18/01/2010

© Zeca

17/01/2010

À velocidade da luz

O ex-ministro do Equipamento Social Jorge Coelho e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas Luís Parreirão foram ouvidos pelas autoridades na investigação judicial à transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

Segundo a Lusa, os dois ex-governantes foram ouvidos há poucos dias pelas autoridades num caso que remonta a 2001, no âmbito das negociações entre a Câmara de Santarém, a Estradas de Portugal e o CNEMA, que pertence à Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Em comunicado enviado à agência Lusa, o ex-governante Jorge Coelho rejeitou “qualquer ligação a esta questão“, minimizando o seu papel nas negociações que decorreram.
A investigação, que já motivou buscas da Polícia Judiciária na CAP e na Câmara de Santarém, está relacionada com alegadas verbas que a autarquia, na ocasião liderada pelo socialista José Miguel Noras, deveria ter transferido para o CNEMA para ajudar a consolidar o passivo da sociedade, que tinha várias dívidas devido à construção do equipamento.

in "O Ribatejo"


Um caso de Justiça à velocidade da luz!

TGV para a praia

A comédia continua.

Novas oportunidades

É correr, antes que acabe.

Contra a situação

O pré-candidato canhoto às presidenciais portuguesas de 2011, já disse «cobras-e-lagartos» sobre os seus camaradas:



Chinesices

Internet e socialismos, de todos os sabores, repelem-se mutuamente:

16/01/2010

Haja o que houver

© Nicolas Grier

15/01/2010

O clima sempre mudou

A Oscilação do Atlântico Norte - North Atlantic Oscillation (NAO) é uma gangorra (ou balancé) irregular de mudanças na pressão atmosférica entre a alta contínua sobre as Ilhas dos Açores, no Atlântico, e uma baixa que permanece sobre a Islândia. As mudanças da NAO fazem parte da complexa dinâmica entre oceano e atmosfera no Atlântico Norte, que ainda hoje é pouco compreendida.

Mas a NAO tem importância crítica, pois afeta a posição e a força de tormentas no Atlântico Norte, que levam chuva para a Europa e partes da Eurásia. Quando a baixa pressão persiste sobre a Islândia e a alta pressão se forma próximo a Portugal e os Açores, ventos de oeste persistem sobre o Atlântico Norte, tempestades de inverno são fortes, chuvas na Europa Setentrional são abundantes e temperaturas de inverno são amenas. Inverta-se o índice de "alto" para "baixo", quando a pressão é alta no norte e baixa no sul, e a Europa sofre com temperaturas muito mais frias de inverno enquanto os ventos de oeste ficam mais fracos. Um ar extremamente frio sopra do sul e do oeste do Pólo Norte e da Sibéria.

Ninguém conseguiu ainda prever as alterações da NAO, que pode permanecer em "alta" ou em "baixa" por sete anos ou mais, até mesmo por décadas, mas às vezes está sujeita a mudanças rápidas.

Há outro gradiente de pressão que também afeta os invernos da Europa. Durante "baixas" extremas, formam-se sistemas de alta pressão constante entre a Groenlândia e a Escandinávia. As temperaturas ficam então acima da média na Groenlândia e muito mais baixas do que o normal tanto no norte da Europa quanto no leste da América do Norte. Quando a pressão sobre a Groenlândia é mais baixa do que na Europa, invertem-se as temperaturas, e os invernos europeus são mais amenos. Essa "baixa na Groenlândia" deve ter persistido durante os séculos de aquecimento.

O comportamento da NAO depende de muitos factores complexos, entre eles as temperaturas da superfície da água no Atlântico, das águas mornas na Corrente do Golfo e dos poderosos mergulhos perto do sul da Groenlândia, que fazem com que grandes quantidades de água pesada, salgada, da Corrente do Golfo afundem bem abaixo da superfície dos oceanos para abastecer a corrente transportadora do oceano que circula água pelos mares do mundo. Existem ligações claras entre a NAO e as rotações complexas da oscilação no Pacífico Sul, que geram os fenómenos El Niño e La Niña, mas eles ainda não foram muito bem definidos.
….
A Pequena Idade do Gelo
Durante os séculos XIII a XVIII houve um evento curioso nas latitudes médias. A temperatura média do planeta chegou a 1°C neste período. Um enfraquecimento na atividade solar e um aumento da actividade vulcânica foram as causas apontadas para este fenómeno.

Ciclos de fraca atividade solar durante este período foram notados por diversos observadores. Para se ter uma ideia, durante o período de 1645 à 1715, o Sol só apareceu 50 vezes, enquanto o normal seria de 40 a 50 mil para aquelas latitudes.

Período Quente Medieval
O período do século X ao XIV foi um período atipicamente quente para a Europa. Este aumento na temperatura foi o resultado de uma mudança na circulação local devido à alteração na salinidade do oceano Atlântico Norte.

Este período foi confirmado através de observações geológicas na Islândia que comprovaram que neste período não havia gelo. Além disso, os Vikings tiraram proveito deste período em que os mares nórdicos não estavam congelados e conquistaram várias terras na região.

O colapso da Mesopotâmia (aproximadamente 2000 a.C.)
O Império Mesopotâmio foi um dos mais prósperos durante os anos de 3000 a.C. e 1500 a.C. sob o governo da dinastia Akkad.

Durante o governo de Sargon de Akkad, por volta de 1130 a.C., começou o declínio deste império, graças ao clima. Os Mesopotâmios foram os primeiros a desenvolver uma agricultura de irrigação, por viverem em um ambiente árido (actualmente o Oriente Médio).

Os rios Tigre e Eufrates são alimentados pelo regime de ventos e mantinham um bom nível para a irrigação. Porém, conforme os anos passavam, o nível dos rios foi diminuindo, causando perdas nas colheitas e uma migração em massa da população para regiões mais ao sul, o que levou ao fim do império. Evidências geológicas e medições com instrumentação moderna apontam que o nível destes rios diminui em mais de 50% quando as águas do Nordeste do Oceano Atlântico encontram-se mais frias, alterando o padrão de circulação local.E foi o que de facto ocorreu naquela época.

in “Brian Fagan – Aquecimento Global

10/01/2010

Turras estúpidos

FLECs, incapazes de distinguir guerra e desporto, acabam de dar um tiro no próprio pé!
Eis o que dizem os turras, responsáveis pelo ataque à seleção nacional de futebol do Togo:

"Os dois pedestais do nosso Movimento de Liberação são a qualidade das nossas ações e um determinismo para a Liberação Total de Cabinda sempre irrepreensível. Somos as Forças emergentes da Mudança para a vossa inteira satisfação.

O nosso Programa de combate já muito variada continuamente é adaptado às necessidades crescentes dos nossos agressores e invasores vindos das savanas austrais Angolanas.

Graças à uma organização militar de qualidade, tivemos êxito a estabelecer-se sobre um setor muito disputado.

A FLEC/Posição Militar é o movimento nacional do todos Cabindêses e aberto aos todos os Horizontes com todos os que trabalham realmente para a Liberdade Real, a Justiça Equitativa e a Paz efetiva.

Sabemos fazer a diferença, os nossos militantes e novos aderindo reconhecem-o.
O Conselho CentralForças de Libertação do Estado de Cabinda/Posição Militar"


Primitivo Hezbollah

Cada cavadela cada minhoca!
Cada vez que o intelectual abre a boca... entra mosca.

Um Hezbollah lusitano.

09/01/2010

Plano\nclinado

Há, semanalmente, um excelente debate no canal de TV português SIC Notícias: "Plano Inclinado" é o seu nome.

Tem a participação permanente de Henrique Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato e com um especialista convidado, sob a mui sábia moderação de Mário Crespo.

A não perder, aos sábados, pela 22 horas (excertos):






© Luca Helios

© Scaudon

© Jurij Gurevich

É a economia, estúpido

O divertido secretário de Estado do Emprego (da Educação) de Portugal, Valter Lemos, comentou a divulgação do extraordinário valor de 10,3% de desemprego com uma excelente explicação:
«Apesar da taxa de desemprego em Portugal estar acima da média europeia, a evolução da situação económica portuguesa não é pior do que a evolução da situação na Europa.»

Corre um abaixo-assinado de desempregados voluntariando-se para ajudar o senhor Lemos e alterar as estatísticas.




Interessante é recordar esta cantilena (censurada)!

Dossiê climático

O conhecido político português, já reformado, Mário Soares, faz episódicos e divertidos comentários sobre matérias que não domina.

O seu tradicional fraco domínio de dossiês e de línguas estrangeiras, explicará melhor porque fez este fabuloso comentário a propósito da Cimeira de Copenhaga sobre Clima:

(...)
Prevê-se agora que, a continuar assim, o aquecimento mundial até ao final do século subirá 3 graus ou mais. Iremos ter uma subida regular das águas do mar, não de centímetros mas de metros. O que fará desaparecer algumas ilhas e recuar as zonas costeiras de certos países marítimos, como o nosso. Os excessos climáticos, chuvas torrenciais, ventos ciclópicos, tsunamis, furacões, tremores de terra e, por outro lado, secas, calor excessivo, desertificação, decréscimo das florestas, sensível diminuição da biodiversidade, vão tornar-se frequentes. Não é uma perspectiva agradável para ninguém, sobretudo para as jovens gerações. (...)
 
Para conhecer melhor a biografia deste autoridade climática, valerá a pena ler o livro de um seu grande amigo.
 

07/01/2010

O cego

O Zé diz que vê luz ao fim do túnel e tem a certeza de que não é um combóio.
Pergunta o jornalista: Se vê luz sem fazer nada, porque irá espatifar milhões num TGV entre Poceirão e Badajoz?


Censuras

Continua de baixa médica (stress de guerra) a grande amiga do outro. Daqui lhe mandamos votos de rápidas melhoras e regresso em força para pôr a boca no trombone!

Triunfo dos porcos


Em Moçambique, a nomenklatura apropria-se da riqueza coletiva e da ajuda internacional que não chega aos explorados de outrora e de agora. Para alimentar o "estou pidir", insiste-se que o país é o mais pobre do Mundo e está sujeito a todas as calamidades, cheias e secas, cobras e lagartos.

Dizia-se em 1975: A Luta Continua. Abaixo o colonialismo. Abaixo a exploração do Homem pelo Homem. Abaixo a Poligamia. Abaixo a Corrupção. Abaixo o Amiguismo.
Abaixa!