - qualquer coisa como +1% de IRS em Março (em 1990, na Alemanha, foi aprovado um imposto de apoio ao Leste). Ainda que a solidariedade não seja obrigatória, era um enorme e merecido sinal de que todos os portugueses estão com os seus compatriotas da Madeira.

Canal Memória

21/02/2010

Bertina Lopes

Sobre a grande artista luso-moçambicana Bertina Lopes, uma exposição em 2008:



Grande Hotel da Incompetência

Símbolo da megalomania de um empresário colonial, 35 anos de independência não foram suficientes para um governo da Frelimo - um qualquer deles - encontrar uma solução para o escandaloso "zoo" em que está transformado o mais famoso edifício da cidade da Beira (Moçambique) e que é um verdadeiro monumento à sua incompetência.

(fotos: Revista Pública, 27.12.2009)

Lapsos de memória

A história tem destas coisas: a arqueologia encontra documentos notáveis sobre importantes acontecimentos do passado - neste caso, o novo militante inscreve-se no Partido Social Democrata que ainda não tinha esse nome!

20/02/2010

Drama na Madeira

Uma calamidade nunca vem só:







Apoio ao José

Manifestação de apoio a José Sócrates, realizada na tarde do dia 20 de Fevereiro.
Imagens directas do local - Alameda Dom Afonso Henriques, Lisboa - com os apoiantes ao fundo, do lado esquerdo:

Burrada

A burrada continua! Depois de uma "imprevidência cautelar", depois de reais buscas policiais, o garoto socialista abre a boca e inventa a curiosa e oportuna eliminação do «Jornal de Sexta» da TVI.

19/02/2010

737 mil desempregados

Segundo o INE (*), no último trimestre de 2009, o desemprego em Portugal atingiu 563,3 mil indivíduos a que corresponderia uma taxa de desemprego de 10,1 por cento.

Mas, se a esse número adicionarmos o subemprego visível (67,2 mil), mais os inativos disponíveis (73,5 mil) e os inativos desencorajados (33 mil), estaremos a falar de 737 mil indivíduos realmente desempregados e de uma taxa de desemprego de 12,9 por cento no último trimestre de 2009.

É a realidade nua e crua. Uma realidade que, segundo o INE e quando comparamos os valores médios de 2009 e 2010, viu desaparecer num ano 143,7 mil empregos. Quase todos eles empregos a tempo inteiro, já que a população a tempo parcial se manteve praticamente inalterável.

Hoje, 11,6 por cento da população empregada trabalha a tempo parcial. 848,9 mil indivíduos têm contrato a termo ou outro e representam já 22 por cento dos trabalhadores por conta de outrem.

A tudo isto some-se os baixos salários praticados em Portugal e tente imaginar-se o resultado de uma política económica que escolheu, como via para ultrapassar a crise, a redução dos salários, a precariedade e o aumento do desemprego

in «http://abrasivo.blogs.sapo.pt», 17.02.2010
 
(*) sabe-se lá se os números não são a la grega

O Polvo

O polvo desmascarado:



O Polvo

Uma interessante entrevista de Mário Crespo ao «Correio da Manhã»: o PS devia afastar o José!

17/02/2010

Interessante entrevista de Manuel Araújo (presidente do Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais) ao «Ordem Livre»: