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23/09/2013

Angela Merkel, a Grande



 

22/09/2013

Alemanha europeia

Aí estão os resultados para atestar uma vitória da Europa, social, competitiva e de progresso.


19/09/2013

Crise e alternativas

Nos últimos meses, tenho defendido que os efeitos perversos dos violentos cortes orçamentais se tornaram contraproducentes. Várias pessoas me perguntam por alternativas. Pondo de parte a sugestão de Manuela Ferreira Leite de gritarmos com os representantes da troika, a resposta não é fácil.

Uma possível alternativa passa por decretar o não-pagamento da dívida, reestruturá-la e, eventualmente, sair do euro. Soluções de ruptura são possíveis e atá poderão tornar-se inevitáveis. Tais caminhos encerram riscos económicos desmedidos, podendo, inclusivamente, pôr em causa o regime democrático. Portanto, até serem inevitáveis, devem-se evitar.
 
O que sobra além de fazer o que a troika exige? A resposta a esta pergunta passa por perceber a resposta a uma outra: por que é que a troika insiste numa receita que gerou resultados tão desastrosos? Insanidade é uma possível resposta. Mas há outra: se a troika vai sair de Portugal em 2014, então, a partir desse ano, deixam de ter instrumentos para nos obrigar a fazer as reformas que garantem a nossa capacidade de pagar as dúvidas.
 
Ou seja, como não confiam em nós para reformarmos o Estado depois de 2014, querem tudo feito até lá. E, sendo este o terceiro resgate da nossa jovem democracia, podemos condená-los? Essa é a encruzilhada em que nos encontramos: para tornarmos o nosso Estado viável no longo prazo, exigem de nós políticas inviáveis e contra-indicadas no imediato.
 
Até há um ano, vivíamos em ambiente de austeridade descontrolada. Sempre que algum indicador mostrava um desvio, colossal ou não, novas medidas eram anunciadas em catadupa. Os colossais efeitos nefastos estão aí para quem os quiser ver. Mas os indicadores económicos relativos a 2013 também sugerem que a economia portuguesa é suficientemente
flexível para recuperar, desde que lhe dêem a necessária estabilidade para o fazer.
 
Convencer a troika a aceitar um compromisso de longo prazo que garanta alguma estabilidade macroeconómica e substitua a loucura dos cortes impensados é tarefa de políticos.
 
Mas é possível que a teoria dos jogos possa dar uma ajuda. E a teoria diz-nos que a nossa capacidade negocial aumenta se criarmos mecanismos que garantam o nosso empenho. Por exemplo, acrescentar uma norma à Constituição que impeça a Assembleia da República de aprovar um Orçamento do Estado que aumente a despesa pública enquanto existir défice orçamental. Exigir um visto prévio ao Tribunal de Contas reforçaria ainda mais essa norma. Um mecanismo deste género tornar-nos-ia credíveis perante os nossos credores.
 
Este tipo de compromisso exige apoio parlamentar alargado. Algo que logo a seguir às eleições legislativas teria sido mais fácil. Recentemente, o Presidente da República, de forma bastante inábil, tentou e falhou.

Só encerrando as urgências do curto prazo, será possível preparar uma reforma do Estado que respeite as diferentes visões para a economia e para o país. Esta discussão é particularmente importante porque, infelizmente, apesar de encorajadores, os últimos dados são ainda frágeis e periclitantes. Diferentes partidos defenderão, legitimamente, caminhos distintos. Será o regresso da ideologia ao espaço político. E não faltam assuntos para debate.

O aumento das importações serve de alerta para um equilíbrio externo que se desenrola no fio da navalha. É bom ter em mente que o principal estrangulamento que a nossa economia enfrenta é o endividamento externo. Isso quer dizer que o crescimento económico não deve ser conseguido à custa do aumento do consumo interno, que, inevitavelmente,
se traduz em aumentos das importações.

A melhor forma de evitar que o consumo aumente, sem que se reduza o rendimento das pessoas, é o de fomentar a poupança. Tornar os Certificados de Aforro e de Tesouro mais atrativos é uma boa ideia.

Do que conheço, o mais eficaz será alterar o sistema de financiamento da Segurança Social, pondo na mesa a transição do atual regime de repartição para um regime de capitalização ou um regime misto.

Tanto quanto sei, em todos os países onde isto foi feito, as taxas de poupança aumentaram (por vezes abruptamente). A sustentabilidade da Segurança Social no imediato está em causa. Reformas levadas a cabo pelo Governo de José
Sócrates garantem a convergência de longo prazo dos diversos sistemas de pensões.
 
No entanto, a crise por que passamos criou um problema a curto prazo. Com a emigração e um desemprego tão elevados, as receitas da Segurança Social não chegam para as necessidades. Basta lembrar que cerca de metade dos desempregados não têm subsídio de desemprego. A solidariedade tem de ser para todos e partir de todos.
 
Nestas condições, fará sentido que pessoas que beneficiaram de regimes de pensões mais favoráveis não prescindam de parte das suas exceções e dêem um contributo adicional? Faz sentido que os cortes previstos não tenham em conta que mesmo entre funcionários públicos havia, e há, regimes de pensões e reforma muito diversos?
 
Havendo folga para descer impostos, reduzir o IVA é uma má ideia, precisamente porque é um imposto sobre o consumo. O ideal será reduzir impostos sobre a produção, como a TSU. Baixar a TSU tem a vantagem adicional de reduzir os custos do trabalho, essencial para reduzir o desemprego e aumentar a nossa competitividade internacional. Tenho sérias
dúvidas quanto à utilidade, nesta fase, de baixar o IRC, dado que poucas empresas iriam benefiaciar dessa descida.
 
Enfim, há imensas políticas económicas para discutir. Essa discussão é essencial, é determinante para o nosso futuro e é, também, ideológica. Mas, primeiro, é necessário libertar o país da cascata austeritária.

Luís Aguiar-Conraria

Professor de economia da Universidade do Minho
in «Público», 18.09.2013

09/09/2013

O aborto e a coragem de Francisco I

Uma mulher italiana, Anna Romano, mantinha uma relação amorosa com um homem casado. Numa das incursões fora da cerca, o sujeito engravidou a Sra. Romano, que entrou em desespero. Estando sozinha, o que iria fazer com o bebé? O pai recusou de imediato ajudas e paternidades. Como sustentá-lo? Como lidar com o síndrome do bastardo?

Apelando a muita fé, Anna enviou uma carta ao Papa, expondo o seu desespero e a possibilidade de aborto. Não esperava resposta, era só um desabafo teológico. Mas Anna foi tocada não pela graça, mas pela preocupação do Papa em relação a este problema. Francisco I pegou no telefone e ligou directamente para esta crente dividida entre a crença e a vidinha.



O que disse Francisco? Começou por acalmá-la com o expetável, calma, minha filha, o aborto é sempre um mal a evitar, um bebé é sempre "um sinal da Providência". Anna iluminou-se com o inesperado telefonema, "ele encheu-me o coração" e o aborto deixou de ser opção. Mas a mudança de agulhas não se deveu apenas ao espectável discurso da "Providência". Na conversa, Anna deixou claro que uma das causas da tristeza e da confusão estava no facto de não poder baptizar o seu bebé, uma vez que é divorciada, uma vez que seria mãe solteira de um bebé cujo pai estava casado com outra mulher.

Por outras palavras, Anna estava com receio de ser ostracizada pela sua própria comunidade católica. E foi aqui que entrou em cena o golpe de asa de Francisco: o Papa não só explicou que o batismo seria possível como até se ofereceu para ser padrinho da criança.
O caso não é um pormenor, porque ataca de frente uma das grandes hipocrisias dos católicos penteadinhos que se julgam donos da fé e da Igreja: de manhã, incitam as jovens a assumir a gravidez, reafirmando (e bem) uma posição contrária à banalização do aborto; à tarde, recusam baptizar as crianças das raparigas que recusaram o aborto, pois consideram ilegítimos bebés nascidos fora do casamento. A hipocrisia é tremenda.

Uma rapariga solteira e pobre resiste ao aborto, tem a coragem para assumir a gravidez, mas depois é desprezada pelos penteadinhos da paróquia. Os padres recusam batizar a criança e o rebanho penteadinho olha de lado para a "galdéria" e para o "bastardo".

Tendo esta cena farisaica como pano de fundo, o exemplo de Francisco volta a encurtar a distância entre a Igreja e o verdadeiro espírito crístico. Jesus Cristo nunca abandonaria uma mulher com um filho nos braços. Não lhe recusaria a salvação nem a pertença ao rebanho.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-tempo-e-a-desmodo=s25269#ixzz2ePvJ4clF

Henrique Raposo

Expresso, 09.09.2013

08/09/2013

Amazing Norwegian proposal!

Há dias felizes:

31/08/2013

Casal socretino

Com o alto patrocínio do Largo do Rato:
 

11/08/2013

Os figos...

Numa aldeiazinha do interior havia uma figueira bem carregada, dentro do cemitério.

Claro que ninguém tinha coragem de ir lá pegar os figos. De dia tinha a guarda e à noite... quem é que tinha coragem?

Dois amigos destemidos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e apanhar todos os figos. Pularam o muro, treparam a árvore com as sacolas penduradas ao ombro e começaram a distribuir os figos.
- Um para mim, um para ti.

- Um para mim, um para ti.
- Porra, deixaste cair dois do lado de fora do muro!
- Não faz mal, quando terminarmos aqui vamos buscar os outros.
- Então está bem, mais um para mim, um para ti.
Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou a lenga-lenga de 'um para mim e um para ti' e saiu a correr para a GNR.

Ao chegar lá, disse para o guarda:
- Seu guarda, venha comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!
- Ah, cala a boca bêbado.
- Juro que é verdade, venha comigo.
Os dois foram até ao cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar...

- Um para mim, um para ti.
O guarda assustado:
- É verdade! É o dia do Apocalipse! Eles estão mesmo dividindo as almas dos mortos!

E foi então que escutaram......
- Pronto, acabámos aqui. E agora?
- Vamos apanhar aqueles dois que estão do lado de fora, um é meu e o outro é teu.......
- Cooooorreeeee, pooorrraaaa!!!!!


11/07/2013

Lógica masculina / feminina

Mulher: Você bebe?
Homem: Sim
Mulher: Quanto por dia?
Homem: 3 uísques
Mulher: Quanto paga por uísque?
Homem: Cerca de R$10,00
Mulher: Há quanto tempo você bebe?
Homem: 20 anos
Mulher: Um uísque custa R$10,00 e você bebe 3 por dia = R$900,00 por mês = R$10.800,00 por ano, certo?
Homem:correto
Mulher: Se em um ano você gasta R$10.800,00, sem contar a inflação, em 20 anos você gastou R$216.000,00, certo?
Homem: Correto
Mulher: Você sabia que com esse dinheiro aplicado e corrigido com juros compostos durante 20 anos você poderia comprar um Ferrari?
Homem: Você bebe?
Mulher: Não
Homem: Então cadê a porra do seu Ferrari?




01/07/2013

Humor

 
 
 

 



 
 

21/06/2013

What is this naked man chasing after?

Na China, a luta pela liberdade é protagonizada por um estudante de Belas Artes:

18/06/2013

Nutricionismo: ambas têm 53 anos!


Gillian McKeith
Nascida em 28 de setembro de 1959. Ela é a guru de saúde da televisão defendendo uma abordagem holística para a nutrição e saúde, promovendo exercício, uma dieta vegetariana rica em frutas e vegetais orgânicos. Ela recomenda dietas desintoxicantes, lavagem gástrica e suplementos.
Nigella Lawson
Nascida em 6 de janeiro de 1960. Ela é uma cozinheira da televisão que come carne, manteiga, creme de leite e sobremesas.
Seu programa de culinária na TV é apresentado no Brasil através da GNT com especiais voltados a festas como, por exemplo, Natal e Páscoa.
 
O que dá para concluir: mais importante é ser feliz...
Não há o que discutir: Caso encerrado!!!
VAMOS AO "CHURRASCO"!!!
 
 
 



14/06/2013

Ela não é parva

O noivo escreveu um poema pra noiva um pouco antes do casamento:

Que feliz sou eu, eu amor!..
Já, já estaremos casados

O café da manhã na cama
Um bom suco e um pão torrado

Com ovos bem mexidinhos
Tudo pronto bem cedinho
Depois irei para o trabalho
E você para o mercado

Daí você corre pra casa
Rapidinho arruma tudo
E corre pro seu trabalho
Para começar o seu turno

Você sabe que de noite
Gosto de jantar bem cedo
De ver você bem bonita
Alegre e sorridente

Pela noite minisséries
Cineminha bem barato
Nada, nada de shoppings
Nem de restaurantes caros

Você vai cozinhar pra mim
Comidinhas bem caseiras
Pois não sou dessas pessoas
Que gosta de comer besteiras....

Você não acha, querida
Que esses dias serão gloriosos?
Não se esqueça, meu amor
Que logo seremos esposos!

Como resposta, a noiva escreveu um poema para o noivo:

Que sincero meu amor!
Que oportunas tuas palavras!
Esperas tanto de mim
Que me sinto intimidada

Não sei fazer ovo mexido
Como sua mãe adorada
Meu pão torrado se queima
De cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir
Até tarde, relaxada
Ir ao shopping fazer compras
Com o Visa tarja dourada

Sair com minhas amigas
Comprar só roupa de marca
Sapatos só exclusivos
E as lingeries mais caras

Pense bem, que ainda há tempo
A igreja não está paga
Eu devolvo meu vestido
E você seu terno de gala
E domingo bem cedinho

Prá começar a semana
Ponha aviso num jornal
Com letras bem destacadas:
HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR À MERDA!

11/06/2013

Anedotas

O Socialismo em sonhos cor-de-rosa:

Notícia no «Público»
 

04/06/2013

Salve-se ... se puder!

Começou a grande operação "Reforma do Estado":

30/05/2013

O buraco no muro


27/05/2013

A dita-dura

Jorge Arroz foi detido acusado sedição; Movimento de profissionais de saúde e populares forçou a sua libertação
Escrito por Adérito Caldeira
Segunda, 27 Maio 2013
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Presidente da Associação Médica de Moçambique (AMM), Dr. Jorge Arroz, foi detido cerca das 18h40 deste Domingo (26), nas instalações da AMM, na cidade de Maputo, e conduzido à 6ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) onde esteve preso durante cerca de quatro horas acusado de sedição. Os profissionais de saúde que estão em greve há sete dias, exigindo um aumento salarial de 100 por cento e a aprovação do Estatuto Médico pela Assembleia da República, reuniram-se no exterior da esquadra e só saíram de lá quando o seu líder foi restituído à liberdade.
 
"O Dr. Jorge Arroz acaba de ser detido na AMM" reportou-nos um cidadão às 18h46 deste Domingo. A nossa equipa de reportagem dirigiu-se à 6ª esquadra, para onde o Dr. Jorge Arroz havia sido levado e presenciamos o oficial de permanência a explicar as razões da sua detenção na sequência de um mandato emitido pela Polícia de Investigação Criminal sob a acusação de estar a delinear um plano para encerrar todas Unidades Sanitária de Moçambique nesta Segunda-feira (27) no seguimento da greve que ele, e outros profissionais de saúde observam desde a passada Segunda-feira (20).
 
Entretanto a notícia da detenção correu pelas redes sociais, particularmente pelo facebook, e vários cidadãos começaram a acorrer à esquadra situada na praça 20 de Setembro.
Arroz que estava acompanhado pelo seu advogado viu em pouco tempo chegar o Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Tomás Timbane, que após inteirar-se da acusação começou a tentar contactar a procuradoria da cidade por forma a encontrar um procurador que analisasse a detenção, claramente ilegal.
Poucos minutos após as 20 horas Jorge Arroz foi encaminhado para uma cela da 6ª esquadra.
 

 
Ao pequeno grupo de profissionais de saúde juntaram-se outras centenas de colegas e cidadão anónimos que não quiseram deixar acontecer mais uma ilegalidade da PRM. Temos também relatos que à essa altura os profissionais de saúde que estavam em serviço Hospital Central de Maputo pararam as suas actividades e começam a ponderar juntarem-se ao movimento de cidadãos que exigia a libertação do líder dos Médicos.
 
Cerca das 21 horas, enquanto no exterior se gritava " não saímos daqui sem o Arroz" tudo se encaminhava para que o Presidente da AMM passasse a noite na cela. Uma jovem trouxe água, snacks e uma capulana que foram entregues a Polícia para que fizesse chegar ao detido.
Por essa altura o efectivo policial na esquadra havia sido triplicado, com a presença de vários agentes à paisana, ao que tudo indica da PIC.
 
Alice Mabote, Presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, cuja instituição está a prestar apoio jurídico aos médicos em greve desde a primeira greve, chegou. Abriu caminho entre a multidão, polícias e medias que lotavam o interior da esquadra e dirigiu-se ao oficial primeiro para saber a situação e exigiu falar com o Comandante ao mesmo tempo que de telemóvel em punho contactava fazia contactos para a libertação de Arroz.
Às 21h30 a Procuradoria já havia sido contactada e estava a analisar o processo de detenção do Dr. Jorge Arroz.
 
Mas a tensão continuava com o trânsito quase condicionado na rotunda existente no cruzamento das avenidas Marien Ngouabi e Guerra Popular. Vários automóveis que passavam manifestavam a sua solidariedade reduzindo a marcha e buzinando. A tensão aumentou um pouco mais quando a polícia tentou empurrar à força, para o exterior da esquadra, os membros da imprensa, médicos e cidadãos que estavam a prestar a sua solidariedade e fechou a porta de acesso principal à 6ª esquadra.
 
21h58 foi ordenada soltura de Jorge Arroz, afirmou o Bastonário da Ordem do Advogados, que inclusive usou a rede social facebook para divulgar a boa notícia.
 
Alice Mabote e o Advogado Carlos Jeque pediram a todos que se encontravam no interior da esquadra para se retirarem, num gesto de algum respeito pela polícia para que o detido pudesse ser libertado.
 
Mas os ânimos não acalmaram, o povo que se unira defronte da 6ª esquadra queria ver o Dr. Jorge Arroz sair pela porta da frente. Porém a PRM não deixou.
 
Poucos minutos antes das 23 horas Jorge Arroz foi retirado por umas das portas laterais da esquadra e conduzido até a Associação Médica de Moçambique.
 
Ainda na noite deste Domingo o chefe das Operações do Comando Geral da Polícia, António Pelembe, falou à imprensa sobre as motivações da detenção do Presidente da AMM.
Pelembe disse que Arroz não foi detido, mas sim notificado para prestar declarações. “A polícia encontrou Jorge Arroz em flagrante delito, reunido na associação médica de Moçambique a delinear um plano estratégico de como levar avante a greve no dia de amanhã (hoje). Tal plano visava o encerramento de todas as unidades sanitárias de modo a impedir os que por consciência prestam serviços mínimos aos doentes, e a evacuação de todos os doentes para fora dos hospitais”.
 
Esta Segunda-feira está agendado um encontro de todos profissionais de saúde moçambicanos, no cine teatro Gilberto Mendes, na baixa da capital moçambicana, para darem continuidade a luta por melhores condições de vida.
 
Contrariamente as informações do Ministério da Saúde que tudo está calmo nas Unidades Sanitárias vive-se um ambiente de caos nos Hospitais e continuam a existir Centros de Saúde que não estão a atender aos doentes.
 
A falta de fundamento da detenção
O antigo Juiz-Conselheiro do Tribunal Supremo, João Carlos Trindade, numa acto de cidadania partilhou gentilmente o enquadramento jurídico sobre o crime de sedição que, alegadamente, teria fundamentado a detenção do Presidente da Associação Médica de Moçambique, Dr. Jorge Arroz.
 
Segundo Trindade convém prestar atenção ao que dispõe o artigo 179 do Código Penal em vigor: "Aqueles que, sem atentarem contra a segurança interior do Estado, se ajuntarem em motim ou tumulto, ou com arruído, empregando violências, ameaças ou injúrias, ou tentando invadir qualquer edifício público, ou a casa de residência de algum funcionário público:
 
1º, para impedir a execução de alguma lei, decreto, regulamento ou ordem legítima da autoridade;
 
2º, para constranger, impedir ou perturbar no exercício das suas funções alguma corporação que exerça autoridade pública, magistrado, agente da autoridade ou funcionário público;
 
3º, para se eximirem ao cumprimento de alguma obrigação;
 
4º, para exercer algum acto de ódio, vingança ou desprezo contra qualquer funcionário, ou membro do Poder Legislativo, serão condenados a prisão até um ano, se a sedição não for armada.
 
1º - Se a sedição for armada, aplicar-se-á a pena de prisão.
2º - Se não tiver havido violências, ameaças ou injúrias, nem tentativa de invasão dos edifícios públicos ou da casa de residência de algum funcionário público, a prisão não excederá a seis meses na hipótese do artigo e a um ano na do parágrafo antecedente. ".
 
Segundo este João Carlos Trindade, da simples leitura do dispositivo legal extraem-se facilmente as seguintes conclusões: Em termos substantivos:
- A reunião dos representantes de uma classe profissional, numa sala da sede da sua organização e no exercício do direito constitucional à greve, não se pode confundir com motim ou tumulto. Além disso, para que se verificasse o crime, seria necessário reunir indícios suficientes de que os actos praticados (o ajuntamento em tumulto ou motim…) se destinavam a qualquer dos fins indicados no preceito incriminador:
1 – impedir a execução de alguma lei, decreto, regulamento ou ordem legítima da autoridade;
2 – constranger, impedir ou perturbar no exercício das suas funções alguma corporação que exerça autoridade pública, magistrado, agente da autoridade ou funcionário público;
3 – eximir-se ao cumprimento de alguma obrigação; ou
4 – exercer algum acto de ódio, vingança ou desprezo contra qualquer funcionário ou membro do Poder Legislativo.
 
Ora, não se afigura, de todo, que tenha sido possível alcançar tais indícios.
 
Em termos processuais:
- O crime de sedição, tal como tipificado no Código Penal, é um crime de execução colectiva, pelo que não se compreende que só o Dr. Arroz tenha sido detido, invocando-se flagrante delito. Todas as pessoas que estavam reunidas com ele no momento da detenção deveriam ter sido igualmente conduzidas à esquadra para responderem pela mesma imputação;
- Se a detenção se deu “em flagrante delito”, como revelou o porta-voz da Polícia, como se compreende que tenha sido emitido um mandado de captura prévio? Nesse caso, seria dispensado o mandado, pois, “em flagrante delito a que corresponda pena de prisão todas as autoridades ou agentes da autoridade devem, e qualquer pessoa do povo pode, prender os infractores” (artigo 287º do CPP);
- Ainda que se admita a remota possibilidade de terem existido indícios suficientes e de a reunião dos grevistas poder ser qualificada de tumulto ou motim, sempre seria irregular a captura, se o respectivo mandado não respeitasse (como parece ter sucedido, pelos relatos da comunicação social) os requisitos formais do artigo 295º do Código de Processo Penal (CPP) vigente, maxime, do seu nº 2 (“a indicação do facto que motivar a prisão, ou desse facto e das circunstâncias que, nos termos do artigo 291º, justificam a captura”). Neste caso, ter-se-ia, inclusivamente, violado o disposto no nº 3 do artigo 64 da Constituição;
 
- Tendo em conta que ao crime caberia, na pior das hipóteses, a pena de prisão até um ano, tudo o que a Polícia poderia, legalmente, ter feito após a condução do “arguido” à Esquadra era notificá-lo para se apresentar no tribunal competente no dia seguinte, para eventual julgamento em processo sumário, e não conduzi-lo para uma cela, pois nos crimes punidos com pena de prisão não superior a um ano não é permitida a prisão preventiva (artigo 286º do CPP).
 
Em resumo, mais uma vez a Polícia revelou ineptidão e falta de competência no cumprimento das normas processuais, sendo legítimo pressupor que os reais motivos da detenção tenham sido outros, que não aqueles que, de forma atabalhoada, foram tornados públicos.
 

24/05/2013

Palhaço de serviço!

Quando se cospe no próprio prato de sopa apenas para dar publicidade a um livro: das duas três - ou seu tem falta de chá ou se excedeu na quantidade de copos!

20/05/2013

Quando os mandarem para PQP, é aqui..

Puta Que Pariu
 

18/05/2013

Big Brother

A propósito de medição de audiência televisivas, está tudo dito e escrito!



 

09/05/2013

Göttingen Barbara

A União Europeia é uma fabulosa construção Humana, uma conquista da Liberdade e da Paz.

É por isso que é preciso tudo fazer para continuar e aprofundar o Projeto Europeu.

E recordar Göttingen docemente cantado por Barbara Brodi: